Bispo Dom Milton envia circular aos fiéis rogando: “Pecador, sim. Corrupto, não”

O Bispo Dom Milton Kenan Júnior, da Diocese de Barretos, da qual as paróquias de Olímpia fazem parte, enviou nesta terça-feira (10) Circular aos Fiéis destacando a corrupção, cerne principal do noticiário dos últimos tempos no País. “Pecador, sim. Corrupto, não”, assinala o religioso.

A íntegra desta crítica, profunda, por sinal, segue abaixo:

Nossa caminhada quaresmal prossegue rumo à celebração da Páscoa do Senhor! A cada ano, durante estes 40 dias, a Igreja é convidada a reviver o caminho de Jesus para Jerusalém, onde ele consumou a sua obra, através da sua Paixão, Morte e Ressurreição.

No espírito proposto pela Campanha da Fraternidade 2015: “Fraternidade: Igreja e Sociedade”, queremos confessar e expiar a triste chaga da corrupção que devasta as instituições políticas, financeiras e religiosas em todo mundo exigindo das autoridades e dos cidadãos um maior senso de justiça e espírito de reparação.

corrupcaoDiante das notícias, nestas últimas semanas, compreendemos que a corrupção há tempos deixou de ser uma ação de indivíduos e tornou-se um esquema que envolve governos, organizações, estatais, políticos, igrejas, etc. em todas as esferas das nações, levando a desvios assombrosos de dinheiro público que, recolhidos para atender as necessidades básicas da população, encontram seu destino nos bolsos e contas bancárias de alguns.

O Papa Francisco, diversas vezes, tem falado duramente contra a corrupção chamando governos e indivíduos a um exame de consciência. Num discurso às autoridades e corpo diplomático, em Manila (Filipinas), aos 16 de janeiro de 2015, Francisco fala da “firme rejeição de toda forma de corrupção que desvia recursos dos pobres”.

Em outubro do ano passado, dirigindo-se à Associação Internacional de Direito Penal, Francisco quando se refere à corrupção afirma que “há poucas coisas mais difíceis do que abrir uma fresta num coração corrupto: «Isso é o que acontece com aqueles que juntam riquezas para si mesmos, mas para Deus não são ricos» (Lc 12, 21).

Quando a situação pessoal do corrupto se torna complicada, ele conhece todos os subterfúgios para a evitar, como fez o administrador desonesto do Evangelho (cf. Lc 16, 1-8).

O corrupto atravessa a vida com os subterfúgios do oportunismo, com o ar de quem diz: «Não fui eu», chegando a interiorizar a sua máscara de homem honesto. É um processo de interiorização.

O corrupto não pode aceitar a crítica, desqualifica quem a faz, procura diminuir qualquer autoridade moral que o possa pôr em questão, não valoriza os outros e ataca com o insulto quem quer que pense de maneira diversa.

Se as relações de força o permitir, persegue todo aquele que o contradiz. A corrupção manifesta-se numa atmosfera de triunfalismo porque o corrupto se considera um vencedor. Naquele ambiente pavoneia-se para diminuir os outros. O corrupto não sente a sua corrupção. Acontece como com o mau hálito: dificilmente quem o tem se apercebe de tê-lo; são os outros que o sentem e que lho devem dizer.

Por este motivo, o corrupto dificilmente poderá sair do seu estado por remorso interno de consciência.

A corrupção é um mal maior que o pecado. Mais do que perdoado, este mal deve ser curado. A corrupção tornou-se natural a ponto de chegar a constituir um estado pessoal e social ligado ao costume, uma prática habitual nas transações comerciais e financeiras nas empreitadas públicas, em cada negociação que envolva agentes do Estado.

É a vitória das aparências sobre a realidade e do descaramento impudico sobre a discrição honrada. Contudo, o Senhor não se cansa de bater à porta dos corruptos.

A corrupção nada pode contra a esperança. Na homilia matutina, no dia 16 de junho de 2014, Francisco diz ainda que os pobres sempre pagam o preço da corrupção. Ele não se refere aos políticos e empresários, mas também aos eclesiásticos que não cumprem o próprio dever pastoral, para cultivar o poder.

A corrupção, explicou o Papa, «é um pecado fácil, que pode cometer a pessoa que tem autoridade sobre os outros, quer econômica e política, quer eclesiástica. Somos tentados pela corrupção. É um pecado fácil de cometer». De resto, acrescentou, «quando uma pessoa tem autoridade, sente-se poderosa, quase um deus». Portanto, a corrupção «é uma tentação diária», na qual podem cair «políticos, empresários e prelados». Mas — perguntou-se Francisco — quem paga pela corrupção? Certamente não quem paga «o suborno»: de fato, ele só representa «o intermediário».

Na realidade, «o pobre paga pela corrupção!», constatou o Pontífice. «Se falamos de corrupção política ou econômica, quem paga isto?», perguntou-se o Papa. «Pagam — disse — os hospitais sem remédios, os doentes que não são cuidados, as crianças sem escolas (…). E quem paga «pela corrupção de um prelado? Pagam-na as crianças que não aprenderam a fazer o sinal da cruz, não conhecem a catequese, não são cuidadas; os doentes que não são visitados; os presos que não recebem atenção espiritual».

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Enfim, são sempre os pobres que pagam pela corrupção: os «pobres materiais» e os «pobres espirituais». O Texto base da CF-2015 dedica quatro parágrafos sobre a corrupção (nn. 85- 88). Por causa da corrupção, diz o Texto base, nota-se “o declínio da confiança nas instituições políticas e na administração dos governos, na condenação e na prisão dos dirigentes e lideranças governamentais e partidárias” (n. 85).

Mas, afirma também que “o aprimoramento do processo político e a qualificação dos políticos e dos partidos requerem o empenho e a participação dos cidadãos conscientes e, por isso, dos cristãos. (…) A luta pela reforma política é a maneira de os cristãos se colocarem contra o difuso sentimento de decepção e descrença na política institucional que paira na sociedade” (TB n.88) Repito que no diálogo entre Igreja e Sociedade, em nossos dias, não pode deixar de haver da nossa parte um forte repúdio a toda forma de corrupção; mas, ao mesmo tempo, despertar em nossas comunidades para aquilo que o Papa Francisco afirma na Exortação Apostólica “A Alegria do Evangelho”: “Peço a Deus que cresça o número de políticos capazes de entrar num autêntico diálogo que vise efetivamente sanar as raízes profundas e não a aparência dos males do nosso mundo.

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A política, tão denegrida, é uma sublime vocação, é uma das formas mais preciosas da caridade porque busca o bem comum. Temos de nos convencer de que a caridade “é o princípio não só das micro-relações estabelecidas entre amigos, na família, no pequeno grupo, mas também nas macro-relações como relacionamentos sociais, econômicos, políticos.

Rezo ao Senhor para que nos conceda mais políticos, que tenham verdadeiramente a peito a sociedade, o povo, a vida dos pobres. É indispensável que os governantes e o poder financeiro levantem o olhar e alarguem as suas perspectivas, procurando que haja trabalho digno, instrução e cuidados sanitários para todos os cidadãos. E por que não recorrer a Deus pedindoLhe que inspire os seus planos? Estou convencido de que, a partir de uma abertura à transcendência, poder-se-ia formar uma nova mentalidade política e econômica que ajudaria a superar a dicotomia absoluta entre a economia e o bem comum social” (EG 205).

“Pecadores, sim. Corruptos, não!” afirma o Papa Francisco! Longe de nós toda forma de corrupção! Aproveitemos este tempo quaresmal para rever nossa conduta e examinar nossa vida para detectar toda forma de corrupção que espolia os pobres e, causa escândalo na Igreja, entre os que comungam a fé que recebemos dos Apóstolos.

Dom Milton Bispo BarretosRezemos para que o Senhor não permita que a corrupção prevaleça sobre a justiça; mas, ao contrário, que a justiça e a solidariedade com os pequenos e fracos tornem-se critérios para colaborarmos na construção de uma nação, “cujo Deus é o Senhor!” (Sl 33,12).

Aproveito a oportunidade para desejar a todos vocês abundantes graças ao aproximarem-se do sacramento da Reconciliação; e aos sacerdotes, graças também para acolher os penitentes e encaminha-los para o Senhor! Recordo-lhes que a Missa do Crisma, neste ano, deverá ocorrer na noite da Terça-feira Santa, dia 31 de março, na Catedral; e que, no Domingo de Ramos deverá realizar-se em todas as paróquias e comunidades da diocese a Coleta da Solidariedade em favor dos projetos sociais da CNBB e de nossa diocese.

Na noite do sábado, dia 28 de março, também na Catedral, ocorre a Jornada da Juventude com o tema: “Felizes os puros de coração” (Mt 5, 8).

Esperamos a presença dos jovens de toda a nossa diocese nesta manifestação de fé e ao mesmo tempo alegria em torno da bem-aventurança proclamada pelo próprio Jesus, que nos é proposta pelo Papa Francisco para a preparação dos jovens para a Jornada Mundial de Juventude que ocorrerá em julho de 2016, em Cracóvia (Polônia).

Esperando reencontrá-los ainda antes da Páscoa, para manifestar-lhes os meus votos pascais, atenho-me aqui a desejar-lhes um renovado entusiasmo no tempo que nos resta da Quaresma para que, chegando à celebração dos mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, sejamos de fato transformados, livres de toda corrupção, transfigurados pela luz do Senhor!

Em Cristo Jesus, despeço-me,

+ Milton Kenan Junior

Bispo de Barretos

Presos da ‘Operação Fratelli’ já estão soltos

O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo acatou pedido de habeas corpus para 15 pessoas presas na operação Fratelli acusadas de fraudar licitações em 77 municípios do Estado de São Paulo – a maioria no noroeste paulista. Advogados dos empresários e funcionários das empresas Demop Participações e Scamatti & Seller Ltda entraram com pedido ontem. Eles ficariam presos até a próxima sexta-feira (19).

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Aluízio Duarte Nissida, Antônio Américo Tamarozzi, Edson Scamatti, Fernando Matavelli Junior, Gilberto da Silva, Humberto Tonani Neto, Jair Emerson da Silva, Luis Carlos Seller, Olívio Scamatti, Osmar José Cavarini, Osvaldo Ferreira, Pedro Scamatti, Valdovir Gonçalves, Luiz Henrique Perez e Maria Augusto Seller Scamatti irão responder pelos crimes de fraude em liberdade.

A decisão foi do desembargador Paulo Antonio Rossi, da 12ª Câmara de Direito Criminal do TJ. Os advogados alegaram problemas pessoais dos clientes, que funcionários não ocupavam mais cargos nas empresas e que nenhum dos acusados vai atrapalhar as investigações do Ministério Público se ficarem soltos.

Audiência com juiz da 1ª Vara Criminal de Fernandópolis, Evandro Pelarin, estava marcada para hoje, às 13h, mas foi cancelada por conta da decisão do TJ. Pelarin ouviria todos os empresários e funcionários presos na terça-feira passada e no último sábado.

Apesar da decisão, o advogado de Luís Carlos Seller – sócio dos irmãos Scamatti -, afirma que tentará convencer seu cliente a se apresentar em Fernandópolis. “Vou dizer para ele comparecer no Fórum de Fernandópolis, porque mostra que ele não tem nada a esconder e vai se apresentar sempre que for necessário”, afirmou o advogado Marco Rebehy.

Os 13 empresários estavam presos desde a terça-feira passada, quando a operação foi deflagrada. 10 ficaram presos na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Preto. Na quarta-feira, outros três presos em São Paulo e Campos dos Jordão chegaram a Rio Preto.

Todos foram transferidos para a Centro de Detenção Provisória (CDP). A meta era conseguir transferência para Cadeia de Votuporanga, o que foi negado pela Justiça. No sábado, mais duas pessoas foram presas em operação da Polícia Federal, mas também foram soltos.

Os empresários e funcionários são acusados de fraudar licitações. O esquema funcionaria desde 2007 e os contratos firmados das empresas chegaria a R$ 1 bilhão. Para Demop vencer licitação, três empresas de “fachada”, por exemplo, apresentavam valores maiores – tudo era combinado antes – o que deixava a Demop em primeiro lugar para levar obras.

O promotor do Grupo de Atuação Especializado contra o Crime Organizado (Gaeco), João Santa Terra, lamentou a decisão do TJ. “Neste momento da investigação que estávamos, de forma árdua, angariando provas imprescindíveis para a verdade dos fatos não poderia ter fato pior para a investigação do que essa decisão do TJ”, afirmou.

Para Santa Terra, “face ao poderio econômico e político da quadrilha investigada, é inequívoco, que o retorno dos investigados, para próximo das provas gera enorme risco à sua coleta”.

Suspeitos miravam as emendas de federais

A organização criminosa montada para fraudar licitações de 77 prefeituras paulistas expandiu seu raio de ação ao Congresso em busca de recursos de emendas parlamentares. Escuta da Polícia Federal (PF) flagrou contatos do suposto lobista do esquema, Osvaldo Ferreira Filho, o Osvaldinho, com integrantes do grupo. Eles citam emendas de quatro deputados paulistas, Cândido Vaccarezza, ex-líder do governo na Câmara e ex-tesoureiro do PT, Otoniel Lima (PRB), Aldo Rebelo (PC do B), atual ministro dos Esportes, e o pastor Marco Feliciano (PSC).

“Dá uns 4 milhões, mais ou menos”, disse Osvaldinho a um homem conhecido por Betão. “Anota aí, Marco Feliciano, um milhão, Otoniel, um milhão. Tem mais um deputado do PP, eu não lembro do nome. Dá 4 milhões.”

Osvaldinho foi assessor, entre 2002 e 2010, de Edson Aparecido, secretário-chefe da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB) – período em que Aparecido exerceu mandatos de deputado estadual e federal.

Um grampo pega Olívio Scamatti – apontado como líder da quadrilha – informando a seu interlocutor que “os R$ 585 mil do Aldo do Esporte já estão liberados”. Outra interceptação mostra negociação direta entre o empresário e uma servidora pública, Denise Cavalcanti, que trabalhava no gabinete de Vaccarezza. Scamatti e Denise tratam de valores provavelmente relativos a uma emenda para o município de Mirassol.

Denise liga para Scamatti e pergunta “se o valor do processo de Mirassol não foi readequado” – na época, ela era assessora de Vaccarezza. Denise diz ao empresário que, “para ter o valor acima”, no caso da prefeitura daquele município, “é preciso a interferência do Vaccarezza”. Os deputados negaram as acusações.

Demop doou R$ 1,4 milhão para campanhas
A Demop Participações e a Scamatti & Seller Ltda – apontadas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, Polícia Federal e Ministério Público Federal como principais empresas envolvidas em suposto esquema de fraude em licitações – bancaram R$ 1,4 milhão nas últimas duas campanhas eleitorais. A maioria da verba doada foi para os cofres do PT.

O deputado federal eleito em 2010, José Mentor (PT) recebeu durante a campanha R$ 550 mil da Demop, em quatro transferências realizadas entre 25 de agosto e 25 de setembro. No mesmo ano, Júlio Semeghini (PSDB) recebeu R$ 120 mil também da Demop por meio de duas transferências eletrônicas. Atualmente, o tucano é secretário estadual de Planejamento – deputado federal licenciado.

Semeghini foi procurado, mas não foi encontrado para comentar o assunto.

Pedro Scamatti e Mauro Scamatti – dois dos proprietários da Demop – fizeram doações como pessoas físicas aos deputados José Ortolan (PT) e Paulo Roberto Cabral Coelho (PT). Cada um recebeu para sua campanha R$ 50 mil.Eles não conseguiram cadeira na Assembleia Legislativa.

Ex-prefeito de Catanduva, também do PT, Félix Sahão recebeu durante sua campanha a deputado federal R$ 50 mil da Demop. Naquele ano, Sahão não conseguiu se eleger.

Nacional

Na eleição de 2012, a direção nacional do PT recebeu R$ 295,5 mil da Demop. A primeira doação foi de R$ 44,5 mil. A segunda foi de R$ 250 mil. A Scamatti & Seller Ltda – empresa também dos irmãos Scamatti com sócio Luis Carlos Seller – bancou R$ 285 mil em campanhas por todo Estado de São Paulo.

Apenas em Embu das Artes, região metropolitana de São Paulo, a empresa fez duas doações de R$ 100 mil ao candidato do PT Franscico Nascimento de Brito, que foi eleito prefeito. Francisco Celeguim (PT), prefeito em Franco da Rocha, região metropolitana de São Paulo, recebeu R$ 10 mil.

O vereador de São Paulo Paulo Roberto Fiorelo (PT) recebeu durante sua campanha R$ 75 mil. Todos os políticos tiveram as prestações de contas aprovadas o que, para eles, prova que não há irregularidades nas doações durante as campanhas eleitorais. (Diarioweb)

Caetano: “É ridículo e desrespeitoso falar em mídia golpista no caso do mensalão”

O cantor e compositor Caetano Veloso condenou a postura de alguns petistas em relação ao julgamento do mensalão. “Eu não compartilho com a visão de alguns petistas que dizem que isso é um golpe da mídia golpista, acho isso ridículo e desrespeitoso com a população”, disse nesta quarta-feira (28), durante entrevista ao Estado sobre o lançamento de seu novo disco, Abraçaço.

caetano

Caetano não preservou o ex-presidente Lula. “Lula, logo que aconteceu (o mensalão) disse que tinha sido traído. Depois, dando a entender que o mensalão era caixa 2, disse que “era uma coisa que todo mundo fazia no Brasil e que não tinha nada de mais. Agora está dizendo, ou insuflando as pessoas a dizerem, que se trata de golpe da mídia? Isso é um desrespeito.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

PT insiste em ‘encabrestar’ UEUO, mesmo com a quase implosão ocorrida este ano

Os estudantes universitários poderão mudar o destino da UEUO (União dos Estudantes Universitários de Olímpia) na terça-feira (8), escolhendo, desta vez, uma chapa que não esteja ligada com abandono, ata e documentos irregulares, desvio de dinheiro, corrupção, desmandos, ligações (perigosas) com políticos que foram co-responsáveis pela quase implosão de uma entidade que sobrevive há quase meio século e, pior, a entidade foi parar na ‘UTI’ e só veio à sobrevida porque o prefeito Geninho Zuliani (DEM) está arriscando subsidiar uma entidade ainda sem diretoria legalmente constituída e correndo o risco de sofrer apontamentos do Tribunal de Contas do Estado, a exemplo do que ocorreu no exercício 2008, do ex-prefeito Luiz Fernando Carneiro (PMDB).

Duas chapas estão no páreo: uma encabeçada pelo ex-presidente do PT, contador José Ricardo, e outra pelo estudante universitário Marco Antonio dos Santos. Os concorrentes poderão registrar as chapas até nesta sexta-feira (4). O PT quer manter a UEUO sob o seu cabresto, de novo. E, desta vez, não haverá ‘ressuscitação’ política.

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Prefeito libera R$ 20 mil ‘em confiança’ à UEUO, mas não será sempre assim

O prefeito Geninho Zuliani (DEM) acabou cumprindo o que tinha prometido em recente reunião em seu gabinete acerca do impasse da legalidade da UEUO (União dos Estudantes Universitários de Olímpia) em continuar recebendo repasses mensais de R$ 20 mil (subsidiando parte das despesas com transporte urbano) e liberou na última sexta-feira (9) a parcela de junho, conforme noticiado com exclusividade neste blog no mesmo dia.

O combinado naquela reunião (leiam e ouçam tópico neste blog) foi que o prefeito iria liberando as parcelas à medida em que a entidade fosse prestando contas de meses anteriores, uma vez que ela está com irregularidades do exercício do ano passado apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado (aplicação dos recursos está sendo questionada) e com a sua eleição de dezembro passado ‘sub judice’, sendo alvo de ação na Justiça (inclusive o presidente da Câmara Hilário Ruiz, do PT, acabou revelando que ajudou ‘a buscar diretores em suas casas porque ninguém quer segurar a alça do caixão) e até há suspeitas de desvio de dinheiro na atual gestão. Mas, não será sempre assim.

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Mesmo com tantas irregularidades, UEUO recebe os últimos R$ 20 mil. E as contas?

Mesmo com tantas irregularidades e praticamente aniquilada com tantas ilegalidades, a UEUO (União dos Estudantes Universitários de Olímpia) recebeu o último repasse de R$ 20 mil do prefeito Geninho Zuliani (DEM), totalizando os R$ 100 mil do exercício (quinta parcela). A entrega do cheque foi na última sexta-feira (9).

O subsídio serve para amenizar despesas com transporte de estudantes para faculdades da região.

Agora, a pergunta que não quer calar: a entidade conseguirá prestar contas sem comprometer na lei de responsabilidade fiscal a Prefeitura de Olímpia? Continue lendo…

Zé das Pedras pergunta: “Cadê os que estavam ajudando a UEUO? Acordem, estudantes…”

O vereador olimpiense José Elias Morais (PMDB), 1° secretário da Câmara Municipal, fez um discurso contundente na sessão de ontem, segunda-feira (5). Ele perguntou onde estão os políticos que ‘estavam ajudando’ a União dos Estudantes Universitários de Olímpia (UEUO), já que agora a instituição está praticamente desestruturada, na ilegalidade e com denúncias de má gestão e desvio de dinheiro público (veja tópicos relacionados quando você ‘continuar lendo’…).

Zé das Pedras, como é conhecido, com certeza se referia ao presidente da Câmara (e ex da entidade) Hilário Ruiz (PT) Continue lendo…

Fernandinho não gostou do que leu dele e ordenou: “Para o Blog, só com papel”

O chefe de gabinete do presidente-aniversariante de hoje da Câmara Municipal Hilário Ruiz (PT), Fernando Roberto da Silva, o Fernandinho, não gostou, provavelmente, do que leu a seu respeito logo abaixo e trancou as chaves do estúdio de som para este modesto neo-blogueiro: cópia em pendrive (mp3) da sessão legislativa só com expressa autorização, após apresentação de um pedaço de papel…ops… de um ofício devidamente timbrado.

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UEUO: Presidente da Câmara abre o jogo para Geninho. Seu chefe de gabinete, esconde (e ainda diz que prefeito se ‘retratou’)

Nem sempre o assessor é pago para falar a verdade. Na maioria das vezes, ele é pago para camuflar e, se possível for, ainda reverter o placar da situação. Foi o que fez Fernando Roberto da Silva, o Fernandinho, fiel e antigo escudeiro do atual presidente do legislativo olimpiense Hilário Ruiz (PT).

Hoje como chefe de gabinete na Câmara Municipal, Fernandinho participou como ouvinte da reunião entre o prefeito Geninho Zuliani (DEM), e comissão de universitários e vereadores, quinta-feira passada (1°), e se transformou em porta-voz falante na Rádio Menina AM no dia seguinte, sexta (2), revertendo totalmente a favor do patrão e dos universitários, a questão do repasse de subídios para a UEUO (União dos Estudantes Universitários de Olimpia). O leitor poderá saber melhor sobre esta questão lendo o tópico anterior sobre o assunto. Que papelão, heim Fernandinho?

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HILÁRIO ABRE O JOGO: Desvio de dinheiro na UEUO, diretoria sem legitimidade e estrutura decadente. E ele já sabia disso…

Conforme havia prometido, o blog relata a reunião ocorrida na manhã de quinta-feira (1°) entre o prefeito Geninho Zuliani (DEM), alguns vereadores, entre eles o presidente Hilário Ruiz (PT) e comissão de universitários da UEUO (União dos Estudantes Universitários de Olímpia). A pauta: uma fórmula da prefeitura continuar liberando, mensalmente, R$ 20 mil para subsidiar parte do transporte universitário para cidades da região, face à desorganização, falta de estrutura, apontamentos de irregularidades pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e até a ausência de legalidade da União em receber qualquer ajuda governamental sem que a atual diretoria esteja registrada e reconhecida em Cartório.

Prefeito Geninho, vereadores José Elias e Hilário Ruiz. Assessora Ana grava. Foto: Jonas Olmos

Durante a reunião, mais revelações: desconfia-se de que parte de subsídios tenham sido desviados, simplesmente sumiram; não se paga energia elétrica desde janeiro (a sede está às escuras e sem energia), o presidente Giovani Gibim simplesmente deixou a entidade abandonada, alegando compromissos particulares, surgindo agora na reunião, mas não se manifestou, exceto quando o prefeito Geninho lhe dirigiu algumas perguntas; o tesoureiro também não tem participado – enfim, uma entidade totalmente sem condições de continuar recebendo subvenções da prefeitura. Continue lendo…

Zé das Pedras preparou uma ‘arapuca’ ou ‘saia justa’ para o jovem Guto?

O vereador José Elias Morais (PMDB, foto acima), primeiro secretário da Câmarazeguto Municipal de Olímpia, colocou ‘na parede’, e numa tremenda ‘saia justa’, seu companheiro (ou ex?) de ‘coalizão’, a eufemística bancada de oposição ao prefeito Geninho, Gustavo Zanette (Guto, foto abaixo), do PSB: “Afinal, eu queria saber do jovem vereador o que ele está fazendo em prol dos estudantes, para resolver essa questão da União dos Estudantes Universitários, A UEUO?”

E o vereador ficou sem saber exatamente o que Zé das Pedras, como é conhecido o peemedebista, quis dizer.

Mas, a arapuca já tinha sido armada, e Zé foi mais rápido.

Ouça a Rádio Blog para saber mais e, quem sabe, ajudar a decifrar o acontecimento: foi mesmo uma arapuca para o ‘jovem vereador’ ou é uma pérola legislativa? Você decide.

Cadê a UEUO? Cadê o presidente? Cadê as contas?

A União dos Estudantes Universitários de Olímpia (UEUO) sumiu.

Deixou praticamente os estudantes na mão: não se resolve o impasse das contas que a entidade deve prestar à Prefeitura, pelo subsídio que recebe, trancando os subsídios futuros por força de lei, e nem o presidente dá as caras para se explicar ao prefeito Geninho Zuliani e aos próprios alunos que estão, literalmente, a ver…ônibus, já que a ajuda oficial é para isso mesmo: transporte para cidades vizinhas, como São José do Rio Preto.

O prefeito está amarrado. Por força de lei não pode continuar subsidiando a UEUO enquanto as questões levantadas pelo Tribunal de Contas do Estado não forem solucionadas. Continue lendo…