Sem acordo, médicos cruzam os braços e promotor ameaça com intervenção nesta semana

Publicado em 22 de fevereiro de 2010 às 23h39
Atualizado em 24 de fevereiro de 2010 às 8h59

Pela quinta e última vez, o promotor Gilberto Ramos de Oliveira Júnior, dos Direitos Constitucionais do Cidadão do Fórum da Comarca de Olímpia, tentou evitar a greve de 32 médicos que fazem plantão de disponibilidade (à distância) na Santa Casa de Misericórdia, mas não foi desta vez.

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Hoje, às 17h, o promotor voltou a se reunir com o prefeito Geninho Zuliani (DEM), provedora Helena de Sousa Pereira, e representantes do CREMESP de Barretos, mas sem resultados.

Até que de R$ 37 mil conseguidos pela provedora, e mais os R$ 13 mil que o prefeito ofereceu, se chegou ao patamar exigido pelos médicos de R$ 50 mil, mas o que pegou foi o aval. Os médicos quiserem que o prefeito fosse avalista, e isso, legalmente, ele deixou claro que não poderia fazer.

Segundo relato da provedora, agora à noite, ao Blog, “sem acordo, o promotor desanimou, apesar de todos os esforços e boa vontade que vem empreendendo desde o começo dessa negociação, elaborou um Termo Circunstanciado (TC), fez todos assinarem, e disse que ainda nesta semana deverá pedir a intervenção judicial da Santa Casa pelo município. Aí vai ser o fim”.

Duas ambulâncias da Secretaria Municipal de Saúde já estão na porta do Pronto-Socorro para uma eventualidade de atendimento em hospitais da região, removendo os pacientes. Os médicos, mesmo paralisados, devem atender casos de urgência e emergência decretados pelo plantonista, que continuará atendendo normalmente no hospital, sob pena de serem processados e até terem os diplomas cassados, conforme disse um dos delegados do CREMESP ao Blog, no final da semana passada.

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3 comentários

  1. Luiz Augusto da Silva disse:

    Independente desta ou daquela questão
    seja qual for a condição, pelos médicos,
    tenho muita admiração. Desde quando criança,
    fase da ilusão, vejo a medicina muito mais que profissao. Mas sim! Verdadeira vocação.

    Senhores médicos, hoje com 61 anos, vejo que muitos sonhos da minha vida foram “frustados” pelo desequilíbrio social, pelo descaso e pela insensibilidade. Frustados está entre parênteses, pois ainda acredito nos meus semelhantes e um dia, quem sabe, encontre pessoas sensíveis e humanitárias para bem exercer a abnegação e assim, com apoio, realizá-los. Não é mesmo?

    Um pedido:

    Exerçam a profissão
    Alimentada pela vocação
    Para que eu não sofra
    Mais uma desilusão.

    Valorizem o cifrão.
    Mas, é nobre! Humanitário.
    Valorizar teu irmão.
    Continuem o plantão.

    Feflexão:

    Com dinheiro ou sem um tostão
    iremos todos, para baixo do chão.
    Aproveitemos .Com total satisfação.
    Levemos enquanto há vida. Caridade no coração.

    Doutores! Até o branco que usam simboliza a paz. O que querem mais! O que ficou para trás?
    Se esperaram até hoje. Por favor! Esperem um pouco mais.

    Na esperança de que meu pedido seja aceito, agradeço antecipadamente.

    Atenciosamente,

    Luiz Augusto da Silva – poeta

  2. Luiz Augusto da Silva disse:

    Meu amigo Leonardo, o pedido que faço com sinceridade, acredito que tocará fundo no coração dos nossos doutores.

    Caso contrário, infelizmente, concluirei que na “cardiologia da vida” os corações são feitos de pedra. Insensíveis! Espero, neste caso, ser contrariado.

    Ainda cheio de esperança e acreditando que nem tudo está perdido, despeço-me.

    Os sadios de hoje poderão ser os enfermos amanhã.

    O fruto colhido é produto do que plantou.

    Abraços do poeta olimpiense,

    Luiz Augusto da Silva.

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