Alunos de Severínia se arriscam em rodovia para chegar à escola

Mais de 700 alunos em Severínia (SP) vivem uma situação complicada e perigosa para chegarem à escola. Eles estudam no Centro Educacional e Cultural Vitória Maldonado Cazarine e para chegar até ao colégio, desviam de carros, motos, caminhões. Não há calçada no trajeto e o acostamento é de terra, então o jeito é caminhar pela pista. TV Tem, Reportagem de Maio de 2014

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A pé os alunos vão chegando à escola e o caminho é sempre o mesmo: a vicinal que liga Severínia ao Distrito de Alvora. Os estudantes dividem espaço entre os veículos que seguem pela estrada. “Faço caminho todo dia, e não tenho medo, mas passa bastante carro no local. Há mais de dois anos que a gente passa por aqui nesta situação”, afirma a estudante Jenifer Cristina de Almeida.

Sem acostamento, a área que daria um pouco de segurança está sem pavimentação, somente terra batida. O medo de acidentes é comum entre crianças e adolescentes. “O carro pode até atropelar a gente, acontecer alguma coisa grave no trajeto”, diz a aluna Ana Júlia Santos.

Assim que o número de alunos aumenta um guarda municipal tenta organizar o trânsito. Alguns pais até acompanham os filhos no trajeto e reclamam. “É muito perigoso este trajeto, pode acontecer algo grave, o prefeito tem de fazer alguma coisa”, afirma o técnico em comunicação Tiago dos Santos.

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A escola municipal funciona há mais de dois anos e são 700 alunos divididos nos períodos da manhã e da tarde. Crianças e adolescentes a partir dos 10 anos cursam o ensino fundamental. Na saída dos estudantes o problema é o mesmo e a multidão toma conta das pistas e o risco de atropelamento é ainda maior.

A Secretária Municipal de Educação tem conhecimento de toda a situação e um projeto para a construção de uma passarela já foi elaborado. Enquanto não sai do papel, a secretaria reforça o cuidado na entrada e saída da escola. “O projeto já está há bastante tempo conosco, para construção de uma passarela, paralela à pista, com alambrado”, afirma a secretária Leonídia Madrid.

A Secretária de Educação explicou ainda que o projeto está pronto desde o ano passado, mas as empresas que participaram da licitação desistiram da obra, inclusive a que venceu. Uma nova licitação será feita para que a passarela seja construída o quanto antes.