Taxa de mortalidade infantil é bem menor do que no Estado e sob controle

Publicado em 29 de outubro de 2014 às 10h53
Atualizado em 29 de outubro de 2014 às 10h54

Blog do Orlando Costa — A taxa de mortalidade infantil em Olímpia (relação entre nascimentos e mortes de bebê no parto) tem oscilado, nos últimos seis anos, entre 5% a 7%, segundo informa o Serviço de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Olímpia. Este percentual fica bem abaixo daquele observado no Estado, que oscila entre 11,5% a 12%. Morreram em Olímpia nos últimos sete anos (2008-2014), 26 menores de um ano, o que corresponde a uma média de 3,7 mortes por ano.

silvia-forti

O que mais matou crianças recém-nascidas neste período foram as afecções em período neonatal – 16, sendo cinco esta ano, até agora. Causa externa de morbidade e mortalidade atingiu um só bebe, em 2013. Essa classificação é dada quando a responsabilidade não é exatamente de causas naturais. No caso deste bebe, houve a ocorrência de sequelas de uso de drogas pela mãe.

Em 2008 e 2010 ocorreram duas mortes por fator indeterminado. É quando há morte súbita do lactante, sem explicação, após um a dois meses de idade. Outros dois bebês morreram de doença infecto-parasitária, em 2010 e 2012. Complicações do aparelho respiratório fizeram duas vítimas, uma em 2012 outra este ano, enquanto três recém-nascidos foram vitimas de má formação congênita – em 2013 e este ano (2).

Desde 2007, Olímpia não tem nenhum registro de óbito relacionado à gravidez, parto e puerpério. Somente um caso foi registrado em 2010, mas foi consequência de fatores externos (acidente automobilístico) e não da falta de assistência.

MORTES
Na média morrem em Olímpia, por ano, por causas diversas, cerca de 250 pessoas, entre crianças e adultos. Por problemas no aparelho circulatório foram 577; neoplasias (tipos de cânceres), 347; do aparelho respiratório, foram 340 vítimas; de causas indeterminadas morreram 212; causas externas (acidentes automobilísticos, por exemplo) 154; doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas mataram 62 pessoas; aparelho digestivo fez 94 vítimas; de problemas no aparelho geniturinário morreram 49 pessoas.

Segundo tabela do Sistema de Informação de Mortalidade-SIM, as maiores causas de óbitos por causa determinada são as doenças do aparelho circulatório, neoplasias e doenças do aparelho respiratório, em consonância com os parâmetros nacionais de causas de óbito. A título de curiosidade, em 2013 morreram em Olímpia 40 crianças menores de um ano de vida.

Em Olímpia, nascem cerca de 620 pessoas, anualmente. Mais exatamente, nos últimos seis anos, nasceram na Santa Casa de Misericórdia de Olímpia, 5.070 bebês, contando Olímpia e os cinco municípios da Comarca. Computando só Olímpia, foram 3.683 nascimentos entre 2008 e 2013 (o levantamento de 2014 ainda não foi fechado).

Foi em 2012 que nasceram mais bebês em Olímpia – 692, e em 2008 que nasceram menos – 525. Incluindo Altair, Guaraci, Severínia, Cajobi e Embaúba, também nasceram mais crianças em 2012 – 915 e menos em 2009 – 765 partos. Por município, neste mesmo período, nasceram 135 crianças em Altair, sendo o maior número em 2008 e 2012 – 32 cada.

Em Cajobi foram 139, com destaque para os anos de 2008, 2009 e 2012, que tiveram 28 partos cada um. Guaraci, com seus 580 nascimentos em seis anos, é o segundo da lista. Destes, 140 nasceram em 2011 e 123 em 2008. Já 2012 registrou 100 partos. A cidade primeira da lista em partos na Santa Casa local é Severínia, registrando 973 procedimentos, dos quais 175 em 2012, mas 2010 não fica atrás, com 174 nascimentos.

Totalizando, de 2008 a 2013 estas cidades botaram no mundo via Santa Casa, respectivamente 341, 231, 274, 345, 335 e 303 crianças, totalizando 1.829 nascimentos no período, no microrregião.

Assunto(s):

Faça um comentário