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Médica cubana é a primeira da região do programa Mais Médicos

A médica cubana Yolaysi Comendador Zamora se apresenta nesta sexta-feira, 14, em Olímpia, onde vai atuar em uma das quatro unidades básicas de saúde da família da cidade. Custeada pelo programa Mais Médicos, do governo federal, ela é a primeira cubana a atuar na região, mas Tanabi havia recebido um profissional, que é brasileiro.

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De acordo com a secretária de Saúde de Olímpia, Silvia Forti Storti, foram feitas duas solicitações de profissionais, porém, até o momento, só um pedido foi aceito. A cubana irá atuar internamente na Secretaria de Saúde, onde deve passar por um período de adaptação e conhecimento da rede municipal. Só depois desse estágio ela será encaminhada para uma das quatro UBSFs.

A médica cubana irá receber R$ 10.482, mas não vai colocar esse total no bolso. O valor que é pago pelo governo brasileiro para a Organização Panamericana de Saúde (Opas), que repassa o dinheiro para o governo de Cuba. É o governo cubano que faz o pagamento para os médicos do país. Os profissionais têm direito a US$ 600 imediatamente e mais U$ 845 após um mês, totalizando US$ 1.245 (R$ 2.333).

As cidades contempladas com o programa são responsáveis pela concessão da moradia, alimentação e deslocamento do profissional. A moradia pode ser disponibilizada pelo aluguel de um imóvel ou acomodação em hotel ou pousada, bem como pela concessão de auxílio financeiro no valor mínimo de R$ 500 e máximo de R$ 2,5 mil para que o próprio profissional providencie a moradia. A alimentação também poder ser concedida diretamente ou por meio de auxílio financeiro, com valores variando entre R$ 500 e R$ 700.

Os médicos devem cumprir a carga horária do programa, que é de 32 horas de ações de capacitação na realização de atendimento na atenção básica e 8 horas de ações de capacitação na realização de atividades acadêmicas. De acordo com a secretária de saúde de Olímpia, o município fez a opção pelo programa, devido a falta de adesão dos candidatos nos concursos públicos para médicos no município e pela facilidade que o programa traz, garantindo o médico durante o período de três anos no município.

Rio Preto

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Rio Preto informou que o médico que vai atuar no município só deve chegar depois do dia 20 de março, quando o nome dele deverá ser publicado em portaria do Ministério da Saúde, no Diário Oficial da União. A Secretaria de Saúde havia solicitado 30 médicos ao governo federal, no início do programa, no meio do ano passado.

Atualmente, em todo o país, 6.658 profissionais estão atuando pelo programa em 2.166 cidades e 28 distritos indígenas. A meta do governo é atender 13 mil solicitações até o fim de março. Um médico de Mirassol deve chegar somente em abril. Ele é brasileiro e atualmente reside em Rio Preto. A assessoria de imprensa do município, no entanto, disse não ter conhecimento ainda do nome e nem em qual unidade o profissional deve atuar.

 

Médico veio de Manaus para Tanabi
O primeiro profissional do Programa Mais Médicos a atuar na região. José Adalberto Soares Bonfim, 64 anos, está trabalhando em Tanabi. Bonfim é brasileiro e tanabiense, mas veio de Manaus-AM. Ginecologista, obstetra, médico da família e do trabalho, Bonfim atua como clínico geral em uma das seis Unidades Básicas de Saúde existentes na cidade e em equipes da Saúde da Família.

Bonfim se formou em medicina, há 40 anos, pela Universidade Federal do Amazonas. Ele era professor da universidade e também atuava como médico na rede pública de Manaus. Para o médico, o fato de conhecer de perto as necessidades do município contribuirá no trabalho que ele vai desenvolver. O médico receberá R$ 10 mil durante três anos, que serão pagos com verba do governo federal. O contratado pode ser renovado por mais três anos. O auxílio moradia, alimentação e transportes serão financiados integralmente pela Prefeitura da cidade.

Fonte: Diarioweb

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