Antes, suplente, Hilário queria a PEC. Agora, presidente, espera decisão do TSE…

Publicado em 26 de setembro de 2009 às 1h08
Atualizado em 02 de dezembro de 2009 às 23h01

Eu me lembro bem que o então suplente de vereador, em 2.003, Hilário Juliano Ruiz de Oliveira (PT) lutava com unhas e dentes a restituição do direito da representatividade na proporcionalidade partidária com base no número de habitantes de cada município que, entendia-se à época, e até nos tempos atuais, talvez não mais por Hilário, hoje presidente da Câmara Municipal de Olímpia à frente de uma já rachada ‘coalização’ de oposição, que esse direito teria sido usurpado pelo TSE – Tribunal superior eleitoral, quando baixou a “Resolução nº 21.702/2003, causando assim um grande transtorno na quantidade de vereadores (9) e na disparidade no número de habitantes, sem reduzir os repasses das Câmaras Municipais.

Também me lembro, e me corrijam se estiver errado, que um dos apoiadores desse movimento com Hilário era Toto Ferezim (PMDB), hoje vereador campeão de votos em 2.008. Os tempos mudaram. Hilário é presidente. Toto é vice (e há até promessa de revezamento de poder para 2.011 entre ambos), e não se fala mais nisso. Nem mesmo mudar a Lei Orgânica do Município (LOM) e o Regimento Interno da Câmara, alterando o número de cadeiras legislativas de 10 para 15 Hilário quer.

A resposta: como político quer a decisão do juiz, ou seja, não compartilha da mesma euforia dos colegas deputados que ‘repararam a injustiça’ que ela achava que fosse em 2.003, e nem quer mudar a LOM e o Regimento, mesmo que seja para que os cinco suplentes tomem posse em 2.012, como apregoa o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Olímpia poderá ter 15 vereadores se os congressistas forem mais convincentes do que o TSE. São eles: Luiz Antonio Moreira Salata (PP), Geraldo Viana, Valter Joaquim Bitencourt, Flávio Fioravante e Marco Antonio Parolim de Carvalho. Mantendo Beto Puttini como secretário de Cultura, Turismo, Esportes e Lazer, assumiria como suplente o jovem João Vitor Ferraz.

Hilário já foi procurado por vários suplentes. Até mesmo por vereadores mais experientes, como Salata, que hoje ocupa a vaga de Puttini e chegou à liderança do prefeito na Câmara. Mas, se mantém irredutível. Talvez porque vá precisar construir, quem sabe, um ‘Anexo B’ no prédio da Câmara. Já está devendo uma sala para o primeiro secretário José Elias Morais (PMDB), o Zé das Pedras, ‘tomada’ para aconchegar um novato da ‘coalização’ no começo do ano, já que Zé foi reeleito e tinha a sua sala (no começo, a contragosto, depois pegou gosto, e depois perdeu o posto…). Até hoje, também não se fala mais nisso, para desespero do secretário.

O presidente da Câmara, admitem alguns comentaristas de plantão, vai perdendo o bonde da história. Como petista, deveria dar crédito à instituição a que pertence, ou seja, ao Legislativo. Afinal, juiz não legisla. Mas, para Hilário…

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1 comentário

  1. Pedro Souza disse:

    O hilario mudou bastante, uma pena.

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