Promotor do ‘caso Richthofen’ aceita convite da Etec de Olímpia para palestra em setembro

Graças ao trabalho do coordenador do Curso Técnico em Serviços Jurídicos da ETEC de Olímpia, Marcelo Roberto Campos, a instituição estará recebendo no dia 5 de setembro, para palestra na Casa da Cultura local, o renomado Promotor de Justiça Roberto Tardelli que ficou nacionalmente conhecido por ter atuado, entre outros, no como promotor no caso Suzanne Richthofen.

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Tardelli é promotor de Justiça, tendo ingressado no Ministério Público de São Paulo em 18 de maio de 1984, passando por comarcas tais como Orlândia e Ribeirão Preto.

Atua em São Paulo desde 1993, onde foi assessor de Procuradores Gerais de Justiça, membro da CEJAI (Comissão de Adoção Internacional do Tribunal de Justiça/SP), promotor de infância e juventude e, finalmente, no 1º Tribunal do Júri.

É Presidente de Honra do Movimento de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, ONG voltada ao atendimento de crianças e adolescente vítimas de maus tratos e abuso sexual.

Conselheiro do Itenac – Instituto Tecnológico de Estudos para Normalização e Avaliação de Conformidade, sociedade civil sem fins lucrativos, voltada à afirmação de normas técnicas e de qualidade industrial. Integrante do Movimento Ministério Público Democrático, organização não governamental, voltada à democratização do acesso à Justiça é escritor e conferencista. ​

Thiago Caversan Antunes lança obra jurídica em co-autoria em Londrina (PR)

O advogado olimpiense, professor de Direito e com banca em Londrina (PR), Thiago Caversan Antunes, é co-autor de obra jurídica que será lançada no próximo dia 18, às 19h, na Subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de Londrina, e dia 21, às 21h, no auditório maior da UNINORTE, também em Londrina.

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“Princípios do Processo Civil Brasileiro” foi organizado pelo professor Bruno Ponich Ruzon, sendo que um dos capítulos foi redigido por Thiago Caversan Antunes, mais especificamente sobre o devido processo legal.

“Tive a honra de ombrear pesquisadores que admiro (aí incluídos o Prof. Alexandre Sturion de Paula, a Profa. Lívia Peixoto, a Profa. Maria Célia e o Prof. Roberto DE Paula), na construção de uma obra que já me dá orgulho, e que foi carinhosamente prefaciada pelo Prof. Dr. Luiz Guilherme Marinoni. Adianto meus sinceros agradecimentos a todos aqueles que puderem se fazer presentes a um momento de tão grande alegria acadêmica. Um grande abraço”, comentou Thiago, em postagem em seu perfil da rede social Facebook.

Ivinho Aidar responde sobre Direito de Família no UOL

O advogado olimpiense, com banca na capital paulista, Antonio Ivo Aidar, é uma das fontes preferidas por jornais, revistas, rádio e TV, quando o assunto é Direito de Família. No Portal UOL, por exemplo, tem o Blog da Sophia Camargo, onde ela responde a diversas questões.

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Nesta quinta-feira (15), a pergunta recaiu sobre Direito de Família e, naturalmente, Ivinho Aidar, como é conhecido, respondeu à sua autora: “Quero vender a casa e meu ex-marido não concorda. O que é que eu faço, Sophia?”

Fui casada por 20 anos em regime de comunhão total de bens, temos 2 filhos ainda menores.

No final do ano passado, meu ex-marido me convenceu a assinar o divórcio para poder continuar no emprego, dizendo que se isso não fosse feito ele seria mandado embora do emprego por caracterizar nepotismo.

Bem, assinei por confiar nele, porém acredito que foi planejado, pois se passaram 2 meses e a separação acabou acontecendo realmente, pois descobri que ele tinha outra mulher.

Há 7 anos compramos um imóvel de uma família, cuja a proprietária havia falecido recentemente e por seu atestado de óbito constar o sobrenome  de solteira não foi possível transferir para nosso nome a casa, porém temos uma escritura pública e no decorrer do tempo o seu companheiro também faleceu. Enfim, agora quero vender a casa e meu ex-marido não concorda.

Como devo proceder? Posso proibir a entrada dele na casa mesmo a casa sendo dos dois?

Resposta: Você pode entrar com uma ação para impedir que ele entre na casa e também pode pedir uma ação de extinção de condomínio, para pedir a venda da casa em praça pública e resolver a situação.

Fonte: Antonio Ivo Aidar, advogado especializado em Direito de Família e Sucessões

Casal gay tem direito à herança? Faz diferença casar e viver em união estável?

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Resposta: Tanto o casamento quanto a união estável homoafetiva, ou seja, entre pessoas do mesmo sexo, são possíveis agora. A diferença entre um e outro está na hora de receber a herança.

No casamento, o cônjuge é herdeiro necessário, enquanto na união estável não (artigo 1790 do Código Civil). O que isso significa?

Significa que, no casamento, o cônjuge concorre com os filhos nos bens particulares (ou seja, os bens que não fazem parte da cota conjunta do casal) do cônjuge falecido.

Já na união estável, o companheiro só terá direito a participar da herança no que se refere aos bens adquiridos durante a constância da união.

Em ambos os casos é possível pedir a adição do sobrenome do companheiro/cônjuge.

Também em ambos os casos o cônjuge/companheiro sobrevivente terá o chamado direito real de habitação, ou seja, o direito a permanecer no imóvel destinado à residência da família desde que seja o único daquela natureza a inventariar e enquanto não constituir nova união ou casamento.

 

Você tem alguma dúvida sobre economia, dinheiro, direitos e tudo mais que mexe com o seu bolso? Envie suas perguntas para “O que é que eu faço, Sophia?”:[email protected].

Advogada Karina Kufa lança obra eleitoral no plenário do TRE dia 24

A advogada Karina Paula Kufa, de São Paulo, especialista em direito administrativo e eleitoral, que defendeu os interesses do vereador Jesus Ferezin, que ainda está no cargo sob liminar, lançará uma nova obra jurídica no plenário do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo (TRE-SP), juntamente com uma palestra do ministro do TSE, Henrique Neves, que prefacia a obra, e do ex-ministro Joelson Dias, no próximo dia 24, às 17h. O convite está sendo reforçado pelo advogado olimpiense Antônio Ivo Aidar.

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A obra se intitula “Aspectos Polêmicos e Atuais no Direito Eleitoral”, tendo com coordenadores, além de Karina Kufa, Gabriela Rollemberg e o ex-ministro do TSE Joelson Dias.

São co-autores da obra: Alessandro Garcia Silva, Cezar Britto, Djalma Pinto, Isabel Cristina Silvestre da Mota, José Jairo Gomes, Luiz Fernando C. Pereira, Luiz Viana Queiroz, Marcelo Brabo Magalhães, Marcus Vinicius Furtado Coelho, Pedro Barbosa Pereira Neto, Ricardo Penteado, Ruy Samuel Espíndola e Walber de Moura Agra.

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Advogados de Olímpia participam de debate sobre PEC 37 em Londrina

Foi promovido pela Faculdade Norte Paranaense (UNINORTE), em Londrina (PR), um debate sobre a Proposta de Emenda Constitucional nº 37 (que visa restringir a atribuição para promover investigação criminal às polícias, esclarecendo não ser tal atribuição inerente ao Ministério Público, por exemplo), com a participação de olimpienses, segundo informa o professor, também de Olímpia, advogado Thiago Caversan Antunes.

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Uma das debatedoras foi a advogada Gabriela Roberta Silva, filha do empresário do Restaurante Dat Badan, de Olímpia, Roberto Silva, que é advogada atuante na área criminal, ativa junto à OAB principalmente no que se refere à defesa das prerrogativas dos advogados, e que também é especialista em Direito pela Universidade de Coimbra, em Portugal.

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O evento foi mediado por um renomado jornalista de Londrina, JB Farias, e como debatedores o promotor de Justiça Claudio Esteves (membro da Promotoria de Investigações Criminais e Combate ao Crime Organizado), o advogado Waldomiro Grade (presidente do Observatório Social de Londrina) e o delegado Nelson Misuta (da Corregedoria da Polícia Civil).

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Ao final do evento, foi, ainda, homenageado pelo diretor acadêmico da UNINORTE Prof. Ms. Alexandre Sturion, o Prof. Dr. João Batista da Silva (que tem dois pós-doutorados em Ciências Sociais na França), pelos seus 50 anos de docência, sendo, inclusive, um dos fundadores do curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina.

Bancas Aidar Piton e Thomé se fundem e abrem filiais em Olímpia e Rio Preto

Os escritórios de advocacia Aidar Piton, de Olímpia, e Thomé, de São José do Rio Preto, anunciam fusão e filiais nas duas cidades, num trabalho em conjunto dentro em breve.

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A filial em Rio Preto estará localizada nas proximidades do Plaza Shopping, segundo revela o advogado Caia Piton, do escritório de Olímpia, ao lado da esposa e também advogada Iscilla Aidar Piton.

“Houve a necessidade dessa fusão das duas renomadas bancas advocatícias, contando com a experiente professora-doutora Georgina Maria Thomé, de Rio Preto, devido ao grande número de clientes na área do Direito Empresarial e, com essa união o trabalho será facilitado e, claro, compensado em termos de resultados para os nossos clientes, uma vez que estaremos presentes nas duas importantes cidades da região, Olímpia e São José do Rio Preto”, disse Caia.

A fusão coincide com a comemoração, em maio, dos cinco anos do escritório Aidar Piton em Olímpia.

O novo escritório é composto pelos seguintes profissionais: Caia Piton, Iscilla Aidar Piton, Georgina Maria Thomé, Adib Thomé Júnior, Wilquem Manoel Neves filho, Patrícia Thomé Ribeiro, Cleber Roger Francisco, Bruna Minari e Thiago Ferreira.

Direito da UNORP está entre os piores em exame da OAB

O curso de direito oferecido pela  Unorp, em Rio Preto, está entres os que tiveram  piores desempenhos no 7º exame realizado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Todos os 53 alunos   que prestaram à prova foram  reprovados.

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Com esse  resultado na avaliação – 0% de índice de aprovação -, a Unorp (Centro Universitário do Norte Paulista) se classifica empatada com mais outras 17 instituições brasileiras no 1º lugar do ranking dos piores desempenhos  entre as faculdades públicas e privadas. Nenhuma delas tiveram uma aprovação sequer no exame.

“Foi um acaso. Esses alunos que prestaram a prova não estavam na instituição desde o primeiro ano do curso.  Eles não foram formados integralmente pela Unorp”, afirma Shirlei Taci Rossi Moura, coordenadora do curso de direito da Unorp.

Ela também atribui o mau desempenho do curso à crise financeira pela qual a instituição passou entre 2006 e 2009. “Com a crise, tivemos muita evasão de alunos e recebemos muitas transferências de faculdades da região”, disse  Shirlei. A coordenador do curso de direito afirma ainda que a instituição está empenhada – entre direção,  professores e alunos – a reverter esse quadro negativo. A Unorp conta atualmente com  280 alunos matriculados no curso de direito.

“Os índices de aprovação nos exames anteriores a este  foi de 17% e 18%, respectivamente. Estávamos tendo uma ascensão no índice de aprovação. Por isso, ficamos surpresos com o resultado”, disse Shirlei. Outros 218 alunos da Unirp (Centro Universitário de Rio Preto) realizaram o mesmo exame. Desse total, 39 foram aprovados pela OAB. Ou seja, um índice de aprovação de 18,3%.

O exame da OAB aprovou apenas 14,97% dos 109.649 candidatos que compareceram à prova. Foi o pior resultado desde que a verificação foi unificada, em 2009.  Antes a prova realizada pela seccional da entidade em cada estado.

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O número excessivo de cursos de direito no país é o principal motivo apontado pela OAB para a baixa qualidade do ensino.  O governo federal estuda um novo plano de regulação do segmento, que será apresentado em novembro e entrará em vigor em janeiro.

Os 1.092 cursos superiores de direito registrados no Ministério da Educação – que reúnem 594,5 mil alunos matriculados – têm atualmente cerca de 80 mil vagas ociosas. Nos últimos cinco anos, apenas 38 dos 178 pedidos de abertura de cursos de direito foram atendidos.

Como Funciona /O exame da OAB pode ser prestado por bacharel em direito formado em instituição  credenciada. Poderão realizá-lo os estudantes  do último ano do curso de graduação ou do nono e décimo semestres. A aprovação  é requisito necessário para a inscrição nos quadros da OAB como advogado, conforme previsto no artigo 8º da Lei 8.906/1994. (Bom Dia)

Ivo Aidar é um dos advogados de Yara Rossi: pensão de R$ 400 mil e muito, muito mais

O advogado olimpiense, especialista em Direito de Família, Ivo Aidar, está no ‘olho do furacão’ da conturbada – e bilionária – separação do século, envolvendo o empresário Roberto Baumgart (Vedacit e Shopping Center Norte) e a bailarina clássica Yara Rossi. Ivinho, como é conhecido em Olímpia, integra o trio de advogados dela.

A reportagem completa dessa história incrível, que envolve até o despejo da ex da mansão no Morumbi (teve meia hora para sair, em meio a um jantar, mas não abriu mão de 14 malas cheias), confisco de joias e insinuações de infidelidade, apimentam os bastidores do divórcio do casal. Do glamour à Delegacia de Polícia.

Yara e Roberto após 40 anos casados: hoje eles só se falam por meio de advogados – Ivo Aidar é um deles.

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A REPORTAGEM DA ‘VEJA SÃO PAULO’

Celebrado em setembro de 1970, o casamento entre o empresário Roberto Baumgart e a bailarina clássica Yara Rossi, que adotaria depois o sobrenome do marido, tornou-se um dos temas favoritos das colunas sociais da cidade. O enlace foi um dos primeiros eventos realizados no Buffet França. Mais tarde, eles fizeram uma festa de arromba para a inauguração do apartamento em que foram morar, na Rua Caconde, no Jardim Paulista, onde cerca de 200 pessoas se refestelaram com champanhe e um cardápio que incluía caviar e lagosta ao curry.

Com 30 anos, ele era um dos herdeiros da Vedacit, líder do mercado nacional na venda de produtos químicos para a construção civil, embrião do grupo empresarial responsável posteriormente pela fundação e pelo controle de negócios poderosos como os shoppings Center Norte e Lar Center. Membro de um clã tradicional de descendentes de alemães, sempre preocupado em manter hábitos discretos mesmo depois de enriquecer, Roberto deixou a mulher se tornar o centro das atenções — papel que ela assumiu com gosto indisfarçável.

Sete anos mais jovem, Yara exibia no currículo, antes de subir ao altar, temporadas na Europa, onde estudou piano e balé em escolas de Frankfurt e em Londres. Com o passar do tempo, outras de suas habilidades ficaram conhecidas. Poliglota (afirma falar alemão, francês, espanhol, inglês e italiano), sempre magérrima e vaidosa (assumiu plásticas no rosto e no nariz, além de aplicação de silicone nos seios), começou a realizar empreendimentos, como a abertura de clínicas de estética na capital, e cultivou a imagem de madame esclarecida, citando filósofos gregos em meio a suas frases e colecionando livros raros, objetos de arte e porcelanas da Companhia das Índias, exibidos aos convidados nos eventos que lhe renderam a fama de ser uma das melhores anfitriãs da cidade. Nessas ocasiões, Baumgart não disfarçava o orgulho pela mulher. Ele tinha a vaidade de exibi-la a todos, quase como um troféu, e não se cansava de mimá-la com presentes caros.

Chris von Ameln/Folhapress

Yara em foto de 2003: planos de começar vida nova em Paris

Yara em foto de 2003: planos de começar vida nova em Paris

Passadas pouco mais de quatro décadas, porém, essa história com início tão glamoroso terminou num caso de polícia. Em janeiro do ano passado, um oficial de Justiça, acompanhado de uma viatura, bateu à porta do então endereço do casal, uma mansão no Morumbi, de estilo toscano, com 5.100 metros quadrados de área construída e 40 milhões de reais em valor de mercado. Meses antes, os dois haviam se decidido pela separação. Os sinais de crise conjugal estavam claros desde 1998, ano em que Yara e Roberto começaram a dormir em suítes distintas. Demorou mais de dez anos até eles resolverem que não havia outra solução a não ser formalizar o rompimento.

Nas primeiras discussões, surgiu a questão sobre quem deveria sair de casa. O negócio evoluiu rapidamente para um impasse, resolvido com uma atitude radical. Alegando que a convivência tinha se tornado insuportável, ele entrou com um processo pedindo o despejo da ex-mulher. No momento do cumprimento da ação, Baumgart estava internado, recuperando-se de um infarto, no Hospital Albert Einstein. Pega de surpresa enquanto jantava, ela teve apenas trinta minutos para recolher seus pertences e zarpar dali. Levou catorze malas cheias de roupas, mas não conseguiu carregar sequer uma joia de sua rica coleção, pois o segredo dos cofres onde ficavam as peças havia sido trocado. Entre as preciosidades, ficaram para trás colares com cascata de diamantes e pérolas da Cartier e da Bulgari, como o que usou no casamento de Athina Onassis e Doda Miranda, em 2005. Algumas delas custam cerca de 1 milhão de reais.

Luzia Ferreira/Folhapress

Ela nos anos 90: silhueta magérrima, pernas de bailarina e um closet com casacos de pele comprados na capital francesa

Ela nos anos 90: silhueta magérrima, pernas de bailarina e um closet com casacos de pele comprados na capital francesa

Desde então, Yara, hoje com 64 anos, e “Rolly”, 71, como a socialite tratava carinhosamente o ex, deixaram de se falar (procurados por VEJA SÃO PAULO, nenhum deles quis dar declarações). O caso virou um dos maiores processos de divórcio litigioso da história do país. Na ação inicial, em janeiro de 2011, Yara pedia uma pensão de 400.000 reais por mês, quantia suficiente segundo ela, para manter um padrão de vida que incluiria gastos a cada trinta dias de cerca de 100.000 reais com roupas e acessórios e outros estimados 18.000 reais com serviços de cabeleireiro e manicure, entre outros luxos e extravagâncias. Para se ter uma ideia, um dos maiores valores já fixados pela Justiça de São Paulo foi de 217.000 reais por mês, do empresário Flávio Maluf, filho do ex-governador Paulo Maluf, para a advogada Jacqueline Coutinho Torres. A decisão saiu em 2007, mas Maluf recorreu e conseguiu baixar a quantia para 100.000 reais. O processo acabou extinto três anos atrás.

Yara começou pedindo alto e, dois meses depois, mudou de estratégia: resolveu reivindicar muito, muito mais. Agora, briga pela partilha dos aquestos, ou seja, os bens amealhados durante o matrimônio. Baumgart está na lista dos maiores pagadores de impostos do país e tem um patrimônio estimado no mercado em aproximadamente 1 bilhão de reais. Ele se casou em regime de separação total de bens, mas isso não inibiu a pretensão de Yara. A união ocorreu sob a vigência do Código Civil de 1916. Segundo o artigo 259 da antiga legislação, presume-se que os bens adquiridos durante o matrimônio sejam divididos, caso o pacto não mencione de forma explícita a separação dos aquestos. “A jurisprudência é quase unânime nesse sentido”, afirma a advogada Carolina Mellone Etlin, uma das três representantes legais de Yara.

Antonio Milena

Ele em uma de suas duas adegas, com capacidade para 7 000 garrafas: rótulos raros de até 20.000 dólares importados da França, Itália e Espanha

Ele em uma de suas duas adegas, com capacidade para 7.000 garrafas: rótulos raros de até 20.000 dólares importados da França, Itália e Espanha

No julgamento ocorrido no primeiro semestre do ano passado na 1ª Vara da Família e sucessões do Foro regional de Pinheiros, o juiz não concordou com essa tese. O caso agora se encontra em segunda instância. Se a Justiça acabar dando razão a Yara, será preciso que um grupo de peritos entre em campo para avaliar a qual fatia da fortuna ela terá direito. Especialistas no assunto calculam que sua parte pode chegar a 400 milhões de reais.

Além do palácio do Morumbi, que reúne duas adegas com capacidade para 7.000 garrafas, ao lado de uma academia completíssima em que a então dona da casa mantinha a forma física, e um acervo com cerca de 300 obras de arte, entre quadros de Portinari, Di Cavalcanti e Volpi, mais peças do vidreiro e artista francês Émile Gallé, expoente do art nouveau, o ex-casal possui um terreno de 108.000 metros quadrados na Ilha das Palmeiras, em Angra dos reis (RJ). Um dos vizinhos de lá é o apresentador Luciano Huck. No mesmo município, os Baumgart têm duas casas de frente para o mar e outro lote de 1.000 metros quadrados. Somente essa parte do patrimônio vale 30 milhões de reais. “É profundamente injusto o Roberto ficar com tudo e ela apenas com migalhas”, diz Ivo Aidar, outro dos advogados de Yara.

Depois do episódio da expulsão da mansão, ela resolveu se instalar em uma das casas da família, também no bairro do Morumbi. O imóvel estava adaptado para abrigar o showroom do Vida Boa, spa de Yara inaugurado em 2011. Ele funcionou durante nove meses. Antes de ocupar a propriedade, ela mandou reformá-la — e pegou um jatinho para passar uma temporada em Angra dos Reis enquanto a obra era tocada. Depois, engatou quatro meses em Paris “para esfriar a cabeça”, conforme contou a amigas. É para lá que pretende mudar-se definitivamente e começar vida nova.

Em meio a esse período, contratou o renomado advogado Sérgio de Magalhães Filho para resolver a questão do divórcio. Os dois romperam o contrato, e o caso acabou na Justiça depois que Yara deu um cheque sem fundos para pagar os 120.000 reais de honorários, que foi protestado. Mas ela resolveu o caso há dois meses, quitando a dívida. Enquanto não resolve o processo de separação, Yara recebe a renda do aluguel de alguns patrimônios que estão em seu nome, como endereços comerciais na Rua Groenlândia, no Jardim América, e na Rua Joaquim Floriano, no Itaim Bibi. Eles lhe garantem uma renda de cerca de 150.000 reais por mês. É muito para a esmagadora maioria das pessoas, mas insuficiente para bancar seu dispendiosíssimo estilo de vida. Até pouco tempo atrás, apesar das farpas trocadas dentro e fora dos tribunais, amigos íntimos de Baumgart contam que ele ainda se responsabilizava por contas da ex, como a fatura do cartão de crédito. “Roberto sempre foi fascinado por ela”, afirma um deles.

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O casal num evento social em 1999: sempre elegantes e protegidos por seguranças, os dois eram presença constante nas principais badalações da cidade e também promoviam grandes festas para amigos, o que lhes rendeu a fama de figurar entre os melhores anfitrões da capital

O casal num evento social em 1999: sempre elegantes e protegidos por seguranças, os dois eram presença constante nas principais badalações da cidade e também promoviam grandes festas para amigos, o que lhes rendeu a fama de figurar entre os melhores anfitriões da capital

A guerra judicial deu origem a outros processos relacionados. Entre eles, o pedido para que “Rolly” pague aluguel pelo período que vem morando sozinho na mansão do Morumbi. O imóvel está em nome dos dois. Yara quer 200.000 reais por mês, metade do valor avaliado para locação do endereço. Acusa também Baumgart de enriquecimento ilícito, pois dentro da casa teriam ficado objetos que ela herdou dos pais, como cristais, louças e quadros. O empresário, por sua vez, entrou com um pedido para revogar as doações de bens que fez para ela durante o matrimônio, alegando “ingratidão”. Isso inclui objetos como joias, livros e vários itens pessoais. Ele perdeu em primeira instância, mas deve recorrer da sentença.

Como é comum em processos de divórcio litigioso, o acúmulo de ressentimentos de ambos os lados fez respingar lama na discussão. Gente íntima de Baumgart adora comentar a grande proximidade que havia entre a socialite e o psicanalista Jorge Forbes, ainda no tempo em que ela era casada. No ano passado, quando estava investindo no spa Vida Boa, Yara contratou-o para dar consultoria ao projeto, pagando-lhe 80.000 reais por mês pelo trabalho. A afinidade entre os dois foi tamanha que provocou comentários. Um deles dá conta de que, logo após a separação, ela teria assumido sua paixão por Forbes. Ele nega veementemente o suposto caso. “Minha relação com essa senhora foi profissional”, afirma, enfático. “Nunca mais a vi desde que encerramos o trabalho.”

Do lado da turma ligada a Yara, as pessoas dizem já tê-la ouvido comentar que achava suspeito o grande interesse de seu ex pelo trabalho do pianista catarinense Pablo Rossi, de 23 anos. Em julho de 2004, o casal o conheceu durante um concerto que ele deu com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Na época, o pianista morava em Florianópolis e procurava um patrocinador para bancar seus estudos. Baumgart aceitou assumir esse papel e o enviou para uma temporada de aprendizado em Moscou, no conceituado conservatório Tchaikovsky. Em março de 2008, desembolsou mais de 280.000 reais para a Sociedade Cultura Artística comprar um piano Steinway para a casa. A condição da doação: Pablo deveria ser o primeiro a tocá-lo, na récita de inauguração (o instrumento se perdeu cinco meses depois, no incêndio que destruiu boa parte das instalações do teatro). Até hoje, o empresário continua fazendo o mecenato para o jovem talento. “Nunca tive nenhum outro tipo de relacionamento com o Roberto”, diz Pablo. “Ele apenas apoia meus estudos. É um absurdo tal ilação.”

Considerando a alta temperatura em que a disputa já se encontra, os próximos capítulos da batalha prometem. Para pôr a mão no que acredita lhe ser de direito, Yara justifica ter ajudado no crescimento da carreira do ex-marido. Seja cuidando dos quatro filhos do casal, articulando encontros profissionais ou promovendo festas para amigos e fornecedores. “Antes de me conhecer, Roberto nunca havia ido ao exterior. Eu apresentei o mundo a ele”, confidenciou a socialite semanas atrás a uma amiga. Yara se gaba igualmente de tê-lo introduzido no mundo das artes, universo com que está familiarizada há muito mais tempo.

Ela gosta de contar histórias de concertos a que assistiu em países como Áustria, Rússia e Itália e diz que nunca pensou duas vezes antes de pegar um avião para conferir exposições em qualquer canto do mundo. Do lado dos Baumgart, a decisão de não tocar publicamente no assunto esconde um grande ressentimento. Não bastasse enfrentar o desconforto de ver os detalhes do divórcio sendo discutidos nas rodas sociais, a percepção é de que o empresário responsável por presentear a ex com um padrão de vida elevado corre agora o risco de ser parcialmente “depenado” por ela na Justiça. O retrato dos anos 70 do casal feliz e admirado por todos, definitivamente, faz parte do passado.

A PENSÃO DE 400.000 REAIS

Jefferson Bernardes/Getty Images

No casamento de Athina Onassis, em 2005: estilo de vida exuberante e caropromoviam grandes festas para amigos, o que lhes rendeu a fama de figurar entre os melhores anfitrões da capital

No casamento de Athina Onassis, em 2005: estilo de vida exuberante e caro

Alguns gastos relacionados por Yara no pedido de pensão alimentícia. Dois meses depois de apresentá-lo, abriu mão da mesada e passou a reivindicar parte do patrimônio

■ Cerca de 100.000 reais em roupas, acessórios e demais artigos ligados à vestimenta
■ 18.000 reais em gastos com cabeleireiro, manicure e outros cuidados com o corpo
■ Despesas com cerca de vinte funcionários da casa do Morumbi, entre eles seguranças, copeiros e mordomos
■ Folha de pagamento dos funcionários das casas de Angra dos Reis
■ Viagens em primeira classe ao exterior
■ Hospedagem em hotéis cinco ou seis estrelas, se possível em suítes presidenciais

BATALHA NOS TRIBUNAIS
Os advogados estrelados que brigam no caso

Fernando Moraes

Dilermando Cigagna Jr., advogado de Baumgart: bloqueio de bens que estão no nome de Yara

Dilermando Cigagna Jr., advogado de Baumgart: bloqueio de bens que estão no nome de Yara

Antes de assinar uma procuração, o empresário Roberto Baumgart cotou orçamentos entre os principais advogados de família da cidade. Ao final, optou por contratar em 2010 os serviços de Dilermando Cigagna Jr., responsável pela defesa, em causas semelhantes, de clientes como Jacqueline Coutinho Torres (ex de Flavio Maluf) e a notória Val Marchiori. O advogado não quis comentar a história. “É um assunto confidencial”, disse. Uma de suas vitórias foi garantir o bloqueio dos bens que estão em nome de Yara.

Cida Souza

Ivo Aidar, Amaro Alves de Almeida Neto e Carolina Etlin, o trio responsável pela defesa de Yara: “É profundamente injusto o Roberto ficar com tudo e ela só com migalhas”

Ivo Aidar, Amaro Alves de Almeida Neto e Carolina Etlin, o trio responsável pela defesa de Yara: “É profundamente injusto o Roberto ficar com tudo e ela só com migalhas”

Dilermando enfrenta nos tribunais três colegas contratados por ela — os também especialistas em direito de família Ivo Aidar, Amaro Alves de Almeida Neto e Carolina Mellone Etlin. Eles se ocupam do processo do divórcio e da partilha de bens, além de outras ações movidas por ela contra Baumgart. Uma delas diz respeito a um processo de enriquecimento ilícito. O motivo é que o empresário teria se apoderado de bens que Yara herdou da família, como louças, cristais e quadros. Tudo isso ficou na mansão do Morumbi, de onde Yara foi despejada no ano passado.

ALGUMAS DAS POSSES EM DISPUTA
Exemplos de tesouros de um patrimônio estimado em mais de 1 bilhão de reais

Honório Ricarte da Fonseca

Angra dos Reis

O casal costumava passar os fins de semana em Angra dos Reis, onde tem propriedades que somam 30 milhões de reais, uma parte delas na Ilha das Palmeiras, frequentada por gente famosa como o apresentador Luciano Huck.

Divulgação

Relógio Patek Philipp

Yara possui uma série de relógios, como o suíço Patek Philippe, que em versão “simples” custa mais de 50.000 reais.

Divulgação

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A socialite tem predileção por colares da Cartier e da Bulgari. Há itens que valem 1 milhão de reais.

Divulgação

Obra de arte

Os Baumgart amealharam cerca de 300 obras de arte, entre as quais cinquenta peças do vidreiro e artista francês Émile Gallé, expoente do art nouveau. O acervo é avaliado em 5 milhões de reais.

Mario Rodrigues

Mansão dos Baumgart

Com 5.100 metros quadrados de área construída, a mansão do Morumbi vale 40 milhões de reais. Entre outras coisas, tem móveis ingleses e franceses, duas piscinas e duas adegas com capacidade para 7.000 garrafas.

Advogada olimpiense recebe prêmio nos EUA por melhor desempenho em curso entre 72 brasileiros, e já sonha com a Califórnia

As quatro advogadas paulistas que cursaram “Introdução ao Sistema Legal Norte-Americano” (“Introduction to US Legal System”) na Thomas Jefferson School of Law (TJSL), de San Diego, Califórnia (EUA), de 5 a 28 de julho último, trouxeram na bagagem algo além do certificado de conclusão do curso. Aline Tammy Martinez Abe, Cíntia Ruiz Nicolau, Lariane Carvalho Pereira e a olimpiense Lilian Gerolin foram laureadas pela TJSL por formarem o grupo de melhor desempenho entre 72 alunos brasileiros.

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A olimpiense, filha do comerciante Jair Gerolim, e as outras três advogadas se inscreveram no curso por meio da parceria entre a CAASP e a faculdade americana, que lhes assegurou 20% de desconto e estadia por valor também diferenciado. Leia mais…

Ivo Aidar: trânsito em julgado nem sempre fecha as portas na investigação de paternidade

ivoaidarartigoO ‘trânsito em julgado’ significa que acabaram os remédios jurídicos para determinado caso? Em sua maioria, sim. Mas, toda regra tem exceção, ensina Antonio Ivo Aidar, advogado olimpiense que milita há muitos anos na capital paulista, especializado em Direito de Família, autor de livro sobre o tema, e sempre convidado pela grande mídia, como programas de TV, para discorrer sobre assuntos jurídicos relacionados à família.

Ivinho Aidar, como é conhecido em Olímpia, atualmente é é sócio do Aidar SBZ Advogados, em que figuram outros ilustres operadores do Direito olimpienses, como Carlos Miguel Aidar e Alfredo Zucca. E, recentemente, publicou artigo no site “Consultor Jurídico”, intitulado “Identidade Biológica – Segurança jurídica não pode impedir nova investigação”, em que o ‘trânsito em julgado’ não é o caminho final. Clique ao lado para ler todo o artigo, interessante porque trata de investigação de paternidade mesmo depois que o processo tinha sido encerrado em última instância. Leia mais…

Carlos Miguel, Antonio Ivo e Alfredo Zucca formam nova sociedade do Direito em SP

advogadosOs advogados olimpienses, que atuam na capital paulista, Carlos MIguel Aidar, Antonio Ivo Aidar e Alfredo Zucca, comunicam que constituíram nova sociedade e estão de sede e telefones novos também. Com eles, atuam os advogados João Buzzo, Guilherme Amaral, Aitan Portela e Sylvia Valle.

Essa nova constituição, a Aidar SBZ Advogados, é fruto de cisão consensual do escritório Felsberg, Pedretti, Mannrich e Aidar. O novo escritório está instalado na Torre João Salem, na Avenida Paulista, 1.079, 14° e 15° andares, São Paulo. Leia mais…

Advogado Alfredo Zucca Neto opina sobre planos econômicos no "Estadão" de hoje

* O advogado Alfredo Zucca Neto, que é olimpiense e trabalha no mesmo escritório de outro ilustre advogado de Olímpia, Antonio Ivo Aidar – a Felsberg e Associados –, foi destaque no jornal “O Estado de S.Paulo”, de hoje, no Caderno de Economia, tratando dos planos econômicos Bresser, Verão, Collor I e Collor II. Ele foi um dos advogados que o jornal consultou a respeito desse assunto.

É que o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) vai recorrer da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de derrubar as ações coletivas que pedem a correção da caderneta de poupança pelos índices de inflação expurgados pelos planos econômicos Bresser, Verão, Collor I e Collor II. Leia mais…