BB, Bradesco e HSBC elevam taxas do cheque especial este mês

A taxa de juros cobrada pelos bancos continua em alta no mês de setembro. Dados divulgados ontem (8) pela Fundação Procon mostram que das sete instituições financeiras avaliadas, três elevaram as taxas do cheque especial e uma elevou a do empréstimo pessoal.

A pesquisa foi realizada no dia 2 de setembro no Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander. Os dados se referem às taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais.

No dia da pesquisa do Procon, a taxa média cobrada pelos bancos no cheque especial era 11,9% ao mês, superior à de agosto, quando a média era 11,67%. A maior alta ocorreu no Banco do Brasil, que alterou a taxa do cheque especial em setembro de 10,53% para 11,38% ao mês.

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Também elevaram os juros do cheque especial o Bradesco (de 11,3% para 11,64% ao mês) e o HSBC (de 13,21% para 13,67% ao mês). Os demais bancos mantiveram a taxa do cheque especial.

Já no empréstimo pessoal, a taxa média de juros cobrada pelos bancos foi 6,26% ao mês. O valor é superior ao de agosto, quando a taxa média cobrada era 6,23% ao mês. O único banco que elevou os juros do empréstimo pessoal foi a Caixa, que passou de 4,6% ao mês para 4,8% ao mês.

Com as taxas de juros elevadas e sem perspectiva de redução, o Procon alerta o consumidor para que esteja atento e não ceda a impulsos, principalmente com as facilidades que são oferecidas pelos bancos.

O Procon também alerta o consumidor para que adie certas compras que impliquem em aquisição de crédito, para um momento em que a conjuntura esteja mais favorável.

Via Agência Brasil

BB volta a cortar juros e Caixa abrirá mais cedo na segunda-feira

Quase como um troco à concorrência privada, bancos públicos voltam a agir na verdadeira briga instalada no mercado de crédito. Na esteira do corte do juro básico da economia decidido pelo Banco Central, ontem o Banco do Brasil reduziu as taxas pela segunda vez em duas semanas.

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A Caixa Econômica Federal fará o mesmo nesta sexta-feira. A redução, porém, é bem mais modesta que a anterior e já é tratada como a “guerra do centésimo”, pois os ajustes fazem com que o juro volte a ficar menor que nos privados na segunda casa após a vírgula.

Com o objetivo declarado de oferecer taxas mais baixas que na concorrência, o BB anunciou ajustes no juro para o consumo duas semanas após a primeira redução. A medida beneficiou especialmente o juro mínimo – pago pelos melhores clientes. Crédito pessoal, cheque especial, cartão de crédito e financiamento de veículos são algumas das linhas que ficarão mais baratas a partir de segunda-feira.

Um exemplo da guerra dos centésimo está no financiamento de veículos. Desde o dia 12, o juro mínimo cobrado pelo BB era de 0,99% ao mês. Quando anunciada, a taxa era a menor do mercado. Mas Caixa, Itaú, Bradesco, Santander e HSBC anunciaram redução semelhante nos dias seguintes. Assim, o mais barato passou a ser o Bradesco, com 0,97%. Para voltar a ficar bem no ranking, o BB cortou a taxa mínima em 0,04 ponto, para 0,95%. No cheque especial, situação parecida: a nova taxa mínima do BB é de 1,38%, imediatamente abaixo da cobrada pelo HSBC, que opera a 1,39%.

Caixa vai abrir mais cedo

A partir da próxima segunda-feira, as agências da Caixa Econômica Federal em todo o País passarão a abrir uma hora mais cedo para atender as demandas do Programa Caixa Melhor Crédito, anunciou a instituição ontem por meio de nota. O novo horário vai vigorar até o dia 11 de maio.

Ainda conforme o comunicado, no dia 12 de maio, um sábado, o banco público abrirá suas principais agências para a Ação Caixa Melhor Crédito, “destinada a levar aos clientes e não clientes uma melhor compreensão do movimento do mercado em relação ao crédito, às taxas, às tarifas bancárias e outros serviços”.

De acordo com a Caixa, as medidas fazem parte da “estratégia da instituição de atuar junto à sociedade brasileira, por meio de noções de gestão financeira”. No dia 12 de maio, informa a nota do banco, quem procurar a Caixa vai receber orientações sobre a forma consciente e responsável de contrair empréstimos e alongar suas dívidas por meio de simulações em relação à necessidade do cliente e comparando as diferentes situações. (AE)