Olímpia está fora da rota da dengue por enquanto, mas é preciso manter prevenção

Publicado em 11 de fevereiro de 2015 às 9h55
Atualizado em 11 de fevereiro de 2015 às 9h55

“A situação em Olímpia com relação aos casos de Dengue está bem controlada”, segundo informou na manhã desta terça-feira (10) a enfermeira-diretora da Divisão de Vigilância em Saúde Maria Carolina Mirândola. “Mas, a população tem de continuar vigilante para evitar que o município seja alvo de epidemia da doença, como vem acontecendo na macrorregião, com milhares de casos confirmados e cerca de vinte mortos”, acrescentou a profissional.

Até o momento foram registrados oito casos positivos, sendo quatro autóctones (da própria localidade), dois de Severínia notificados na rede pública local, e um de Tabapuã, também notificado aqui. Houve o caso de um olimpiense que contraiu a doença em Belo Horizonte (MG), que também foi notificada em Olímpia. No total foram até agora 19 notificações, com oito delas aguardando resultado do Instituto Adolfo Lutz. Três notificações tiveram resultado negativo.

Com relação aos casos positivos, o Setor de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde está realizando trabalho de nebulização e bloqueio nas regiões onde eles foram detectados, curiosamente em áreas mais centrais, como Santa Rita, Jardim Glória e o próprio centro. “Há um trabalho de intensificação da atenção nos locais de onde vêm as notificações”, reforça a enfermeira-diretora Maria Carolina. Ela garante, porém, que “a situação está bem controlada”.

Maria Carolina pede no entanto para que a população não se descuide. “Ter consciência da situação e do perigo que a dengue representa é fundamental”. E orienta para as ações de praxe: não deixar pneus velhos com água, garrafas com a boca para cima, bebedouro de cães com água acumulada, vasos com água no fundo e outros recipientes que possam acumular água da chuva, exemplo de tampinhas de garrafas.

Além disso, ela pede a colaboração do cidadão no sentido de que, aqueles casos de dengue que forem notificados na rede privada, sejam comunicados à Saúde Pública.

“A população tem que estar consciente de que fazer esta comunicação é fundamental para que possamos realizar as ações de bloqueio e nebulização”, reforça a diretora. De acordo com Maria Carolina, nem todos os médicos da rede privada tem feito a comunicação. E lembra que a maioria dos casos registrados até agora veio da rede privada. “Ou são alguns médicos que nos comunicam ou o laboratório”. Diretamente do cidadão, até agora, nenhum comunicado.

O caso de Belo Horizonte foi diagnosticado na rede particular. Somente os três casos de Severínia e Tabapuã foram notificados na rede pública local. Por outro lado, o quadro de doentes locais vem mostrar que eles não estão nos bairros mais afastados, nem são pacientes do SUS em maioria. “Não é o morador do bairro a vítima maior desta vez, pelo menos por enquanto”, relata a diretora. Estes bairros, segundo ela, não têm casos registrados.

O trabalho de nebulização e bloqueio no momento está sendo feito de forma mais localizada, porque o número de notificações ainda é bem pequeno. “Estamos em uma situação confortável, mas em virtude da região estar em situação crítica, estamos preparados para qualquer emergência”, tranquiliza.

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