Pai e avô paterno são acusados de terem decepado pênis de caseiro

Publicado em 07 de maio de 2014 às 18h50
Atualizado em 07 de maio de 2014 às 20h51

Pai e avô paterno são apontados pela polícia como os principais suspeitos de terem decepado o pênis do caseiro de uma chácara de Olímpia, que teria abusado sexualmente de uma menina de 3 anos, no domingo.

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A suspeita da autoria do crime foi reforçada após a polícia ouvir o caseiro, de 67 anos, que se recupera na Santa Casa de Barretos. Segundo o delegado Marcelo Pupo de Paulo, o homem contou que duas pessoas, uma delas bem forte e com várias tatuagens parecendo ser o pai da menina, entraram na chácara na manhã de segunda-feira e o obrigaram a entrar em um Santana. De lá seguiram para uma vicinal, até chegar em um matagal.

“Eles então amarraram o homem pelos pés e pelas mãos a uma árvore e fizeram um corte profundo em três dedos da mão direita. Depois cortaram o pênis dele com uma faca. Porém, após o crime, colocaram o idoso dentro do carro novamente e o deixaram em uma outra estrada, com fluxo de veículos maior. Isso mostra que eles não queriam que o homem morresse”, afirma o delegado. A parte do membro decepada ainda foi deixada ao lado corpo, em uma sacola plástica.

Prisão dos acusados

O delegado diz que somente após o pai e o avô da criança deporem é que tomará uma decisão. “Dependendo do que estiver no depoimento posso pedir a prisão preventiva dos suspeitos”, afirma o delegado. A delegada da DDM de Olímpia, Maria Tereza Ferreira Vendramel, que investiga a denúncia de abuso contra a garota, afirmou apenas que recebeu o caso ontem e que daria início às oitivas. Ela, porém, não contou detalhes da investigação.

O laudo do Instituto Médico Legal de Barretos sobre o suposto crime sexual não confirma a violência. O documento informa que a menina apresentava “assaduras na região vulvar”, o que, de acordo com o delegado Marcelo Pupo de Paula, não é suficiente para comprovar a ocorrência de estupro. Por esse motivo que mais análises periciais serão feitas, inclusive da calcinha que a criança usava no domingo, dia em que o abuso teria ocorrido.

“Não fiz nada”

O pai da menor afirmou ao Diário que ainda não foi notificado pela polícia e que não ia se pronunciar sobre o assunto. “Caso eu seja notificado eu vou me defender. Eu não fiz nada e não vou falar nada ainda. Vou esperar a notificação, se ela vier”, afirmou, por telefone. De acordo com o delegado de Severínia, o crime de estupro de vulnerável, caso seja confirmado, prevê pena de 8 a 15 anos de prisão. Já o crime de lesão corporal gravíssima, do qual o idoso foi vítima, prevê pena de 2 a oito anos de reclusão.

Dedos reimplantados

O caseiro permanece internado e seu estado de saúde é bom. De acordo com a assessoria de imprensa da Santa Casa, os dedos da mão direita foram reimplantados. O mesmo não foi possível com o pênis, cujo reimplante foi tido como “irreversível”. Os médicos ainda não decidiram se irão colocar uma prótese no lugar do órgão ou fazer enxerto.

Fonte: Diarioweb

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