Entre a Pose e a Autoestima

Publicado em 27 de dezembro de 2013 às 13h55
Atualizado em 27 de dezembro de 2013 às 13h56

* Por Karina Younan — As pessoas confundem autoestima com supervalorização pessoal, o tempo todo. A palavra estima compreende: sentir respeito, afeto, admiração. Se desenvolvermos estes sentimentos por nós, teremos o sentimento de que somos importantes, desejo de nos cuidarmos, confiança em nossa capacidade de realização, segurança pessoal, apreço pela nossa pessoa!

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Discordo de alta ou baixa autoestima, respeito é um sentimento único, uma conjunção de fatores. Não existe o meio respeito como não existe meia gravidez. Então, ou você desenvolveu nesta vida, em alguns sentidos, respeito, consideração e valor por si – ou talvez ainda precise desenvolver. E existe este caminho.

É bastante importante realmente, e desafiador, perceber que temos valor. Um impulso para a realização.

O que garante a estima por si? São alguns fatores fundamentais, sendo um deles, superar dificuldades e conseguir desempenhar alguma atividade reconhecidamente admirável. Não tem nada a ver com se sentir o bacana, melhor que os outros, pronto pra tudo.

A chance de alguém que se sente capaz buscar atalhos para o trabalho e se estrepar, é enorme. Conhecimento técnico exige treino, esforço e persistência. Aprender exige muito AINDA NÃO SEI COMO SE FAZ.

Cuidado se você adora ouvir seu filho repetir o chavão infantil “eu sou o máximo” cada vez que ele executa uma pequena tarefa. Existe pressa em garantir a autoestima nas crianças, antes de estimular e desenvolver o esforço ao trabalho.

Nunca é fácil ser… esforço dói e cansa. Se você acha que você já é muito, por que o faria? Repousado neste salto imaginário, só reforçado por pais ou parentes afoitos e carentes, o desenvolvimento de habilidades fica comprometido. A criança não tem motivação, angústia ou gana.

O que deveria ser confiança se torna pose. Tem coisa mais cansativa que conversar com alguém que faz propaganda de si, ininterruptamente, logo após serem apresentados? Escolado em marketing pessoal, ou prepotência, quem se acha nunca é. Ou é, mas duvidou tanto que poderia ser que não cansa de se exaltar. Chato de doer.

Na praça: Se outro fez, você também pode fazer! O impossível não existe! Se você quiser você consegue! Bla-bla-bla.

Claro que se uma pessoa fez você também pode fazer, mas vai ter que se esforçar como ela o fez, avaliar as condições, se preparar para fazê-lo. Organizar sua vida em torno deste objetivo!

Agimos de acordo com nosso pensamento, e ele deve ser regulado com observação, avaliação e reavaliação. Em geral somos muito importantes para alguns, relativamente importantes socialmente e irrelevantes para quem está do outro lado do planeta. É uma questão de distância pessoal, não física.

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Se você se considera mais que os outros, é necessário que seu desempenho seja maior para dar lastro a este pensamento. Se se considera menos, deve avaliar se desenvolveu realmente menos capacidade ou é um impedimento no plano do pensamento. E entender que toda inferioridade tem correção, seja física, material ou emocional.

* Karina Younan é Psicóloga e docente de Pós-Graduação da Faculdade de Medicina de Rio Preto (FAMERP), e colaboradora do Diário de Olímpia.Com

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