Oficina busca esclarecer dúvidas sobre atendimento e procedimento psiquiátrico

Publicado em 12 de março de 2015 às 14h02
Atualizado em 12 de março de 2015 às 14h02

O Núcleo de Educação Permanente e Humanização-NEPH, em parceria com o Programa de Atenção Básica-PAB e o Ambulatório de Saúde Mental, realizam em Olímpia e distritos de Ribeiro dos Santos e Baguaçu, a Oficina Matriciamento da Saúde Mental na Atenção Básica, ministrada pelo psiquiatra do Centro de Saúde II, Victor de Biase.

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A oficina procura esclarecer dúvidas dos médicos generalistas e colaboradores da Saúde a respeito de psiquiatria e promover a discussão para condutas e acompanhamento dos pacientes psiquiátricos no Sistema Único de Saúde-SUS. A medida tem como objetivo garantir aos pacientes maior praticidade e eficiência no atendimento de casos leves e remissões.

No dia 10 de março, foi realizada a primeira oficina, na Unidade Básica de Saúde-UBS Dr. Custódio Ribeiro de Carvalho, em Ribeiro dos Santos. Na abertura da oficina, a chefe do Setor de Educação Permanente, Cristina Kiill apresentou a Rede de Atendimento Psicossocial, RAPS e os seus componentes, a Atenção Básica em Saúde, a Atenção Psicossocial Estratégica, a Atenção de Urgência e Emergência, a Atenção Residencial de Caráter Transitório, a Atenção Hospitalar, as Estratégias de Desinstitucionalização e as Estratégias de Reabilitação Psicossocial.

O psiquiatra Victor de Biase aponta que a intenção deste encontro é elaborar um simpósio para a Educação Continuada em médicos da Atenção Básica, a fim de capacitá-los melhor para lidar com pacientes psiquiátricos. “Aprender as técnicas básicas para trabalhar com alguns pacientes-problema”, diz. “O importante é sair daqui sabendo lidar melhor com este tipo de paciente que é um caso delicado e precisa de algumas habilidades especificas”, observa De Biase.

O simpósio é esquematizado em pontos de interesse e foram estabelecidos conforme a carência no atendimento no Centro de Saúde II, explica o psiquiatra. Os pontos abordam a alta psiquiatra, o manejo da psicofobia (Preconceito contra os portadores de transtornos e deficiência mentais), a condução de pacientes-problema e psiquiatria de ligação, detecção e manejo de quadros psiquiátricos, como proceder em emergência psiquiátrica, condições atuais da saúde mental em Olímpia e um estabelecimento de linhas guias para o acompanhamento de pacientes psiquiátricos no município nos diferentes níveis de complexidade.

“A gente tenta alcançar os pontos básicos que precisamos para termos a certeza de que o médico da Atenção Básica conseguirá atender estes pacientes sem ter nenhum constrangimento, nem por ele, nem por parte do paciente”, explica Victor.

O conteúdo dos pontos abordados trazem aspectos no tratamento de manutenção e prevenção de recaídas dos pacientes, orientações a pacientes e familiares, como lidar com os casos comuns de doenças psiquiátricas. Além disso, abordam métodos de avaliação psiquiátricos na Atenção Básica, explicações sobre o fluxo de atendimento em emergências psiquiátricas e orientações sobre comportamento e discussões sobre as possibilidades e limitações da prática de saúde mental do município.

“Visa exatamente termos uma noção de como estão os preparos desses profissionais que estão nessas regiões, o que eles esperam. Eu quero um feedback para conseguirmos organizar políticas para não deixar ninguém desamparado”, ressalta o médico.

“Não é o tipo de coisa que você decora tabelas, você precisa de um pouco mais de contato com o paciente e um pouco mais de sensibilidade para conseguir fazer isso”, finaliza o psiquiatra.

Nesta quinta-feira, 12, a Oficina será realizada, novamente, em Ribeiro dos Santos, na UBS, às 14h30. No dia 17, o encontro será no distrito de Baguaçu, na Unidade Básica de Saúde Dr. Gilberto Vicente Mora, também no mesmo horário. Os dias e locais para a realização das oficinas em Olímpia ainda não foram definidos.

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