Valor Econômico destaca Thermas dos Laranjais e o crescente turismo de Olímpia

Publicado em 31 de outubro de 2014 às 15h42
Atualizado em 31 de outubro de 2014 às 15h43

O Thermas dos Laranjais e o crescimento turístico de Olímpia é destaque em manchete do jornal Valor Econômico, um dos principais do País no segmento financeiro, intitulada “Parques de diversão computam avanço de 5% no público”. Confira a reportagem completa abaixo:

O setor de parques de diversões deverá fechar 2014 com desempenho ligeiramente acima do apresentado no ano passado, quando o faturamento foi de R$ 1,15 bilhão. Atualmente, são 318 empreendimentos no país entre parques aquáticos, temáticos, itinerantes e os parques ‘indoor’ nos shopping centers, categoria chamada Family Entertainment Center (FEC). Nos últimos anos, os números foram relativamente estáveis.

“Os grandes parques temáticos e abertos não avançam tanto pelo alto custo de importação das atrações. A expansão ocorre mais nos parques ‘indoor’, que importam equipamentos menores e ainda contam com alguns fabricantes no Brasil”, diz Francisco Donatiello Neto, presidente da Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil (Adibra). Segundo ele, as compras de equipamentos no exterior são feitas no contexto de bens de consumo, com alíquotas de imposto de importação muito elevadas.

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Outro entrave é que as linhas de crédito são escassas. “Esses aparelhos não são considerados bens de capital. Uma montanha-russa não é encarada como um equipamento gerador de empregos”, destaca. Conforme Donatiello, a entidade trabalha na sensibilização do governo federal para que altere essa condição até mesmo porque não há uma indústria nacional a ser protegida. O país não conta com um segmento consolidado de fabricantes de brinquedos e atrações para parques, especialmente os dotados de alta tecnologia.

O fluxo de visitantes nos parques brasileiros tem avançado em torno de 5% ao ano. É pouco, porém significativo, por não ter ocorrido aumento na oferta. “O Playcenter, megaparque de São Paulo, encerrou as atividades em 2012. Foram muitas inaugurações, principalmente de parques indoor, para suprir esse fechamento. Também houve intenso trabalho do setor como um todo para aumentar a atratividade”, diz. O Playcenter chegou a receber, em média, 12 mil pessoas por dia.

A Abibra atua na profissionalização. Os números apresentados pela entidade refletem todos os parques brasileiros que fazem parte da associação, de sindicatos e cumprem normas técnicas. “Uma das nossas brigas é que mais parques entrem em uma linha mais profissional e segura”, diz Donatiello. De acordo com ele, a informalidade vigora e deve ser combatida.

Em 2011, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em parceria com a Adibra, lançou um conjunto de regras para os parques de diversões. A NBR 15.926, que traz muito da experiência dos parques mais consagrados do mundo, aborda requisitos de segurança dos projetos e instalações, como devem ser feitas as inspeções e manutenções, os cuidados nas operações e tem um capítulo específico para o adequado funcionamento dos parques aquáticos. Porém, como não se trata de lei, nem sempre o poder público, mais especificamente as prefeituras, exigem a sua utilização. Conforme ele, há necessidade de padronização, assim como de pessoas habilitadas para verificar o cumprimento das normas. Há muitas prefeituras que conduzem procedimentos próprios e diferentes.

“Defendemos que as normas sejam praticadas em todos os municípios. Como é difícil sensibilizar cada prefeitura, tentamos negociar com o governo federal”, afirma o presidente da Adibra. O município de São Paulo tem uma lei em vigor há mais de dois anos sobre o tema, considerando a NBR 15.926. Com intensificação da profissionalização, disseminação das normas técnicas nos municípios e estímulos tributários, o setor teria como decolar, aproveitando mais o movimento de ascensão social e a busca por entretenimento.

Fundado no início da década de 90, o Beto Carrero World, no balneário de Penha, no Estado de Santa Catarina, é o maior parque temático da América Latina e o quinto do mundo. Recentemente, tem apresentado resultados surpreendentes. No ano passado teve 1,7 milhão de visitantes e a expectativa para este ano é ultrapassar 2 milhões de pessoas. Na última década, o faturamento teve uma expansão média de 17% ao ano. Porém, em 2013, o crescimento foi ainda mais vigoroso, de 20% sobre o ano anterior. Em 2014, o aumento previsto do faturamento será de 25%, chegando a R$ 140 milhões. “Redesenhamos o parque para que ficasse mais compatível com o nosso core business que é um centro de entretenimento para família”, diz Adalgiso Telles, CEO do Beto Carrero World. Foram feitas mudanças no mix de atrações – brinquedos infantis, para família e radicais, shows e zoo. Os 700 colaboradores passaram a contar com plano de carreira e foi instituído um processo de meritocracia com remuneração variável atrelada à superação de metas estabelecidas.

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Entre os investimentos, está a nova área temática Madagascar, com 25 mil metros quadrados, aberta ao público em fevereiro. A atração, com os personagens e todo o cenário do filme, é fruto da parceria que o parque mantém com a DreamWorks Animation. Além de shows no local, há o Madagascar Crazy River Adventure, em que as pessoas percorrem uma corredeira em botes. “Investimos mais de R$ 20 milhões somente nessa área temática”, destaca Telles. Ainda em novembro, o Beto Carrero contará com o Show de Natal do Shrek, também fruto do contrato com a DreamWorks.

O parque tem parceria com outra produtora americana, a Universal Studios e montou um show de acrobacias baseado no filme “Velozes e Furiosos”. O Beto Carrero possui a primeira montanha-russa invertida do Brasil, a Fire Whip, inaugurada em 2008.

Telles destaca que o Beto Carrero World pretende sair gradativamente do perfil regional para se tornar um parque de destino nacional e internacional. Hoje, 80% dos visitantes são de três estados do Sul – Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. Para atrair outros públicos, está alterando as atrações e a estratégia de comunicação. “Nosso plano é atingir em menos de dez anos 5 milhões de visitantes e um faturamento superior a R$ 1 bilhão”.

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OLÍMPIA

O município de Olímpia, no interior de São Paulo, foi elevado à condição de Estância Turística em julho deste ano. Esse título é decorrente de toda a cadeia de negócios – hotéis, restaurantes e lojas, que foi gerada a partir do Thermas dos Laranjais. O parque, inaugurado em 1985, hoje ocupa 250 mil metros quadrados, conta com mais de 50 atrações e 450 colaboradores. No ano passado, o Thermas dos Laranjais recebeu 1,6 milhão de visitantes e, este ano, até setembro, teve um público de 1,2 milhão de pessoas. “Devemos chegar a 2,1 milhões de visitantes em 2014”, afirma Flávio Bachega, gerente de marketing do empreendimento. Antes da fundação do parque, a cidade contava com apenas três hotéis que somavam 60 quartos.

Atualmente, são 70 hotéis e pousadas com 9 mil leitos em operação. Nos próximos dois anos, com os empreendimentos hoteleiros que estão em construção, a região terá 24 mil leitos. As receitas do Thermas dos Laranjais avançaram 17% em 2013 sobre 2012. Este ano, o empreendimento espera resultados ainda maiores e aposta na inovação constante, com novidades aos frequentadores.

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