Guarani deixa de moer sua própria cana para salvar da chuva a dos fornecedores

Jaci, ao centro, com prefeitos Geninho Zuliani (à direita), Raphael Cazarine Filho, Dirceu Bertoco (dir.) e convidados
Jaci, ao centro, com prefeitos Geninho Zuliani (à direita), Raphael Cazarine Filho, Dirceu Bertoco (dir.) e convidados

O diretor-presidente da Açúcar Guarani, Jacyr Costa, entrevistado pelo Blog, revelou que este foi um ano de queda na produção devido às intensas chuvas durante o ano e que muita cana vai permanecer sem ser moída, ainda em pé. Detalhe: a empresa, segundo ele, moeu primeiro a cana dos fornecedores e, depois, a dela própria, assim a que vai sobrar é da empresa, minimizando ao máximo que o agricultor tenha prejuízos.

A cana que vai sobrar é da Guarani, diz presidente

“Estamos moendo quase a totalidade da cana dos fornecedores, a cana que está sendo sacrificada é da Açúcar Guarani”, disse Jacyr a este blogueiro. “Isso reforça a parceria e demonstra que vamos continuar estimulando os agricultores a não desistirem da produção de cana e, muito menos, da Açúcar Guarani, que continuem confiando na empresa”. A cana que ficará ‘em pé’ será moída na próxima safra, mas com rendimento bem menor, quase insignificante perto do que ela deveria render.

Ouça a entrevista de Jacyr Costa para Leonardo Concon na íntegra, inclusive falando da participação da Guarani:

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Bagaço de cana ‘salva’ Olímpia, Severínia e Catanduva de um ‘apagão’ maior

Ao contrário de boa parte do país, Catanduva, Olímpia e Severínia não tiveram apagão porque são abastecidas pela usina Cerradinho, que gera energia a partir do bagaço de cana. Em São José do Rio Preto, a energia também foi restabelecida de madrugada. Alívio para os moradores que sofreram muitos transtornos.

Uma pergunta que muita gente está se fazendo esta manhã é o que teria causado o blecaute que começou às 22h30 de ontem, terça-feira (10) e durou até cerca de 4h. A resposta ainda é um mistério. A causa deste apagão ainda é investigada pelo Ministério das Minas e Energia.

Já em Rio Preto, a situação foi bem diferente: a cidade ficou às escuras. Luzes, só mesmo dos carros. Em uma das principais avenidas, semáforos desligados e o trânsito ficou comprometido. Na rodoviária, mesmo sem energia, os ônibus não deixaram de circular.