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‘Estadão’ publica opinião de Sílvio Salata a respeito dos cartazes falsos em SP

O advogado olimpiense Luiz Sílvio Moreira Salata, com banca na capital paulista com os seus filhos Maria Sílvia e Luiz Ricardo, sempre é procurado pela mídia nacional para opinar em assuntos delicados, envolvendo área jurídica, especialmente a político-partidária. Desta vez, foi a vez do jornal O Estado de S.Paulo, edição de anteontem, sexta-feira (15), procurar o especialista em Direito Político-Eleitoral a questão de propaganda falsa de autoria da ONG Greenpeace, envolvendo os candidatos Dilma Rousseff (para a Presidência da República, PT) e Geraldo Alckmin (para o governo paulista, PSDB).

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A reportagem, assinada por Ricardo Chapola e Valmar Hupsel Filho, é a seguinte:

É do Greenpeace, ONG conhecida por ações midiáticas de defesa do meio ambiente, a autoria dos cerca de 100 cartazes espalhados por pontos de ônibus da cidade de São Paulo em que a presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) parecem juntos. Candidatos à reeleição, Dilma e Alckmin são filiados a partidos adversários no plano nacional e estadual.

A peça estampa as logomarcas dos governos federal e estadual e dá a entender que, tanto a presidente quanto o governador, são responsáveis por dobrar a extensão das linhas de metrô em São Paulo até o fim de 2014. “A espera acabou. Até o final de 2014 a extensão do metrô de São Paulo vai dobrar”, diz o texto disposto acima das fotos de Alckmin e Dilma, conforme mostrou ontem o jornal Folha de S. Paulo.

Os cartazes foram espalhados por 100 pontos de ônibus das regiões da Avenida Paulista, do Ibirapuera e na Vila Madalena.

O advogado Silvio Salata,consultor da comissão nacional de Direito Eleitoral da OAB, disse que a ONG pode ser alvo de inquérito policial porque cometeu diversos delitos, como falsidade ideológica e propaganda eleitoral irregular.

“O autor colocou uma coisa absolutamente falsa, com amara dos governos e juntou dois candidatos que estão em polos opostos”, disse.

A campanha de Alckmin afirmou que vai processar os autores dos cartazes. Pela legislação eleitoral brasileira, candidatos à reeleição não podem ter suas imagens vinculadas a propagandas institucionais.

ESTADAO

PROTESTO

A ação, classificada pela coordenadora da campanha de transportes do Greenpeace, Bárbara Rubim,de “intervenção urbana”, consistiu na colocação dos cartazes de protesto por cima dos originais, de publicidade paga. “A ideia era gerar estranhamento mesmo”,
disse. Ela nega que a ONG tenha cometido crime eleitoral, mas assume que o anúncio é falso.

Segundo ela, trata-se de um protesto pelo não cumprimento de promessas feitas durante a campanha passada. “Faz-se de tudo para conseguir os votos dos eleitores e, depois da sornas, as ideias são abandonadas”, disse. Ela ironizou o fato de o governo estadual negar a autoria dos cartazes, mas não citar a promessa não cumprida.

A concepção dos cartazes é de autoria da própria ONG. Não houve, segundo Bárbara, contratação da Ótima, concessionária que administra publicidade nos os pontos de ônibus em São Paulo.

A empresa não autorizou seus clientes a divulgar o conteúdo.

Um comentário em “‘Estadão’ publica opinião de Sílvio Salata a respeito dos cartazes falsos em SP”

  1. Deveriam também indiciar estes políticos pelas diversas propagandas enganosas que fizeram durante suas últimas campanhas eleitorais. Prometeu? Tem que cumprir!! Se não conseguir? Deve prestar contas comprovando ao povo o porque não fez o prometido.

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