Morre o “quase olimpiense” ator global Elias Gleizer

O ator da Rede Globo Elias Gleizer morreu aos 81 anos neste sábado (16), no Rio. Há cinco anos, ele se encontrou com o prefeito Geninho Zuliani (foto), a sua mãe Cida Zuliani, e com o Diário de Olímpia, em uma premiação que o prefeito olimpiense estava recebendo (e ele também), e revelou que o seu pai mascateava em a Olímpia e até já morou na  Rua São João.

  

Ele estava internado no Hospital Copa D’Or desde 6 de maio e morreu por falência circulatória em decorrência de um trauma. Ele sofreu uma queda e o quadro se agravou.

Não há informações sobre o velório. Uma irmã do ator que mora em São Paulo está a caminho do Rio para acertar os detalhes.

Elias nasceu em 4 de janeiro de 1934, em São Paulo, filho de imigrantes judeus poloneses, de pai sapateiro e mãe dona de casa.

Ele trabalhou no teatro e no cinema, mas consagrou-se na televisão. A carreira de ator começou no fim dos anos 1950, na extinta TV Tupi. O papel mais recente de Elias Gleizer em novelas foi em “Boogie Oogie”, de 2014. O ator também atuou em dezenas de produções, incluindo as novelas “Tempos Modernos”, “Caminho das Índias”, “Pé na Jaca”, “Sinha Moça”, “Sonho Meu”, entre outras.

Bruno Gagliasso, que contracenou com Gleizer em “Caminho das Índias”, publicou uma homenagem ao ator e escreveu: “Meu avô querido….. Chegou a hora de descansar!” – G1

MOROU NA RUA SÃO JOÃO
Elias Gleizer (nome artístico de Elicz Glejzer), ao tomar conhecimento da presença do prefeito de Olímpia, procurou pelo Blog: “Me apresente este prefeito que, com orgulho, vi citado para receber este troféu quando recebi o convite. Me bateu uma enorme saudade de Olímpia”.

  

Já com Geninho e sua mãe, Aparecida Zamperlini Zuliani, o ator, que na época fazia sucesso na novela global ‘Passione’, disse que sente-se “orgulhoso de ver um prefeito tão jovem, com uma família bonita e, pelo que vejo, atuante; Olímpia era a cidade onde meu pai mascateava, ganhava a vida, tinha a estação ferroviária, um pequeno hotel, e eu ia muitas vezes com ele, morei na rua São João”.

Convidado a rever Olímpia, Elias Gleizer não perdeu tempo: “Basta me convidar. Se convidarem, estarei lá com certeza”. É claro que o convite foi feito.  Infelizmente, não deu certo.

Olímpia perde Linda Rodrigues. E o café da manhã mais famoso do bairro Cecap

Faleceu na minha desta quinta-feira (2), Linda Rodrigues, aos 76 anos, vítima de câncer, avó da jornalista Andresa Maieiros Rodrigues. Ela era casada com casada com Joaquim Antonio dos Santos, o ‘seo Quinzinho’. Ela era conhecida por fazer, todas as manhãs, um café muito especial para os seus familiares e, ocasionalmente, frequentado, por diversas pessoas, inclusive pelo prefeito Geninho Zuliani, médico Nilton Martinez, vizinhos, amigos, enfim, ela era querida por todos e o café igualmente reconhecido, no bairro Cecap.

O velório será no Nicolau Daud a partir das 14h e o sepultamento na sexta-feira (3), às 8h.

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Teve cinco filhos. Um deles morreu aos 15 anos, chamava Vicente, em 1.971, de problemas de saúde.

Os quatro filhos são Fátima (técnica em enfermagem da Santa Casa), Helena (casada com José Carlos Maieiros, da Drogaria União), Silvana (técnica em contabilidade, casada com Luiz Pasquotto) e Luiz Silvio (vendedor, casado com Silvana).

Deixou os netos Miriam, Andresa, André, Leonardo, Isabela, Gabriela e Camila; bisnetos Lariana, Lorena, Milena, Lara e Maria Clara.

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Era uma pessoa muito simples, humilde, e muito amada, segundo relato dos familiares ao Diário. Dizia que seu maior tesouro era sua família. Tanto que se reuniam todas as manhãs na casa dela para o café da manhã. Detalhe: ela torrava café no fundo do quintal e depois moía naqueles antigos moinhos.

A doença de Linda Rodrigues foi descoberta há pouco mais de um ano, mas ela tinha muitas forças e queria muito viver.

Um de seus hábitos era manter uma pasta com todos os recortes de jornais quando saía fotos de alguém da família, principalmente depois que a neta Andresa começou a estagiar em jornal, quando ela tinha 18 anos. Linda recortava tudo que se referia à família, fotos e noticias.

Os nossos sentimentos de pesar à colega Andresa e demais familiares de Linda Rodrigues.

José Rico, Marreta, Dodge Dart, a CNH de Olímpia. E a primeira briga com Milionário. Aqui também

Um fato inédito, pouco conhecido sobre a dupla Milionário e José Rico, foi revelado pelo Diário de Olímpia.Com em 23 de junho de 2010, quando a dupla esteve na cidade para participar do 2º Olímpia Rodeo Festival, dalva-marretapromovido pela PBR (Professional Bull Riders) e Prefeitura. Em entrevista ao editor Leonardo Concon, José Rico, falecido anteontem, em Americana (SP), vítima de um infarto, conta que teve o primeiro rompimento quando o então candidato a prefeito, Álvaro Cassiano Marreta Ayusso, em 1976, deu um Dodge Dart SE zero para ele, e não para Milionário. Para Milionário terminar os dois últimos comícios de Marreta, José Rico teve de devolver o carrão.

Olímpia teve um peso enorme na carreira da dupla. Contratados pelo então prefeito Álvaro Cassiano Marreta Ayusso, ficaram por 90 dias instalados, fazendo a campanha eleitoral e, ao mesmo tempo, fazendo shows por toda a região, especialmente no extinto programa Porteira do Oito, na TV Record Rio Preto.

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Poucos também sabem, mas José Rico era Cidadão Olimpiense, Título que lhe foi conferido pelo vereador, também falecido, Tino Parolim.

 

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José Rico era sempre visto em Olímpia. Ultimamente, frequentava o Tuti Resort quando tinha shows na região, e foi fotografado, também pelo Diário de Olímpia, jantando no Victória Restaurant, do casal empresário Deco e Gisely Lima.

 

O fato da época de Marreta foi narrado por uma das ‘gargantas de ouro do Brasil’, então seu apartamento no Hotel Água Viva, de Olímpia, na presença do o prefeito Geninho Zuliani (DEM); então secretário de Cultura, Turismo, Esportes e Lazer Beto Puttini; de um ‘velho conhecido do cantor, daqueles ‘velhos e bons tempos de Olímpia’, Tim Monteiro; de João Paulo Pitta Polisello, então assessor do prefeito, e do pai e irmão do prefeito, José Eugênio e César Zuliani.

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De bom humor, José Rico disse que “tem um carinho muito grande por Olímpia, porque aqui permanecemos 90 dias fazendo a campanha eleitoral, comício por comício, visita por visita, do Marreta. Aqui tirei minha primeira carteira de motorista (a atual, renovada, é de Americana, SP, onde reside). E aqui recebi o título de Cidadão Olimpiense através do então vereador Tino Parolim”.

cnh7088820001_largeEle revela, também, que Marreta deu um VW Brasília para Moraci (João Maurício de Oliveira), também falecido (20 de agosto de 1985, em acidente automobilístico em São José do Rio Preto) , que fazia dupla com Mococa (João Leôncio), mas também não presentou o companheiro Mococa, fazendo par de insatisfação com Milionário.

 

Hoje, Mococa forma dupla com Paraíso. A dupla começou a carreira dois anos antes de Milionário e José Rico.

José Alves dos Santos, o José Rico, nasceu em São José do Belmonte, Estado de Pernambuco no dia 29/06/1946, contando hoje com 68 anos. Por ter sido criado na cidade de [Osvaldo Cruz], no Estado do São Paulo desde os dois anos de idade, acabou adotando, e registrando em Cartório, o nome José Rico Alves dos Santos, em alusão à cidade osvaldocruzense onde viveu sua infância. O apelido foi inventado por um padre, ainda durante a infância de José Rico.

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OUÇA A ENTREVISTA DE JOSÉ RICO EM OLÍMPIA

Quer saber detalhes do Dodge Dart SE zero quilômetro que Marreta deu para José Rico e foi o motivo do primeiro rompimento da dupla? Clique abaixo e ouça na entrevista exclusiva para o então Blog do Concon, hoje Diário de Olímpia:

Morre José Rico, da dupla com Milionário, após internação em Americana (SP)

“É com muita dor no coração e profunda tristeza que comunicamos o falecimento do nosso ídolo José Rico. José Rico Alves dos Santos foi internado hoje de manhã (3) em Americana com complicações no coração, rins e joelho e não resistiu. Aguardem mais informações.Vamos rezar por este homem que tanta alegria nos deu. É impossível descrever nossa tristeza, estamos todos em estado de choque. "Mas o tempo cercou minha estrada e o cansaço me dominou, minhas vistas se escureceram e o final da corrida chegou." É o teor da nota oficial que está na rede social Instagram da dupla oficial. Ainda não há mais detalhes. Nem mesmo na Internet.

De bom humor, José Rico disse que “tem um carinho muito grande por Olímpia, porque aqui permanecemos 90 dias fazendo a campanha eleitoral, comício por comício, visita por visita, do Marreta. Aqui tirei minha primeira carteira de motorista (a atual, renovada, é de Americana, SP, onde reside). E aqui recebi o título de Cidadão Olimpiense através do então vereador Tino Parolim”.

 

Nos idos da gestão do prefeito Marreta, já falecido, em Olímpia, a dupla chegou a permanecer por meses na cidade. A CNH de José Rico foi expedida em Olímpia. E um fato inédito, pouco conhecido: a dupla Milionário e José Rico teve o primeiro rompimento quando o então candidato a prefeito, Álvaro Cassiano Marreta Ayusso, em 1976, deu um Dodge Dart SE zero para José Rico e não para Milionário. Para Milionário terminar os dois últimos comícios de Marreta, José Rico teve de devolver o carrão.

 

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Em entrevista exclusiva ao Diário de Olímpia, em junho de 2010, quando veio cantar com o parceiro Milionário em um rodeio, José Rico disse que “tem um carinho muito grande por Olímpia, porque aqui permanecemos 90 dias fazendo a campanha eleitoral, comício por comício, visita por visita, do Marreta. Aqui tirei minha primeira carteira de motorista (a atual, renovada, é de Americana, SP, onde reside). E aqui recebi o título de Cidadão Olimpiense através do então vereador Tino Parolim”.

 

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A morte foi confirmada pela família, mas as causas do óbito ainda não foram divulgadas.

O sertanejo, que completaria 70 anos no mês de junho, tinha somente neste mês de março mais 13 shows para realizar.

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A dupla, considerada uma das maiores da história da música sertaneja, foi formada em 1973 e, em 42 anos de carreira, vendeu cerca de 35 milhões de discos. Eles gravaram também dois DVDs e mais dois filmes.

Entre as músicas de maior sucesso da dupla estão Na Estrada da Vida, de 1980, e "Sonhei com você", de 1988.

Filiado ao PMDB, José Rico foi candidato à Câmara Federal nas últimas eleições, quando teve 26.086 votos.

Adeus, Paulo Goulart. Olímpia também se despede de seu filho

Morreu nesta quinta-feira, 13, aos 81 anos, o ator Paulo Goulart. Ele estava hospitalizado em São Paulo. No final de 2013, o ator havia sido internado para tratamento de um câncer na região dos pulmões, dois anos após se tratado por um câncer nos rins.

O corpo do ator deve chegar às 23h30 no Teatro Municipal de São Paulo, onde será velado até as 13 horas de amanhã; o enterro será realizado às 14 horas no Cemitério da Consolação.

Na foto abaixo, com o prefeito Geninho Zuliani, na capital paulista, em evento de homenagens.

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Goulart, nascido Paulo Afonso Miessa, embora nascido em Ribeirão Preto, passou dos cinco aos 16 anos em Olímpia.
Paulo Afonso Miessa, conhecido artisticamente como Paulo Goulart, nasceu no dia 9 de janeiro de 1933, em Ribeirão Preto, São Paulo. Filho do guarda-livros Affonso Miessa e da dona de casa Elza França Miessa, sempre sonhou em seguir carreira artística.

Aos cinco anos de idade, mudou-se para Olímpia (1938), então com 15 mil habitantes (hoje, já passa dos 51 mil), onde o pai tinha propriedade de café e de gado. Além disso, era proprietário da Rádio Olímpia, hoje Rádio Menina, o que permitiu a Paulo ensaiar os primeiros passos que o levariam à carreira de ator.

Na rádio, fez de tudo: foi locutor, operador de som, discotecário e líder de um conjunto musical, o quarteto de vozes, conhecido como “Quarteto Tupã”. Mas aos 16 anos foi para a capital estudar Química Industrial no Liceu Eduardo Prado, curso que abandonou no segundo ano.

CARREIRA

Mas não pôde fugir de seu dom para artes cênicas quando, no início dos anos 50, a Rádio Tupi, de São Paulo, abriu testes para locutores. Paulo não passou no teste, mas mesmo assim foi contratado por Oduvaldo Vianna como radioator. Vianna foi quem percebeu no jovem de voz e gestos marcantes o potencial para se tornar, então, ator profissional. Com 18 para 19 anos, integrou o elenco de vários programas e, como era o caminho natural da época, acabou chamando atenção dos diretores de TV. “A televisão estava começando em 1951. Éramos contratados da rádio, e a TV Tupi era sustentada pela rádio. Então, tínhamos de fazer TV também. O primeiro programa do qual participei na TV foi o do Mazzaropi, no papel de Boca Mole”, contou o ator.

Em 1952, estreou na TV Paulista, em que foi contratado para fazer parte do elenco da novela Helena. Foi também neste ano que entrou para o Teatro de Alumínio, sob a direção de Abelardo Figueiredo. Lá conheceu aquela que se tornaria sua mulher e mãe de seus três filhos: a atriz Nicette Bruno, com quem se casou em 1954. Foi também com ela que estreou nos palcos, no mesmo ano, no espetáculo Senhorita Minha Mãe.

Era o início de uma parceria para toda a vida, que rendeu projetos como o Teatro íntimo Nicette Bruno (TINB), fundado pelo casal, além de dezenas de peças memoriáveis e premiadas. Em 1953, foi dirigido pelo então estreante Antunes Filho em Week-end, de Noel Coward, realizado pelo TINB. Ainda na companhia, integra É Proibido Suicidar-se na Primavera, de Alejandro Casona, com direção de Ruy Affonson, também de 1953. Entre outras produções teatrais das quais participou nos anos seguintes, destaca-se Bife, Bebida e Sexo, adaptação de Ingênua Até Certo Pono, de Hugh Herbert, dirigida por Paulo Francis, em 1955.

Em 1956, entra para o elenco da histórica Vestido de Noiva, em que contracenava com Henriette Morineau, com quem Paulo conviveu por vários anos e a quem diz de ver muito e sua formação. Para participar da peça de Nelson Rodrigues, Paulo e Nicette se mudaram para o Rio de Janeiro, onde ele também trabalhou no cinema, integrando o elenco do longaRio Zona Norte, de Nelson Pereira dos Santos. Depois de breve passagem pela TV Continental (1959), foi dirigido por Ziembinski em Zefa Entre os Homens, de Henrique Pongetti, em 1962. No mesmo ano, Paulo se mudou com Nicette e a família para Curitiba. Lá, trabalhou na Escola de Teatro Guairá, na TV Paraná e Teatro de Comédia do Paraná, em que produziram diversas montagens, como Um Elefante no Caos, de Millôr Fernandes, em 1963, A Megera Domada, de Shakespeare, em 1964, O Santo Milagroso, de Lauro César Muniz, em 1965. Em 1966, sobre a direção de Antunes Filho, encenaram novamenteA Megera Domada.

Apesar da boa fase no sul do Pais, a TV estava em seu caminho e os Goulart voltaram para São Paulo em 1966, quando foi convidado pela TV Excelsior para atuar em As Minas de Prata (1966), adaptação de Ivani Ribeiro para o romance de José de Alencar, Os Fantoches (1967) e O Terceiro Pecado (1968), também de Ribeiro.

Enquanto isso, nos palcos, Nicette e Paulo firmaram parceria com o diretor Antonio Abujamra, criaram o Teatro Livre e encenaram diversas produções, como Boa Tarde, Excelência (1967), O Olho Azul da Falecida (1968), Os Últimos Passos (1969), entre outros.

Já na TV, da Excelsior para a TV Globo foi questão de tempo e, em 1969, fazia sua estreia na emissora em A Cabana do Pai Tomás, adaptação de Hedy Maia do romance homônimo de Harriet Beecher Stowe. Em seguida, ainda em 1969, ganhou seu primeiro protagonista, o personagem do ator Flávio Avelar, em Verão Vermelho, de Dias Gomes. Trama ousada para a época, a novela contava a história de Adriana (Dina Sfat), uma mulher que havia deixado o marido para viver com outro homem, Carlos Antoine Gerladi em Uma Rosa com Amor, de Vicente Sesso. Uma das primeiras novelas cômicas da história, a trama contava a história de Claude, francês que, para ganhar a cidadania brasileira, havia se casado com uma secretária, Serafina (vivida por Marília Pêra), que esta muito longe do padrões de beleza da época e que mandava flores para si mesma.

Na década de 70, voltou à Tupi para trabalhar nas novelas Éramos Seis (1977), adaptação de Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho para o livro de Maria José Dupré; e Gaivotas (1979), de Jorge Andrade. No teatro, em 1974, seu hilário papel como a Mme. Hortense deOrquestra de Senhoritas, de Jean Anouilh, com adaptação e direção de Luís Sérgio Person, rende ao ator os prêmios de melhor atuação do ano pela Associação Paulista de Críticos (APCA) e o Molière de melhor ator.

Na década de 80 retornou à Globo para atuar em Plumas e Paetês (1980), de Cassiano Gabus Mendes. Foi a o autor que deu a ele o presente chamado Gino, personagem de um típico italiano. “Ele falava com sotaque…. Gostava de comer! E eu adoro! Foi um retorno maravilhoso”, relembrou Paulo que, em 1981, fez Jogo da Vida (1981), de Silvio de Abreu,Transas e Caretas (1984) e Roda de Fogo (1986), ambas de Lauro César Muniz, além deFera Radical (1988), em que viveu o Altino Flores na trama criada por Walther Negrão. Para o ator, que sempre foi muito ativo e vigoroso na vida real, interpretar um personagem que vivia em uma cadeira de rodas foi particularmente difícil.

Além das novelas que o tornaram nacionalmente famoso, Paulo também integrou o elenco de várias minisséries, como Chapadão do Bugre (1988), de Antônio Carlos da Fontoura, na TV Bandeirantes. Voltaria mais uma vez à TV Globo dois anos depois, em Gente Fina, de Luiz Carlos Fusco e Marilu Saldanha. Em seguida integraria o elenco da histórica O Dono do Mundo (1991), de Gilberto Braga, em que interpretou Altair, pai do vilão Felipe Barreto (Antônio Fagundes). “Comecei muito cedo a fazer personagens que são pai, talvez porque, na vida real, eu seja um paizão, e me orgulho disso!”, comentou o ator, que é pai de Paulo Goulart Filho, Bárbara Bruno e Beth Goulart.

Vilões também sempre foram bem vindos e presentes em sua carreira. Em 1993, no remake de Mulheres de Areia, de Ivani Ribeiro, deu vida ao inesquecível vilão Donato. O ator contou que, apesar de Donato ser uma pessoa má por essência, buscou lastro no fato de que ele tinha uma grande paixão. “E em nome disso ele cometia as piores atrocidades. Quanto mais apaixonado, pior se tornava.”

Nos anos seguintes, passaria pelo SBT, em que trabalhou em As Pupilas do Senhor Reitor (1995), versão de Lauro César Muniz para a história homônima de Júlio Diniz, e pela Rede Bandeirantes, em O Campeão (1996), de Mário Prata e Ricardo Linhares.

Em 1997, regressou mais uma vez à TV Globo e interpretou o aviador Ulisses em Zazá, de Lauro César Muniz. Em 2002, Benedito Rui Barbosa daria a ele mais um personagem memorável, o vilão Farina de Esperança. Em 2005, viveu o sensível Mariano em América, de Gloria Perez. Em 2007, voltou a viver um vilão em Duas Caras como o professor Heriberto Gonçalves. Em Cama de Gato (2010), de Duca Rachid e Thelma Guedes, interpretou o rancoroso e vingativo Severo. Mais recentemente, em 2011, deu vida ao Dr. Eliseu Vilanova de Morde e Assopra, de Walcyr Carrasco. Entre uma novela e uma peça, integrou o elenco de outras diversas minisséries, como O Auto da Compadecida (1999),Aquarela do Brasil (2000), Um Só Coração (2004), JK (2006) e Amazônia: de Galvez a Chico Mendes (2007).

Em 2006, a família Goulart foi homenageada no 18º Prêmio Shell de Teatro. Paulo, Nicette e os filhos, que trabalham juntos em diversos projetos, mantinham uma produtora (Nicette Bruno Produções Artísticas) e a M.F. (Miessa e Filhos), que administra o Teatro Paiol. Foram premiados com um troféu especial por sua união e realizações teatrais ao longo de mais de duas décadas.

Além do teatro e da TV, Paulo também se dedicou ao cinema e filmou com importantes diretores, em longas como O Auto da Compadecida (de Guel Arraes), Pobre Menina Rica, Redentor (de Claudio Torres), entre outros. Foi também autor e lançou os livros 7 Vidas,Grandes Pratos e Pequenas Histórias de Amor. Seu último lançamento foi Vôo da Borboleta.

Paulo Goulart era casado com Nicette Bruno desde 1953. Os dois tiveram três filhos: os atores Paulo Goulart Filho, Bárbara Bruno e Beth Goulart.

Ele recebeu um Título de Cidadão Olimpiense, de autoria do vereador Luiz Salata, mas não o recebeu devido à sua agenda.

Com informações de O Estado de S.Paulo

Pai dos Festivais de Olímpia, José Sant’anna, deixava Olímpia há 14 anos

Há exatos 14 anos, Olímpia perdia José Sant’anna, o criador dos Festivais de Folclore de Olímpia. No dia 08 de Janeiro de 1999, a alegria característica do Folclore deu espaço à tristeza. Vítima de uma AVC (acidente vascular cerebral), prof. José Sant’anna, o criador do Festival do Folclore de Olímpia, faleceu aos 61 anos.

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No sábado (12), às 17h, o Grupo Folia de Reis Estrela Guia, do mestre Aparecido de Paula Souza, rezará um terço no Recinto do Folclore em homenagem ao folclorólogo falecido.

A coordenadora dos Festivais Maria Aparecida de Araújo (Cidinha) Manzolli, comentou na noite de ontem, no centro de convenções do Tuti Resort, em evento sobre turismo local, que “perdeu Olímpia, perdeu o mundo. Sant’anna falou a língua do povo e com a sua morte perdeu o mundo”. O secretário de Cultura, Turismo, Esportes e Lazer, Guto Zanette, também externou o seu pesar.

Na ocasião, o então prefeito José Fernando Rizzatti (PSDB) decretou luto oficial no município por três dias. O corpo de Sant’anna foi velado na Câmara Municipal de Olímpia, onde foram colocadas na frente do caixão bandeiras de grupos de Folias de Reis e uma viola. Todos queriam prestar homenagens à Sant’anna. Milhares de pessoas formaram uma fila para passar ao lado do caixão. Três grupos de Folias de Santos Reis e os grupos "Moçambique de São Sebastião, "Congada de São Benedito" e "Menina Moça", se revezaram durante todo o velório, de hora em hora, cantando em homenagem ao professor.

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Na sessão especial realizada pela Câmara, discursos emocionados de vereadores e amigos do professor. Antes do caixão ser fechado, um garçom ofereceu ramos de ciprestes, que simbolizam a morte e a dor, e os vereadores os colocaram sobre o corpo de Sant’anna. Sobre o caminhão do Corpo de Bombeiros, o corpo seguiu em cortejo até o Cemitério Municipal de Olímpia. Um carro de som seguia à frente executando o Hino de Olímpia, de autoria do professor. Atrás seguiam os grupos folclóricos e a população de Olímpia. O corpo do professor Sant’anna foi sepultado às 10h30 no dia seguinte ao 8 de janeiro, ao som do "toque de silêncio" executado por um trompetista da Polícia Militar, seguido posteriormente por canções dos grupos folclóricos presentes. (Com Toninho Cury)

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O Brasil, e Olímpia, perdem o gênio da voz: Luiz Noriega

Luiz Gonzaga Noriega, dono de uma das mais belas vozes do Brasil e competente jornalista esportivo e locutor publicitário, que, recentemente, recebeu o título de Cidadão Honorário de Olímpia através do vereador Luiz Salata (PP), faleceu nesta quarta-feira (26). A informação é do filho Maurício agora há pouco pelo Twitter.

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Ele nasceu em Nova Aliança, interior paulista, em 16 de agosto de 1930. Professor por formação, a paixão pela comunicação falou mais alto e o levou para a rádio Difusora de Olímpia nos anos 40, onde foi locutor e operador de áudio.

No dia 11 de setembro de 1949, transmitiu sua primeira partida de futebol, uma goleada de 4 a 1 do Palmeiras sobre o Olímpia em partida amistosa.

Atualmente estava residindo em São Paulo, era casado, pai de três filhos e avô de três netos. Um de seus filhos é o jornalista Maurício Noriega, comentarista e apresentador do canal de esportes SporTV, da Rede Globo, que esteve em Olímpia quando da homenagem ao pai na Câmara Municipal.

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Luiz Noriega trabalhou como assessor de imprensa da Federação Paulista de Tênis, após exercer por duas gestões a função de vice-presidente da entidade.

A vida profissional de Noriega começou a ganhar corpo no início da década de 50, ao ser aprovado em um teste na rádio Tupi Difusora de São Paulo cuja equipe esportiva era dirigida na época por Aurélio Campos.

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Passou depois pela rádio Tamandaré, de Recife, antes de retornar à Tupi e integrar a grande equipe 1040. Em 1970 foi para a TV Cultura, onde além de narrador esportivo, foi apresentador de programas e editor-chefe de Esportes.

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Deixou a emissora em 1986. Fez parte em seguida da equipe de comentaristas do programa Campeões da Bola, da TV Gazeta, composta por Alfredo Borba, Milton Peruzzi, Peirão de Castro e Sargentelli.

Ao tomar conhecimento da morte de Luiz Noriega, o vereador Zé das Pedras lamentou: “Foi o ícone da comunicação radiofônica de Olímpia, depois de São Paulo e do Brasil. Perdemos um gênio da voz. Felizmente, a nossa Câmara reconheceu, mesmo que já na aposentadoria do profissional, o seu valor e o homenageou em vida. Que Deus ilumine a sua alma e conforte a sua família”.

Prefeito de Embaúba passa mal durante reunião e morre de infarto

Faleceu por volta das 20h30 desta quarta-feira (12), o prefeito de Embaúba, comarca de Olímpia, Jesus Natalino Peres (DEM), o Zui, de infarto do miocárdio. Ele ia completar 54 anos de idade neste Natal.

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O prefeito – que foi reeleito para um novo mandato de quatro anos, 2013 a 2016, e que seria diplomado no dia 18, às 19h, na Câmara de Olímpia, encontrava-se em reunião com grupo de terceira idade quando passou mal e foi socorrido no Hospital São Domingos.

O seu candidato a vice-prefeito, Paulo Rogério Brunelli, 46 anos, do PSB, deverá assumir a chefia da cidade no próximo dia 18.

Ainda não foi divulgado o local do velório, provavelmente na Câmara Municipal de sua cidade, assim como o horário de sepultamento. Tão logo, informaremos.

À família enlutada, os nossos pêsames.

Morre a rainha da TV brasileira, Hebe Camargo, aos 83 anos

A apresentadora Hebe Camargo morreu em São Paulo, neste sábado (29), aos 83 anos. Ela lutava contra o câncer desde 2010 e morreu, segundo a assessoria do SBT, após sofrer uma parada cardíaca, ao se deitar para dormir, nesta madrugada.

RETORNO DA APRESENTADORA HEBE DEPOIS DE TIRAR UM TUMOR

Hebe é um dos maiores ícones da televisão brasileira e ficou internada pela última vez por quase duas semanas em agosto, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Nos últimos dois anos passou por várias cirurgias e tratamentos contra o câncer.

O velório será no Palácio dos Bandeirantes. Ainda não há informações sobre o enterro.

A morte da diva causa repercussão entre artistas e políticos brasileiros nesta tarde.A apresentadora Ana Maria Braga publicou no Twitter uma homenagem: “Os amigos do Sorriso da TV brasileira, Hebe, choram a Estrela que se vai. Saudade”, escreveu."Uma mulher estupenda, corajosa, e uma entrevistadora franca e leal. Vai deixar muitas saudades. O exemplo dela foi dignificante", declarou o deputado federal pelo PP de São Paulo, Paulo Maluf.

Em mais de 60 anos de história na televisão brasileira, a apresentadora tinha um estilo próprio de entrevistar as pessoas. Ela se tornou popular com a expressão “gracinha”, usada para elogiar convidados. Outra marca registrada de Hebe era dar selinhos nos entrevistados que passavam por seu famoso sofá.

“Estamos perdendo uma mulher que é um marco da televisão brasileira (…). Nos acostumamos a tê-la como uma de nós”, disse a atriz Irene Ravache, completando que estar com Hebe era "uma festa".

Biografia

Nascida em Taubaté (SP), a 130 km da capital, Hebe Maria Monteiro de Camargo Ravagnani começou a carreira cantando. Entrou para a TV logo após a fundação da primeira emissora brasileira, a TV Tupi, onde ela fazia aparições nos programas como cantora.

Estreou como apresentadora em 1955, no programa “O mundo é das mulheres”, na TV Carioca, a primeira atração voltada especialmente para mulheres. Antes disso, havia substituído Ary Barroso no programa de calouros apresentado por ele.

Depois disso, a apresentadora ficou afastada da TV por um período, até que em 1966 estreou o dominical que levava seu nome na TV Record. A atração contava com o músico Caçulinha e era líder de audiência. Foi responsável por dar espaço para novos talentos ligados à Jovem Guarda.

Para dedicar-se ao filho, Hebe ficou afastada da televisão por cerca de dez anos, quando voltou a aparecer na TV Bandeirantes. Em 1985, aceitou o convite do SBT para comandar uma atração na emissora. Em quatro de março de 1986, entrava no ar o “Programa Hebe”, comandado por ela até 2010. Em dezembro do mesmo ano, Hebe assinou contrato com a RedeTV e estreou na emissora em março de 2011, onde ficou até este mês, quando acertou retorno ao SBT.

Segundo a assessoria do SBT, ela estava muito feliz com a volta à emissora.

Carreira musical

Famosa como apresentadora, ela não deixou de lado a carreira musical. Após lançar três discos entre 1959 e 1966, compilou suas canções mais conhecidas no CD “Maiores sucessos”, de 1995. Depois, lançou mais quatro discos. "Pra você" (1998), "Como é grande meu amor por você" (2001), "As mais gostosas da Hebe" (2007) e "Hebe mulher" (2010, ano em que participou do Grammy Latino).

O último álbum da carreira contou com participações de Daniel Boaventura e Roberto Carlos. Em todos os discos, o repertório foi abastecido por canções românticas.

‘Morrer feliz da vida’

A apresentadora foi diagnosticada com câncer no peritônio, membrana que envolve os órgãos do aparelho digestivo, em janeiro de 2010. Em sua primeira gravação após 12 dias internada para a retirada de nódulos e para o início do tratamento quimioterápico, Hebe mostrou gratidão com fãs e celebridades que a apoiaram. “Posso até morrer daqui a pouco, que vou morrer feliz da vida”, comentou em março de 2010, ainda no SBT.

Na ocasião, Hebe subiu ao palco ao som de Ivete Sangalo, Ney Matogrosso, Leonardo e Maria Rita cantando juntos. “Vocês são a causa disso tudo. Me colocaram nesse pedestal que eu não mereço. É impossível encontrar palavras para descrever esse momento”, disse para a plateia. Depois, entoou “Ó nóis aqui traveis”, samba do grupo Demônios da Garoa.

Novas internações

Em setembro de 2011, Hebe iniciou um novo tratamento contra o câncer, com sessões de quimioterapia preventivas. "Não estou doente, apenas continuo me tratando pra poder ficar com vocês muito tempo ainda", disse. Por conta do retorno ao tratamento, ela havia voltado a perder cabelo e, consequentemente, a usar perucas.

"Evidentemente, todo remédio forte causa algum problema. O meu problema é que eu, de novo, fiquei carequinha. Eu não estou careca, mas quase. Então, evidentemente, estou de peruca", afirmou, em comunicado enviado à imprensa. Ela ainda brincou, referindo-se ao ator Reynaldo Gianecchini, que fazia um tratamento contra um câncer no sistema linfático. "Vou sair linda, igual ao Reynaldo Gianecchini”, disse.

Nos últimos dois anos, Hebe passou por várias cirurgias e tratamentos contra o câncer. Em janeiro de 2010, a apresentadora ficou 12 dias internada para retirada de nódulos na região do peritônio e iniciou tratamento quimioterápico. Em 2011, fez novas sessões de quimioterapia preventivas. Em março de 2012, passou por uma cirurgia de emergência para retirar um tumor que causava obstrução intestinal, ficando 13 dias no hospital. Em junho, realizou uma nova cirurgia de emergência para retirada da vesícula. No mês de julho, segundo o sobrinho Claudio Pessutti, ficou internada por cinco dias para a realização de exames. (G1)

Sepultamento de Zezé Simões será às 10 e meia desta quarta-feira

Será sepultado logo mais às 10h30, no Cemitério local, José Simões Filho, de 82 anos, mais conhecido como Zezé Simões, de tradicional família olimpiense.

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O seu falecimento foi na noite de ontem, terça (17), às 22h45.

Deixa esposa, Ivone Albano Simões, fundadora da Casa do Artesão, e deixa três filhos: Maria Cristina, Ana Palmira e José Olívio, o Simões, da dupla Simões e Santana.

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O velório ocorre no Jardim das Primaveras.

O nosso pesar à família enlutada.

O ‘pai do Thermas’, Benito, se emociona aos 80 anos com livro, busto e brasão

A comemoração dos 80 anos de idade do empresário e idealizador do Parque Aquático Thermas dos Laranjais, Benito Benatti, teve um misto de emoção e muitas surpresas na noite desta quarta-feira (4), no salão social do clube. Nem o próprio Benito sabia o que o aguardava após os ‘parabéns a você’.

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Entre as surpresas, o lançamento do livro “Paraíso das Águas – Da Poeira à Lama, a História do Thermas dos Laranjais”, do professor e escritor Ivair Augusto Ribeiro, feito sob a iniciativa de Reinaldo Lopes Rossi, que o prefaciou. E, o que de fato revelou o largo sorriso do presidente do Thermas: o seu busto sob uma fonte, instalado do outro lado da entrada do salão social que, em breve, será substituído por um busto de bronze. E até o brasão da família Benatti foi-lhe entregue, emoldurada, citando a “família muita antiga e ilustre da Itália”.

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“O livro conta a trajetória de um homem e sua obra”, escreveu Reinaldo Rossi no prefácio do livro, acrescentando que “é a história de quem transformou uma simples mancha amarela no próprio Sol. Numa manhã ensolarada de novembro de 1987, o que havia sido poeira e lama começava a transformar-se no que, mais tarde, seria o paraíso das águas quentes”.

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Na capa, na metade superior, Benito, ao lado do então prefeito, hoje falecido, Wilson Zangirolami, observado por outras pessoas, lança a pedra fundamental do que seria o Thermas dos Laranjais, em 24 de junho de 1985, em “área gentilmente cedida pelo benemérito casal senhor e senhora Renato Augusto Costa Neves”. E, na metade inferior, a vista aérea do que é, hoje, o Parque Aquático mais visitado do País.

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A cerimônia foi conduzida pelo locutor e advogado Sílvio Roberto Bibi Mathias Neto e pelo médico, e genro de Benatti, Selim Murad. A gerente Débora Vicente procurava ocultar os exemplares do livro sob toalhas para que o homenageado não estragasse a surpresa.

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Entre convidados, além dos familiares, o casal Victor da Rosa e Gislaine, que veio do Canadá especialmente para a homenagem; o arquiteto responsável pelo Parque, desde à sua criação, Jorge Luiz Noronha, que pouco aparece na mídia quando se refere ao clube; o empresário José Elias Morais (Zé das Pedras), que forneceu as primeiras pedras para a construção do clube; a ex- primeira dama Zuleica Carneiro Zangirolami (foi na gestão Wilson que o clube nasceu); a coordenadora dos Festivais Maria Aparecida de Araújo Manzolli; a advogada Iscila Piton (diretora da Tuti Administradora Hoteleira); entre outros.

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Reinaldo Rossi abriu os discursos, nervoso, mal segurando as três folhas impressas, confessando que “não esperava que, um dia, estaria participando do seu sonho realizado. Estou muito orgulhoso e satisfeito de o destino ter me possibilitado fazer parte do cotidiano deste empreendimento vitorioso”. Segundo ele, “o trabalho de Benito Benatti é digno de ser mostrado para ficar ilustrado em todo tempo e lugar, de um homem trabalhador, honesto, sincero e realizador. E, para homenageá-lo nada melhor do que contar a história de sua maior obra através de um livro dedicado a ele e a todos os que construíram esse sonho chamado Thermas dos Laranjais”. E, concluiu: “Gênio é aquele que coloca as ideias imediatamente em prática”.

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Em seguida, foi a vez do autor Ivair, que, de improviso, relatou a sua satisfação, e emoção, em escrever a obra “Paraíso das Águas”: “Desde os meus primeiros contatos com a personagem de nossa história, nasceu uma enorme admiração pela sua postura diante dos desafios e percalços que surgem ao longo do processo da vida; e, a partir de então, a superação dos obstáculos por mim conhecida me deixou ainda mais entusiasmado pela sua visão empreendedora”.

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Benito, então, recebeu um exemplar do livro, ao lado de sua mulher Eudirce e dos filhos Margarida, Maurício e de Marta, que foi criada pela família Benatti.

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Depois, a filha Margarida Solange Benatti Murad, dermatologista, se emocionou ao falar do pai, mal contendo as palavras, fazendo com que Benito também, mal disfarçadamente, enxugasse lágrimas com o seu lenço: “Ele é autodidata, obstinado, tem visão de presente e futuro, sempre criando coisas novas, é uma espécie de professor Pardal (dos quadrinhos), e o ponto forte do Thermas é a capacidade dele de sempre estar inovando, é um visionário mesmo, de disciplina, de horário que é um perfil forte dele”, disse.

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Por sua vez, Benito Benatti, controlando a emoção, agradeceu a todos, e repetia sempre: “Não sou merecedor disso tudo”. Ele até arriscou a citar “as 40 obras que ainda serão executadas no Thermas dos Laranjais”, mas não conseguiu, preferindo, rapidamente, repetir que não era merecedor e agradeceu a todos.

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Os convidados foram, então, para o lado de fora do salão, do outro lado do ‘hall’ de entrada, quando, ainda para a surpresa – e posterior riso – do presidente do clube, havia o seu busto, feito pelo escultor responsável pelos bonecos do Thermas. Ao lado da família, ele descerrou o tecido que o encobria e, em seguida, aplaudiu e riu diante de seu busto, ainda feito de argila – posteriormente, será transformado em bronze.

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Finalmente, todos retornaram para o interior do salão, onde o Ibiza Restaurante, de Deco Lima, serviu o ‘buffet’, e o escritor Ivair Augusto autografou todos os exemplares, distribuídos gratuitamente aos presentes.

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O ÚLTIMO ADEUS A NELITO: HONRAS OFICIAIS E DENOMINAÇÃO AO SAMU 192

O corpo do jornalista Manoel dos Santos (Nelito), 84,  foi sepultado às 14h deste sábado (30) no Cemitério São José com honras oficiais do município.

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O seu corpo foi coberto pela bandeira da cidade (que tanto escrevia, amava e defendia, em 51 anos de jornalismo, em seu jornal Tabloide da Nova Paulista), com luto oficial decretado pelo prefeito Geninho Zuliani (DEM) e, a pedido do amigo e colaborador do jornalista, empresário e vereador José Elias Morais (Zé das Pedras, PMDB), o nome de Nelito passa a constar na denominação do SAMU 192 (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência “Jornalista Nelito Santos”), anunciado pelo prefeito durante a inauguração da UPA 24h (Unidade de Pronto Atendimento), também neste sábado, às 10h30 (leia na edição de hoje).

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Zé das Pedras, aliás, mantém em sua empresa, a pedido do jornalista, o acervo do Tabloide, construído um cômodo apenas para essa função. Antes de adoecer, ele visitou a sua preciosa coleção de jornais, onde, semanalmente, além das notícias da cidade, escrevia o Editorial (opinião do jornal) e a coluna “Retalhos do Cotidiano” onde, com uma memória fora do comum, e sem recorrer ao comodismo das enciclopédias digitais ou da busca da internet (como o Google, por exemplo), relembrava fatos históricos da cidade, comarca e muitos ‘causos pitorescos’, em sua maioria verdadeiros, quando não escrevia sobre a vida, a paz, e a cidade que tanto amava, a sua Olímpia.

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A Casinha do Papai Noel fez questão de prestar-lhe a derradeira homenagem, através da presença de jovens que recebem os cursos profissionalizantes gratuitos o ano todo, com botões de rosas, depositadas sobre o seu corpo, já que Nelito, semanalmente, não deixa de noticiar assuntos relativos à Casinha, incentivando, como faz em outras áreas, tudo o que traz o bem e o progresso para a cidade. Zé das Pedras prestou a sua última homenagem, ainda no velório do Jardim das Primaveras, dando-lhe um beijo na testa e dizendo: “Missão cumprida, meu amigo, agora o Céu o recebe de braços abertos, nunca esqueceremos de você e do que você fez por todos nós, olimpienses”.

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Nelito nunca escreveu ‘contra’ pessoas, muito menos contra jornalistas, mesmo contra os que sempre o criticaram (estes sequer foram aos funerais), dando-lhe, inclusive, apelidos pejorativos. Ao contrário, Nelito sempre procurou fazer o ‘bom jornalismo’ em nome de sua cidade, mesmo se, preciso fosse, sempre estar ao lado da administração municipal, encorajando-a, acreditando que a cidade pudesse melhorar e, mesmo sob críticas dos que nunca acham que a cidade está melhor e a caminho do progresso, redigia na velha máquina de escrever – Paulinha tinha o trabalho de passar para o computador, digitando todas as matérias, diagramava (fazia o desenho da página), e ficava do lado do diagramador, no computador, dando palpites e orientando a finalização daquela edição. E não somente isso: às sextas-feiras, era figura fácil no centro da cidade, e até pelos bairros (onde já distribuiu o jornal em charretes), com um envelope pardo contendo dezenas de jornais já dobrados, distribuindo-os um a um e aos que pediam, mesmo que de graça.

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A foto tirada, ocasionalmente, pelo radialista e estudante de Jornalismo, Cléber Luís, retrata como Nelito era visto pela cidade. Sempre a pé, com o seu jornal debaixo do braço. No ano passado, covardemente, um travesti o assaltou, cortou os seus braços, o jogou no chão, à procura de dinheiro. Felizmente, o jornalista se recuperou e não desanimou, continuou o seu trabalho até quando, há cerca de duas semanas, adoeceu, foi internado na UTI da Santa Casa de Barretos e, recentemente, veio para Olímpia a fim de que os parentes e amigos pudessem lhe visitar, já que o tumor cerebral era irreversível.

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Desde ontem, no velório, familiares de Nelito receberam o carinho de amigos e conhecidos, inclusive dos taxistas (que ele sempre usava para o transporte de seu jornal, quando chegava da impressão da gráfica de Rio Preto) com uma coroa de flores. O prefeito Geninho Zuliani foi um dos primeiros a chegar, ontem.

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Hoje, na despedida, o secretário de Governo Paulo Marcondes, o líder do prefeito Luiz Salata (PP), e o amigo vereador Zé das Pedras – que Nelito chamava carinhosamente de ‘Zé dos Pedregulhos’ – estiveram presentes, depositando a bandeira de Olímpia no fechamento do caixão.

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Na entrada do Cemitério, o líder Salata falou em nome do prefeito e da Câmara, citando trechos bíblicos de conforto à família, e despedindo-se do amigo que Nelito foi de sua família, inclusive de seus saudosos pais, também falecidos.

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Em seguida, houve o sepultamento num túmulo bem na entrada do cemitério, na segunda fileira à esquerda de quem entra, quase no final da quadra. As flores foram retiradas e colocadas sobre o túmulo.

 

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ÚLTIMOS REGISTROS

No Desfile do 46º Festival de Folclore de Olímpia, em 2010, o Diário de Olímpia fez alguns registros com Nelito dos Santos, com o vereador e amigo Zé das Pedras, a diretora do Diário Laudiceia Concon e com a comissão executiva do Fefol:

OLÍMPIA PERDE O JORNALISTA MAIS ANTIGO E RESPEITADO: NELITO SANTOS

Olímpia acaba de perder o seu jornalista mais antigo e respeitado: Manoel dos Santos, conhecido como Nelito, de 83 anos de idade (faria 84 em outubro), fundador do ‘Tabloide da Nova Paulista’. Apesar da idade, era um ‘faz tudo’ de seu jornal: escrevia, diagramava, comandava e até entregava parte da circulação, atravessando a pé a cidade. O jornal circula há 51 anos, já tendo possuído gráfica própria no passado.

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Ele vinha lutando contra um tumor no cérebro há cerca de duas semanas, chegando a ser internado na UTI da Santa Casa de Barretos. A notícia de sua morte foi confirmada na tarde desta sexta (29), por seus familiares, da Santa Casa local, onde estava internado nesses últimos dias. Ele deixa a esposa Maria Aparecida e o filho Ubiratan (servidor da Ciretran local).

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Na foto acima, o radialista Cléber Luís disse que captou um momento verdadeiro de Nelito: “Eu fiz essa imagem em uma tarde, quando fazia um trabalho para a faculdade, registrando pontos marcantes da cidade, em certo momento dei de cara com ele, e não pensei duas vezes, ele marcou.Essa é a imagem dele que também me marcou, onde mostrava a força de vontade e o amor que ele tinha pelo que fazia”. A jornalista Andresa Maieiros, que trabalhou com ele, inclusive, ao ver a foto comentou: “É esta a imagem que vou levar dele para sempre…..Trabalhando, andando a pé, com aquele envelope embaixo do braço…. obrigada por postar esta foto Cleber Luis”.

Até onde pode, Nelito foi o baluarte do ‘bom jornalismo’, sempre noticiando o que pudesse elevar o nome de sua querida cidade, Olímpia. Ele recebeu na Câmara Municipal, do vereador Zé das Pedras (PMDB), a comenda do Mérito Comunitário e Medalha Professor José Sant’anna, por seus serviços relevantes à comunidade.

À família enlutada, e à Paulinha, que foi sua fiel funcionária durante 11 anos ininterruptos (ela quem passava para o computador as matérias datilografadas por Nelito, já que ele sempre foi arredio à tecnologia digital), os nossos sentimentos.

O velório se realiza no jardim das Primaveras, ao lado do Cemitério São José. E o enterro será às 14h deste sábado (30).

O AMOR DE NELITO POR OLÍMPIA

Em 1º de fevereiro de 2008, Nelito Santos, assinando a sua coluna ‘Retalhos’, homenageava os 454 anos de São Paulo e, ao mesmo tempo, revela detalhes de sua infância e não renega, de jeito nenhum, o seu amor por Olímpia:

Uma das coisas que mais me intriga nesta vida, diz respeito às cidades que amo: Olímpia pelo fato de ser a minha terra natal e de jamais me esquecer da minha pequenina terra que tinha o Brejinho e o Formigão; e São Paulo onde morei na minha infância e mais tarde na adolescência, e que me traz gratas recordações de quando estudava no Arquidiocesano e era um dos moleques da Vila Mariana que mais “chocava bondes” nos trajetos Vila Mariana – Largo Ana Rosa – Paraíso; e Vila Mariana – Jabaquara – Bosque da Saúde.

Em Olímpia vivo em constante amor com minha cidade predileta e minha gente. De São Paulo, tenho gratíssimas recordações de quando morava na Rua Loéfreguen, na casa da  olimpiense Dona Sara de Campos (madrinha de batismo do meu irmão Braz Sabino) e que me fez estudar num dos melhores colégios de Sampa, o Arquidiocesano, isso quando eu  ainda era um menino cheio de sonhos na cabeça. Me arrepiar e sentir um frio na barriga quando minha terra natal Olímpia é homenageada, é uma coisa normal, normalíssima, mas me arrepiar e sentir friozinho na barriga quando vejo Sampa homenageada, me parece não ser uma coisa normal, no entanto, bem antes de Caetano Veloso dizer sobre São Paulo: “Qualquer coisa estranha acontece no meu coração/ quando cruzo a Ipiranga e Avenida São João/ isso já acontecia comigo, quando lá morei, e todas as vezes que lá fui à passeio.

As recordações, primeiro da minha infância (3 anos em São Paulo) e depois da minha adolescência (4 anos lá residindo), até hoje povoam meus pensamentos e me dá uma tremenda saudade do Bairro da Bela Vista (o Bexiga) e minha turma de roda de samba: Domingos Romanelli (nome artístico Domingos Real devido à então famosa estrela da TV Tupi, Márcia Real), Aristarco de Morais (nome artístico Ari de Morais), o negão Benedito Lima (apelido Ditão do cavaco), Chiquinho Romanelli e seu violão mágico, a Nate, o
Mudinho e todos os outros.

Gente boa, gente da melhor qualidade, gente que me ensinava a solfejar para que eu pudesse colocar letras nas suas composições! As recordações quase me matam quando eu me lembro da música Pretexto, que quase foi gravada e cuja letra está até hoje na minha cabeça: Um pretexto arranjei pra ver você/ e você nem sequer notou/ o desgosto, no meu rosto só não vê/ quem não amou, quem nunca chorou/.

Mas, agora vou dizer-te oh! minha flor/ deixe ao passado, essa mágoa, esse rancor/ volte pros braços meus/ esqueça o que sucedeu/ é melhor para nós dois, meu amor/ é melhor para nós dois, meu amor. Mas, a minha saudade não é só do bairro do Bexiga, nem da Rua Santo Antonio, nem da Loéfreguen, do Arquidiocesano, nem das Vilas Mariana e Clementino, nem das chocadas de bonde até o largo Ana Rosa/ Paraíso, ou Jabaquara/ Saúde, minha saudade é de toda cidade de São Paulo, naquele tempo, sim, a legítima “terra da garoa” com os bairros da época: Alto do Ipiranga, Água Branca, Água Rasa,  climação, Bom Retiro, Bairro da Luz, Bairro do Limão, Belém, Belenzinho, Butantã, Casa Verde, Carandiru, Freguesia do Ó, Guarapiranga, Higienópolis, Ipiranga, Jaçanã, Lapa, Liberdade, Mooca, Pari, Perdizes, Pacaembu, Pacaembuzinho, Paraíso, Pinheiros, Parque do Carmo, Penha, Sacomã, Santo Amaro, Sumaré, Sumarezinho, Santana, Tatuapé,Tremembé, Vila Carrão, Vila Madalena, Vila Prudente, e outros que minha memória não lembrou ao escrever esta crônica. Eu amei e sempre vou amar São Paulo, se bem que nunca mais quero morar naquela metrópole, pois o Nelito de hoje é bem diferente daquele Nelito dos tempos da garoa. Hoje sou maduro e quero paz, naquele tempo eu era jovem e queria quanto mais agitos melhor. Já não adoro mais as madrugadas frias. Hoje as quero bem quentes no recesso do meu lar. Já não sou mais de andar pelos bares da vida “Gato que Ri”, “Adega Xavier de Toledo”, “Nosso Engenho”, “Jeca”, “Santa Rita”, Bhrama”, “Spadoni”, “Ponto Chic”, etc.

Hoje sou mais é de andar pelas ruas tranquilas de Olímpia, espirando paz e rejeitando orgias, mas sou obrigado a confessar que entre meus mil amores, Olímpia e São Paulo serão sempre os primeiros.

PARABÉNS, PAULICÉIA, PELOS SEUS BEM VIVIDOS 454 ANOS. QUE SEJAM MUITO FELIZES SEUS ONZE MILHÕES DE HABITANTES!

Morre o ex-vereador Fivo. Corpo velado na Câmara e sepultamento no final da tarde

Faleceu nesta manhã de terça (19) o ex-vereador Edicilvio da Cunha Sobrinho, conhecido como Fivo, aos 64 anos de idade. O corpo será velado na Câmara Municipal a partir das 13h.

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Ele estava internado na Santa Casa de Misericórdia de Olímpia e ele próprio havia solicitado que, em caso de falecimento, o enterro fosse no mesmo dia, segundo informa a Organização Social de Luto. Portanto, o féretro sairá do legislativo hoje às 17h30.

Ele foi vereador na 11ª legislatura – de 1993 a 1996, ficando com suplente nas eleições seguintes.

Fivo, como era conhecido, deixa a mulher Maria de Lourdes Boninlha da Cunha e o filho Breno, de 21 anos.

Música sertaneja de luto: morre Tinoco hoje, aos 91 anos

Morreu, aos 91 anos, à 1h40 desta madrugada de sexta-feira, no Hospital Municipal Doutor Ignácio Proença de Gouvêa, na Mooca, zona leste da capital paulista, o cantor sertanejo José Perez, mais conhecido como Tinoco, da dupla Tonico e Tinoco, que se desfez em 1994 com a morte de Tonico, seu irmão.

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Segundo José Carlos Perillo Perez, filho e empresário do cantor, o pai não vinha lutando contra alguma enfermidade considerada “gravíssima” e passou mal na tarde de quinta-feira, quando foi internado no hospital, onde deu entrada com crise respiratória por volta das 15 horas. Os médicos afirmaram aos familiares, segundo estes, que, pelos sinais apresentados pelo cantor, ele havia sofrido um enfarte dois dias atrás, apesar de não ter sentido sintoma algum em casa. Antes de falecer, Tinoco teve duas paradas cardíacas no hospital, afirmaram os parentes.

Segundo José Carlos, o pai estava relativamente bem. “Inclusive na quarta-feira ele gravou para o programa da Inezita Barroso lá no Teatro Franco Zampari, na Avenida Tiradentes. A apresentação vai ao ar no próximo dia 20”, afirmou o filho do cantor. O velório de Tinoco terá início às 10 horas no Cemitério Quarta Parada, no bairro do Belém, na zona leste. O enterro está marcado para as 17 horas no Cemitério da Vila Alpina, também na zona leste.

João Salvador Perez, o Tonico, faleceu no dia 13 de agosto de 1994 ao cair da escada do prédio onde morava. O último show da Dupla Tonico & Tinoco foi na cidade mato-grossense de Juína, em 7 de agosto de 1994. Em 60 anos de carreira, Tonico e Tinoco realizaram cerca de mil gravações, divididas em 83 discos que venderam mais de 150 milhões de cópias, realizando cerca de 40.000 apresentações em toda a carreira.

Morre o cantor italiano de “Caruso”, Lúcio Dalla, de infarto, na véspera de seus 69 anos

Lucio Dalla, um dos mais importantes cantores italianos, autor de sucessos internacionais como Caruso, morreu nesta quinta-feira (1ª) em Montreaux, na Suíça, onde se encontrava para uma série de shows.

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O compositor, cantor e escritor italiano, que celebrava 69 anos no domingo, estava na Suíça para realizar uma série de concertos.

O último evento público em que Lucio Dalla participou em Itália foi o Festival da Canção de Sanremo, realizado na semana passada, durante o qual fez um dueto com o cantor italiano Pierdavide Carone.

O fotógrafo e amigo Roberto Serra afirmou que tinha falado na quarta-feira com o compositor, referindo que Dalla "estava bem, feliz e tranquilo" com a digressão europeia, que devia terminar a 30 de Março em Berlim.

Em 40 anos de carreira, Lucio Dalla emocionou o público italiano e internacional com várias canções, como foi o caso de ‘Gesu Bambino’, música com a qual participou em 1971 no Festival da Canção de Sanremo e que esteve envolvida em polémica por falar de uma mãe solteira.

Na altura, Dalla foi obrigado a mudar o título da canção e optou por intitular a música com a sua data de nascimento (04/03/1943).

A nível internacional, o grande êxito de Dalla aconteceu na década de 1980 com ‘Caruso’, considerada pela crítica como uma das grandes músicas italianas.

O mundo artístico italiano recebeu a notícia da morte de Lucio Dalla com grande comoção.

Discografia

1999 (1966)
Terra di Gaibola (1970)
Storie di casa mia (1971)
Il giorno aveva cinque teste (1973)
Anidride solforosa (1975)
Automobili (1976)
Come è profondo il mare (1977)
Lucio Dalla (1979)
Banana Republic (1979) com Francesco De Gregori
Dalla (1980)
Lucio Dalla (Q Disc) (1981)
Dalla 1983 (1983)
Viaggi organizzati (1984)
Bugie (1985)
DallAmeriCaruso (1986)
Dalla/Morandi (1988)
Cambio (1990)
Amen (1992)
Henna (1993)
Canzoni (1996)
Ciao (1999)
Live @ RTSI (2000, gravações de 1978)
Luna Matana (2001)
Lucio (2003)
12.000 lune coletânea (2006)

Confira vídeo no qual Lucio Dalla interpreta "Caruso"