Superintendente do Daemo justifica reajuste de 8% da água com investimentos

O reajuste da tarifa de água vem sendo discutido durante toda a semana em Olímpia. Por isso, o superintendente do Daemo Ambiental, engenheiro Alaor Tosto do Amaral justifica o reajuste da tarifa, que subiu uma média de 8%, e revela os investimentos realizados pela autarquia.

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De acordo com Alaor, nos últimos quatro anos a administração do Daemo Ambiental e da Prefeitura de Olímpia vem realizando “intensos investimentos” no setor de água e esgoto no município, em parceria com os governos federal e estadual. “A cidade também vem crescendo com o turismo e uma das provas disso é a valorização dos imóveis. Em 2012, Olímpia recebeu mais de 1,3 milhão de turistas, uma média de 100 mil pessoas no mês”, assinala o superintendente.

Para que a cidade continue desenvolvendo e também os investimentos para o tratamento de 100% da água e esgoto continuem, foi necessário o aumento da tarifa, afirma Alaor. “Alguns serviços como o lixo e a água, a sociedade tem que absorver os custos dos mesmos, porque você não pode ficar deslocando verbas de outras áreas para subsidiar outros setores. Precisamos melhorar e investir nos serviços. Se você não tem dinheiro para investir, o processo vai deteriorando, foi o que aconteceu nesses 50 anos, onde os investimentos em manutenção preventiva foram insignificantes”, justifica.

A autarquia tem capacidade de investimento de aproximadamente R$ 1,1 milhão por ano. “Essa capacidade de investimento não está dando para dar manutenção preventiva e corretiva em uma rede que já tem 50 anos. Hoje o centro da cidade está muito velho e essa é a situação de grande parte da Região Oeste da cidade. Nós fizemos um projeto e para eliminar toda estrutura velha da região Oeste fica em aproximadamente R$ 30 milhões. A parte Leste já é mais nova, tem cerca de 30 anos. E na região Oeste é coisa de 50 anos. A situação da parte oeste é crítica, tanto que hoje temos uma média de três vazamentos de água por semana que nós temos que intervir. Se nós formos com investimento próprio, a Daemo e a Prefeitura não têm condições de trocar tudo em um ano. Esse projeto nós vamos correr atrás de dinheiro do PAC e de todos os programas que envolvem a parte de abastecimento de água dos municípios brasileiros para tentar buscar verba para resolver isso”, afirma.

“O Daemo Ambiental está investindo na reforma da ETA do Cachoeirinha, que vai dobrar a capacidade de produção de água do município com horizonte previsto de 20 anos; temos que pegar o esgoto tratado e levar a três quilômetros para frente onde está sendo feita a captação da ETA Cachoeirinha; tivemos que contratar uma empresa especializada em estação de tratamento de água; resolvemos o grande problema que existe com relação aos buracos causados pela chuva e por consertos da Daemo, adquirimos um caminhão e uma retroescavadeira para ajudar nos serviços da autarquia; também houve um aumento da folha de pagamento de 7% e temos que melhorar os lagos de tratamento do distrito de Ribeiro dos Santos”, disse Alaor.

Para o superintendente, o Daemo Ambiental está investindo para o futuro da cidade: “Para adquirir o selo da Estância Turística, temos que ter água e esgoto 100% tratados. Além disso, para continuar os investimentos precisamos de recursos. Dentro desse contexto, nós fizemos uma reestruturação tarifária, dando um aumento médio de 8%. A inflação foi de 7,22% até março e o aumento médio deu em torno de 8%. Em média, porque, só o custo operacional por consumidor é R$ 33 por mês”.

O superintendente ainda afirmou que a Daemo Ambiental não será vendida, como espalham os boateiros de plantão: “No próprio decreto nº 5.434 diz que ‘Considerando que a preservação da autarquia Daemo Ambiental como patrimônio municipal é reconhecidamente considerada como essencial pela comunidade, tendo a mesma se manifestado em passado recente, contrária a terceirização ou estatização dos seus serviços por razões anteriormente discutidas e esclarecidas’. Portanto, a Daemo não será vendida, por isso estamos investindo na autarquia para melhor atender aos munícipes”, conclui Alaor Tosto do Amaral.

Conta de luz 2,61% mais cara a partir deste domingo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem o reajuste tarifário da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Paulista).

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Para os clientes de baixa tensão, como residências, o reajuste será de 2,61%. Para alta tensão, como as indústrias, o aumento será de 3,38%. De acordo com a Aneel, o efeito médio a ser percebido pelos consumidores será de 2,89%.

As novas tarifas entrarão em vigor no próximo domingo, dia 8, para 3,75 milhões de unidades consumidoras localizadas em 234 municípios em São Paulo, incluindo Olímpia e região.

Ao calcular os índices de reajuste, a Agência considera a variação de custos que a empresa teve no decorrer do período de referência.

A fórmula de cálculo inclui custos típicos da atividade de distribuição, sobre os quais incide o IGP-M e outros custos que não acompanham necessariamente o índice inflacionário, como energia comprada de geradoras, encargos de transmissão e encargos setoriais. Os índices aprovados são o máximo que as empresas podem praticar.