Agentes Comunitários de Saúde participam de palestra sobre combate à Dengue

Os Agentes Comunitários de Saúde de Olímpia estiveram na Câmara Municipal na tarde de segunda-feira (29), participando da Palestra “Papel da Atenção Básica na Estratégia de Saúde da Família e o Enfrentamento do Combate à Dengue”.

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A palestra foi realizada pela Secretaria de Saúde e abordou a importância da Atenção Básica, o papel do Agente Comunitário e a situação de dengue na Divisão Regional de Saúde (DRS) de Barretos.

O intuito foi qualificar os Agentes Comunitários de Saúde nas questões da Atenção Básica e do controle da dengue, além de ressaltar o papel fundamental destas equipes nos municípios, segundo a Articuladora da Atenção Básica da DRS-Barretos, Rita de Cássia Sandrini.

Segundo a articuladora, “o agente comunitário é fundamental, porque quando há uma Estratégia de Saúde da Família, ele é responsável por realizar a visita domiciliar e estabelecer o contato com a população. O agente traz para a equipe da saúde os problemas da comunidade para que sejam realizadas ações e planejamentos para soluciona-los”.

Marta Aparecida Felisbina de Oliveira, Executiva Pública e Interlocutora da Dengue do Grupo de Vigilância Epidemiológica da DRS-Barretos, explanou sobre a situação epidêmica dos municípios pertencentes à Divisão Regional e ressaltou que “a epidemia ocorre porque estamos com um maior número de suscetíveis. Já circularam vários sorotipos, o tipo 1, o tipo 2, o tipo 3 e o tipo 4. Agora está predominando o tipo 1 na nossa região. A gente conseguiu isolar o tipo 1 e o tipo 2. O tipo 2 em Barretos e o tipo 1 na região toda. E no Estado como um todo tem todos os tipos, então têm muitos suscetíveis ao tipo 1, por isso esta transmissão em massa”. Por causa da situação a interlocutora ressalta o que é preciso para combater à dengue: “Temos que eliminar os criadouros. Sem mosquito, sem dengue”, enfatiza.

Saúde esclarece agentes comunitários sobre combate à dengue

A Secretaria de Saúde de Olímpia realizará na próxima segunda-feira (29), na Câmara Municipal a palestra o “Papel da Atenção Básica na Estratégia de Saúde da Família e o Enfrentamento do Combate da Dengue”, destinada aos agentes comunitários do município e da região.

A palestra será ministrada pela interlocutora de Dengue do Grupo de Vigilância Epidemiológica de Barretos, Maria Aparecida Felisbina e pela articuladora de Atenção Básica da Divisão Regional de Saúde, Rita de Cássia Sandrini e tem como intuito capacitar os agentes comunitários para o trabalho e enfrentamento da dengue.

“A equipe toda tem que estar preparada para o combate e o trabalho contra a dengue junto à comunidade. Os agentes comunitários têm papel fundamental, já que estão em contato diário com a população. Os agentes tem que estar capacitados para reconhecer os pontos fracos e as vulnerabilidades de cada local e as diferenças”, ressalta Cristina Kiill, Diretora da Divisão de Educação Permanente e Humanização.

As equipes que irão participar da palestra, que se inicia as 13h30, são dos bairros São José e Cohab IV, e dos distritos de Ribeiro dos Santos e Baguaçu. A micro região também foi convidada.

Agora, pode! Quem estiver com criadouros do mosquito transmissor da dengue será multado

Com a promulgação da Lei 3.960, de 3 de junho de 2015, pelo prefeito Geninho Zuliani (SEM), a Prefeitura de Olímpia a partir de agora poderá aplicar multa em proprietários ou inquilinos de imóveis em cujos quintais forem encontrados criadouros – todo e qualquer recipiente capaz de reter água – do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela. 

  
A multa, a ser aplicada nos casos de reincidência, após Auto de Advertência, ultrapassa a casa dos R$ 200.

A Lei sancionada e publicada na edição do último dia 6, na Imprensa Oficial do Município-IOM, “Regulamenta a erradicação de criadouros do mosquito Aedes Aegypti no Município de Olímpia”. Conforme seu Artigo 1º, tal medida “visa o desenvolvimento de ações objetivando a erradicação de criadouros do mosquito Aedes Aegypti no Município de Olímpia”.
A Lei é resultado de um trabalho elaborado pela própria Secretária de Saúde, Silvia Forti Storti, com base nas necessidades operacionais do Setor, com a colaboração de toda equipe da Vigilância Sanitária, tendo à frente a Diretora de Vigilância em Saúde, Maria Carolina Mirandola, e o Chefe do Setor de Vigilância Sanitária, Ednei Aparecido Queiroz.

Por meio dela, a Secretaria Municipal da Saúde fica responsável, no âmbito municipal, pela execução das ações voltadas à erradicação de criadouros do chamado mosquito da Dengue. É considerado criadouro do Aedes todo e qualquer recipiente capaz de reter água, tanto da rede de abastecimento quanto da pluvial, tais como caixa d`água descoberta, pneus, vasos, latas, embalagens plásticas, garrafas, sucatas, calhas, ferros-velhos, bebedouros de animais ou qualquer outro tipo de vasilhame ou tanque descoberto.

A responsabilidade pela fiscalização caberá ao Agente de Controle de Vetores e ao Agente de Combate às Endemias, servidores municipais do quadro da Secretaria Municipal de Saúde que, rotineiramente, fazem visitas nas residências, estabelecimentos e cemitério, e são responsáveis pela divulgação de medidas educativas sobre a condição individual e coletiva da Saúde e execução de eliminação de criadouros, e pela avaliação das irregularidades e lavraturas de autos de infração.

Os estabelecimentos residenciais, comerciais ou industriais que estocam ou industrializam pneus, ferros-velhos, e bebedouros de animais são obrigados a manterem-se permanentemente sem recipientes de captação de água, de forma a evitar a proliferação de mosquitos.

Nas obras e construções civis é obrigatória a drenagem da água acumulada nos fossos, masseiras e piscinas oriundas ou não das chuvas. Nos cemitérios, os responsáveis pelos túmulos e capelas são obrigados a colocar areia grossa em todos os vasos e floreiras ou guardá-los vazios no interior das capelas.

Verificada a infração a qualquer dispositivo desta lei, os Agentes de Controle de Vetores, independentemente de outras sanções cabíveis decorrentes das legislações federal e estadual, poderão aplicar as seguintes penalidades: Auto de Advertência; Auto de Infração; Apreensão de recipientes de residências, estabelecimentos ou cemitérios.

A pena de advertência será aplicada inicialmente à pessoa em cuja propriedade, quando fiscalizada, forem encontrados os fatores de proliferação da doença, ou seja, larvas do Aedes Aegypti, ou outros insetos e animais peçonhentos nocivos à saúde humana, em cujo auto constará histórico da inspeção, data, local e horário, e as providências a serem executadas no prazo de 24 horas. Será aplicada a mesma pena quando os agentes tiverem a entrada na propriedade proibida pelos moradores.

Terminado o prazo de 24 horas, os Agentes de Controle de Vetores retornarão ao local e, se não foram tomadas as providências determinadas ou não for permitido o ingresso dos agentes na propriedade, será lavrado auto de infração com pena de multa no valor de 10 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo-UFESP’s, este ano no valor de R$ 21,25 cada uma. Ou seja, a multa alcançará a soma de R$ 212,50.

Em casos de imóveis fechados as notificações e demais cominações legais serão feitas em nome no proprietário constante no registro da Prefeitura Municipal. Nos imóveis alugados, os inquilinos responderão pelas cominações legais previstas na lei. Havendo reincidência, verificada em outra inspeção, no mesmo ciclo (depois de aplicada a primeira multa), uma nova multa será aplicada com valores duplicados e assim sucessivamente até que a irregularidade não mais persista.

As multas aplicadas e recebidas terão seus valores recolhidos obrigatoriamente ao Fundo Municipal de Saúde. Em qualquer dos casos dispostos nesta Lei, será dada ampla defesa à pessoa autuada, com prazo de 10 dias, para a apresentação de recurso ao Diretor de Vigilância em Saúde, que terá a incumbência legal de decisão.

E sempre que necessário, o Poder Público solicitará força policial a fim de auxiliar os Agentes de Controle de Vetores na execução do trabalho de erradicação de criadouros. O município está autorizado também por essa Lei, a destinar áreas a depósitos de pneus velhos, procedendo as adequações que se fizerem necessárias.

Olímpia registra 403 casos de dengue e Saúde continua nebulizando e pede apoio da população

Olímpia segue o trabalho de combate à dengue, com procedimentos de nebulização e medidas conscientizadoras, para evitar a proliferação de mosquitos e o aparecimento de novos casos. De acordo com a Secretaria de Saúde, o município registra 403 casos positivos, em um total de 803 notificações.

Dos 403 casos confirmados, 370 são autóctones e 33 são importados. O município registra 230 casos negativos e um total de 170 pacientes estão aguardando o resultado.

Até o momento nenhuma morte foi registrada devido à doença e nenhum paciente foi contaminado pela febre chikungunya ou a febre Zika.

A Secretaria de Saúde e a Vigilância Epidemiológica ressaltam a importância da nebulização e a colaboração da população no combate ao Aedes aegypti, e alerta que verifiquem possíveis criadouros em seus quintais e nas imediações de suas casas.

Fim da estação chuvosa e queda na temperatura devem amenizar quadro da dengue

O fim da estação das chuvas e a chegada das baixas temperaturas devem amenizar o quadro da dengue no município, possibilitando tornar o trabalho de combate à proliferação ainda mais efetivo na Estância Turística de Olímpia, conforme acredita a Diretora da Vigilância Sanitária, Maria Carolina Mirandola. Somadas às mudanças climáticas, a Secretaria Municipal de Saúde segue adotando medidas drásticas para evitar o aumento no número de casos da doença, com a nebulização e campanhas de conscientização.

A cidade tem hoje 708 notificações, dentre as quais 339 apresentam resultados positivos para dengue. Dos pacientes confirmados, 314 são autóctones e 25 são importados. Em relação ao número de casos negativos, a cidade apresenta 166 pacientes e 203 aguardam resultado.

Com a divulgação de novos resultados, a cidade deixa o estado de alerta e passa ao estado de epidemia, conforme explica a Diretora de Vigilância. “Com a confirmação de novos casos positivos para dengue, o município encontra-se em situação epidêmica, porém é importante ressaltar que desde o dia 11 de maio houve uma queda significativa no número de notificações”.

No entanto, não basta a Secretaria Municipal de Saúde, por meio setor de Controle de Endemias, vir desenvolvendo todas as ações preconizadas para evitar e impedir a transmissão da doença, trabalho intensificado desde o começo de abril. Para o efetivo combate ao mosquito da dengue é necessário e fundamental também o apoio da população.

Secretaria de Saúde registra aumento de 22% em casos positivos de dengue

Olímpia segue em estado de alerta quanto ao aumento no caso de pacientes registrados positivamente com dengue. De acordo com dados da Secretaria de Saúde, Olímpia que registrava 200 casos positivos no dia 24 de abril, possui, em uma atualização apresentada no dia 28 de abril, 244 casos confirmados, em um total de 533 notificações.

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Dos 244 casos confirmados, 212 são autóctones e 32 são importados. A cidade ainda registra 104 casos negativos, possui um total de 185 pacientes aguardando o resultado e não registra nenhuma morte devido à doença. Olímpia está em estado de alerta, mas ainda não decretou epidemia.

A Secretaria Municipal da Saúde alerta a todos que verifiquem suas residências e eliminem possíveis criadouros. Além disso, a Vigilância Epidemiológica reforça a importância da nebulização no combate ao Aedes Aegypti e pede a colaboração de todos. Quando um caso de dengue é notificado, os agentes de controle de endemia vão para a região do morador notificado como suspeito e fazem o bloqueio de nove quadras. Caso seja confirmado a positividade é feita a nebulização em 25 quadras ao redor do caso positivo.

O produto utilizado na nebulização sofreu alterações que visam melhorar a aceitação e diminuir o odor sem alterar o resultado. Antigamente eram utilizadas duas medidas de óleo e uma medida de água, mais o pó do veneno. Agora é usada apenas uma medida de água e o pó do veneno.

A alteração ocorreu devido reclamações de moradores no qual afirmavam que o óleo infestava casa e se fixava nos móveis e no chão. O odor também era muito forte e causava mal estar aos moradores. Com esta nova composição, os efeitos colaterais foram eliminados e o veneno continua a ter a mesma precisão.

Com 66 casos confirmados de dengue, Olímpia participa de videoconferência

A dengue é um dos temas mais abordados no estado de São Paulo. Em cidades como Catanduva, mais de nove mil casos, e Sorocaba, com mais de 22 mil infectados, sofrem com epidemias. Em Olímpia, já foram confirmados 66 casos.

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Com o intuito de instrução sobre riscos epidemiológicos e métodos de atendimento, o Núcleo de Educação Permanente e Humanização, NEPH, em parceria com a Vigilância em Saúde e a Atenção Básica realizaram uma videoconferência, no dia 10 de março (divulgado ontem, 22, pela Prefeitura), para os médicos e enfermeiros de todas as unidades de saúde com a temática de organização da assistência ao paciente com dengue em situações de epidemia.

Com material explicativo e exemplificativo, a videoconferência elucidou a estrutura do vírus e ação no organismo. Trouxe um resumo no número de casos de dengue no mundo e no Brasil. Sobre como agir em suspeita de dengue, o material apresentou classificações quanto aos sintomas e os princípios de tratamento a serem iniciados.

Além disso, os enfermeiros e médicos debateram sobre os exames a serem realizados conforme os sintomas, os procedimentos de triagem, as situações para internação e quais os critérios adotados para o paciente receber alta médica.

A chefe do NEPH, Cristina Kiill, aponta que a decisão para instaurar uma videoconferência possibilitava os médicos e enfermeiros a terem acesso à informação e simultaneamente não se ausentarem das unidades, “os profissionais participaram, acessaram os conteúdos disponíveis, debateram sobre as ações e medidas a serem tomadas em relação a pacientes com dengue e estiveram presentes nas unidades caso aparecesse alguma ocorrência”.

Severínia tem a primeira morte por dengue hemorrágica

Tadeu Fonseca – Maria Rosa de Jesus, de 43 anos, foto, faleceu nesta manhã (11), na Santa Casa de Misericórdia de Barretos  por complicações decorrentes de uma dengue hemorrágica. Ela estava internada desde quarta feira passada (4).

Segunda Ana Laura, enteada  de Maria Rosa, os primeiros sintomas que fizeram ela buscar por ajuda no Pronto Socorro Municipal de Severínia foram  a aparência amarelada na pele e sangramento na gengiva. Com o diagnóstico de dengue hemorrágica ela foi encaminhada para a Santa Casa de Olímpia onde ficou internada. 

“A ultima vez que estive com ela foi  no domingo. Ela já estava melhor, sem soro, porém sua pressão não baixava e ela estava muito nervosa”. 

Minutos após essa conversa, Maria Rosa teve um AVC  e precisou ser transferida as pressas para Barretos, onde passou por uma cirurgia para retirada de coágulos em seu cérebro e permaneceu em coma. Ela deixa marido, três filhas, de 16,19 e 28 anos e dois filhos, um de 14 e outro de 27 anos.   

O velório acontece a partir das 15 horas no Velório Municipal e o sepultamento amanhã às 10hs. 

Maria morava no Jardim Primavera II, região considerada de baixo risco pela Vigilância Epidemiológica, porém  ela trabalhava no centro, região historicamente crítica no combate a dengue.   

Segundo Guacira, coordenadora da Vigilância Epidemiológica Municipal, a casa e o bairro onde Maria morava foi nebulizado com sucesso no sábado, 07, porém o centro ainda é local de resistência por parte dos moradores quanto a aplicação de inseticida. 

Outro munícipe também esteve internado na Santa casa de Olímpia devido a complicações da doença, mas acabou tendo alta hoje pela manhã.    

De janeiro até agora já foram confirmados 40 casos de dengue na vizinha cidade, mas o número pode ser maior, já que pacientes que procuram tratamento diretamente em outros municípios não são registrados.

Olímpia está fora da rota da dengue por enquanto, mas é preciso manter prevenção

“A situação em Olímpia com relação aos casos de Dengue está bem controlada”, segundo informou na manhã desta terça-feira (10) a enfermeira-diretora da Divisão de Vigilância em Saúde Maria Carolina Mirândola. “Mas, a população tem de continuar vigilante para evitar que o município seja alvo de epidemia da doença, como vem acontecendo na macrorregião, com milhares de casos confirmados e cerca de vinte mortos”, acrescentou a profissional.

Até o momento foram registrados oito casos positivos, sendo quatro autóctones (da própria localidade), dois de Severínia notificados na rede pública local, e um de Tabapuã, também notificado aqui. Houve o caso de um olimpiense que contraiu a doença em Belo Horizonte (MG), que também foi notificada em Olímpia. No total foram até agora 19 notificações, com oito delas aguardando resultado do Instituto Adolfo Lutz. Três notificações tiveram resultado negativo.

Com relação aos casos positivos, o Setor de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde está realizando trabalho de nebulização e bloqueio nas regiões onde eles foram detectados, curiosamente em áreas mais centrais, como Santa Rita, Jardim Glória e o próprio centro. “Há um trabalho de intensificação da atenção nos locais de onde vêm as notificações”, reforça a enfermeira-diretora Maria Carolina. Ela garante, porém, que “a situação está bem controlada”.

Maria Carolina pede no entanto para que a população não se descuide. “Ter consciência da situação e do perigo que a dengue representa é fundamental”. E orienta para as ações de praxe: não deixar pneus velhos com água, garrafas com a boca para cima, bebedouro de cães com água acumulada, vasos com água no fundo e outros recipientes que possam acumular água da chuva, exemplo de tampinhas de garrafas.

Além disso, ela pede a colaboração do cidadão no sentido de que, aqueles casos de dengue que forem notificados na rede privada, sejam comunicados à Saúde Pública.

“A população tem que estar consciente de que fazer esta comunicação é fundamental para que possamos realizar as ações de bloqueio e nebulização”, reforça a diretora. De acordo com Maria Carolina, nem todos os médicos da rede privada tem feito a comunicação. E lembra que a maioria dos casos registrados até agora veio da rede privada. “Ou são alguns médicos que nos comunicam ou o laboratório”. Diretamente do cidadão, até agora, nenhum comunicado.

O caso de Belo Horizonte foi diagnosticado na rede particular. Somente os três casos de Severínia e Tabapuã foram notificados na rede pública local. Por outro lado, o quadro de doentes locais vem mostrar que eles não estão nos bairros mais afastados, nem são pacientes do SUS em maioria. “Não é o morador do bairro a vítima maior desta vez, pelo menos por enquanto”, relata a diretora. Estes bairros, segundo ela, não têm casos registrados.

O trabalho de nebulização e bloqueio no momento está sendo feito de forma mais localizada, porque o número de notificações ainda é bem pequeno. “Estamos em uma situação confortável, mas em virtude da região estar em situação crítica, estamos preparados para qualquer emergência”, tranquiliza.

Olímpia é uma das poucas cidades da região fora do alerta de dengue, diz Silvia Forti

Foi realizada ontem, terça (27), no auditório da Câmara Municipal de Olímpia, audiência pública para prestação de contas ao público da Secretaria de Saúde. A titular Silvia Forti Storti apresentou dados sobre os serviços prestados à população.

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A Lei Complementar nº 141 de 13 de janeiro de 2012, determina que o gestor do serviço de saúde do município compareça à Casa de Leis para fazer uma prestação a cada quatro meses, sendo a anterior realizada no mês de Setembro de 2014. “Mostramos toda a produção de serviços, recursos financeiros que foram gastos e onde foram investidos no terceiro quadrimestre de 2014”, disse a secretária.

DENGUE, SEM ALERTA

Silvia ressaltou pontos da Saúde olimpiense com relação à utilização dos serviços prestados. Sobre a incidência da dengue no município, com a otimização do serviço de nebulização antecipado e conscientização contínua dos olimpienses para que com a entrada do período de chuvas não acontecessem novos casos e proliferação dos pontos de transmissão foi eficaz. “Olímpia é uma das poucas cidades da região que não está em estado de alerta, com epidemia de Dengue. Tivemos três casos até o momento e um total de 100 no ano de 2014. É uma situação que inspira cuidados, nossas ações são continuas, mas precisamos da colaboração de toda população para não esquecer dos cuidados referentes à prevenção à Dengue”.

Foram, ainda, constatados os dados de outros servidos, tais como exames e atendimentos médicos oferecidos pela Secretaria de Saúde no município: “Temos atendido, em todos os setores, uma quantidade muito grande de pacientes. A população tem procurado cada vez mais a saúde municipal, além das cidades da microrregião que já compram diversos serviços de Olímpia, bem como os turistas oriundos de todos os estados do Brasil que utilizam os serviços. Isto acarreta gastos aos cofres do município, mas estamos fazendo o nosso melhor para atendermos a todos com qualidade e eficiência”, explicou Silvia Forti.

Dentre os presentes estavam o presidente da Câmara, vereador Luiz Salata (PP), a secretária de Educação Eliana Bertoncello Monteiro; o diretor de Cultura Caio Longhi, colaboradores da Saúde e Finanças, além dos vereadores Marcão do Gazeta e Marcos Santos.

Com epidemia de dengue, Catanduva cancela o seu tradicional carnaval

A prefeitura de Catanduva (SP) decretou estado de emergência por causa da dengue. O ano está começando e cidade, de apenas 120 mil habitantes já vive uma epidemia. Em duas semanas, a Vigilância Epidemiológica recebeu 386 notificações de moradores com sintomas da doença, 38 casos foram confirmados. No ano passado, 515 moradores tiveram dengue.

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O carnaval de Catanduva é um dos mais tradicionais do noroeste paulista e atrai em média 100 mil pessoas. A festa foi cancelada por causa da epidemia de dengue no município. Cerca de R$ 1,5 milhão e serão economizados. O município pretende usar parte do dinheiro para investir em medidas de combate à dengue.

A primeira já foi anunciada: 80 novos funcionários serão contratados para trabalhar como agentes de saúde. "Nós estamos vivendo um momento em que tem que se otimizar os recursos públicos. Nesse momento em que temos uma crise de dengue e necessidade de investimentos na área da saúde, tomamos essa decisão de não realizar o carnaval, devido a esse comportamento da economia e a queda de repasses de verbas do governo Federal e Estadual, isso tudo gera uma insegurança especialmente em começo de ano, então temos que otimizar os recursos", explica o prefeito Geraldo Vinholi.

Por dia, os Pronto Socorros estão atendendo cerca de 70 pessoas com sintomas da doença. De acordo com o Secretário de Saúde João Marcelo Porcionato, a situação é preocupante. “Nós temos que tomar as medidas, mas a gente precisa também do apoio da população. A população tem que fazer o dever de casa, olhar no quintal, evitar água parada. Temos batido em cima dessa tecla desde o ano passado para intensificar a prevenção", comenta Porcionato.

Os números da doença na cidade podem ser ainda maiores. A Secretaria de Saúde ainda vai atualizar os casos. Segundo a prefeitura, com a mudança no sistema de avaliação dos pacientes, é preciso esperar uma confirmação da Vigilância Epidemiológica.

Fonte: G1

Saúde faz arrastão e orienta população sobre Dengue e Chikungunya

Em Olímpia, a Secretaria de Saúde vem realizando ações de prevenção de Combate à Dengue e à Febre Chikungunya, como ocorreu, recentemente, no bairro Cohab IV, em parceria com os agentes comunitários da “Estratégia da Saúde da Família da Unidade de Saúde Valter Stuk”, orientando a população sobre os cuidados necessários para combater o mosquito, além de um arrastão de limpeza de terrenos no bairro, recolhendo materiais que servem de criadouro.

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“As atividades desenvolvidas no Dia “D” são para reforçar o trabalho que vem sendo feito durante todo o ano de 2014, tanto pelos agentes de vetores quanto pelas equipes de ESF. É graças a essas ações que o número de casos de dengue reduziu em Olímpia este ano, mas com a chegada da febre chikungunya, ficamos mais em alerta. O trabalho não pode parar, e a população não pode dar “folga” para a proliferação do mosquito”, esclarece Silvia Forti Storti, secretária de Saúde de Olímpia.

Em 2014, Olímpia registrou 126 casos positivos de dengue, um número 527% inferior aos 664 registrados em 2013. A queda brusca no número de casos se deve principalmente ao trabalho intenso da equipe de profissionais do Controle de Endemias, e da intensificação na conscientização da população. “O trabalho da população é essencial. Sem a ajuda da população, eliminando criadouros, mantendo a limpeza de terrenos, fazendo o descarte correto de pneus, entre outas ações, não conseguiríamos atingir os bons números que estamos atingindo no controle da dengue. E contamos com a ajuda ainda mais no ano de 2015, pois temos uma nova doença que é transmitida pelo mesmo mosquito, e nossa atenção deve ser dobrada”, finalizou Silvia.

CUIDADOS E PREVENÇÃO

O objetivo do Ministério da Saúde é o de alertar a população sobre os riscos que o período chuvoso trás para a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, e também sobre a chegada ao Brasil da febre chikungunya, doença oriunda da África, que se espalhou inicialmente para a Ásia Oriental e Índia, mas vem se propagando rapidamente e pelo mundo.

No Brasil, já foram registrados 1.364, 71 são de pessoas que viajaram para outros países, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa. Os outros 1.293 casos são de transmissão no Brasil, principalmente em municípios de Oiapoque (AP), Feira de Santana (BA), Riachão do Jacuípe (BA), Matozinhos (MG), Pedro Leopoldo (MG) e Campo Grande (MS).

Saúde reduz em 78,15% casos de dengue em Olímpia, mas surge nova ameaça: ‘Chikungunya’

DA REDAÇÃO – Como foi divulgado pelo Diário nesta quarta-feira (5), Olímpia está fora da rota das cidades brasileiras que estão em estado de alerta por causa da dengue, mas dez cidades da região estão, segundo o Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (Liraa) divulgado, nesta terça-feira (4) pelo Ministério da Saúde. E há uma razão para isso: o Serviço de Controle de Endemias, da Saúde local, conseguiu reduzir de 563 casos positivos para 123, no mesmo período, ou seja, de janeiro a outubro de 2013-14 menos 440 casos (78,15%)

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Mas, segundo o chefe do serviço, José Roberto Fígaro, em entrevista exclusiva ao Diário de Olímpia.Com nesta manhã (5), os 16 profissionais não param os trabalhos preventivos e corretivos e surge outra preocupação, a Febre Chikungunya, que é uma doença parecida com a dengue, causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae. Seu modo de transmissão é pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado e, menos comumente, pelo mosquito Aedes albopictus.

Felizmente, ainda não há nenhum caso de Chikungunya em Olímpia ou região, mas há Estados infectados, como a Bahia. “Como temos muitos caminhoneiros e turistas, e sendo agora Olímpia uma cidade turística, estamos atentos à nova variante da doença, transmitida pelo mesmo mosquito, com o agravante de que ataca severamente as articulações, o corpo incha, e é praticamente doloroso caminhar”, disse Fígaro.

Dos 123 casos positivos registrados de dengue durante o ano em Olímpia, 116 foram causados aqui mesmo, na cidade, enquanto outros 17 vieram de outras cidades ou Estados.

E, boa notícia: além dos 16 funcionários existentes no Controle de Endemias da cidade, outros 16 serão contratados a partir de janeiro de 2015, advindos de concursos públicos. Além dos agentes de controle de vetores, os agentes comunitários do programa Saúde da Família também colaboram quando visitam as residências distribuindo informações sobre prevenção da dengue, segundo esclarece Fígaro.

A NOVA FEBRE

Os sintomas da Chikungunya são semelhantes aos da dengue: febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. Porém, a grande diferença da febre chikungunya está no seu acometimento das articulações: o vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local.

A febre chikungunya teve seu vírus isolado pela primeira vez em 1950, na Tanzânia. Ela recebeu esse nome pois chikungunya significa “aqueles que se dobram” no dialeto Makonde da Tanzânia, termo este usado para designar aqueles que sofriam com o mal. A doença, apesar de pouco letal, é muito limitante. O paciente tem dificuldade de movimentos e locomoção por causa das articulações inflamadas e doloridas, daí o “andar curvado”.

Os mosquitos transmitiam a doença para africanos abaixo do Saara, mas os surtos não ocorriam até junho de 2004. A partir desse ano, a febre chikungunya teve fortes manifestações no Quênia, e dali se espalhou pelas ilhas do Oceano Índico. Da primavera de 2004 ao verão de 2006, ocorreu um número estimado em 500 mil casos.

Olímpia está fora do estado de alerta da dengue do Ministério da Saúde

Olímpia está fora da rota das cidades brasileiras que estão em estado de alerta por causa da dengue. Mas, por outro lado, dez cidades da região estão em estado de alerta. É o que aponta o Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (Liraa) divulgado, nesta terça-feira (4) pelo Ministério da Saúde.

Em Rio Preto, de cada 100 casas vistoriadas, 1,6 tinham larvas do mosquito, que transmite dengue e chikungunya. O índice caiu em relação ao ano passado, em que se registrou 2,3 imóveis contaminados. Mesmo assim, o município está em estado de alerta (índice entre 1,1 e 3,9), segundo a classificação do Ministério da Saúde.

Mirassol, Catanduva, Urânia, Nhandeara, Icém, São João das Duas Pontes, Nipoã, Cardoso e Novo Horizonte também estão na lista do alerta. Mirassol teve o maior índice da região: 3,2. O Liraa da cidade vizinha de Rio Preto aumentou em relação ao levantamento do ano passado. Em outubro de 2013, de cada 100 casas, 1,4 tinham larvas do mosquito. Outras 62 cidades da região participaram da pesquisa realizada em outubro. Esses apresentaram índice entre 0 e 1, que é classificado como estado satisfatório.

O Liraa é feito anualmente pelo Ministério da Saúde, com base nos dados repassados pelos municípios e estados, para diagnosticar as cidades em risco e intensificar as medidas de prevenção à dengue, evitando epidemias. Com a constatação das larvas, é possível prever o índice de infestação por mosquito em épocas de chuva. Por isso, ele é realizado em outubro, período em que, geralmente, se tem um número menor de larvas e que antecede o verão, em que aumenta as chuvas e o acúmulo de larvas.

O Liraa avalia também a contaminação por recipientes, relacionando os principais tipos de criadouros do mosquito. A pesquisa apontou que no estado de São Paulo a maior parte dos criadouros estão dentro das residências: 55,1%, como vasos, potes, sacolas de supermercado, garrafas e embalagens.

Fonte: Diarioweb

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Casos de dengue em Olímpia diminuem, mas prevenção continua no dia-a-dia

A Secretaria de Saúde de Olímpia tem intensificado os trabalhos preventivos e o combate ao mosquito da dengue, através de sua equipe de profissionais do Controle de Endemias, a cada ano, e os resultados já podem ser observados em relação ao número de casos registrados no município neste ano de 2014, em relação ao mesmo período dos anos anteriores.

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Até o momento foram realizadas 165 notificações de casos suspeitos de dengue, comparando com 2013, tivemos 797 notificações no mesmo período.

Deste total de notificações, em 2013, 654 casos foram positivos, sendo 567 oriundos de Olímpia, e 87 importados de outros municípios, enquanto neste ano de 2014 o número de casos positivos caiu quase 87%, sendo registrados 86 casos, dos quais 7 são oriundos de outras cidades.

“Os casos importados são notificados em Olímpia por conta do morador da cidade, que viajou e contraiu a doença em outro município, aqui residir e seu caso ser acompanhado pelas equipes de saúde de Olímpia”, informou José Roberto Fígaro, chefe do setor de Controle de Endemias.

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“Os agentes tem trabalhado intensamente no combate à dengue, e esse trabalho tem dado resultados. É claro que não podemos descansar, pois se dermos folga, a dengue volta a se tornar preocupante. A população tem que continuar recebendo os agentes que visitam as residências, porque é nas casas que o mosquito se aloja. Temos que manter as limpezas de nossos terrenos, cada cidadão tem que participar e contribuir no combate à dengue. O trabalho não pode parar”, concluiu José Roberto.

Casos de dengue em Olímpia caem quase 95% em relação a igual período de 2013

Segundo balanço realizado pela Divisão de Vigilância em Saúde, de Olímpia, no ano passado o município registrou 851 notificações de dengue, com 664 resultados positivos. Somente no período de janeiro de 2013 ao início de maio de 2013 foram 465 casos positivos. Em 2014, até o momento, foram positivados 25 casos, o que representa uma queda de 94,6%.

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“Neste ano de 2014 tivemos um período de chuvas menor, o que contribuiu para o controle da proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela, mas esses dados tendem a aumentar, pois existem fatores externos que não dependem somente da atuação do Controle de Endemias, como a falta de conscientização da população, que infelizmente insiste em manter criadouros acumulados pela cidade”, informou Juliana Bressane Dias, diretora da Divisão.

Comparada a outros centros do interior paulista, a situação da dengue está controlada na região. Cidades como Campinas, que contam com mais de 2.500 casos positivos, Americana, que já passou do 2.700, e Votuporanga, que conta com 775 casos confirmados já estão com epidemia instalada, mas, devido ao grande fluxo de pessoas em Olímpia, por conta do turismo, a ordem continua sendo a prevenção: “Mesmo com o baixo índice se comparado ao ano de 2013, Olímpia é o segundo município na regional de Barretos com maior número de casos positivos em 2014, atrás apenas de Bebedouro, que conta hoje com 68 diagnósticos positivos. Temos que continuar nossas ações, o trabalho de eliminação de criadouros e a contribuição da população é essencial para o controle da dengue”, lembra Juliana.

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A DENGUE

A dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo. O seu principal vetor de transmissão é o mosquito Aedes Aegypti, que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente com a dengue em mais de 100 países de todos os continentes, exceto a Europa. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em consequência da dengue.