Sobre o autor

Quem é o Leonardo Concon?

Costumo dizer, que ‘eu não sou eu’.

Afinal, o ‘eu’ é o responsável por tantas coisas ruins das quais vivemos, respiramos, convivemos e, claro, sofremos. Eu, aliás, apenas sou Leonardo Concon. Mas, para melhor situar o leitor, hoje universalizado pelo blog, darei algumas pistas para melhor formar a sua opinião.

 

 

 

Filho único, pai falecido quando eu tinha 4 anos de idade. Claro que tenho recordações dele, inclusive quando tentava me pegar para eu não chorar (já era teimoso e ele, doente, não tinha muita paciência). Morávamos na capital paulista.

Eu sou paulistano da gema, do bairro italiano da Móoca. Libriano de 30 de setembro (para quem gosta também de analisar pessoas sob a ótica astral). Após a morte do pai, ele sim Leonardo Concon (aliás, quase ninguém sabe, às vezes nem mesmo eu, mas meu primeiro nome é Antonio, informação valiosa para quem, futuramente, poderá me inquirir nos tribunais), mudamos para Penápolis, Alta noroeste paulista.

Cresci assim: minha mãe dando duro lascado para me sustentar e eu, sempre curioso, lia que nem um doido. Até hoje, um pouco menos, mas leio tudo, até bula de remédio. Assim, peguei gosto pela leitura, comecei escrever em jornais de Penápolis aos 15 anos e não parei mais.

Parei no “Estadão” em 1980, de cara, pelo meu estilo metido à besta, ideológo de carteirinha das causas justas, logo participei de matéria de repercussão internacional que até hoje é lembrada pelo Google: “A Rede que Vende Carta. Via Corrupção”, manchete de capa do “Estadão” que, dias depois, causaria uma série de reportagens desbancando uma rede de apoio ao então governador Paulo Maluf, mas que sobrou para um investigador do Detran, o Miguelzinho, que teve fazendas e bens tomados pelo governo e ficou preso cinco anos, sem contar delegados que caíram, ciretrans que ‘pegaram fogo’ e por aí vai… Matéria de página inteira. CNH ‘professional C’ frente e verso no meu nome, comprada por 14 mil cruzeiros em dois dias…

Com muito orgulho, trabalhei nestas reportagens, e em outras por dois anos seguidos, no 6° andar do “Estadão”, na capital, tendo como editor-chefe o ex-Ministro do Desenvolvimento, atual presidente da MAN Latin America, fabricante dos caminhões e ônibus Volkswagen, Miguel Jorge. Sem contar Marcos Wilson, Luiz Carlos Lopes (Marília), Toninho do Carmo (Andradina), e o sempre editor de Interior Ademar Oricchio, de saudosa lembrança. No mesmo andar, separados por um exíguo corredor, o Jornal da Tarde (JT), a concorrência era grande. Tempos em que Jornalismo era feito com Manual de Redação, Ética e, claro, sem adjetivos. Em tempo: em 18 de agosto de 2011 reencontrei quase todos os ex-colegas de “Estadão” e isso, como diria aquela propaganda, não tem preço. Obrigado a todos pelo carinho.

De lá para cá, passei chefiei redações em Araçatuba (Folha da Região), Penápolis (Diário da Noroeste e jornal Interior), fui repórter, redator, revisor, enfim… só mesmo a experiência para tornar alguém verdadeiramente jornalista e envolvido com comunicação de massa. Sou do tempo da composição ‘tipo a tipo’, depois linotipo, letraset, composer e hoje computador. Agora, blog.

Ajudei a planejar e a fundar a Rádio Icatu AM de Penápolis, de Celso Egreja. Hoje, Band. Rádio inovadora, totalmente digital, com Central de Jornalismo, viaturas, teletipo Estadão picotando notícias o tempo todo. Dois anos excelentes (foto ao lado).

Sempre gostei de política. Não de politicagem ou de fofoca. Em 82, fui o primeiro assessor de imprensa da prefeitura de Penápolis, comandada pelo atual deputado estadual Ricardo Castilho. Em Araçatuba, do prefeito Sidney Cinti (me falaram que já está de cabelos brancos como eu).

Fui assessor de imprensa do deputado federal constituinte José Egreja (PTB), foto ao lado. Percorri em campanha o Estado todo ao lado dele e do candidato a governador Antonio Ermírio de Moraes, chamado carinhosamente de Tonhão’. Eleito, Egreja me levou para Brasília. Foram quatro anos de profundo conhecimento do que é a verdadeira política pensada em termos macro. Egreja tem duas emendas que estão na Constituição: juros de 12% ao ano e desapropriações públicas pagas previa e justamente.

Trabalhei na campanha e depois como assessor de imprensa do atual prefeito Gilberto Kassab (DEM), de São Paulo, mas quando ele se aventurou a ser vereador paulistano e ganhou, pelo PL. Foram dois anos intensos, diários, em seu gabinete. Depois, participei da campanha a deputado estadual e, posteriormente, federal.

Trabalhei também em grandes corporações, como BR Distribuidora, Agip Liquigás, Copersucar, Associação das Indústrias de Açúcar e Álcool do Estado de SP (hoje, Única), Sopral, Coest Construtora, Engeteq Controle da Qualidade, Associação Brasileira de Gás (gasoduto Brasil-Bolívia) todas da capital. Com muito orgulho, participei com Luiz Gonzaga Berteli (hoje presidente do CIEE), Cícero Junqueira Franco, Lamartine Navarro Jr. (pai do Proálcool), de campanhas nacionais a favor do Proálcool. Estávamos certos em 1990.

Mas, como parei em Olímpia? Fácil. Casando pela primeira vez com a ex-cantora da banda do Sampaio, Marta Aurélia. Com ela, veio a filha Nathália, nascida em Olímpia em 1992. Aqui fiquei após a morte de minha mãe, em Penápolis. Hoje, somos separados, mas melhores amigos. E estou casado pela segunda e derradeira vez com Laudicéia, que veio de Recife (PE) e, mesmo ela me tentando para morar na praia de Boa Viagem, permanecerei em Olímpia, acreditando que ainda possa fazer um bom trabalho.

Ah… claro que trabalhei em Olímpia. Comecei no antigo jornal “Voz da Cidade”, depois para a Rádio Difusora AM, Folha da Região, Difusora novamente e, agora, Gazeta Regional. Sem contar inúmeros trabalhos ‘free lance’, editando, editorando, diagramando e planejando jornais dirigidos, como foi o caso recente do “Jornal do Carro”, do amigo Júlião Pitbull.

Não vou ficar falando, digo, escrevendo, sobre mim. O basicão é esse. Difícil colocar num blog, onde poucos irão perder meia hora para ler, uma vida toda profissional, pessoal, enfim… está aí.

Quem quiser, se interessar, bem-vindo.