Santa Casa, apesar da crise, hoje é um hospital moderno e melhor, segundo balanço do ano passado

A Administração da Santa Casa de Olímpia apresentou à Assembleia Geral o Balanço Anual 2014, cujo teor foi aprovado por unanimidade e publicado na Imprensa Oficial para conhecimento público.

Santa Casa

mario-montiniO provedor Mário Montini, em sua mensagem, observou que “nos últimos anos, o setor saúde vem enfrentando muitas dificuldades, e não foi diferente o ano de 2014. Todas as pesquisas nacionais vêm apontando, há muito tempo, que saúde é o maior problema da população brasileira. O grito das ruas não vem sendo ouvido pelos nossos governantes, e quem mais sofre são os milhões de brasileiros que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) e os prestadores de serviços (clinicas, laboratórios, hospitais e médicos) que atendem aos pacientes SUS. A cada ano que se passa, as dificuldades vivenciadas pela rede hospitalar brasileira para manter o atendimento a pacientes do SUS, tão bem demonstradas pela mídia nacional nos últimos anos, não são diferentes das que enfrentamos na Santa Casa de Olímpia. Desta forma, é imprescindível solucionar a questão do déficit mensal decorrente da defasagem da Tabela SUS, pois é uma conta que não fecha”.

Mario-Montini2Segundo Montini, “a instituição hospitalar tem um papel importantíssimo no que tange ao zelo pela saúde dos pacientes e também pela saúde da própria organização. Sabemos que é uma estrutura extremamente complexa e que exige da Direção conhecimentos específicos necessários para gerir recursos físicos e humanos. A Santa Casa de Olímpia, ao longo de 2014, traçou estratégias a fim de continuar caminhando na busca da modernização de seus processos administrativos e produtivos, direcionando os recursos para os atuais desafios da atualização tecnológica e da formação de equipes profissionais competentes. Tais iniciativas configuram a preocupação em oferecer serviços com qualidade e humanização. O estabelecimento de um projeto de profissionalização da administração permitiu o estabelecimento de metas e planos. E neste ano de 2015 que se inicia, já contemplamos diversas ações a serem implantadas visando cada vez mais o aprimoramento de nossa gestão. Em resumo, a Santa Casa avançou no sentido de se tornar um hospital melhor, mantendo os valores institucionais e dedicando-se ao paciente e a sociedade”.

O presente relatório traz os principais resultados da operacionalização e o compromisso com a transparência dos seus resultados. “Mesmo com as imensas dificuldades enfrentadas durante o ano de 2014, os resultados que apresentamos são altamente gratificantes, com aumentos significativos em todas as áreas, tanto no que diz respeito à produção dos serviços como em relação aos recursos financeiros. Neste relatório demonstramos as informações da Santa Casa de Misericórdia de Olímpia, com seu volume de atendimentos e as ações realizadas no decorrer de 2014. Demonstra, também, nosso compromisso com a excelência na qualidade da atenção à saúde da comunidade, na geração de novos conhecimentos e na formação de profissionais capacitados nas suas áreas de atuação. O Relatório de Atividades além de trazer as informações relatadas, constitui-se numa forma de prestação de contas a todos os cidadãos, dentro do programa de transparência que norteia as ações de nossa gestão”, frisa o provedor.

 

ATIVIDADES GERAIS

 

REFORMAS/CONSTRUÇÕES/AMPLIAÇÕES

 

UTI – Foi iniciado em 2014 o projeto de reforma da UTI, comtemplando a pintura, troca de revestimento das paredes e rebaixamento do teto. O projeto foi custeado com recursos próprios, complementado por emenda parlamentar no valor de R$ 30.000,00. Até o final de dezembro de 2014, grande parte das ações foi concluída. Enquanto em obras, os aparelhos da UTI foram transferidos para local adaptado, mantendo o atendimento a demanda interna (pacientes internados).

 

Radiologia – Com a aquisição de novo aparelho de Raio-X, adquirido por meio de emenda parlamentar recebida em 2013, fez-se necessária a reforma da 2ª sala de radiologia, com a finalidade de abrigar as instalações do novo aparelho de Raio-X SIEMENS. A aquisição do equipamento proporcionou melhor atendimento na prestação do serviço de radiologia da Santa Casa.

 

Pintura e reforma do prédio – Em parceria com a UNIMED, deu-se início ao projeto de pintura do prédio sede do hospital. Já há algum tempo as condições da estrutura física do hospital apresentavam desgaste natural, causando prejuízo à imagem do hospital.

 

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

 

Ambiente de Informática – Como parte do Plano de Reestruturação da área de Tecnologia da Informação, a Santa Casa de Olímpia, criou uma nova infraestrutura de Hardware e Rede de Dados para abrigar suas ferramentas e plataformas tecnológicas. Foram implantadas novas políticas de uso e controle dos ativos de tecnologia, uso de e-mail corporativo e internet, e normas de segurança da informação para uso das redes de dados e voz, com ou sem fio, com a nova estrutura de rede CISCO. Com isso a Santa Casa pode oferecer um ambiente de Tecnologia mais seguro e adequado a seus funcionários.

Nosso parque tecnológico esta distribuído da seguinte forma:

– Mais de 70 Computadores;

– 04 servidores IBM para aplicações e Ware Line;

– 02 servidores dedicados para segurança e internet;

– Unidade de Back Up Storage IBM;

– 14 Impressoras, distribuídas em rede.

Sistema de Prontuário Eletrônico de Pacientes: Desenvolvida em 2014, para ser implantada no inicio de 2015, esta ferramenta irá proporcionar mais segurança, rapidez e confiabilidade nas prescrições médicas e de enfermagem.

Licenciamento dos Sistemas: Outra conquista importante foi a inclusão da Santa Casa no programa TECHSOUP. Este programa é uma iniciativa da ATN – Associação Telecentro de Informação e Negócios em parceria com a TECHSOUP Global.  Agora a Santa Casa de Olímpia pode contar com o licenciamento de todos os seus sistemas e assim ter um ambiente seguro e livre de programas piratas, podendo melhorar seus serviços com ferramentas e plataformas de algumas das melhores empresas de Tecnologia do mercado.

GESTÃO ADMINISTRATIVA – Visando aumento na qualidade de seus serviços, inovação e busca da satisfação dos clientes, a Santa Casa de Olímpia implantou/estruturou em 2014 as seguintes áreas:

 

Núcleo de Comissões – A Santa Casa de Olímpia conta atualmente com 07 (sete) Comissões, criadas para garantir melhor qualidade dos serviços e segurança em seus procedimentos:

a) Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA;

b) Comissão de Revisão de Prontuário Médico – CRPM

c) Comissão de Revisão de óbito – CRO

d) Comissão de Controle de Infecção Hospitalar – CCIH

e) Comissão de Ética Médica – CEM

f) Compromisso de Qualidade Hospitalar – CQH

g) Comissão Interna de Humanização – CIH

Recepção: Estamos efetuando reformas, buscando melhoria no nosso espaço físico e otimizando as equipes de atendimento, com o objetivo de oferecer maior qualidade e conforto. Oferecemos atualmente uma Sala de Espera, espaço de acolhimento destinado ao paciente que já tendo realizado o cadastro de internação, aguarda o encaminhamento ao setor, segundo o procedimento a ser realizado.

 

Ouvidoria: teve o seu início em Janeiro de 2014, vem proporcionando ótimas condições para o atendimento das necessidades dos clientes;

Grupo de Trabalho de Humanização: com o apoio Institucional da Articuladora de Humanização da DRS – Delegacia Regional de Saúde – Barretos, foi criado Grupo composto de funcionários para Implantação e coordenação do Programa de Humanização;

Área de Suprimentos: Anteriormente contando somente com um profissional, que acumulava a função de Comprador e Almoxarife, a atual Área de Suprimentos tem nova estrutura, dividida em Compras e Almoxarifado, além de estar informatizada e integrada com o Sistema de Gestão do Hospital. Em 2014, foi adquirido o montante de R$ 1.770 mil em Medicamentos e Materiais, o que representa movimento da ordem de R$ 147 mil por mês;

Captação de Recursos – Criada a área de Captação de Recursos, a fim de desenvolver atividades para o aumento de receita, estimulando o aumento de doações e investimentos em projetos. No ano de 2014 foram realizadas importantes ações para a captação de recursos para a Instituição, bem como recebimento de recursos oriundos de emendas parlamentares:

· 1º Festival da Pizza da Santa Casa de Misericórdia de Olímpia;

· Ação do Bem: voluntários da cidade de Olímpia associados da AVCC – Associação de Voluntários de Combate ao Câncer de Olímpia, em conjunto com a Diretoria da Instituição, realizaram em 07/12/14 o evento “Ação do Bem”: quermesse, com sorteios de vários itens, inclusive um carro 0KM, doado pelo Clube Thermas dos Laranjais – Valor líquido arrecadado R$ 102.000,00;

· Doações recebidas através da conta de água: R$ 71.667,98;

· Outras doações recebidas: R$ 78.937,89;

· Recursos decorrentes de emendas parlamentares:

Deputado Rodrigo Garcia: Emenda Parlamentar para CUSTEIO em Serviços de Saúde – R$ 250.000,00;

– Deputado Welson Gasparini: Emenda Parlamentar para CUSTEIO na reforma da UTI – R$ 30.000,00;

– Deputado Dilador Borges: Emenda Parlamentar para Investimento em Compra de Equipamento (Arco Cirúrgico) – R$ 270.000,00.

Apoio Operacional – Realizada a estruturação da Área de Apoio Operacional, agregando: nutrição, limpeza, lavanderia, manutenção, compras e almoxarifado. O objetivo principal é formatar um núcleo integrado, capaz de gerenciar de maneira eficiente a cadeia de suprimentos do hospital. Constatou-se resultados positivos quanto ao controle de estoques, maior controle em requisições internas de consumo, diminuição de desperdícios e qualidade em gestão de compras e manutenção hospitalar.

 

Comunicação Institucional – Lançado periódico bimestral impresso, com divulgação das atividades realizadas pela Instituição. A abrangência é local, sendo distribuído aos principais pontos da cidade. O objetivo maior é a divulgação das atividades desempenhadas pela Diretoria e seus funcionários, levando ao leitor informações importantes sobre a Instituição.

 

Reorganização Gerencial da Enfermagem – A área de Enfermagem passou por reorganização em seu organograma, visando uma melhor gestão da área assistencial do hospital. Criada a Gerência-Geral de Enfermagem e redistribuição dos setores.

Qualidade e Planejamento – Criada área especifica, com profissionais especializados nas ferramentas da qualidade hospitalar, com o objetivo de tornar os procedimentos, na área assistencial e de apoio, seguros e eficientes, sempre obedecendo aos protocolos definidos, buscando eliminar erros e melhorar a qualidade do serviço prestado ao paciente. Foram desenvolvidas as seguintes atividades:

· Registro da Santa Casa na Instituição CQH – Compromisso com a Qualidade Hospitalar, vinculada à AMB – Associação Médica Brasileira, entidade responsável pela emissão Certificado de Qualidade Hospitalar.

· Participação do Projeto “Revitalização das Santas Casas”, subsidiado pela CPFL que em conjunto com a consultoria do CEALAG de São Paulo realiza ações, treinamentos e auditorias no hospital e assessorando as áreas estratégicas e assistenciais. O projeto durará 24 meses com várias ações programadas e auditadas. Ao final do projeto poderemos ser certificados com o Selo de Qualidade elevando os padrões do hospital em todos os níveis;

· Revisão e Criação de Procedimentos Operacionais, com utilização de padrões para elaboração de documentos e novos procedimentos para as áreas de apoio e assistência, bem como suporte técnico para essas áreas;

· Coordenação de treinamentos dos colaboradores da área de enfermagem;

· Auditoria Interna de Qualidade – Ação que visa buscar as conformidades e atuar nos planos de melhorias junto aos setores assistenciais, auditando processos e gestão.

GESTÃO DE PESSOAS – Área de fundamental importância para o andamento e desenvolvimento das atividades de uma empresa, a Diretoria da Santa Casa tem investido constantemente na melhoria de seus processos e de seus funcionários, sempre buscando a excelência em serviços. Implantados Planos de Ações e contemplando a Administração de Pessoal, Treinamento & Desenvolvimento, Recrutamento e Seleção, Cargos, Remuneração e Benefícios e Segurança e Medicina no Trabalho.

Santa Casa de Cajobi promove festa com sorteio de Fusca e mil latas de cerveja

A Santa Casa de Misericórdia de Cajobi estará realizando nos dias 29 e 30 deste mês a 5ª Edição da Festa do Bem, na Avenida Pedro Martines, tem como atrações principais o Leilão de Gado e a Ação entre amigos que entregará um Fusca com mil latas de cerveja.

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Além dessas atrações, a festa conta com a tradicional quermesse que tem início no dia 29, sábado, a partir das 20h, com as séries americanas, leilão de prendas, carne no tacho, mini-pizzas, bata frita e o tradicional frango assado e recheado, e no dia seguinte, domingo (30), o evento começa a partir das 10h, seguido com o leilão de gado e a Ação entre Amigos, valendo um Fusca com mil latas de cerveja.

O veículo que será entregue na Ação entre amigos, foi doado por Antônio Ribeiro Alves, pai de um comerciante da cidade.

Para adquirir a cartela da ação entre amigos e concorrer ao fusca com mil latas de cerveja, elas estarão à venda nos seguintes pontos em Cajobi:

  • Hot Dog do André
  • Loja do Guima
  • Posto Vale do Turvo
  • Loja da Julia – 2 Irmãos
  • Escritório Nova Era
  • Bar do Deva
  • Bar do Japão
  • Bartolomeu – Zé Mario
  • Jequiti-bar – Plácida e Nei
  • Farmácia Nossa Senhora Aparecida – próximo a Igreja Santo Antônio
  • Posto Petrozan
  • Bar do Bil (Piscina)
  • Bazar da Economia – Fernando
  • Auto Elétrica do Baiano
  • Farmácia Coração de Jesus (Piscina)
  • Perfect-it – Lava Jato
  • Zamperlini Auto Posto
  • Bel Somer
  • Patrícia Manfredo – Posto de Saúde
  • Jorge Caron
  • Bar Tradição – Zé Antonio e Graziela
  • Laudi – Nova Cazan
  • Diretores da Santa Casa
  • Recepção da Santa Casa de Cajobi
  • Balinha

Monte Verde Paulista

  • Bar do João Detofolli

Embaúba

  • Supermercado Preço Bom

Severínia

  • Farmácia Shallon I

Mais informações (17) 3563-9999 ou (17) 99202-2447.

Publicado no Blog de Cajobi (Jean Morelli) – Fonte: Armando Caron – Santa Casa de Misericórdia de Cajobi e Texto e adaptação: Bruno Fachin

Provedor revela quais os deputados ‘amigos da Santa Casa de Olímpia’

O provedor da Santa Casa de Misericórdia de Olímpia, advogado e corretor Mário Montini, vem divulgando uma Carta Aberta aos olimpienses demonstrando que, nos últimos três anos, 10 parlamentares tem contribuído com a instituição, através de emendas do Estado ou da União. Somente Rodrigo Garcia, candidato à reeleição para deputado federal, de setembro de 2011 a janeiro deste ano destinou mais de R$ 1 milhão para a Santa Casa local.

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“É comum nesse momento eleitoral surgirem os paraquedistas, e é bom a população saber que, de fato, se preocupa com a nossa Santa Casa”, disse Montini.

A carta é a seguinte:

CARTA ABERTA DE UM CIDADÃO OLIMPIENSE

Eu, Mário Francisco Montini, que a esta subscreve, cujas atividades sociais são de conhecimento público e prescindem de esclarecimento nesta oportunidade, preocupado com o momento político por qual passamos, exorta a todos a buscarem a melhor opção de voto em 3 de Outubro, com pensamento naquilo que os candidatos escolhidos poderão vir a contribuir com a nossa sociedade e, em especial, com a única Instituição Hospitalar Regional.

É comum aparecer nesse momento eleitoral inúmeros “paraquedistas” que jamais tiveram compromisso com a nossa cidade e, em especial, para com a nossa Santa Casa, daí tomarmos a liberdade de informar a ajuda que tivemos e a essencialidade destes beneméritos, senão vejamos:

Valor do Recurso Data Crédito Origem Objeto Indicado por
R$ 500.000,00 30/09/2011 Estadual Custeio: material, medicamentos e serviços Rodrigo Garcia
R$ 100.000,00 16/01/2012 Estadual Investimento: equipamentos (bisturi, mesa cirúrgica, perfurador e monitor de parâmetros) Itamar Borges
R$ 70.000,00 28/05/2012 Estadual Custeio: material e medicamentos Marcos Neves
R$ 100.000,00 28/05/2012 Estadual Investimento: equipamentos (ar condicionado, cama, maca) Adilson Rossi
R$ 300.000,00 27/12/2012 Estadual Custeio: material, medicamentos e serviços Rodrigo Garcia
R$ 115.681,68 06/09/2013 Federal Custeio: material e medicamentos Edinho Araújo
R$ 300.000,00 02/10/2013 Federal Investimento: equipamentos (ap. Anestesia, autoclave, ECG, monitor, Raio-X, ventilador pulmonar) Aloysio Nunes Ferreira
R$ 200.000,00 09/12/2013 Estadual Custeio: serviços Bruno Covas

R$ 60.000,00 16/12/2013 Estadual Custeio: material e medicamentos Orlando Bolçone
R$ 250.000,00 14/01/2014 Estadual Custeio: material, medicamentos e serviços Rodrigo Garcia
R$ 270.000,00 01/07/2014 Estadual Investimento: equipamentos (arco cirúrgico) Dilador Borges
R$ 30.000,00 01/07/2014 Estadual Custeio: material e serviços (reforma UTI) Welson Gasparini
Nota-se o montante de R$ 2.295.681,68, sendo R$ 1.050.000,00 oriundos do trabalho de apenas um dos Deputados Beneméritos.

Não há nos dados acima, promessas de disponibilização de verbas, pois anotamos apenas os efetivamente cumpridos durante nossa administração.

Estas são as informações que temos por relevante levar ao conhecimento público, a fim de que Olímpia possa continuar a contar com a prestimosa colaboração destes nobres políticos.

Olímpia, setembro de 2014.
Mário Francisco Montini

A UTI na UTI: portas fechadas para reformas e balanço

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Olímpia fecha as suas portas a partir do dia 1′ de julho. Além das razões de readequação do prédio, há muitas queixas quanto ao minguado caixa da instituição.

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“Precisamos reformar toda a UTI, que está obsoleta, como também reavaliarmos o prejuízo que ela vem dando à instituição”, disse o provedor Mario Montini (foto) ao Diário na tarde desta quinta-feira (26).

Ouvido a respeito do assunto, o diretor clínico da Santa Casa, médico Nilton Martinez, confirmou: “A UTI não pode continuar fora dos padrões de segurança, oferecendo até riscos de infecção hospitalar, sem contar o espaço apertado e os aparelhos já decadentes”.

Martinez confirma a deficiência financeira: “A sociedade tem que se conscientizar, se envolver e se preocupar mais, afinal a primeira parada em caso de emergência é aqui mesmo, em nossa Santa Casa”.

Ele avalia que a UTI local deverá permanecer fechada por, no máximo, dois meses.

Dilador Borges destina R$ 270 para aquisição de arco cirúrgico à Santa Casa local

Na tarde de ontem, sexta-feira (21), o prefeito Geninho Zuliani e o vice Gustavo Pimenta acompanharam o deputado estadual Dilador Borges à Santa Casa de Olímpia para o anúncio de R$ 270 mil para aquisição de um ‘arco cirúrgico’ para a entidade. Eles foram recebidos pelo provedor Mário Montini, pelo Diretor Administrativo Vivaldo Mendes e pelo Diretor Clínico, Nilton Roberto Martinez.

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O arco cirúrgico é um equipamento de raios-X no qual é possível produzir imagens em tempo real com até milhares de tons cinza através de geração de imagens digitais. São usualmente utilizados em cirurgias em geral, urologia, ortopedia, vasculares, implantes de marca passos entre outros procedimentos.

“Isto que o deputado esta fazendo por nós da Santa Casa não tem preço. Vamos dar um upgrade no Centro Cirúrgico”, disse Nilton Martinez. “Dando dinheiro pra Santa Casa você está dando dinheiro pra população. E este é o melhor dinheiro canalizado das emendas parlamentares, por que é um dinheiro certo para o povo”.

O prefeito endossou que as emendas são uma busca incessante para a Santa Casa. “Eu mesmo consigo com Rodrigo Garcia todo ano R$ 500 ou R$ 300 de emendas para custeio, para podermos diminuir o déficit da entidade”. Quanto à emenda do Dilador, Geninho fez gestões para que o valor fosse aumentado para permitir a aquisição do equipamento e a destinou entidade.

“Geninho solicitou esta emenda e vi a necessidade atrás do pedido realizado. E fico mais feliz hoje por ver que ele tinha razão, e que este valor será bem utilizado na Santa Casa de Olímpia”, ressaltou Dilador Borges.

Além do anuncio do envio da emenda, foram realizados outros pedidos de equipamentos e entregue uma planta para melhorias no prédio da Santa Casa de Olímpia.

Montini é reeleito provedor da Santa Casa em chapa única nesta noite

Em assembleia geral ordinária realizada nesta noite (14), os associados da Santa Casa de Olímpia elegeram os membros da Diretoria e do Conselho Fiscal para o biênio 2014/2016.

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Apenas uma chapa foi registrada para concorrer às eleições, encabeçada pelo atual Provedor, advogado Mário Montini, com a seguinte composição:

– Provedor: Mário Francisco Montini

– Vice Provedor: João Aparecido Magro

– 1º Secretário: Ligia Fernanda de Lima Velho

– 2º Secretário: Gustavo Matias Perroni

– 1º Tesoureiro: Paulo Duarte Ferreira

– 2º Tesoureiro: Marco Aurélio Pereira Storto

– Membros do Conselho Fiscal – Efetivos:

01. Flávio Roberto Bachega

02. Ivo Gilmar Alves Garcia

03. José Antônio Mazer

– Membros do Conselho Fiscal – Suplentes:

01. Francisco de Assis Madalena

02. João Alves da Conceição

03. José Joaquim Ferreira

Alckmin dobra o auxílio às Santas Casa a partir de janeiro, inclusive de Olímpia

O administrador da Santa Casa de Olímpia, Vivaldo Mendes, participa na manhã desta quarta-feira (11), no Palácio dos Bandeirantes, do lançamento de importante programa de auxílio estadual para as Santas Casas.

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O governador Geraldo Alckmin (PSDB) apresenta o Programa de Auxílio às Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo.

Além de administrar uma rede de quase 90 hospitais públicos, o Governo do Estado já ajuda as santas casas e hospitais filantrópicos. A novidade é que a partir de janeiro de 2014, o Governo vai dobrar esta ajuda.

A Secretaria de Estado da Saúde passará a fazer um pagamento mensal complementar a um grupo de 117 santas casas de todas as regiões do Estado. Juntas, as santas casas e os hospitais filantrópicos respondem por metade das internações de pacientes pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no Estado.

_c39723"São instituições que em todo Brasil enfrentam grandes dificuldades financeiras, porque o dinheiro que recebem do SUS para tratar os pacientes na rede pública só cobre praticamente 40% do que elas gastam com o tratamento", afirmou o governador Geraldo Alckmin. Pelo programa, cada unidade beneficiada terá um acréscimo médio de 45% no valor que hoje recebe do SUS.

A ajuda anual para as santas casas e hospitais beneficentes chegou este ano a R$ 250 milhões, valor que será dobrado em 2014 em mais de meio bilhão de reais. "Na prática, estamos fazendo um reajuste na tabela do SUS, que o Ministério da Saúde não faz há praticamente dez anos", explicou o governador.

Anualmente, o custo dos hospitais sofre aumentos com salários, alimentos e remédios. Com a defasagem da tabela do SUS, as santas casas acumulam um grande prejuízo financeiro. Alckmin lembrou que em todo o Brasil, essas instituições estão acumulando uma dívida superior a R$ 15 bilhões.

Só a Santa Casa de São Paulo tem hoje um déficit de R$ 190 milhões. Ela é uma das instituições que vão receber o pagamento extra, assim como a Santa Casa de Santos, a primeira do Brasil, fundada em 1543.

"O programa dá racionalidade ao sistema. O pagamento complementar mensal começa fortalecendo a estrutura de 117 santas casas que têm vocação para fazer os atendimentos mais complexos", destacou o governador. A ajuda extra vai consolidar o atendimento de qualidade com bons serviços, especialistas e beneficiando o sistema como um todo.

Em São Paulo, além da Santa Casa, também será beneficiado o Hospital Santa Marcelina. Na Grande São Paulo, o Hospital Nossa Senhora Aparecida, em Mogi das Cruzes, e também a Santa Casa de Suzano. No interior, entre muitas, estão as santas casas de Olímpia, Franca, Araçatuba, Araraquara, Limeira, Barretos, Bragança Paulista, São José do Rio Preto, Bauru, Campinas, Jaú, Avaré, Jundiaí, Marília, Tupã, Presidente Prudente, Dracena, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista, Votuporanga, Fernandópolis, São José dos Campos, Caraguatatuba, entre outros municípios.

"O programa é parte de um grande esforço do Governo de São Paulo para melhorar a qualidade do atendimento em saúde no Estado. Quem ganha é a população que mais precisa, que não tem convênio, não pode pagar particular e que tem todo o direito de acesso à saúde de qualidade", completou o governador.

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Santa Casa abre inscrições de treinamento em enfermagem, e poderá contratar

A Santa Casa de Misericórdia lançou, na última edição da Imprensa Oficial, um novo programa de Trainee que servirá para qualificar os profissionais da área de Enfermagem. Segundo justifica o provedor Mário Montini, “muitos saem da escola e encontram dificuldades práticas no exercício da profissão; na Saúde essa dificuldade torna-se perigosa, na medida em que a inexperiência pode causar danos”.

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Dessa forma, segundo ele, “além de buscarmos o constante treinamento de nossos colaboradores, vamos incentivar a preparação de novos profissionais que poderão vir a trabalhar na Santa Casa ou com qualificação em qualquer outro lugar”,

O EDITAL

Objetivo: O Programa Enfermeiro Trainee da Santa Casa de Olímpia tem o objetivo de incentivar e preparar profissionais que apresentem potencial para ingressarem na carreira de ENFERMEIRO HOSPITALAR, compreendendo todas as áreas do hospital, como Pediatria, Cirurgia, Unidade de Terapia Intensiva, entre outras.

Quem pode participar: O Programa de Trainee da Santa Casa de Olímpia/Enfermagem foi desenvolvido para identificar no mercado profissionais Graduados em Enfermagem, formados nos anos de 2010, 2011 ou 2012, que apresentem um diferencial de competências técnicas e humanas que contribua com melhoria dos atendimentos hospitalares da Instituição.

Inscrições: As inscrições serão recebidas nos dias 4 a 14 de novembro de 2013, das 8h00 às 16h00, no prédio da Santa Casa de Olímpia, setor de Recepção, localizado na Rua Síria, Nº 139, Olímpia/SP, ou através de formulário especifico solicitado através do email: [email protected]

Quantidade de Vagas: 04 (quatro)

Faixa etária exigida aos candidatos: a partir de 18 anos

Forma de contratação dos Enfermeiros Trainees: Os 04 (quatro) candidatos aprovados no Processo Seletivo serão contratados no regime CLT, no cargo enfermeiro trainee e o seu salário corresponderá a 70% do salário base do cargo de enfermeiro acrescido de 5% de Produtividade, mais o Adicional de Insalubridade, totalizando R$ 1.555,00 (um mil, quinhentos e cinquenta e cinco reais), para uma jornada de 30 (trinta) horas semanais.

Duração do programa em 2014: Os 04 (quatro) candidatos admitidos no cargo de enfermeiro trainee, participarão do Programa Trainee da Santa Casa, no período previsto de 10 (dez) meses, no fim do qual serão submetidos a avaliação final, para ocuparem o cargo de enfermeiro, fazendo jus ao salário base do cargo e respectivos benefícios.

Etapas do Programa:

1) Etapa de Integração – Essa etapa tem como objetivo oferecer ao Trainee conhecimento sobre a Instituição, sua história e sua trajetória, bem como realizar integração, ambientação e acolhimento do profissional, facilitando-lhe assim uma melhor assimilação do funcionamento, da estrutura, da cultura e dos objetivos da Santa Casa.

2) Etapa de Gestão Administrativa – Durante o Programa, o trainee acompanhará os Serviços Administrativos e de Apoio do Hospital correlacionando a função de cada setor, conhecendo assim a lógica de funcionamento do Hospital.

3) Etapa de Execução de Procedimentos Técnicos – Nesta fase, o Enfermeiro Trainee realizará todos os procedimentos técnicos de Enfermagem nos diversos setores do Hospital, com acompanhamento do Coordenador da respectiva área e do “Coordenador do Programa Enfermeiro Trainee”. Ao término de cada fase/setor será realizada uma Avaliação de Desempenho Profissional do Enfermeiro Trainee com aplicação de prova teórica sobre os conhecimentos técnicos adquiridos durante o período que permaneceu em cada setor.

Processo de Avaliação – À cada etapa cumprida, o Enfermeiro Trainee realizará uma avaliação de seu desempenho juntamente com a “Coordenador do Programa Enfermeiro Trainee e o responsável pela Área de Gestão de Pessoas da Santa Casa.

Além dessas etapas, o Enfermeiro Trainee participará integralmente de todos os Programas Internos de Educação Continuada, bem como de Reuniões oferecidas pela Instituição.

Regulamento: O Regulamento do Programa pode ser solicitado via email [email protected]

Obs.: Os funcionários da Santa Casa de Olímpia poderão participar do processo seletivo, estando sujeitos da mesma forma às regras estabelecidas no Regulamento.

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Informações: e-mail [email protected]

Ministério da Saúde libera R$ 300 mil de Aloysio Nunes para a Santa Casa local

O Ministério da Saúde liberou, nesta terça-feira (1º), emenda parlamentar do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), para a Santa Casa de Misericórdia de Olímpia.

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O valor que será liberado é de R$ 300.000,00 e se refere ao Orçamento de 2012 para aquisição de equipamentos hospitalares.

Provedor de Olímpia afirma que intervenção na Santa Casa de Barretos não é a solução

O promotor de Justiça Flávio Okamoto expediu ofício recomendando que o prefeito Guilherme Ávila, de Barretos, decrete imediata intervenção na Santa Casa de sua cidade, assumindo sua gerência a fim de evitar a paralisação da prestação de serviços de saúde aos usuários do SUS. A carta foi entregue ontem, terça-feira (30), ao prefeito e ao secretário de Saúde Alex Franco.

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O provedor da Santa Casa de Misericórdia de Olímpia, advogado Mário Montini, enviou, por escrito, a sua opinião, inclusive sob a visão jurídica, respeitando a posição do promotor barretense, divergindo da possível intervenção municipal na Santa Casa de Barretos.

O ARTIGO DE MONTINI

SANTA CASA – É FÁCIL INTERVIR – E O DIREITO?

O Brasil vive uma inversão de valores que está assumindo grande relevo, cuja gravidade poderá atingir mais a população já embrutecida pelo desrespeito aos princípios éticos, morais e legais por parte dos poderes constituídos.

O cúmulo do absurdo se apresenta na cidade de Barretos com a “solicitação” do Ministério Público para que o Município intervenha numa Instituição Privada, a Santa Casa de Barretos e com a “ameaça” de o Executivo Municipal, em não atendendo a malfadada “solicitação”, responda por ato de improbidade administrativa.

Penso que o nobre Parquet esteja mal informado quanto aos direitos constitucionais que deveriam viger as relações sociais, impondo um ônus à Instituição e até ao Município que se assemelha a uma ditadura em um país sem lei.

O dever do Município quanto à Saúde é a atenção básica e não os atendimentos de média e alta complexidade, cujos custos devem ser bancados pelo Estado de São Paulo, no caso, e a União Federal.

Se a União, através do SUS, não paga o que é justo, levando as Instituições à bancarrota, não é um malversado “despacho” que fará corrigir os graves erros de anos de abusos e despotismos contra as Instituições Filantrópicas que não são dignamente remuneradas.

Deveria, a meu ver, o nobre Promotor Público acionar o Ministério Público Federal que não cumpre com sua obrigação de mover as competentes ações contra o Governo Federal para que deixe de fazer “farras” com o dinheiro público e promova os necessários investimentos em Saúde Pública. Mover as competentes ações contra o Governo do Estado para que remunere as Instituições com dignidade para que possam suportar a carga que lhe é injustamente imposta para bancar um serviço ou um custo que é do Estado.

O Ministério Público, com todo o respeito que merece essa importante Instituição de defesa da cidadania, deve ser acionado para pagar danos morais por atos que são assemelhados a um vandalismo consentido, pois com tal “solicitação” apenas joga o lixo do abandono da saúde para debaixo do tapete.

Se houver a intervenção o Município vai pagar as dívidas da Santa Casa de Barretos, 60 milhões? Ou vai fomentar mais intempéries contra os Municípios que não suportam a carga de gastos da saúde, principalmente porque hoje gastam relevante parte dos recursos da saúde só para cumprir ordens judiciais para remédios e tratamentos que seriam obrigação da União?

É lamentável ver uma propositura dessa e, deveria a população se indignar com tal situação, a fim de que o Governo Federal seja acionado judicialmente para cumprir o seu papel social de dar acesso a todos à saúde digna.

Se o Governo Federal acha que as Instituições Filantrópicas devem bancar as obrigações que são suas, devem todas, deixar de atender o SUS e que venham eles a construir hospitais para que a população seja atendida.

Fica muito mais fácil “intervir” do que pagar o que é devido às Instituições. É muito mais fácil uma ameaça do que se tomar providências contra o Estado que não remunera os serviços que são prestados e causa um prejuízo, como no caso, de R$ 500 mil mês só à Santa Casa de Barretos.

Caso se processe a intervenção proposta, penso que devem todas as Instituições Filantrópicas suspender os atendimentos do SUS. Que o Estado assuma todas as responsabilidades, se puder, e se não puder, precisa prender a Presidente da República, o Ministro da Saúde, o Governo do Estado, ou intervir nesses órgãos para que os recursos sejam disponibilizados ás Instituições.

Me permito ainda, nessa indignação, dizer que médico não tem que trabalhar de graça para o Governo. As ameaças do Governo, como temos visto, em atitudes ditatoriais, não levaram a nada, ficando o povo no sofrimento e sem atendimento digno como lhe garante a Constituição Federal.

Só para saber, o inciso XIX, do Artigo 5º da Constituição, não permite a dissolver uma associação sem uma decisão judicial, razão pelo que a arbitrariedade do Ministério Público precisa ser veementemente combatida.

Mário Francisco Montini

Provedor da Santa Casa de Olímpia/SP

Provedoria da Santa Casa concede reajuste de 7% para os funcionários

A Santa Casa de Misericórdia de Olímpia, através da sua Provedoria, informa que, mesmo sem dissidio coletivo, desde que a atual Provedoria assumiu o hospital, já concedeu dois aumentos de 5% nas datas-bases aos seus funcionários, além de um aumento de 9% para os funcionários que ganhavam até R$ 1.000,00 no início deste ano.

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Agora, concedeu mais um aumento com vigência a partir de 1º de julho de 7% sobre os vencimentos atuais de todos os funcionários, antecipando o dissidio coletivo que ainda está pendente junto aos Sindicatos da Categoria, destacando que esse percentual é superior ao índice inflacionário do período.

Efetivamente, entre junho de 2011 e Julho deste ano, a atual Provedoria concedeu o valor acumulado da atualização dos salários nos seguintes percentuais: para quem ganha até R$ 1.000,00 houve o aumento de 28,5% e para quem ganha acima de R$ 1.000,00 teve seu salário acrescido em 18%.

“Portanto, além dos funcionários estarem recebendo seus salários de forma regular, os senhores médicos e fornecedores também estão recebendo com regularidade seus créditos da Santa Casa, restaurando a respeitabilidade da Instituição”, afirma o provedor Mário Montini, ao Diário.

Senador Aloysio destina a segunda emenda de R$ 300 mil para a Santa Casa local

A Santa Casa de Olímpia foi contemplada com emenda federal no valor de R$ 300 mil para o exercício de 2013 através do senador Aloysio Nunes Ferreira.

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A emenda será destinada para a aquisição de equipamentos inserido no SICONV (Sistema de Convênios do Governo Federal) para ser empenhada até o final de 2013, conforme revelou o provedor Mário Montini.

Segundo o provedor, “o senador Aloysio Nunes sempre tem contribuído com a Santa Casa de Olímpia indicando emendas para o hospital”.

Ele cita, por exemplo, que, em 2012, houve a indicação de emenda também no valor de R$ 300 mil, sendo que esta encontra-se em fase final de aprovação junto ao Ministério da Saúde, com base no projeto de compra de equipamentos já encaminhado pela Santa Casa.

Itamar Borges analisa movimento das Santas Casas contra o SUS desta segunda-feira

O presidente da Frente Parlamentar das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos da Assembleia Legislativa, deputado Itamar Borges esteve com o Secretário da Saúde Giovanni Guido Cerri em reunião na Santa Casa de São Paulo, onde o presidente da Federação das Santas Casas, Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo – Fehosp, Edson Rogatti, apresentou um balanço sobre a atual situação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo.

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A Santa Casa de Olímpia também realizou protesto, ao meio dia, aderindo ao momento.

O evento contou também com as presenças do provedor da Santa Casa de São Paulo, Kalil Rocha Abdalla, do superintendente, Antonio Carlos Forte, do deputado federal Vanderlei Macris e do deputado estadual Jooji Hato.

As Santas Casas estiveram parcialmente paralisadas hoje com bloqueio dos agendamentos eletivos em ação de protesto e sensibilização pública. A assistência nas urgências e emergências será mantida. O ato se repetiu nas cidades do interior do estado e em todo o Brasil.

Segundo o presidente Rogatti “as entidades filantrópicas respondem por 50,26% dos leitos públicos realizando 50,78% das internações. O colapso das Santas Casas e Hospitais beneficentes coloca em risco todo o funcionamento do sistema”.

O deputado Itamar Borges ressaltou que a Emenda Constitucional 29 trouxe avanços para significativos para o setor, mas ainda há muito a ser feito. “A intenção é alcançar financiamento público federal à saúde com aplicação de 10% das receitas brutas da União” disse Itamar.

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O parlamentar ressaltou que a Frente Parlamentar das Santas Casas apoia o reajuste imediato de 100% para os procedimentos de média e baixa complexidade da Tabela SUS. A defasagem da tabela SUS impõe um déficit de R$ 5 bilhões por ano às instituições, responsável por uma dívida total de cerca de R$ 12 bilhões.

Para o secretário da saúde Giovanni Guido Cerri, o governo do estado está ciente e preocupado com essa grave situação das entidades. “Esperamos que o Governo Federal seja sensível a essa questão”.

Santa Casa suspende cirurgias eletivas hoje e convida para protesto ao meio-dia

Será realizada nesta segunda-feira (8) a Mobilização Nacional das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, participa a Santa Casa de Olímpia. Entre as manifestações, que ocorrem ao meio-dia na portaria da Santa Casa, as cirurgias eletivas (pré-agendadas) estão canceladas em forma de protesto. O provedor Mário Montini distribuiu esse convite, também nas redes sociais:

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O objetivo da mobilização é promover a discussão e um alerta à sociedade sobre a crise que afeta as Santas Casas e Hospitais Beneficentes e ameaça colapsar todo o sistema de saúde pública, devido ao subfinanciamento do Sistema Único de Saúde- SUS.

O ato prevê bloquear todo o agendamento eletivo no dia 08/04, como ação de protesto e sensibilização pública. A assistência nas urgências e emergências será mantida, para que a população não fique desassistida dos primeiros socorros nesse dia.

A principal reivindicação do movimento é o reajuste de 100% para os procedimentos de média e baixa complexidade da Tabela SUS.

O ato que conta com o apoio da Frente Parlamentar das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, presidida pelo Deputado Itamar Borges e da Frente Parlamentar da Saúde da Assembleia Legislativa, está sendo organizado nacionalmente, em conjunto com a Confederação das Santas Casas, a Frente Parlamentar Federal de Apoio às Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, em parceria com as Federações (FEHOSP) e Frentes Parlamentares Estaduais.

“Queremos a participação em massa de todos os hospitais para alertar todas as nossas autoridades sobre a grave situação financeira das Santas Casas e por consequência  mobilizar a população brasileira para este pleito que é justo e urgente” disse o deputado Itamar Borges.

A Fehosp disponibiliza o Kit de Orientação para a Organização do Ato e material para download no link:http://www.fehosp.com.br/v2/ato8deabril

Santa Casa lança “novo modelo de gestão” e contrata ex-presidente da Prodem

Em reunião realizada no último sábado (2), com a participação de 60 funcionários das diferentes áreas da Santa Casa de Olímpia, a Provedoria lançou o projeto initulado “Novo Modelo de Gestão”, “que tem como objetivo desenvolver e aplicar um conjunto de ações de forma integrada, para que suas práticas administrativas se tornem eficientes, eficazes e resultem em uma melhoria contínua da qualidade no atendimento hospitalar”, segundo assinala o provedor Mário Montini.

Para coordenar a implantação desse Novo Modelo de Gestão, a Provedoria contratou Vivaldo Mendes, que presidiu a Empresa Pública PRODEM (Progresso e Desenvolvimento Municipal), durante o mandato anterior do prefeito Geninho Zuliani (DEM).

Com inicio a partir deste mês, o novo modelo de gestão prevê a atuação em cinco áreas o foco de suas ações: Gestão de Pessoas; Gestão Centrada nos Clientes; Foco nos Resultados; Gestão Baseada em Processos e Informações e Responsabilidade Social.

A valorização das pessoas que trabalham na Santa Casa é considerada pela atual Provedoria “o principal ponto a ser desenvolvido, para que todos os colaboradores do nosso único hospital consigam superar as dificuldades, aprimorar as suas rotinas e tenham orgulho de trabalhar nessa Instituição”.

Durante a gestão da atual Provedoria, foi efetuado diagnóstico sobre a forma de como as pessoas estavam organizadas e como eram mantidos os ambientes de trabalho. No quesito “Gestão de Pessoas”, serão implantadas alterações no sistema de trabalho; aplicação de treinamentos, com base nas necessidades especificas identificadas no diagnóstico; programa de integração dos novos funcionários; montagem de biblioteca e ações destinadas ao bem estar e melhoria da qualidade de vida dos funcionários e do clima organizacional.

“A valorização dos clientes, não menos importante do que a valorização dos funcionários será também contemplada com ações que resultem em uma melhoria continua. O conceito de “Hotelaria Hospitalar” será implantado. Os funcionários das áreas envolvidas no atendimento dos clientes (Enfermagem, Recepção, Copa, Cozinha, Telefonistas) receberão treinamentos específicos. Será criada uma Ouvidoria, para centralizar o recebimento de reclamações, sugestões e promover fortalecimento da imagem da Santa Casa”, revela Montini ao Diário.

Para atuar com o foco nos resultados, a Diretoria da Santa Casa elegeu como grupos de interesse da Instituição os Médicos, Funcionários, Pacientes e Acompanhantes (Clientes), Instituições Conveniadas, Fornecedores e a Comunidade. Como suporte para execução das ações destinadas a melhorar os resultados, será implantado o programa SIG – Sistema de Informações Gerenciais, que centralizará todos os relatórios emitidos pelas diversas áreas do Hospital. Indicadores relativos a Clientes, Pessoas, Fornecedores, Financeiros e relativos aos processos, extraídos por esse sistema, nortearão o planejamento para as ações que a Diretoria irá desenvolver.

“O que diferencia as organizações são os processos. Para fazer gestão de processos é preciso pensar em padronização. Na saúde, padronização de processos está relacionada com protocolos clínicos e com os procedimentos operacionais padrões. No Novo Modelo de Gestão implantado pela Santa Casa será efetuado uma análise e gerenciamento efetivo dos processos, tais como: Enfermagem, Atendimento Médico (padronização através de protocolos clínicos), Nutrição, Serviço de Arquivo Médico e Estatística, Relacionamento com fornecedores, entre outros”, explica Montini.

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Montini argumenta, ainda, que “a sociedade é a razão de ser das organizações. Clientes e Mão de Obra saem da Sociedade. A Organização depende de sua credibilidade e do seu reconhecimento público. E a Santa Casa tem uma importância muito grande para a comunidade de Olímpia. Visando se aproximar da comunidade, a Diretoria da Santa Casa incluiu no seu novo modelo de gestão a aplicação do conceito de Responsabilidade Social. Ações voltadas para a comunidade serão implantadas, tais como: cursos sobre a prevenção de doenças; serviço de cuidados com a Saúde da Mamãe e do Bebê, onde as mães serão treinadas e orientadas; incentivo e criação de Grupo de Voluntários, envolvendo não só funcionários da própria Santa Casa, como pessoas da comunidade; parcerias com Clubes de Serviços, Associações de Bairros, Igrejas, na execução de atendimentos preventivos”.

Montini assinala que “Vivaldo Mendes tem vasta experiência na condução de processos organizacionais, tendo atuado como executivo na área financeira, é Consultor na área de Gestão Organizacional e passará a responder pela Diretoria Executiva da Santa Casa. O administrador Mário Flores, que atuava desde 2006, se desligou da Instituição, e agora esetou muito confiante no modelo apresentado”.

Santas Casas amargam dívidas de R$ 181 milhões e querem reajuste SUS

O jornal Diário da Região, com reportagem de Allan de Abreu e colaboração de Larissa Oliveira, estampa em manchete de primeira página a agonia financeira das Santas Casas da região que, juntas, somam uma dívida de R$ 181,5 milhões. A de Olímpia está em 11º lugar, com pouco mais de R$ 1,1 milhão.

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Nesta segunda-feira (25), representantes vão estar reunidos na Assembleia Legislativa, também com Olímpia, para mais uma etapa da campanha que objetiva reajustar a tabela SUS para os procedimentos.

A REPORTAGEM NA ÍNTEGRA

Com dívidas que somam R$ 181,5 milhões, 27 hospitais públicos da região de Rio Preto agonizam. As maiores vítimas são as Santas Casas, que apresentam rombo de R$ 156 milhões nas contas, decorrentes de impostos não pagos, empréstimos bancários, salários atrasados e calotes em fornecedores de medicamentos e material hospitalar.

A população sente na pele os efeitos da crise. Para evitar a explosão do déficit, a Santa Casa de Olímpia fechou seu pronto-socorro, enquanto em Votuporanga, que acumula dívida de R$ 23 milhões, foram suspensos todos os atendimentos de neurologia desde julho de 2012. Na última quarta-feira, um blecaute de uma hora e meia surpreendeu os médicos que faziam histerectomia (retirada do útero) em uma paciente na Santa Casa de General Salgado.

Como o gerador do hospital estava quebrado, médicos improvisaram uma lanterna para terminar a cirurgia. “Nossa situação é precária”, admite a administradora da instituição, Vilma Cecília Chaves. O hospital ameaça fechar as portas até o meio do ano.

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A situação crítica, dizem os provedores, é motivada pela defasagem dos valores pagos pelo SUS. Há cinco anos a tabela de procedimentos do Ministério da Saúde não passa por reajuste, o que cria distorções insustentáveis. “Tenho paciente que chegou a custar R$ 2 mil ao hospital, mas o SUS só repassou R$ 400.

A diferença o hospital tem que se virar para cobrir”, afirma Frederico José Marcondes, provedor da Santa Casa de Estrela d’Oeste. Outro provedor, Sérgio Rossetti, da Santa Casa de Monte Aprazível, cita como exemplo a endoscopia, com valor de R$ 48 na tabela SUS. “Um pé e mão na manicure sai mais caro”, compara.

OLÍMPIA

A sangria nas contas forçou a Santa Casa de Olímpia, com dívida de R$ 1,19 milhão, a tomar uma medida radical. Desde outubro do ano passado, o pronto-socorro do hospital, que atendia até 15 mil usuários por mês, está fechado. Só aceita pacientes particulares, conforme faixa estendida na portaria.

Por isso, na manhã da última quarta-feira estava às moscas. “O prejuízo mensal era de R$ 120 mil. Recebíamos R$ 73 mil por mês da prefeitura para o PS, mas só o custo com os médicos ficava em R$ 83 mil”, justifica o provedor, Mário Francisco Montini.

O fechamento sobrecarregou a única Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. A espera por uma consulta no local chega a quatro horas, segundo os pacientes. Na manhã da quarta-feira, uma senhora chegou a desmaiar na sala de espera. O fiscal Hardi José Kothe Júnior, 31 anos, chegou à UPA naquele dia às 8h com dores no pulso.

Às 11h, não havia sido consultado pelo médico. Enquanto esperava, uma enfermeira improvisou uma tala para amenizar as dores no pulso. Ao lado dele, a dona de casa Adriana Castro, 39 anos, aguardava pelo atendimento da sogra. “Eu cheguei aqui 8h30 com ela passando mal, pálida, o lábio roxo. Mas já são 11h e ela não foi atendida.”

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O hospital chegou a suspender as cirurgias eletivas, não emergenciais, no fim de 2012, e proibiu o atendimento de pacientes do SUS nos dois leitos de UTI particulares. “Cada leito custa R$ 150 por dia, mas o SUS só repassa R$ 140”, diz Montini.

Neste mês, o Hospital do Olho, que funciona dentro da Santa Casa e é referência regional em cirurgias oftalmológicas, também foi fechado. Com isso, equipamentos de ponta estão parados.

“O custo de manutenção estava muito caro, então não tivemos outra opção”, afirma o provedor. Azar da aposentada Maria Barreira, 60 anos, que há mais de um ano aguardava por uma cirurgia de catarata no local. “Só operei um olho, agora falta o outro. Vou tentar em Rio Preto ou Barretos.”

JOSÉ BONIFÁCIO

Apenas um clínico geral atende de 160 a 170 pacientes por dia no pronto-socorro da Santa Casa de José Bonifácio. Só neste mês o hospital conseguiu contratar um segundo profissional, mas apenas para quatro horas diárias. “O ideal seriam dois clínicos, um pediatra e um ginecologista, mas custa caro, e não temos dinheiro”, diz o administrador da instituição, Newton César Mathias.

O hospital acumula dívidas de R$ 2 milhões, e todos os meses amarga um déficit de R$ 60 mil a R$ 90 mil. O salário de parte da equipe médica está atrasado, e até o início do ano passado a Santa Casa convivia com problemas estruturais no prédio, como goteiras causadas por infiltração no corredor de acesso ao centro cirúrgico.

O Ministério Público investiga se as condições estruturais do hospital influenciaram na morte de duas crianças no início de 2012. Uma criança nasceu morta depois de a mãe ter procurado o hospital e ter sido liberada no dia anterior – o hospital alega que a mulher deixou a Santa Casa por iniciativa própria. Um menino de 8 anos também morreu de pneumonia depois de receber diagnóstico supostamente falho na instituição. Não há prazo para a conclusão do inquérito civil.

Depois das mortes, o serviço de ginecologia e obstetrícia da Santa Casa foi suspenso a pedido da Direção Regional de Saúde (DRS), e os partos pelo SUS são todos feitos em Rio Preto. “O local precisa de obstetras e anestesistas disponíveis 24 horas, o que é caro. Por isso segue fechado”, disse o diretor da DRS, José Victor Maniglia. Segundo o administrador da Santa Casa, a prioridade da nova diretoria é retomar o serviço.

A falta de verbas também impede a contratação de mais médicos pela Santa Casa de Tanabi, cujo passivo atual é de R$ 350 mil. O hospital tem 12 médicos no total, mas, segundo o provedor, João Edson Ferreira Gomes, seriam necessários mais 12 profissionais. “Se tivéssemos mais dinheiro disponível, com certeza contrataríamos.”

BARRETOS

Atolada em dívidas que somam R$ 56,8 milhões, a Santa Casa de Barretos convive com a ameaça permanente de paralisação da equipe médica, com salários atrasados desde 2010.

O hospital deve R$ 850 mil para os profissionais. Uma greve da categoria, diz a assessoria da Santa Casa, seria desastrosa para a região: o hospital faz 14,5 mil atendimentos apenas no pronto-socorro, e é especializado em atendimento ortopédico de emergência.

MINISTÉRIO SILENCIA

Em nota, o Ministério da Saúde silenciou sobre a possibilidade de reajustar os valores dos procedimentos bancados pelo SUS. Informou apenas que, em maio de 2012, a pasta assegurou o repasse de R$ 69,6 milhões aos hospitais filantrópicos com atendimento exclusivo pelo SUS, no programa “Incentivo Financeiro 100% SUS”.

Também no ano passado, o ministério e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram acordo para ampliar a linha de crédito de R$ 2 bilhões para R$ 2,5 bilhões para santas casas, hospitais e entidades filantrópicas.

O objetivo, segundo a assessoria, é “ajudar na recuperação da gestão e modernização dessas instituições”. No entanto, o próprio ministério alerta: “pode haver dificuldades em obter esse financiamento, porque o BNDES exige um conjunto de melhorias de gestão”.

A AMEAÇA DE FECHAR AS PORTAS

Pelo menos duas Santas Casas da região, em General Salgado e Neves Paulista, correm o risco de fechar as portas ainda neste ano em decorrência da crise financeira. O hospital de Salgado acumula dívida previdenciária de R$ 2 milhões, e sobrevive apenas com a verba do SUS e o repasse de R$ 62 mil da prefeitura local.

“Não sei se a gente aguenta até o meio do ano”, diz a administradora da Santa Casa, Vilma Cecília Chaves. Segundo ela, não há mais estoque de medicamentos nem de soro. “A gente só compra o que usa na semana.” Além disso, o salário de parte dos funcionários está atrasado, inclusive o de Vilma.

Na Santa Casa de Neves Paulista, a situação não é diferente. No início do ano, a Justiça determinou que o prédio onde funciona o hospital vá a leilão em decorrência de dívida da entidade com o INSS, que soma R$ 1,6 milhão. “No ano passado, o débito foi parcelado, mas apenas quatro prestações foram pagas e veio essa decisão. Agora, vamos recorrer e tentar uma saída na Receita Federal. Se houver o leilão, não tem como continuar”, diz o provedor, Nilton César Stuqui.

O rombo nas contas, segundo ele, foi agravado por cheques sem fundo, que somam R$ 90 mil, assinados pela antiga administração para a compra de medicamentos e insumos. “Não tem dia em que os credores não me liguem para cobrar”, afirma Stuqui, que assumiu o posto no início do mês.

As verbas do SUS, R$ 33 mil mensais, representam menos de um terço dos custos da Santa Casa, que alcança R$ 120 mil ao mês. A sangria nas finanças só é amenizada pelo repasse da Prefeitura de Neves e por doações de alimentos dos moradores. Mesmo assim, as dificuldades são enormes. Os salários dos médicos estão atrasados desde agosto.

Por falhas na prestação de contas, o SUS chegou a anunciar o corte no repasse de verbas para março, mas Stuqui afirma que conseguiu eticar o contrato com o Ministério da Saúde até dezembro. “Nunca fizemos tanto jus ao nome Santa Casa de Misericórdia. Hoje dependemos mais do que nunca da misericórdia das pessoas para continuar funcionando”, diz o provedor.

A crise se reflete na estrutura do hospital. Há infiltrações por todo o prédio, e parte do piso da ala pediátrica cedeu. Um quarto onde caberiam dois leitos foi desativado por causa de uma goteira no teto. A cozinha só dispõe de uma geladeira, e uma máquina de lavar roupas está inoperante porque foi penhorada. Não há nenhum aparelho de ar condicionado, e os móveis têm mais de 30 anos de uso.

Entrar no centro cirúrgico é como mergulhar na história da medicina. Os equipamentos têm mais de 40 anos. Como não há dinheiro para modernizar o setor, o centro foi fechado há cerca de dez anos. “Infelizmente as pessoas deixaram de confiar na Santa Casa. Mas tenho fé de que vamos superar essa situação”, afirma Stuqui.

A crise financeira já abateu um hospital filantrópico na região. Em 2002, a Santa Casa de Mirassol fechou as portas. Não suportou o pagamento de dívidas que, na época, somavam R$ 6 milhões. O prédio ficou abandonado até o ano passado, quando a prefeitura comprou o imóvel, demoliu parte dele e vai transformar o restante em Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Em Nova Granada, 129 leitos fechados

Os baixos valores repassados pelo SUS contribuíram para que a Santa Casa de Nova Granada fechasse 129 leitos psiquiátricos em 2010. “A diária repassada pelo Ministério da Saúde é de R$ 42, mas só os médicos nos custam R$ 38 por dia. Por isso é inviável”, diz o provedor, Ralfo José Furtado.

Mesmo com o fechamento, o hospital mantém 15 funcionários que trabalhavam no setor psiquiátrico. “Não temos dinheiro para pagar a rescisão nos contratos”, justifica Furtado. A Santa Casa acumula dívidas de R$ 1,2 milhão. O Hospital Bezerra de Menezes, em Rio Preto, vive crise semelhante. O déficit, decorrente de impostos atrasados e empréstimos bancários, atinge R$ 4,5 milhões. Por isso, existe o risco de fechar 37 dos 197 leitos psiquiátricos, conforme o provedor, Gracio Tomaz Saturno. “O que nos aliviou foi um empréstimo bancário, que nos deu fôlego para mais uns 60 dias”, afirma.

Já a Santa Casa de Indiaporã, com dívida de R$ 590 mil, pretende criar um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD), com dez leitos, e se tornar referência no tratamento de dependentes para 13 municípios, incluindo Fernandópolis. O hospital está de olho na verba do Ministério da Saúde – se por um leito normal o SUS repassa R$ 40, para leitos de Caps são R$ 300, mais R$ 67 mil ao ano por leito para manutenção, segundo o administrador, Ricardo Rocha. “A saída para as Santas Casas menores é se tornarem referência regional em algum serviço. Só assim irão sobreviver.”

Movimento se reúne amanhã

Mais de 200 representantes de Santas Casas e hospitais filantrópicos de todo o País irão se reunir amanhã pela manhã na Assembleia Legislativa, em São Paulo. O objetivo do movimento, batizado de “Tabela do SUS! Reajuste Já”, é pressionar o governo federal para reajustar o valor dos procedimentos médicos pagos pelo Ministério da Saúde.

“Não queremos ter lucro, mas apenas que paguem nossos custos”, afirma Edson Rogatti, diretor-presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp). A estimativa é de que o rombo das 2,1 mil instituições filantrópicas que atendem pelo SUS esteja em torno de R$ 12 bilhões e possa chegar a R$ 17 bilhões no próximo ano. Boa parte em decorrência da defasagem da tabela do SUS, que remunera apenas R$ 65 de cada R$ 100 gastos pelos hospitais.

“Caso não haja um reajuste, muitas Santas Casas correm o risco de fechar as portas”, diz o deputado federal Edinho Araújo (PMDB), que integra a Frente Parlamentar das Santas Casas no Congresso. No dia 12 de dezembro, o movimento entregou a representantes do Ministério da Saúde um documento, batizado de “Carta de Votuporanga”, assinado na cidade por 209 instituições filantrópicas, em que solicitava ao Ministério da Saúde um reajuste de 100% sobre os cem procedimentos de média e baixa complexidade com maior incidência nos valores pagos pelo SUS em 2011, além de anistia das dívidas tributárias. O movimento aguardava uma manifestação do ministério até o dia 31 de janeiro, o que não ocorreu. Daí a nova mobilização marcada para amanhã.

Só 4 têm as contas em dia

Das 29 Santas Casas da região, apenas quatro estão com as contas em dia: Ibirá, Aparecida d’Oeste, Cardoso e Guaraci. “A ajuda da prefeitura é essencial para o equilíbrio das contas”, diz o provedor do hospital de Ibirá, João Renato Tavares.

Outro auxílio que minimiza os prejuízos aos hospitais filantrópicos é o Pró-Santa Casa, em que o governo estadual auxilia as instituições com repasses extras, além daquilo que é repassado pelo SUS. Em 2012, foram distribuídos R$ 12 milhões para 346 unidades no Estado. Para a Santa Casa de Rio Preto, são R$300 mil mensais. “É uma ajuda, e toda ajuda é bem-vinda”, afirma o provedor, Nadim Cury.

O Estado também subvenciona o Hospital de Base, em Rio Preto, referência para a região, principalmente em procedimentos de alta complexidade. O déficit operacional mensal do HB gira em torno de R$ 1,5 milhão por mês. “Se o governo estadual não cobrisse esse rombo, o prejuízo seria de R$ 20 milhões anuais, e o hospital entraria em colapso”, diz o diretor-executivo, Horácio José Ramalho.

A provedoria da Santa Casa de Urânia e o Hospital São José, em Itajobi, não quiseram informar dados financeiros das instituições. A direção da Santa Casa de Populina não foi localizada, e a do hospital municipal de Potirendaba não soube revelar o valor da dívida.

Hospitais apelam para leilões e até carnês

Para driblar a falta crônica de receita, os hospitais públicos da região lançam mão de uma série de medidas, que vão desde leilões de gado e quermesse até pedido de doações por telemarketing e distribuição de carnês para doação. “A gente tem que rebolar para conseguir dinheiro”, diz o administrador da Santa Casa de Santa Fé do Sul, Luís Antônio Paparelli.

No ano passado, o hospital arrecadou R$ 140 mil com jantares e leilões de gado. O dinheiro foi utilizado para comprar quatro respiradores e um monitor para a UTI. O Instituto Espírita Nosso Lar (Ielar), em Rio Preto, instalou um serviço de telemarketing para pedir doações ao hospital. “Como 90% do nosso atendimento é pelo SUS, foi a saída que encontramos para sobreviver”, diz o presidente do Ielar, Ricardo Fasanelli.

O Hospital São Vicente de Paulo, em Monte Azul Paulista, recorreu à distribuição de carnês para a população, que contribui com R$ 20 mensais e concorre a prêmios. “É o que nos mantêm, já que temos pouca ajuda da prefeitura”, diz Leonardo Alves de Souza, escriturário do hospital. Os R$ 40 mil que o SUS repassa à instituição são insuficientes para bancar as despesas, que atingem R$ 130 mil no mês.

A Associação São Francisco de Assis na Providência de Deus, que administra hospitais em Mirassol, Jaci, Nhandeara e Ilha Solteira, recorre a eventos como a Festa do Milho para cobrir o déficit gerado pelos atendimentos via SUS.

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