Prefeito de Guaraci se reúne com famílias do MST que serão assentadas em duas fazendas

Publicado em 24 de setembro de 2015 às 11h17
Atualizado em 24 de setembro de 2015 às 11h18

O prefeito Renato Azeda, de Guaraci, e o seu diretor Administração, Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Carlos Henrique de Almeida, receberam os coordenadores do Movimento dos Sem-Terra (MST), no gabinete, anteontem, terça (22).

Em breve, eles estarão assentados nas fazendas São José e Santo Antonio da Bela Vista. Essas duas áreas são reivindicadas desde 2009, quando foram declaradas improdutivas.

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Os Sem-Terra instalaram-se nas margens da fazenda, na vicinal Farid Nicolau Mauad, que dá acesso Altair e a Usina Vertente, primeiramente em 2010, acampamento que foi desmontado por ordem judicial, já que oferecia riscos para os acampados e usuários da rodovia.

Desde então, grupos se revezam na vigília à área, e recentemente foram comunicados da decisão da justiça de dar posse da fazenda às famílias.

No local devem ser assentadas pelo menos cem famílias, e como 75% da área ficam no município de Guaraci, os sem-terra foram reivindicar melhorias no transporte escolar, com reparos na estrada que entra para o assentamento, e a visita dos agentes da Saúde da Família, para o acompanhamento da saúde de alguns assentados que tem doenças crônicas.

O prefeito Renato Azeda disse que vai tomar todas as providencias possíveis para facilitar o deslocamento dos estudantes e que vai acionar a Saúde, pra incluir a área das fazendas dentro do programa de visita dos Agentes Comunitários de Saúde, para cadastramento das famílias.

“Os assentados são os novos munícipes de Guaraci, que aqui vão viver e tem todos os direitos que tem os nossos moradores. Esta é mais uma área habitada e o bem estar dessas famílias também é nossa responsabilidade e apesar das dificuldades financeiras que passamos nesse momento, faremos o possível para atender essa nova comunidade”, disse o prefeito Renato Azeda.

As fazendas São José e Santo Antonio da Bela Vista somam mais de 1.300 hectares e cada uma das famílias assentadas deve ficar com aproximadamente 10 hectares, já descontada a área de preservação permanente do local.

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