A triste história de ‘Marildim’ que se enforcou em Guaraci

Publicado em 19 de novembro de 2014 às 19h04
Atualizado em 19 de novembro de 2014 às 22h38

EXCLUSIVO /ATUALIZADO- Um jovem de 25 anos, residente em Guaraci, tirou a sua própria vida na tarde desta quarta-feira (19). Os motivos deste ato extremo ainda são ignorados.

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Trata-se de Bruno Aurélio Valentim, que, segundo o boletim de ocorrência lavrado pelo sargento Cesar e cabo Aleixo, foi socorrido por uma ambulância do Pronto-Socorro local, mas não conseguiu sobreviver ao ato de enforcamento com corda, em um dos cômodos de sua casa.

A delegada Debora Cristina Abdala Nóbrega compareceu ao local e tomou as providências legais.

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UMA VIDA TRAUMÁTICA

Em uma rede social, no último dia 12, Bruno escreveu: “A morte não é o fim… É o começo de uma nova vida”. Ninguém sabe o que se passava na cabeça dele e o ato que viria a cometer uma semana depois.

Quem é de Guaraci, conhece bem o histórico familiar, e traumático, de Bruno, conhecido como “Marildim”. Ele carregava um enorme drama, que foi o assassinato da mãe, pelo seu pai Amarildo, o açougueiro que a matou com 13 facadas, degolando-a, há exatos 10 anos. Ele tinha 15 e o seu irmão Tulio seis anos.

Ele morava com a avó Flausina, mãe de seu pai, dona das duas casas bem simples, uma ao lado da outra. A casa onde o crime foi cometido está fechada desde àquela época.

Amarildo foi julgado e atualmente trabalha no mesmo ramo de açougueiro.

Bruno já tinha tentado o suicídio outras três vezes: enforcamento, veneno e remédios. Hoje, para ter a certeza de que não falharia, deu mais de sete voltas de corda na vigota da sala da casa onde a mãe foi assassinada. A mãe foi morta no quarto, segundo disse a delegada Debora Cristina ao Diário.

Predeterminado, Bruno pediu hoje 10 reais para a avó, e foi comprar a fatídica corda. A avó estava na casa de um vizinho. O irmão mais novo estava em um clube, inclusive com a filha da delegada, Marília Abdala, 12 anos.

Tulio retornou para casa, à procura da avó, a fim de comprar Coca-Cola e beber com os amigos, e não a encontrou. Foi quando começou a chamar por Bruno e foi à casa fechada, quando viu aquela cena.

Ele gritou pela avó que logo chegou ao local, Tulio subiu e cortou a corda, e Bruno caiu sobre a avó, que também caiu para proteger a cabeça de Bruno. Ela disse à delegada que ficou “com medo que Bruno morresse”.

Bruno ficou no chao e chamaram o Samu, que o levou ja sem vida para a Santa Casa local. Tulio caiu ao chão perto doas amigos em estado-maior choque. A filha Marília comunicou a mãe, delegada Debora, que foi ao local.

“Fui ao local e tudo indica que, desde o crme do pai, a casa nunca mais foi limpa, muita poeira e móveis abandonados…camas desmontadas, lugar triste…”, relata a delegada ao Diário.

Ela diz que, “segundo apurações preliminares os motivos não foi necessariamente mulher, ele ja trazia grandes traumas e chegou a ir em psicólogos por causa da morte da mãe, e no último domingo ele se separou da amasia Larissa Barbosa e voltou a morar com a avó”.

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