Aluno de 14 anos escondia revólver na mochila em escola estadual

Publicado em 27 de novembro de 2012 às 0h06
Atualizado em 27 de novembro de 2012 às 15h27

Um aluno de 14 anos de idade foi flagrado com um revólver calibre 32, com seis cartuchos intactos e outros dois, de calibre 38, em sua mochila, na Escola Estadual “Professora Maria Ubaldina de Barros Furquim”.

arma

O alerta foi da professora Maria do Carmo Kamla Passi, que é mediadora escolar e comunitária, ao notar a arma no interior da bolsa do aluno, chamou a Polícia Militar, através do cabo Faccio e soldado Reginaldo, às 9h40, desta segunda-feira (26).

O adolescente R.C.R.C, 14 anos, morador no centro da cidade, disse aos policiais que havia levado a arma para se defender de ameaça feita por Leandro de Andrade Ramos, 18 anos, morador no Santa Fé, já que haviam se desentendido dias atrás.

Primeiramente, disse que a arma pertence ao seu pai, C.R.C., mas depois voltou atrás e disse que pegou emprestado de um conhecido chamado Heleno, mas que não sabe onde reside (sic).

Diante das alegações, a arma foi apreendida e o menor conduzido ao plantão policial na presença de conselheiros tutelares Fernando e Daniel. O delegado João Brocanello Neto elaborou o BOPC e o auto de exibição e apreensão da arma. O menor foi liberado.

Segundo e-mail encaminhado ao Diário pela professora Maria do Carmo, a sua função é a de “mediar conflitos e trabalhar a cultura de paz dentro da Escola Profª Maria Ubaldina de Barros Furquim, escolhida entre muitos professores da rede estadual”.

O fato ocorrido, segundo ela, “é um caso isolado,  o referido aluno já havia sido encaminhado para tratamento psicológico, foram feitas várias visitas domiciliares pela professora mediadora acompanhada da assistente social do Município (CRAS Santa Ifigênia), onde há uma parceria permanente entre os profissionais da prefeitura Municipal de Olímpia, através da Promoção Social e realiza-se mensalmente reuniões com os pais dos alunos que apresentam  conflitos familiares”.

Com relação ao aluno em questão, acrescenta Maria do Carmo, “foi constatado pela assistente social e a professora mediadora estado  miséria, alcoolismo, abandono de incapaz e houve o encaminhamento ao Conselho Tutelar”.

E, com relação a arma de fogo “o fato foi  conduzido discretamente pela Diretora da Escola com ajuda da professora Mediadora, Conselho Tutelar e Polícia Militar, para não alarmar os pais e os alunos que no momento realizavam provas de final de ano”.

Maria do Carmo salienta, ainda, que “conflitos infelizmente fazem parte da vida. Nós como escola somos obrigados a rever ou reafirmar valores, por isso é tão importante compreender sua origem e  natureza e saber lidar com eles. A escola trabalha sozinha o projeto Valores onde a cultura da paz é inserida no cotidiano dos nossos alunos dentro do programa curricular  há sete anos. Vários frutos já foram colhidos, mas não divulgados, não discriminamos alunos, já que a escola pública é uma escola democrática, ou seja, para todos”.

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7 comentários

  1. Bruno disse:

    Nossa tinha ouvido isso hoje de manhã na escola, cada coisa que acontece em. Há e Leonardo acho que a vice diretora da escola é a Casia não a dona Maria do Carmo.

  2. Maria do Carmo disse:

    Caro Senhor Leonardo Concon,gostaria de esclarecer que Maria do Carmo Kamla Passi, é professora Mediadora Escolar e Comunitária, que tem a função de mediar conflitos e trabalhar a cultura de paz dentro da Escola Profª Maria Ubaldina de Barros Furquim”, escolhida entre muitos professores da rede estadual. O fato ocorrido nesta Unidade Escolar é um caso isolado, o referido aluno já havia sido encaminhado para tratamento psicológico, foram feitas várias visitas domiciliares pela professora mediadora acompahada da assistente social do Município (CRAS Santa Ifigênia), onde há uma parceria permanente entre os profissionais da prefeitura Municipal de Olímpia, através da Promoção Social e realiza-se mensalmente reuniões com os pais dos alunos que apresentam conflitos familiares. Com relação ao aluno em questão foi constatado pela assistente social e a professora mediadora:estado miséria, alcoolismo, abandono de incapaz e houve o encaminhamento ao Conselho Tutelar.Com relação a arma de fogo o fato foi conduzido discretamente pela Diretora da Escola com ajuda da professora Mediadora, Conselho Tutelar e Polícia Militar, para não alarmar os pais e os alunos que no momento realizavam provas de final de ano. Saliento que conflitos infelizmente fazem parte da vida. Nós como escola somos obrigados a rever ou reafirmar valores, por isso é tão importante compreender sua origem e natureza e saber lidar com eles.A escola trabalha sozinha o projeto Valores onde a cultura da paz é inserida no cotidiano dos nossos alunos dentro do programa curricular há sete anos. Vários frutos já foram colhidos , mas não divulgados, não discriminamos alunos, já que a escola pública é uma escola democrática, ou seja, para todos. Espero que você corrija o erro cometido na reportagem com relação à professora mediadora, que não é vice diretora.Não sabemos quem enviou os dados errados ao ilustre jornalista.

    • Leonardo Concon disse:

      Corrigido e opinião acrescentada à matéria. Informações sempre são oficiais, neste caso, da PM, mas sempre sujeitas às correções, como agora. Divulgar é a nossa obrigação.

    • sonia disse:

      com todo esse histórico,me causa estranheza a diretora desta,não ter tomado uma providência que antecipasse essa situação que colocou todos esses alunos em risco de vida,pois, por muito menos,d.Margarete sempre tão precavida…

  3. Tarcísio disse:

    Reconheçamos que realmente o fato ocorrido foi uma falta de cuidado da sociedade.
    A escola é uma instituição concebida para o ensino, e não para educação básica de alunos; educação básica vem de casa com a própria família.
    O que ocorreu, foi um fato isolado e inconveniente, que poderia ter acontecido em qualquer instituição de ensino público, particular ou de outros fins.
    A questão abordada é a
    seguinte: nós alunos e toda equipe da escola EE Prof Maria Ubaldina de Barros Furquim, nos sentimos ofendidos pelas palavras e expressões abordadas, levando a escola em um nível que não condiz com a realidade.
    Professores e alunos, sempre se orgulharam de estar na escola Maria Ubaldina, pois esta atingiu um nível, que hoje pode servir de exemplo a outras escolas, e tudo isso graças a nossa diretora, uma mulher guerreira, determinada, mantendo seu intuito de melhorar cada vez o ensino passado aos alunos junto com sua equipe.
    Amamos nossa escola, e temos orgulho de se formar nela, levando no peito o logo de nossa instituição; que sempre esteve de portas abertas a toda sociedade.
    Sempre convidamos pessoas para ir visitar nossa escola em eventos que os próprios alunos desenvolveram, e, contudo, muitas vezes o que ganhamos foi uma cadeira vazia.

    Muitos “tabus” que criarão em cima de nossa escola devem ser quebrados, convido a todos que queiram visitá-la e principalmente os que estejam empenhados em relatar fatos que não sejam corriqueiros em relação a nossa escola.

    “Agora estamos com medo de vir trabalhar. A escola tem 900 alunos e a grande maioria é composta por bons alunos”, disse uma funcionária que não quis ser identificada, em entrevista ao jornal Diário da Região, de São José do Rio Preto.
    Olímpia, 28 de Novembro, 2012 – 22:40

    Bom, como diz a própria reportagem “disse uma funcionária” já que foi uma funcionaria certamente uma generalização é imprópria para este contexto.
    Pois funcionários e alunos estão felizes onde estão e professores defendem seus méritos, concebido pela escola onde lecionam.

    “Fico feliz em saber que nós alunos da escola Maria Ubaldina de Barros Furquim somos unidos quando se trata da nossa amada escola, pois todos nós fomos recebidos de braços abertos e hoje graças a ela e principalmente aos professores sabemos debater, colocar nossas idéias em prática, criticar o que achamos errado e saindo bem sucedido. Quem faz a escola é o aluno e nós fizemos nosso trabalho muito bem, todos nós sabemos os méritos que pertencem à nossa escola e que não são poucos e tudo isso graças a nós. Parabéns a todos que tem a oportunidade de ter um ensino como nessa escola. A alegria é dos professores, diretores e funcionários mais o mérito é NOSSO!”
    Disse aluna da escola Maria Ubaldina a uma pagina de sua rede social.

    Enfim, já que não querem divulgar o óbvio, a obrigação, as melhorias; não divulguem também fatos que são de importância interna de nossa escola e que foram resolvidos instantes depois, graças à dedicação de seus funcionários, também espero e pretendo não ler respostas a este comentário, pois para deixar bem claro NÃO ESTOU FAZENDO CRITICAS A NÍNGUEM, apenas estou expondo meu ponto de vista e os de vários alunos da escola Maria Ubaldina pois ninguém é vidente para adivinhar o que os outros iram publicar e como direito aos seres humanos cada um expressa o seu da melhor forma.
    A voz do jovem tem poder e NUNCA abandonaremos nossa escola.

    • Leonardo Concon disse:

      Certinho… mas não julgue a imprensa como um todo e nem chame um jornalista de ‘apedeuta’.. Ignorante é aquele que não sabe reconhecer uma notícia como, de fato, algo isolado. Só isso. O resto é discurso desnecessário e falta de clareza nas opiniões.

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