REBELIÃO BRANCA: Médicos de Mirassol não querem ponto digital de presença e deixam de atender surto de conjuntivite

Um impasse entre prefeitura e comunidade médica pode deixar a população de Mirassol sem atendimento básico no momento em que a cidade vive um surto de conjuntivite.

De acordo com dados oficiais, sete médicos pediram demissão na última terça (22) em protesto por causa da obrigatoriedade do uso do cartão de ponto digital de presença.

 

Os profissionais da área protestam também por causa dos salários, considerados baixos pela categoria. Na cidade, os médicos ganham R$ 1,1 mil mensais por 4 horas diárias de atendimento em unidades públicas de saúde.

Todas as unidades de saúde de Mirassol fecharam na última sexta-feira (18) por volta das 16h.

Segundo o Setor de Vigilância Epidemiológica da cidade, a medida foi necessária para uma limpeza e desinfecção, que atenderia orientação da Secretária de Saúde  do Estado por causa do surto de conjuntivite.

Mirassol registrou nos últimos quinze dias 250 casos de infecção pela doença. Esses  pacientes  já receberam atendimento no pronto-socorro. A cidade tem 53,8 mil habitantes.

ESTOPIM

O impasse entre médicos e prefeitura começou no início do mês, quando o prefeito José Ricci Junior (PDT) mandou instalar o cartão de ponto digital.

Com o equipamento, o profissional registra o horário de trabalho com um toque do polegar em um sensor.

De acordo com portaria do Ministério do Trabalho, a verificação digital só será obrigatória a partir de setembro, mas em Mirassol, a medida foi adiantada pela prefeitura.

SEM CONSELHO

A indefinição ocorre justamente enquanto o Conselho de Saúde da cidade está oficialmente inoperante. Isso acontece porque o mandato dos membros do conselho  terminou no final de 2010.

A eleição  de um novo conselho só poderá ser determinada por meio de decreto assinado pelo prefeito José Ricci Júnior.

O prefeito informou que vai contratar em regime emergencial outros médicos para substituir os que se demitiram.

PORTARIA

Criada em agosto de 2009, a portaria 1.510 do Ministério do Trabalho que obriga profissionais da saúde que trabalham em estabelecimentos públicos a registrar as horas trabalhadas.

No artigo segundo, prevê que o equipamento deve “registrar fielmente as marcações efetuadas, não sendo permitida qualquer ação que desvirtue os fins legais a que se destina”.

Os médicos afirmam, que a prática da profissão impossibilita o registro fiel dos horários de saída e entrada, como, por exemplo, quando o médico está no centro cirúrgico e não pode deixar o local para registrar a presença. (Informações Bom Dia e filme TV Globo)

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6 comentários em “REBELIÃO BRANCA: Médicos de Mirassol não querem ponto digital de presença e deixam de atender surto de conjuntivite”

  1. Isto é uma vergonha, qual a diferença dos medicos da rede publica em relação aos demais funcionarios, só porque se vestem de branco e possuem fazendas não querem picar cartao como funcionario comum. Se o salario é baixo peçam demissão ou peçam aumento. Precisava criar mais faculdades de medicina para não ficarmos na mão de meia duzia.

  2. Ola meu caro colega Roberto, vim só te dar uma dica de leitura, pra voce conhcer um pouc do que foi a ”vida de estudante” desses medicos. Leia ”Nada dura pra sempre”.
    Boa leitura !

  3. Caro Roberto. Sou médico. Sou a favor da livre opinião em todos os meios de comunicação. Opiniões como a sua são de extrema importância, pois refletem a ignorância da sociedade em relação á saúde pública não somente em Mirassol, mas em todo o Brasil. Profissionais extremamente mal remunerados ( como você pode exigir qualidade com remuneração profissional tão miséravel ? ), postos de saúde sucateados. Atualize-se e médicos em sua maioria não possuem fazendas ( a remuneração oferecida não permite isso).

  4. deixa eu entrar nessa conversa..
    cesar imagino que vc nao trabalhe em mirassol..nao sei qual o salario de um medico.
    mais voces medicos nao pode deixar a populaçao na mao .. entao se nao receber ou ser mau pago nao trabalha.. ??

    vcs nao sabe vestir a camisa..
    ja trabalhei varrendo chao ,lavando banheiro,de uma auto peças e hj graças a deus sou vendedor.

    se nao esta feliz com salario pede demiçao ou arruma outro serviço..
    nao deixar a populaçao na mao.

    ainda mais na hora que esta tendo uma epidemia de conjuntivite na cidade.. pronto socorro lotado !!!

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