Dilma Rousseff é a primeira mulher reeleita para a Presidência

Publicado em 26 de outubro de 2014 às 17h18
Atualizado em 26 de outubro de 2014 às 20h07

Mais de 142 milhões de brasileiros decidiram neste domingo (26) que o Brasil será governado entre 2015 e 2018 por Dilma Rousseff (PT), reeleita para um segundo mandato. Aos 98% de apuração, o TSE registra mais de 51 milhões de votos contra pouco mais de 48 milhões de Aécio Neves.

Neste segundo turno, em Olímpia, foram 28.876 votos nominais (95,34%). Brancos, 519 (1,71%) e Nulos 892 votos (2,95%).

REGIÃO DÁ O VOTO PARA AÉCIO

Se dependesse de Olímpia, e das cinco cidades da Comarca – Altair, Cajobi, Embaúba, Guaraci e Severínia – o senador Aécio Neves seria o próximo Presidente da República desde o primeiro turno. Naquele turno, Em Olímpia, obteve 58,27% dos votos válidos; em Altair, 45,53%, Cajobi, 54,68%; Embaúba, 63,27% e, Guaraci, com 46,45%.

A preferência se repetiu na cidade-sede e em toda a comarca. Aécio venceu em Olímpia com 19.550 votos contra 9.326 de Dilma (67,70%). Em Altair, Aécio venceu com 1.176 votos contra 952 de Dilma (55,26%). Em Cajobi, Aécio venceu com 3.885 votos contra 2.073 de Dilma (65,03%). Em Embaúba, Aécio obteve 1.364 votos contra os 512 de Dilma (72,71%). Em Guaraci, Aécio venceu com 3.056 votos contra 2.793 de Dilma (47,75%). Em Severínia, Aécio obteve 6.737 votos contra os 2.787 votos de Dilma (70,74%).

OS CANDIDATOS

A atual presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) possuem carreiras políticas com trajetórias distintas. Enquanto Dilma iniciou sua vida política no auge da luta contra a ditadura militar, nas décadas de 1960 e 1970, Aécio entrou na política pelas mãos do avô, Tancredo Neves, durante o período final do governo militar, conhecido como redemocratização brasileira.

QUEM É DILMA

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Nascida em Belo Horizonte em 1947, Dilma atuou em grupos de contestação à Ditadura Militar antes dos 20 anos. Primeiro foi na Polop (Organização Revolucionária Marxista – Política Operária) e, em seguida, na Colina (Comando de Libertação Nacional), que era adepto à luta armada.

Na Ditadura, Dilma adota os codinomes Estela, Patrícia, Luiza e Wanda para se disfarçar. Em 1970, ela é presa e condenada por “subversão” a seis anos de prisão. Passa quase três anos na cadeia, de 1970 a 1972, no presídio Tiradentes, em São Paulo, onde foi torturada.

Após sair da cadeia, Dilma se estabelece em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde retoma o curso de economia, interrompido em BH — forma-se pela UFRGS (Universidade Federa do Rio Grande do Sul).

Depois de dois mandatos como presidente, Lula indica Dilma como sua sucessora ao Palácio do Planalto, em 2010.

Em 31 de outubro daquele ano, após disputar e vencer o segundo turno das eleições contra o então candidato do PSDB, José Serra, Dilma Rousseff é eleita a primeira mulher presidente da República com quase 56 milhões de votos após disputar e vencer o segundo turno das eleições contra o então candidato do PSDB, José Serra, Dilma Rousseff é eleita a primeira mulher presidente da República com quase 56 milhões de votos.

Em 1980, ajuda a fundar o PDT e inicia de vez sua carreira pública. Entre 1985 e 1988, exerce o cargo de secretária municipal da Fazenda de Porto Alegre, na gestão de Alceu Collares, seu primeiro cargo público.

Quando Collares assume o governo do Estado, Dilma se torna presidente da Fundação de Economia e Estatística, entre 1991 e 1993, quando deixa o cargo para assumir como secretária de Energia, Minas e Comunicação, até 1994.

Dilma volta ao governo gaúcho após Olívio Dutra (PT) se eleger governador do Estado, em 1998, quando assume a secretaria de Energia, Minas e Comunicação. No cargo, Dilma se destaca pelo diálogo com empresas do setor privado e pela realização de obras emergenciais.

Em 2001, ela sai do PDT e entra para o PT, quando é convidada a participar da elaboração do programa de governo do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva na área energética.

Com a eleição de Lula, Dilma foi convidada a comandar o Ministério de Minas e Energia. No cargo, destacou-se pela defesa de investimentos maciços do governo federal no programa Luz para Todos.

Em 2005, substitui José Dirceu a Casa Civil, após o petista ser atingido pelo escândalo do mensalão. Na Casa Civil, Dilma se torna a principal ministra do governo Lula, coordenando o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e alavancando o Minha Casa Minha Vida.

Em seu mandato como presidente, Dilma se destaca pelo lançamento do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), do programa Mais Médicos e por reforçar o Minha Casa Minha Vida.

Apontada com uma das mulheres mais poderosas do mundo, ela também ganha destaque ao questionar, na sede da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, a espionagem norte-americana a autoridades estrangeiras.

QUEM É AÉCIO NEVES

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Nascido em Belo Horizonte — assim como Dilma, mas em 1960 —, Aécio Neves deu seus primeiros passos na política ao lado do avô, Tancredo Neves (foto), um dos líderes do MDB, partido que abrigou opositores ao regime militar durante a Ditadura. Em 1981, Aécio trabalhou na campanha do avô para o governo de Minas Gerais e, dois anos depois, tornou-se secretário particular de Tancredo no governo do Estado.

Em 1984, formado em economia pela PUC-RJ, Aécio mergulha na campanha das Diretas Já, que pedia voto direto para a Presidência, e ajuda na campanha presidencial do avô, eleito presidente pelo Colégio Eleitoral em 1985.

Após a morte de Tancredo e a posse de José Sarney, Aécio assume uma diretoria da Caixa Econômica Federal, mas fica pouco tempo no cargo. Em 1986, elege-se para a Assembleia Constituinte, que elaborou a atual constituição brasileira.

Em 1990, já no PSDB, Aécio se elege para o segundo mandato como deputado federal. Dois anos depois, perde a eleição para a prefeitura de Belo Horizonte — sua única derrota eleitoral até hoje. Com atuação ativa no Congresso, chega a líder de bancada de seu partido durante o terceiro mandato (1995-1998).

Entre os projetos que contou com sua participação está o que determinou o fim da imunidade parlamentar para crimes comuns.

Em seu quarto mandato como deputado, chega à Presidência da Câmara, ficando no cargo entre fevereiro de 2001 e dezembro de 2002. Em 26 de junho de 2001, o tucano assumiu interinamente à Presidência da República por três dias.

Em 2002, Aécio é eleito governador de Minas Gerais com 60% dos votos válidos no primeiro turno. Adota um modelo de trabalho chamado “Choque de Gestão”, que, com a extinção de cargos de confiança e a diminuição de seu próprio salário, mirava zerar as dívidas do Estado.

Em 2006, é reeleito no primeiro turno com 77% dos votos válidos. Em 2010, consegue eleger seu sucessor, Antonio Anastasia, para o governo do Estado. Também neste ano, Aécio recebe mais de 7,5 milhões de votos e se torna o senador mais votado da história de Minas Gerais.

Após oito anos fora do congresso, Aécio volta a Brasília e assume o cargo de senador com um discurso que expõe os supostos 13 fracassos do governo do PT entre 2002 e 2010.

Durante seu mandato, Aécio levantou bandeiras como a transformação do programa Bolsa Família em uma política de Estado, refinanciamento da dívida dos Estados e municípios com a União e aumento da pena para adultos que corromperem menores, além de incluir a corrupção de menores no rol dos crimes hediondos.

Na legislatura, Aécio criticou por várias vezes as supostas irregularidades na Petrobras, que inclui a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, e contribuiu para a instalação da CPI mista da estatal — com senadores e deputados.

Em maio de 2013, Aécio é eleito presidente nacional do PSDB com 97% dos votos.

Em junho de 2014, convenção partidária do PSDB confirma seu nome para a disputa da Presidência da República. Para o pleito, Aécio tem o apoio de oito partidos políticos: PMN, SD, DEM, PEN, PTN, PTB, PTC e PT do B.

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1 comentário

  1. paulo disse:

    Infelizmente vamos ter mais 4 anos de mentiras e de corrupção.O pt sabe que o próximo candidato sera o lulinha paz e amor. Brasil, um país que esta á deriva e afundando em um lamaçal jamais visto.Quem viver vera , é catástrofe pura.

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