Conheça a Rede de Atenção Básica de Saúde de Olímpia e as soluções que oferece ao usuário

Publicado em 24 de abril de 2015 às 10h12
Atualizado em 24 de abril de 2015 às 10h19

A Rede de Atenção Básica em Saúde e o Setor de Educação Permanente e Humanização na Secretaria de Saúde de Olímpia estão entrelaçados.

A Rede de Atenção Básica se compõe vários outros programas, como a Rede Cegonha, a Rede de Acessibilidade, o Programa de Saúde da Criança, Saúde da Mulher, Saúde do Homem, Saúde do Adolescente, Saúde do Idoso, Saúde do Hipertenso e Diabético, Programa Bolsa Família, Programa de Saúde na Escola, enfim, é o que dá suporte aos demais níveis de Assistência à Saúde.

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A Atenção Básica, atendendo ao mais simples problema ou promovendo e prevenindo os problemas de saúde que, se não previstos ou tratados a tempo podem se complicar, se torna uma área de grande complexidade. “É a área de maior dimensão da Rede, incluindo todas as Unidades Básicas de Saúde e Estratégia de Saúde da Família”, explica Rosa Maria de Carvalho, Diretora da Rede de Atenção Básica.

As ações vão da simples consulta médica, da receita do medicamento e do tratamento de baixa complexidade, como uma gripe, infecção ou hipertensão arterial, do curativo, da aplicação de vacinas, a exames de teste do pezinho, inalações e visitas domiciliares nas famílias por Agente Comunitário de Saúde, Enfermeiro, Técnico em Enfermagem e Médico Generalista.

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O que não pode ser resolvido nesse nível de Atenção, por meio da Rede, por protocolos clínicos o cliente continuará tratando por encaminhamentos para exames específicos como cardiológicos, de imagem (RX, USG) eletroencefalograma, eletroneuromiografia e atendimentos nas diferentes  especialidades no Ambulatório de Referência e Especialidades-ARE, que estão no nível médio de Atenção ou através da Central de Regulação, na Secretaria de Saúde, para chegar ao nível da Alta Complexidade, como no Ambulatório Médico de Especialidades, em Barretos, o HC de Ribeirão Preto, o Centrinho de Bauru, hospitais especializados, como o Hospital do Câncer de Barretos, o HB de São José do Rio Preto, ou em São Paulo com o Dante Pazanezze e o HC. O caminho fará normalmente com que o paciente entre pela porta da Atenção Básica, ou seja, nas UBS’s ou UBSF’s.

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A entrada na Rede de Atenção Básica se dá pela procura do paciente, onde normalmente 60% do atendimento é realizado por agendamento e 40% por demanda espontânea. O que caracteriza atendimento de urgência ou emergência – acidentes, infarto ou qualquer outro mal súbito, a porta de entrada deverá ser a Unidade de Pronto Atendimento-UPA, que é um nível intermediário entre a Atenção Básica e a Rede Hospitalar.

O município conta com quatro Unidades Básicas de Saúde-UBS’s e quatro Unidades Básicas de Saúde da Família-UBSF’s. No caso, Valter Stuk, no CDHU “Augusto Zangirolami”, nos distritos de Ribeiro dos Santos e Baguaçu, e Unidade do Jardim São José, que conta com duas equipes.

Os outros quatro postos possuem atendimento básico de consultas com clínico geral, ginecologista e obstetra, pediatra, odontólogos, fonoaudióloga, psicóloga, nutricionista, assistente social e enfermeiro, nas Cohabs I e II, Jardim Santa Ifigênia, Jardim Campo Belo e Centro de Saúde (“Postão”).

Conjuntamente a toda a rede existe na estrutura da Secretaria da Saúde de Olímpia o Setor  de Educação Permanente e Humanização , que permeia todo o processo de trabalho, na rotina, uma vez por semana, nas equipes de Estratégia da Saúde da Família-ESF.

Há uma reunião de Educação Permanente, onde são discutidos o processo de trabalho, doenças passíveis de ação e controle como dengue, diarreias, tuberculose, gripe, verificação da carteira de vacinas das crianças, das gestantes e o pré-natal, enfim para a orientação do ACS que são os orientadores nas famílias da área em que cada um é o cuidador, que se tornam a ponte entre os problemas de saúde das pessoas e o acolhimento e para que a equipe da Unidade possa conhecer melhor e trata-los.

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“Na equipe também é feito um calendário de planejamento mensal para os assuntos a serem tratados, e em cada encontro é construído o plano de ação conforme a situação e a prioridade do momento. Nestes encontros, cada um dá sua contribuição”, explica a Diretora.

“Há também reuniões rápidas todas as manhãs. O Agente apresenta o problema detectado e decide qual cliente principal precisa visitar naquele dia. Todas as famílias da área são cadastradas e recebem uma visita mensal do agente e uma revisita, se for preciso, de outro profissional da equipe. Ao final do mês fazem uma reunião mensal para fechar o diagnóstico do mês. Apurar o que deu certo, o que não deu, porque não deu e rever aquela ação”, prossegue Rosa Carvalho.

Também estão sendo feitas as Oficinas de Matriciamento entre a Especialidade e a Equipe de cada ESF, com a Saúde Mental, onde são apresentados os tipos de problemas daquela especialidade e a forma de referência e contra referência durante o tratamento de cada patologia. “Portanto, a Educação Permanente faz parte do processo de trabalho”, finaliza a Diretora Rosa Maria de Carvalho.

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