Pai de filha grávida foi tirar satisfação com mototaxista. Morreu com 19 facadas

Publicado em 25 de novembro de 2009 às 12h26
Atualizado em 26 de novembro de 2009 às 18h13

O mototaxista "Nego"

O mototaxista "Nego"

Foi um crime brutal que ainda choca Olímpia, desde o começo da noite de ontem, terça-feira (24), quando foi cometido na rua do Castanheiro, Cohab 2, envolvendo João Carlos Fedato, 52, e Alessandro Luís Souza da Conceição, o ‘Nego’, de 23 anos, mototaxista. Duas figuras conhecidas, principalmente porque João Carlos é irmão do Mauro (Maurinho), chefe de segurança do clube Thermas dos Laranjais; e, ‘Nego’, pelo largo conhecimento de amizade e por causa da profissão. João Carlos acabou sendo assassinado, segundo consta, com 19 facadas, após luta corporal com o mototaxista em plena rua, presenciada por pedestres e vizinhos, alguns até tentaram apartá-los, sem êxito.

A informação é que o mototaxista teria engravidado a filha de João Carlos, que já é mãe e morou junto com seu ex-companheiro, popular ‘Batata’ cabeleireiro, também da Cohab 2, porém é menor de idade. “Nego” insistia em não casar com a garota, contrariando João Carlos.Consta que o mototaxista já teria registrado boletim de ocorrência policial contra essa ‘perseguição’, mas, na tarde ontem, quando o rapaz se encontrava na casa de seus familiares, na rua do Castanheiro (a informação é a de que estava ‘refugiado’, evitando se encontrar com o pai da menina), surgiu João Carlos e, daí em diante, houve luta corporal e o desfecho do crime, com muitas facadas (inicialmente, dão conta de que seriam 19) e, há versões de até tiros, mas nada confirmado.

O mototaxista fugiu junto com o tio João Batista Alves dos Santos, 38, num veículo Voyage. Uma testemunha, C.H.T.S., disse à polícia que João Batista também ajudou a bater no pai da menina, com socos e pontapés. Após o crime, uma faca separada do cabo branco, medindo 11 centímetros, um estilete preto e um par de tênis foram abandonados no meio da rua.

Em meio à procura do mototaxista, por volta de 21h, foi lavrado um boletim de ocorrência em Severínia. Consta que o advogado de João Batista, o tio, Antonio Martins Correia, teria interceptado policiais de Severínia questionando se “Nego” já teria sido preso e informando que ele teria ido na direção da cidade vizinha Guaraci. Desconfiados, os policiais seguiram o advogado, pois perceberam um vulto dentro do veículo dele e, ao final da perseguição, descobriram João Batista e o seu Voyage.

Interrogado, João Batista disse que tinha ido por acaso na rua do Castanheiro e, ao chegar, notou, segundo o seu depoimento, corte numa das mãos do mototaxista e muito sangue e não percebeu sangue no corpo da vítima. Alessandro teria pedido o Voyage, mas devido ao corte da mão o tio se fez de seu motorista. Inicialmente, segundo o depoimento, queria levar o sobrinho para a Santa Casa para cuidar do ferimento, mas ele não quis, daí o conduziu em meio a um canavial, em Severínia, deixando com ele o carro e, com celular, ligou para a sua namorada que, por sua vez, contatou o advogado ‘sargento Correia’.

O corpo de João Fedato foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Barretos e, segundo o irmão da vítima, Maurinho, foram contadas 19 perfurações de facas, dois braços quebrados e pancada forte na cabeça. O irmão desmente a versão de que João Carlos teria ido armado, já que é ex-militar e, segundo comentários na cidade, ele tem diversos tipos de armas e munições em sua casa.

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1 comentário

  1. A violência gera violência, não dá para entender como as pessoas ainda insistem em resolver seus problemas de forma violenta e irascível. Esse fato é muito triste e me faz pensar como o desrespeito é o principal causador de violência. Podemos então combater a violência diminuindo os diferentes tipos de desrespeito, seja o desrespeito econômico, o desrespeito social, o desrespeito conjugal, o desrespeito familiar e o desrespeito entre as pessoas (a “má educação”). Em termos pessoais, a melhor maneira de prevenir a violência é agir com o máximo de respeito diante de toda e qualquer situação. A vulgaridade, praticada nos últimos tempos e excesso de “liberdades” vem destruindo valores morais e tornando as pessoas irresponsáveis, imprudentes, desrespeitadoras e inconseqüentes. Estamos vivendo tempos difíceis…

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