Vacinação contra HPV em meninas de 9 a 13 anos não atinge a meta em Olímpia

A vacinação do HPV ainda não atingiu a meta estipulada pelo Ministério da Saúde, que prevê um total de 80% das meninas vacinadas na faixa etária de 9 a 13 anos. Olímpia vacinou até o momento 67,89%. A vacina está disponível desde o início de março nas oito salas de vacinas espalhadas pela Estância Turística de Olímpia e em campanha de vacinação realizada nas escolas.

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Sobre a situação, a Secretária da Saúde de Olímpia, Silvia Forti Storti, ressalta que “a vacina é fundamental para a prevenção de infecções nas futuras gerações e que a faixa etária mais preocupante é a de meninas de 11 anos, na qual a cobertura está abaixo do esperado”. Na campanha do ano passado, Olímpia registrava a esta altura 95% das meninas nesta faixa etária vacinadas, 992 em um total de 1045.

A Chefe do Setor de Vigilância Epidemiológica, Aparecida Nicéia Mussolin, aponta que não tem prazo para encerrar esta primeira etapa de vacinação, já que as metas não foram alcançadas. “Precisamos que todas as meninas nesta faixa etária, e pais, se conscientizem da importância da vacina e procurem uma Unidade de Saúde para receber a primeira dose”.

Em caso de dúvidas, os moradores podem entrar em contato com a Secretaria Municipal da Saúde, pelo número 3279-2344. 

 

Sobre o HPV

O papilomavírus humano, o HPV, é uma doença sexualmente ativa com mais de cem tipos de vírus, dentre eles pelo menos 13 tem potencial para causar câncer, e estima-se que 50% da população sexualmente ativa já tenha sido infectada por algum tipo de HPV.

O HPV pode provocar verrugas na pele, nos lábios, na boca, na região anal, genital e da uretra. As lesões ocorridas nas regiões genitais podem apresentar alto risco para o infectado pelo vírus, já que são precursores de tumores malignos, especialmente câncer do colo do útero, principal alvo da campanha da vacinação, e do pênis.

O HPV, segundo dados, é “uma doença altamente infecciosa, até mais que o HIV. Para estar exposto aos vírus, não precisa necessariamente ter relação sexual com penetração. As pessoas virgens não estão necessariamente protegidas contra o HPV, pois ele pode ser transmitido por contato sexual, que envolve sexo oral e carícias”.

Mesmo o preservativo sendo uma proteção efetiva, pode ocorrer a transmissão até com o seu uso, já que o parceiro pode ter verrugas na área externa dos genitais e dos pelos pubianos transmitindo o vírus, pois estas regiões não são cobertas pelo preservativo. Porém é essencial o uso de preservativo, pois com a ausência dele as pessoas estão mais expostas ao HPV e outras DSTs.

O HPV pode ser eliminado espontaneamente, antes de ser identificado. Com o diagnóstico feito, o tratamento pode ser clínico, por meio de medicamentos ou cirúrgico, com a utilização de cauterizações, laser, cirurgias convencionais ou outros processos indicados.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, estima que 291 milhões de mulheres são portadoras de HPV no mundo, e no Brasil, cerca de 685 mil pessoas são infectadas por algum tipo do vírus a cada ano.

Desconfiado de algum sintoma de HPV ou outra DST procure imediatamente uma Unidade Básica de Saúde para a realização do diagnóstico.

Meninas de 9 a 13 anos recebem orientações da vacinação do HPV que começa nesta terça

Meninas que serão vacinadas pela campanha de vacinação do HPV, com início nesta terça-feira (17) nas escolas, estão recebendo orientações da Secretaria da Saúde local. As palestras explicam o que é o HPV, o que ele causa no organismo da menina e da mulher, o que é a vacina e também explica a importância de tomá-la e como funciona.

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A enfermeira e coordenadora de vigilância epidemiológica Nicéia Mussolin explica que “as palestras visam acalmar as meninas na hora de receber a vacina, porque muitas têm medo de toma-la. Na palestra a gente bate um papo com essas meninas para deixa-las mais calmas, mais tranquilas e criar um vínculo”.

Ao visitar as escolas para explicar a campanha, a coordenadora aborda sobre o risco de algumas meninas sentirem dores, maior preocupação segundo ela. Nicéia aponta que são poucos os casos em que as crianças sentem dores e que é uma reação normal como a de qualquer outra vacina, podendo causar edemas, acúmulo de líquido no local da injeção, e eritema, coloração avermelhada na região que recebeu a vacina. A menina pode ficar com o braço dolorido e apresentar um pouco de inchaço. “Se isto ocorrer, ela pode fazer uma compressa com água fria para relaxar um pouco o músculo, tomar algum medicamento para a dor se estiver doendo muito, pode ser um dipirona ou algum outro que ela já está habituada a usar”, ressalta a coordenadora.

Outra reação que pode acontecer, em casos raros, é a síncope. Conforme a coordenadora, “a síncope é o desmaio dessas meninas gerado pelo medo delas tomarem a vacina”. O desmaio, geralmente, é provocado por ansiedade e medo pós-vacinação, não ocorrendo por componentes da vacina.

A vacina não tem restrições e se alguém apresentou reação alérgica a alguma outra vacina deve informar qual o tipo de reação sofreu no dia da vacinação contra o HPV, de acordo com Nicéia.

“Eu gostaria que as meninas entendessem que, mesmo novas, esta é a melhor idade para se prevenir e que os pais vejam a importância que é daqui alguns anos sua filha não desenvolver um câncer no colo do útero. A vacina é para a prevenção, é neste momento que elas ficarão imunizadas contra esta doença”, finaliza a coordenadora.

A vacina contra o HPV também está disponível nas Unidades Básicas de Saúde e são voltadas para meninas de 09 a 11 anos de idade, porém as de 11 a 13 anos que não receberam a vacina em 2014 ou não obtiveram a segunda dose também serão vacinadas e mulheres com faixa etária entre 09 e 26 anos de idade contaminadas pelo vírus HIV.

Vacinação contra o HPV em meninas de 9 a 13 anos começa hoje

Inicia hoje, segunda-feira (9), a vacinação contra o HPV, papiloma vírus humano, doença sexualmente transmissível mais comum do mundo. A vacinação é usada na prevenção de câncer de colo do útero. Nesta campanha de vacinação os alvos são meninas de 9 a 11 anos de idade, porém as de 11 a 13 anos que não receberam a vacina em 2014 ou não obtiveram a segunda dose também serão vacinadas.

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A enfermeira-diretora da Divisão de Vigilância em Saúde, Maria Carolina Mirândola, explica que “a campanha atinge esta faixa etária, porque de acordo com a nota técnica da Secretaria Estadual de Saúde, estudos mostram que a melhor ocasião para vacinação contra HPV é efetivamente na faixa etária de 9 a 13 anos, antes do início da atividade sexual. Além disso, é nessa época da vida que a vacinação proporciona níveis de anticorpos mais altos que a imunidade natural produzida pela infecção do HPV”.

A imunização atuará em âmbito misto, realizando-se em unidades de saúde e nas escolas públicas e privadas. A Secretaria Municipal de Saúde de Olímpia informa que já entrou em contato com as escolas com a faixa etária abrangente para agendar as datas de vacinação.

A incorporação da vacina complementa as demais ações preventivas do câncer de colo do útero, como a realização rotineira do exame preventivo, Papanicolau e o uso de camisinha nas relações sexuais.

O esquema vacinal estendido adotado tem duas grandes vantagens. A primeira é que possibilita alcançar a cobertura vacinal de forma rápida com a administração das duas doses. Outro benefício é que a terceira dose, cinco anos depois, funciona como um reforço, prolongando o efeito protetor contra a doença.

Na campanha deste ano, mulheres com faixa etária entre 09 e 26 anos de idade contaminadas pelo vírus HIV, Vírus da Imunodeficiência Humana, também serão imunizadas contra o HPV. A inclusão destas mulheres na campanha deve-se a este grupo ser considerado mais susceptível a complicações em decorrência do HIV.

As duas primeiras doses da vacina são aplicadas em um prazo de seis meses e a terceira após cinco anos da primeira dose.

 

Sobre o HPV

O papilomavírus humano, o HPV, é uma doença sexualmente ativa com mais de cem tipos de vírus, dentre eles pelo menos 13 tem potencial para causar câncer, e estima-se que 50% da população sexualmente ativa já tenha sido infectada por algum tipo de HPV.

O HPV pode provocar verrugas na pele, nos lábios, na boca, na região anal, genital e da uretra. As lesões ocorridas nas regiões genitais podem apresentar alto risco para o infectado pelo vírus, já que são precursores de tumores malignos, especialmente câncer do colo do útero, principal alvo da campanha da vacinação, e do pênis.

O HPV, segundo dados, é “uma doença altamente infecciosa, até mais que o HIV. Para estar exposto aos vírus, não precisa necessariamente ter relação sexual com penetração. As pessoas virgens não estão necessariamente protegidas contra o HPV, pois ele pode ser transmitido por contato sexual, que envolve sexo oral e carícias”.

Mesmo o preservativo sendo uma proteção efetiva, pode ocorrer a transmissão até com o seu uso, já que o parceiro pode ter verrugas na área externa dos genitais e dos pelos pubianos transmitindo o vírus, pois estas regiões não são cobertas pelo preservativo. Porém é essencial o uso de preservativo, pois com a ausência dele as pessoas estão mais expostas ao HPV e outras DSTs.

O HPV pode ser eliminado espontaneamente, antes de ser identificado. Com o diagnostico feito, o tratamento pode ser clínico, por meio de medicamentos ou cirúrgico, com a utilização de cauterizações, laser, cirurgias convencionais ou outros processos indicados.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, estima que 291 milhões de mulheres são portadoras de HPV no mundo, e no Brasil, cerca de 685 mil pessoas são infectadas por algum tipo do vírus a cada ano.

Em caso de dúvidas sobre a campanha da vacinação contra o HPV os moradores podem entrar em contato com a Secretaria Municipal da Saúde, pelo número 3279-2344.  Desconfiado de algum sintoma de HPV ou outra DST procure imediatamente uma Unidade Básica de Saúde para a realização do diagnóstico.

Secretaria de Saúde realiza segunda etapa de vacinação contra o HPV

A vacinação contra o HPV foi instituída no calendário vacinal pelo Ministério da Saúde neste ano de 2014, para meninas da faixa de idade dos 11 aos 13 anos. A vacina, que é quadrivalente, protegendo contra quatro variantes do vírus, é constituída de três doses, que seguem o intervalo de 0,6 e 60 meses. Como na primeira dose foi realizada campanha em março deste ano, no mês de setembro iniciou-se a campanha da segunda dose da vacina.

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Em Olímpia, a equipe de profissionais da Vigilância Epidemiológica visitou todas as escolas que acompanham as meninas da faixa etária correspondente, para realização da segunda dose.

Com uma cobertura vacinal de 113% na primeira dose, vacinando 1.117 meninas, Olímpia se manteve entre os melhores índices da região, feito que volta a se repetir nesta segunda etapa da campanha. Mesmo com todos os problemas enfrentados através de casos isolados de reação à vacina e a recusa de alguns pais e alunas, foram vacinadas nesta segunda etapa 716 meninas, o que corresponde a uma cobertura vacinal de 73%, resultado superior ao observados em cidades da região como Bebedouro, com 840 doses aplicadas (50%), Barretos, com 806 doses aplicadas (35%), e São José do Rio Preto, com 2.393 doses aplicadas (31%).

O Estado de São Paulo espera vacinar, na segunda dose, 953.778 meninas de 11 a 13. No entanto, foram vacinadas até o momento 353.746 doses, resultando em uma cobertura de 37%. A nível nacional, o índice de cobertura é ainda menor, de 28%, totalizando 1.374.404 doses aplicadas, de um total de 4.954.906 meninas.

Os bons resultados de Olímpia se devem ao empenho da equipe de Vigilância Epidemiológica em conscientizar a população da importância da vacina, bem como realizar a busca ativa, em parceria com as escolas estaduais: “O essencial para bons resultados em qualquer ação de saúde é sempre a busca ao público-alvo e a divulgação de informações. A população precisa estar ciente da importância de cada ação, e ser estimulada a participar, mas sempre através da aproximação do agente. A vacina contra o HPV é nova, desconhecida por muitos e rodeada de mitos. Precisamos esclarecer as dúvidas de todos e irmos até as meninas, porque é natural que o jovem não tenha completo entendimento da importância dessa vacina. Nosso trabalho é realmente ir até a população, e não esperar a população vir até nós. É assim que se faz a prevenção”, informou Juliana Bressane Dias, diretora da divisão de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde de Olímpia.

Olímpia também adere à campanha de vacinação da 2ª dose contra o HPV

A segunda dose da vacina contra o vírus HPV, que protege contra o câncer do colo de útero, já está disponível, desde segunda-feira (1º), para ser aplicada em meninas de 11 a 13 anos. A aplicação da segunda dose, seis meses após a primeira, é essencial para a garantia da proteção contra o HPV até que essas meninas recebam a terceira dose, de reforço, daqui a cinco anos.

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Em Olímpia, a campanha foi realizada também nas escolas da rede de ensino, onde os profissionais de saúde agendaram datas de vacinação em cada escola.

Para a segunda dose, o processo não será diferente, iniciando a vacinação nas escolas em data ainda não definida, mas no decorrer deste mês de setembro. Quem não tomou a primeira dose, por motivos de não ter idade na primeira parte da campanha ou por outros motivos, poderá tomar a primeira dose nesta fase também, na própria escola ou procurando uma unidade de saúde próxima à residência.

A primeira dose foi aplicada em campanha realizada em março deste ano, quando o Ministério da Saúde inseriu a vacina no calendário vacinal anual.

“A vacina contra o HPV é uma oportunidade única para essas meninas, que no futuro poderá salvar muitas mulheres do gravíssimo câncer de colo de útero. Por conta deste fato, é importante que os pais tenham em consciência que eles estarão investindo em um futuro melhor para suas filhas. O câncer do colo de útero mata, é a terceira doença que mais mata as mulheres no mundo, e estamos trabalhando em todas as formas preventivas possíveis, por isso, se você tem filhas entre 11 e 13 anos, ou que já tomaram a primeira dose, fiquem atentos às datas que serão posteriormente divulgadas e autorizem a vacinação”, informou Jaqueline Marília Pereira Barbosa da Silva, chefe do setor de Vigilância Epidemiológica de Olímpia.

Concluído o esquema vacinal, a adolescente estará livre de desenvolver câncer de colo do útero, terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colo retal, e a terceira causa de morte de mulheres por câncer no Brasil, segundo o Ministério da Saúde (MS).