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Plano de Saúde em Rio Preto não é o paraíso. Usuários sofrem e recorrem ao SUS

G1 — Quem paga plano de saúde reclama da dificuldade de marcar uma consulta ou exame. Na lista de reclamações do Procon, os planos de saúde aparecem em sexto lugar. Sem resolver o problema, muitos pacientes acabam pagando consulta ou recorrem ao SUS.

No ano passado a Agência Nacional de Saúde recebeu 75 mil reclamações de usuários. Ao todo, 48 milhões de pessoas pagam planos de saúde em todo o país, mas na hora de usar, haja paciência.

Uma resolução publicada em dezembro de 2011 estabelece um tempo máximo para marcação de exames, consultas e cirurgias. O prazo para uma consulta com um cardiologista, pediatra ou obstetra, por exemplo, não pode passar de sete dias. Os planos que descumprirem as normas, além de serem suspensos, são sujeitos a multas que podem chegar até R$ 100 mil.

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De acordo com o Procon de São José do Rio Preto, de janeiro até agora, foram registradas 47 reclamações contra convênios médicos na cidade. No mesmo período de 2012, foram 80 registros. “Primeiro, o plano tem de responder por escrito porque não marcou consulta e oferecer outro profissional da mesma área para ser atendido. Aí vai da pessoa esperar seu médico ou ser atendido por outro médico da mesma especialidade”, afirma Alcides Zanirato, diretor do Procon.

De acordo com uma pesquisa da Associação Paulista de Medicina, três em cada dez pessoas que tem plano de saúde no Estado de São Paulo recorreram ao SUS ou tiveram que pagar do próprio bolso para receber os cuidados médicos necessários. As principais reclamações são o atendimento em emergências e a demora na marcação de consultas e exames.

O comerciante Anísio Peloni Júnior tentou por mais de um ano fazer uma cirurgia no pé pelo convênio, cansado de esperar teve recorrer ao SUS. “Só tinha lugar para 40 dias e não poderia esperar por causa da infecção, eu ia perder o pé, foi por isso que eu fui procurar o SUS e com 25 dias já estava com meu problema resolvido”, diz Anísio.

A Agência Nacional de Saúde estabelece prazos para consultas e exames. É importante os usuários de planos de saúde saberem seus direitos para poder reclamar depois no Procon. Pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia o prazo máximo de 7 dias para agendar uma consulta e demais especialidades médicas, o prazo máximo é de 14 dias. Fonoaudiólogo, nutricionista, psicólogo, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta devem atender em até 10 dias e diagnóstico em laboratório de análises clínicas: 3 dias.  O atendimento em hospital tem 10 dias para agendar consulta e internação eletiva, o prazo máximo de 21 dias. Em caso de urgência e emergência o atendimento deve ser imediato.

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