Com taxímetro engavetado, taxistas reajustam tarifa básica em R$ 15

Boa parte dos taxistas de Olímpia estão cobrando, a partir desta semana, R$ 15 pela corrida ‘básica’. A decisão parte dos taxistas da Rodoviária que comunicam os demais. Nem todos cumprem a nova ‘tabela’. A alegação principal é o reajuste recente do preço dos combustíveis. O reajuste foi de 15,38%, mas álcool e gasolina subiram, no máximo, 3%.

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Enquanto isso, a lei municipal do taxímetro está, há 15 meses e 12 dias, engavetada. O taxímetro é uma exigência federal para cidades com mais de 50 mil habitantes. Segundo já disse o superintendente da Prodem, autarquia que cuida do setor, Amaury Hernandes, ‘a lei vai entrar em vigor’, mas não precisou quando. O comentário é que a lei ficará no papel porque ‘aqui não vai funcionar’. O taxímetro não é garantia de corrida ‘mais em conta’, muito pelo contrário. Pode até ultrapassar os atuais R$ 15.

A única especificação que os taxistas já cumpriram antes do prazo legal, é a uniformização do taxi branco, mas também não é unanimidade.

Há, também, a perspectiva de que, no começo do ano, o prefeito Geninho Zuliani autorize a abertura de sete novas vagas para o táxi de Olímpia, inclusive para regulamentar melhor a questão dos plantões no período noturno.

O taxista Marcos Garcia (Barba) faz uma análise da situação, e justifica:  “O último reajuste das tarifas dos táxis de Olímpia, ocorreu em janeiro de 2013, e lá se vão 22 meses… Durante este período, a gasolina aumentou 6,6% em janeiro/2013, 4% em novembro/2013 e mais os 3% deste mês (que, na minha opinião, este último ainda não deve ser considerado para efeitos do reajuste do táxi). De qualquer forma temos 10,86% de aumento da gasolina, no período. Os pneus tiveram seus preços elevados em, aproximadamente, 15% (conforme Bonadio Pneus). O óleo do motor teve aumento de, aproximadamente, 20% no período (conforme Rei do Óleo). O INPC-Geral chegou a 10,86%. O IPCA-Geral chegou a 11,26% no período. E por aí vai…”

Itamar comemora isenção de ICMS para o ‘taxista MEI’

O deputado Itamar Borges presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo comemorou a medida assinada pelo governador Geraldo Alckmin que concede isenção de ICMS na venda de automóvel de passageiro destinado a serviço de táxi.

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“Uma isenção importante, ano passado foram 33 mil taxistas beneficiados com a isenção do ICMS. É importante ter carros novos, seguros, que possam transitar com segurança em benefício do usuário do sistema de táxi”, destacou Alckmin.

O benefício terá vigência até 30 de novembro de 2015 para as saídas promovidas pelos fabricantes de automóvel e até 31 de dezembro de 2015 para as vendas realizadas pelas concessionárias. “Nós estamos retirando um imposto para a prestação de serviço importante que temos em todo o Estado de São Paulo”, disse o governador.

Itamar Borges comemorou: “Essa medida beneficiará de imediato os 2 mil taxistas enquadrados como MEI em nosso Estado, mas tenho certeza que esse número irá crescer muito com a isenção do ICMS concedida pelo Governador Alckmin”.

Para adquirir o veículo com a utilização do benefício, o taxista MEI deverá obter junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI), além de apresentar comprovação de que possui licença para o exercício da atividade de serviço de táxi. Também é necessária cópia da autorização expedida pela Receita Federal do Brasil concedendo isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Microempreendedor Individual

São considerados MEI empresários individuais com faturamento de até R$ 60 mil ao ano. A formalização como Microempreendedor Individual assegura, entre outros benefícios, isenção de cobrança do registro na Junta Comercial e concessão de alvará de funcionamento. A contribuição mensal de R$ 33,90 garante benefícios previdenciários como aposentadoria por idade ou invalidez, auxílio-doença, pensão por morte ou reclusão e salário-maternidade.

Taxímetro aprovado, taxistas esperam a definição de uma tarifa mínima

Os vereadores aprovaram na noite desta segunda-feira (13), projeto de lei do prefeito Geninho Zuliani (DEM) regulamentando o serviço de Táxi na cidade e não abriu mão de dois itens questionados pela categoria: o taxímetro e a cor branca dos veículos. A cor branca ainda terá prazo para a troca e, esperam alguns profissionais do segmento, que até lá uma nova gestão desista da ‘padronização branca de interesse turístico’. Quanto ao taxímetro, exigido por lei federal para cidades com mais de 50 mil habitantes, o usuário que rodar mais de 3,5 quilômetros pode se preparar para pagar mais do que os atuais R$ 13.

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Com exceção do vereador petista Hilário Ruiz, que não se convenceu “da segurança jurídica” do projeto de lei, os demais aprovaram e ainda o elogiaram na tribuna. Para o líder do prefeito, Luiz Salata (PP), “o projeto é um marco que ficará na história da cidade, modernizando e tornando mais eficiente o transporte de táxi”.

Em entrevista à uma emissora de rádio, o taxista que vem liderando as negociações em nome da categoria, Marcos Garcia (Barba), disse que a categoria espera que o decreto do prefeito, instituindo tarifas e as bandeiradas, também traga uma tarifa mínima, talvez em torno dos R$ 10 – ou seja, nenhuma corrida, mesmo que de dois quarteirões, daria menos do que R$ 10, “para compensar as perdas que, inevitavelmente, teremos com o taxímetro”, disse o taxista.

Segundo ele, “todas as corridas além de 3,5 quilômetros o trajeto ficarão mais caras, vamos ver como isso vai ser absorvido por quem, de fato, usa o táxi diariamente, inclusive para trabalhar”, referindo-se à simulação feita, dias atrás, pela Prodem onde até trechos compostos (não usuais na realidade) foram utilizados e, mesmo assim, a média ficou em torno dos 10 a 12 reais.

Quanto à cor branca, classificada como ‘de interesse turístico’ no projeto de lei, os taxistas podem respirar aliviados: ainda terão cinco anos pela frente e, quiçá, a esperança da exigência ser derrubada numa próxima gestão, pelo menos é que o taxista Marcos Garcia confessou, durante a entrevista radiofônica após a sessão.

Prodem vai tirar a ‘prova do taxímetro’ nesta quinta-feira

A empresa pública PRODEM (Progresso e Desenvolvimento de Olímpia) quer saber qual o real impacto que a possível obrigatoriedade do uso do taxímetro nos táxis da cidade poderia vir causar no bolso dos usuários. Por isso, nesta quinta-feira (9), às 14h, o presidente Amaury Hernandes, engenheiro de segurança e trânsito, coordenará um ‘tour’ pela cidade, com alguns taxistas, fazendo aferições com base em bandeiradas e quilometragem. Atualmente, o valor cobrado por boa parte dos taxistas é de R$ 13 para qualquer trecho, exceto zona rural, horário noturno (além das 22h) e cidades da região e capital.

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A questão envolve a reapresentação de novo projeto de lei do prefeito Geninho Zuliani (DEM) regulamentando a profissão de taxista e tendo como pontos polêmicos as exigências do taxímetro, de imediato, e da cor padronizada do táxi em branco, em 36 meses. Não se sabe qual ‘o interesse turístico’ pelo branco, já que os carros oficiais, por exemplo, são escuros. Para alguns taxistas, a cor escura é mais ‘social’, menos ‘apelativa’, concorre para mais segurança e, por outro lado, muitos passageiros não querem, sequer, que o veículo tenha o luminoso ‘táxi’ no teto do veículo, para descaracterizá-lo como tal, inclusive também por segurança.

Uma das lideranças dos taxistas, Marcos Garcia (‘Barba’), apresentou para alguns vereadores na última sessão ordinária (6) uma planilha contendo possíveis itinerários tendo o Terminal Rodoviário como origem da corrida e, como destinos, os mais distantes dos diversos bairros da cidade. A simulação considerou os valores cobrados pelos taxistas de Rio Preto, ou seja, R$ 4,20 pela bandeirada e R$ 2,55 por quilômetro rodado. Para manter os atuais R$ 13, segundo Marcos Garcia, e tendo em vista esses valores de Rio Preto como referência, uma corrida deveria ter, pelo menos, 3,45 quilômetros. Mas, nem sempre é assim, se considerar apenas a Rodoviária como ponto central (o que também não confere com a realidade).

O taxímetro democratiza a tarifa, ou seja, paga mais quem anda mais. Mas, é uma faca de um gume social bem afiado: quem mora mais longe, pela geografia da cidade são as classes sociais C, D e E, e pagarão mais caro, seja lá qual a fórmula ou tarifa a ser aplicada na cidade. Pela simulação de Marcos Garcia, em corridas reais, levando-se em conta as tarifas de Rio Preto, uma corrida da Cohab-2, por exemplo, para bairros ‘na outra ponta’ da cidade, ou mesmo para o Thermas dos Laranjais, por exemplo, pagará no mínimo R$ 18.

Consequentemente, qualquer corrida com mais de 3,45 km ficará mais cara, principalmente ao se aplicar a “Bandeira 2”, que acrescenta, automaticamente, 30% ao preço a ser pago pelo cliente, esclarece o taxista Marcos Garcia.

Enfim, para o taxista nem precisava simular. Existe a equação para tanto se valendo do Google Maps. Mas, a prática, nesta quinta-feira, poderá desvendar o mistério: como tornar a tarifa menos onerosa para quem mora além do quadrilátero central, privilegiado, da cidade?

CLIQUE NO QUADRO ABAIXO E VERÁ, EM AMOSTRAGEM REAL, O IMPACTO DO TAXÍMETRO EM OLÍMPIA:

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Prodem não abre mão do taxímetro e nem da cor branca “por situação turística”

Nenhuma das reivindicações dos taxistas, pelo menos as principais – extinguir a obrigatoriedade do taxímetro e da cor branca da futura frota de táxi – foi aceita pelo presidente da empresa púbica Prodem (Progresso e Desenvolvimento Municipal), Amaury Hernandes, em reunião com o presidente da Câmara, Beto Puttini (PTB), e alguns vereadores, no legislativo ontem, terça-feira (9).

Para obrigar o uso do taxímetro, em detrimento da fixação de tarifa – que a Prodem não quer, Amaury invoca lei federal para municípios acima de 50 mil habitantes. O taxímetro entraria em vigor imediatamente à promulgação da lei que está em curso na Câmara.

Para padronizar na cor branca, há uma ‘situação turística’ não bem explicada, mas que os vereadores “concordaram na troca em 60 meses”. Alguns taxistas querem saber se a frota oficial, em sua maioria cor preta, também será trocada para branca.

Eis a íntegra da ata da reunião:

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Táxis deverão ser todos brancos e com taxímetro, quer prefeito através de lei

Depois que alguns taxistas da Rodoviária decidiram, por conta própria, reajustar a tarifa de R$ 10 para R$ 13 e estipular, ‘de cabeça’, um tal de ‘quadrilátero central’ para os R$ 13 e cobrar, livremente, até R$ 20, por distâncias imaginárias, o prefeito Geninho Zuliani (DEM) decidiu disciplinar o exercício da atividade e enviou à Câmara, ontem, segunda-feira (25), projeto de lei. Mais de 10 taxistas estiveram na Câmara para acompanhar o trâmite, mas ontem foi apenas deliberado, voltando à discussão e, aí sim, emendas e debates, nas próximas sessões. Há na nova lei que o prefeito pretende impor, dois pontos polêmicos: a tarifa por taxímetro e a cor branca para todos os veículos, com brasão da cidade e outras marcas.

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O interessante é que o projeto também disciplina que, no mínimo, o taxista deverá estar em atividade por oito horas durante o dia; deverá haver, pelo menos, dois taxistas em cada ponto, durante o horário de almoço dos demais; estabelece plantões e horários especiais e determina que a cor do táxi em Olímpia deverá ser branco, estipulando-se um prazo de três anos para que todos estejam com a mesma cor ‘oficial’ do serviço de táxi em Olímpia.

“Não ficou bem clara a razão pela escolha da cor, já que nem em Rio Preto isso é exigido, mas temos de discutir em conjunto com a categoria e poder público, não somos favoráveis à troca de cor, há taxistas com carro novo com outra cor, os carros são financiados em até 60 meses, quando você o obriga a trocar de cor em menos tempo isso cria um grande problema, a princípio, financeiro para o taxista”, disse Marcos Garcia (Barba).

Outro ponto é que “os condutores de veículos de táxi deverão trajar-se e comportar-se discretamente, sendo obrigatória a atenção e o respeito ao público, além de manterem-se conservados e limpos os seus veículos, em cujo interior será proibido fumar”. Sem contar que o taxista não deverá ingerir bebida alcóolica em serviço ou mesmo antes de iniciá-lo.

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O taxista poderá ter um auxiliar, desde que devidamente cadastrado e obedecer aos critérios da nova lei. Esse auxiliar poderá assumir o veículo em horários em que o titular não esteja atuando. E a licença poderá ser ‘herdada’ para familiares, desde que pela morte de seu titular ou mesmo invalidez, sempre com documentos comprobatórios.

Além disso, pela nova lei, todos os taxistas deverão passar por um curso de capacitação, “onde aprenderá noções básicas sobre primeiros socorros, parto e direção defensiva, entre outros assuntos que possam serem úteis para o bom desempenho da profissão”. Os veículos não poderão ter mais do que oito anos de uso.

A nova lei estabelece, ainda, que o número de taxistas na cidade não poderá ultrapassar de um taxista para cada dois mil habitantes (no caso, entre 26 a 27 profissionais). Os locais de pontos também serão regulamentados e devidamente sinalizados e equipados.

TAXÍMETRO, A POLÊMICA

A lei que pretende disciplinar a atividade do táxi na cidade impõe outra condição: a tarifa cobrada por taxímetro, com valores estipulados pela prefeitura de acordo com estudos e planilhas que poderão ser apresentadas pelo sindicato da categoria.

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Para alguns taxistas, o taxímetro em uma cidade do porte de Olímpia é uma ‘faca de dois gumes’, ou seja, em alguns trechos poderá baratear, abaixo dos R$ 13 e, em outros, encarecer. Nas viagens intermunicipais, continua a livre negociação. Hoje, por exemplo, uma corrida para Rio Preto custa, no mínimo, R$ 130.

Alguns profissionais presentes na sessão legislativa de ontem à noite, como Marcos Garcia, defendem que o mesmo sistema adotado aos mototaxistas seja para a sua categoria, doravante, ou seja: fixação da tarifa única pela prefeitura, sem as variantes que alguns colegas criaram no começo do ano, causando insatisfação da clientela e provocando o poder público a apressar a regulamentação da atividade. Ainda hoje, cada um pode cobrar conforme quer. Um passageiro contou que, dias atrás, chegou a pagar R$ 20 dentro da cidade, em horário normal.

Além disso, pela nova lei, no período das 18h às seis da manhã, de segunda à sexta-feira, nos domingos e feriados, e aos sábados após ao meio-dia, a tarifa municipal terá um acréscimo de 30%. Não sei sabe, ao certo, o reflexo que isso terá se a tarifa não for única.

Para alguns taxistas ouvidos ontem, e que conversaram com os vereadores, a imposição pelo prefeito de uma tarifa única, com ocorre com os mototaxistas, fixando, por exemplo, os R$ 13 para toda a cidade e, com reajuste anual, seria mais estimulante e disciplinador, principalmente face ao investimento que terão de realizar para a mudança da cor ou do ano do táxi, em 36 meses.

Sem lei, taxistas criam tabela e geram dúvidas até entre eles. Prodem quer lei e taxímetro

Os usuários de táxi de Olímpia continuam tendo a necessidade de pesquisar, se possível, as tarifas cobradas por vários profissionais. É que, conforme foi divulgado pelo Diário, com exclusividade, sem uma legislação municipal que regulamente a concessão e o uso, exceto apenas por um antigo decreto, e sem um estudo mais acurado dos últimos índices inflacionários, eles, por si só, decidiram reajustar a tarifa básica de R$ 10 para R$ 13. E, mais: incluiram novas modalidades, tipo a corrida dentro do ‘quadrilátero central’, o ‘bairro-centro’ (e vice-versa), o ‘bairro-bairro’ e, curiosamente, a ‘corrida de mercado’.

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Detalhe: felizmente, não são todos os que estão praticando essa tabela que, alguns taxistas, ostentam diante do parabrisa do passageiro (veja foto). Ainda é possível encontrar profissional que, em seu âmago, considera o reajuste de 30% ‘puxado’ e ainda cobra R$ 10, independente se vai dar volta no quarteirão ou se é de bairro para bairro, exceto viagens além das 22h, para a zona rural ou cidades vizinhas que possuem, por exemplo, aeroportos, como Rio Preto e Barretos.

Para se ter uma ideia, os taxistas criaram uma tabela com reajuste de 30%, superior à inflação dos últimos seis anos. E os novos roteiros podem criar arbitrariedade de interpretação e dúvidas entre os usuários. E alguns taxistas sequer estão na praça há tanto tempo.

Mas, essa situação poderá ser por tempo determinado, devido às mudanças que serão feitas pela Prefeitura de Olímpia.

O Diário consultou nesta segunda-feira (21) o novo diretor-presidente da Prodem (empresa pública que gerencia, entre outras áreas, o transporte coletivo urbano, como mototaxis e ônibus coletivos), engenheiro Amaury Hernandez, sobre o assunto, e ele adiantou que já está estudando com o prefeito Geninho Zuliani (DEM) uma legislação ‘mais moderna e atrelada ao poder público municipal, conferindo-lhe, inclusive, o direito de instituir a tarifa anual, como ocorre em outros serviços de concessão’.

Amaury é o responsável pelo avanço tecnológico e de eficiência no trânsito de Olímpia na gestão anterior, do reeleito Geninho Zuliani, e conhece a situação. Ele também trabalhou na área em Rio Preto e, por isso, já tem um modelo de nova legislação de uso e concessão do serviço de táxi em Olímpia, inclusive em ‘caráter precário’, ou seja, como o motorista iniciante que possui apenas uma ‘permissão para dirigir’ por um ano.

Além disso, estão em estudos duas mudanças, além da concessão da tarifa pelo prefeito: o taxímetro e a identificação do carro de praça com cores ou alguma logomarca. “O taxímetro não vai privilegiar ricos e nem pobres e vai medir, não apenas a distância entre dois pontos, mas também o tempo da corrida, entre outros fatores, é o instrumento mais democrático e funciona bem em qualquer cidade que o implante”, assegura o presidente da Prodem.

A outra medida é identificar os carros com uma única cor e logomarca, ou apenas logomarca, ainda em estudos. Sobre a situação se o proprietário usar o mesmo veículo para, digamos, um passeio, a resposta foi: “Seria o mesmo que o empresário de ônibus coletivo não quiser padronizar porque vai usar o ônibus para outros eventos, inclusive particulares, isso não é problema da concessão do serviço”.

E, também, haverá, na legislação, obrigações e deveres, tais como o motorista substituto (se o principal não quiser fazer o horário noturno, ou um plantão, por exemplo, ele acionaria o segundo motorista que ficaria nesse horário), e, o ponto nevrálgico da cidade que se quer turística: horários de funcionamento, inclusive noturno, hoje escasso de profissionais.

Com a regulamentação, e com o taxímetro, ou ao menos a implementação da lei, o prefeito poderá derrubar os preços vigentes e instituir uma tabela mais esclarecedora, detalhada, explicando onde fica o quadrilatério central, identificando os bairros a bairros, inclusive, porque a tabela, como foi feita e vem sendo, por alguns, praticada, cria uma livre arbítrio de onde começa a tarifa e de onde ela é reajustada.

Amaury prometeu definir o assunto para após o carnaval.

Pesquise antes de pegar táxi. Alguns já cobram 30% a mais em suas tarifas

A partir desta quarta-feira (9) os taxistas de Olímpia estarão cobrando 30% a mais em suas tarifas, seja local ou nas viagens, como, por exemplo, aos aeroportos da região. O auto-reajuste corresponde a seis anos de inflação, ou seja, de 2006 a 2012, que soma 29,986% de inflação, segundo a FGV.

Mas, nem todos. Os taxistas dos dois pontos da Praça Rui Barbosa irão manter o mesmo preço por alguns dias (tem taxista que só irá cobrar a nova tarifa no dia 1º de fevereiro) até que os seus clientes estejam conscientes do reajuste. “Concordamos que a tarifa repõe não apenas a inflação mas as perdas dos anos em que ela não foi reajustada, mas faremos isso após os nossos passageiros estarem bem avisados”, disse um deles.

Hoje a tarifa para os taxistas da Rodoviária, por exemplo, custa R$ 13 na cidade e, após à meia noite, R$ 15. Na Praça Rui Barbosa, continua R$ 10, pelo menos é o que asseguraram alguns taxistas ao Diário. Nesse período, é bom perguntar antes ao taxista qual a tarifa vigente. A economia poderá render, já que, por exemplo, para o aeroporto de Rio Preto alguns irão cobrar R$ 130 e outros, por enquanto, R$ 100.

O setor não é regulamentado, ao contrário dos mototaxistas e ônibus coletivos. A empresa pública Prodem (Progresso e Desenvolvimento Municipal) estuda essa regulamentação para evitar, por exemplo, que ocorra uma majoração repentina, e elevada, como esta, apesar que há alguns anos a tarifa não era reajustada e, conforme adiantou um taxista, era “a mais barata da região”.

Porém, o consumidor vai reclamar, e com razão: afinal, a cada três corridas, praticamente estará dando uma, do valor antigo, de reajuste. E os R$ 3 a mais equivale à pagar uma tarifa de ônibus coletivo (R$ 2,25) ou uma corrida de moto taxi (alguns cobram esse valor e não os R$ 3,50 da maioria). Quem usa muito o táxi agora, com certeza, irá refazer as contas.

O novo presidente da Prodem, Amaury Hernandez, tem à frente o desafio de regulamentar a profissão de taxista em seus mínimos detalhes, com direitos e deveres, inclusive determinando de que forma eles poderão majorar tarifas de acordo com o interesse social.

Marcos Garcia, depois de inovar com cartão, oferece internet em táxi

O taxista Marcos Garcia, de Olímpia, continua inovando nos serviços prestados: depois do cartão de crédito, que vem sendo oferecido pioneiramente há um ano, o seu VW Voyage Confort Line 2012, preto, é uma zona de internet sem fio (Wi-Fi Zone).

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E, de quebra, é ainda o único, também, a ser filiado à Associação Olimpiense de Hotéis, Restaurantes e Pousadas. O serviço de wireless 3G está aberto para smartphones, Iphones e celulares em geral. E, para viagens fora da cidade, outra novidade: um exclusivo Tablet de 10 polegadas para que o passageiro consulte e-mails, sites e outros serviços online.

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“Faço questão de oferecer o melhor para o meu usuário, e sem cobrar a mais por isso, atendendo também à modernidade dos tempos em que os serviços são prestados online, via internet, como pagamento, via cartão de crédito e débito e, agora internet”, comenta o taxista.

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Acostumado às viagens diárias para o aeroporto de São José do Rio Preto, por exemplo, Garcia sentiu a necessidade de oferecer, além do pagamento via cartão, a internet. Daí, mandou instalar um conjunto ligado à um modem 3G da operadora Vivo que, ainda, é a melhor neste serviço na cidade. “É claro que o serviço, nas estradas, vai depender de como é servida pela operadora, mas tenho feito testes e são poucos os trechos em que o sinal fica mais fraco ou mesmo cai”, acrescenta.

Testes feitos com o Diário de Olímpia, o sinal é forte e, teoricamente, segundo o fabricante do aparelho, sem obstáculos poderia alcançar 500 metros de distância, mas como o aparelho é dentro do porta-malas e face aos obstáculos do trânsito e das edificações, numa boa distância do veículo o sinal ainda marca como ‘bom’. Em seu interior, é claro, a marca está no máximo da excelência.

SERVIÇO

TAXISTA MARCOS GARCIA

Ponto Jardim

Tels.: (17) 9703-4851 Vivo

9203-7251 Claro

8158-1951 TIM

8820-2151 Oi

Criminoso rouba táxi para ‘fazer um serviço’ e cumpre a promessa ao devolver mais tarde

Um caso curioso de roubo a taxista de Olímpia ocorreu ontem, domingo (19). O criminoso quis apenas o carro, devolveu tudo o que estava no interior do carro e, sete horas depois, ligou devolvendo o carro também.

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E, no intervalo de sete meses, trata-se do segundo caso ocorrido com o taxista José Paneco, 60, mas não com os detalhes de ontem. O ladrão, um rapaz pardo, nem quis o GPS, disse que iria ‘fazer uma fuga e entregas’, devolveria o carro, e sabia o caminho.

“Ele não ficou nem com uma moeda minha, me devolveu tudo o que tinha no interior do carro”, disse o taxista, que trabalha com um veículo Prisma cinza, ano 2012, placas EQH-3424, do conhecido ‘Jorge do Bar da Rodoviária’.

O pretenso cliente pediu uma corrida para a Fazenda Gottardo, por volta das 13h de ontem. Nas proximidades do local, com uma faca, rendeu o taxista, disse para ele ‘ficar tranquilo que o carro seria devolvido’, que iria fazer alguns trabalhos com ele, e até o GPS foi-lhe entregue.

De fato: por volta das 20h30, o ladrão ligou, e disse que o carro estava além do Ginásio de Esportes, numa casa de mulheres. E estava, intacto, só com o mostrador indicando que ele rodou mais de 500 quilômetros com o carro, talvez fosse até Bauru (SP) e voltasse.

O táxi encontra-se apreendido para perícia. O ladrão até deixou, por engano, uma latinha de cerveja no interior do carro, o que possibilitará tirar digitais.

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Paneco só trabalhará depois da quarta-feira de Cinzas, quando o veículo for liberado. Tranquilo, ele até agradece: “Sou grato pela minha vida, o cara foi muito bacana, a única coisa é que ele andou mais de 500 quilômetros com o carro”.

Taxista Marcos Garcia é o primeiro a aderir ao cartão de débito e crédito a bordo em Olímpia

Em Olímpia, uma novidade para quem for pegar táxi. Aliás, novidade para apenas um, dos vinte existentes na cidade, mas já é alguma coisa: já é possível pagar corrida de táxi, pelo preço normal, sem acréscimos e, dependendo do valor, em até três vezes, pelo cartão de débito ou crédito. E o autor da inovação é Marcos Garcia, que faz, inclusive, atendimento 24 horas.

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“Para o cliente, o serviço não custa mais, e ele tem a vantagem de jogar o pagamento para o mês seguinte. Para o taxista, é vantagem porque o dinheiro vai direto para o banco e ele roda com menos dinheiro vivo no carro”, afirma Marcos Garcia. Ele está espalhando a boa noticia em todos os restaurantes, hotéis, pousadas, comércio e até na região, já que pequenas viagens são corriqueiras. Leia mais…