Vacinação contra HPV em meninas de 9 a 13 anos não atinge a meta em Olímpia

Publicado em 30 de abril de 2015 às 13h56
Atualizado em 30 de abril de 2015 às 14h02

A vacinação do HPV ainda não atingiu a meta estipulada pelo Ministério da Saúde, que prevê um total de 80% das meninas vacinadas na faixa etária de 9 a 13 anos. Olímpia vacinou até o momento 67,89%. A vacina está disponível desde o início de março nas oito salas de vacinas espalhadas pela Estância Turística de Olímpia e em campanha de vacinação realizada nas escolas.

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Sobre a situação, a Secretária da Saúde de Olímpia, Silvia Forti Storti, ressalta que “a vacina é fundamental para a prevenção de infecções nas futuras gerações e que a faixa etária mais preocupante é a de meninas de 11 anos, na qual a cobertura está abaixo do esperado”. Na campanha do ano passado, Olímpia registrava a esta altura 95% das meninas nesta faixa etária vacinadas, 992 em um total de 1045.

A Chefe do Setor de Vigilância Epidemiológica, Aparecida Nicéia Mussolin, aponta que não tem prazo para encerrar esta primeira etapa de vacinação, já que as metas não foram alcançadas. “Precisamos que todas as meninas nesta faixa etária, e pais, se conscientizem da importância da vacina e procurem uma Unidade de Saúde para receber a primeira dose”.

Em caso de dúvidas, os moradores podem entrar em contato com a Secretaria Municipal da Saúde, pelo número 3279-2344. 

 

Sobre o HPV

O papilomavírus humano, o HPV, é uma doença sexualmente ativa com mais de cem tipos de vírus, dentre eles pelo menos 13 tem potencial para causar câncer, e estima-se que 50% da população sexualmente ativa já tenha sido infectada por algum tipo de HPV.

O HPV pode provocar verrugas na pele, nos lábios, na boca, na região anal, genital e da uretra. As lesões ocorridas nas regiões genitais podem apresentar alto risco para o infectado pelo vírus, já que são precursores de tumores malignos, especialmente câncer do colo do útero, principal alvo da campanha da vacinação, e do pênis.

O HPV, segundo dados, é “uma doença altamente infecciosa, até mais que o HIV. Para estar exposto aos vírus, não precisa necessariamente ter relação sexual com penetração. As pessoas virgens não estão necessariamente protegidas contra o HPV, pois ele pode ser transmitido por contato sexual, que envolve sexo oral e carícias”.

Mesmo o preservativo sendo uma proteção efetiva, pode ocorrer a transmissão até com o seu uso, já que o parceiro pode ter verrugas na área externa dos genitais e dos pelos pubianos transmitindo o vírus, pois estas regiões não são cobertas pelo preservativo. Porém é essencial o uso de preservativo, pois com a ausência dele as pessoas estão mais expostas ao HPV e outras DSTs.

O HPV pode ser eliminado espontaneamente, antes de ser identificado. Com o diagnóstico feito, o tratamento pode ser clínico, por meio de medicamentos ou cirúrgico, com a utilização de cauterizações, laser, cirurgias convencionais ou outros processos indicados.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, estima que 291 milhões de mulheres são portadoras de HPV no mundo, e no Brasil, cerca de 685 mil pessoas são infectadas por algum tipo do vírus a cada ano.

Desconfiado de algum sintoma de HPV ou outra DST procure imediatamente uma Unidade Básica de Saúde para a realização do diagnóstico.

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