Agora vai: terça, PAC de R$ 13,3 milhões. Dia 2, Água Limpa de R$ 21,5 milhões

Publicado em 21 de maio de 2012 às 22h58
Atualizado em 21 de maio de 2012 às 23h00

Cem por cento de água e esgoto tratados e, melhor, para as próximas décadas – esta frase está próxima de se tornar realidade em Olímpia, que, aos 108 anos de história, ainda registra os parcos 30% de esgoto tratado e, diariamente, problemas na captação, tratamento e distribuição de água. Nesta terça-feira (22), o DOE (Diário Oficial do Estado) publica a licitação para os R$ 13,3 milhões do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento) para a água – e, no próximo dia 2 de junho – será a vez da publicação, também no DOE, dos R$ 21,5 milhões para o esgoto da cidade – um total de R$ 34,7 milhões liberados no governo do prefeito Geninho Zuliani (DEM).

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A licitação do PAC 2 para Olímpia também será republicada, na quarta-feira (23), no DOU (Díário Oficial da União). Em agosto do ano passado, em Rio Preto, o prefeito olimpiense assinou esse convênio diretamente com a presidenta Dilma Rousseff.

PAC 2

Trata-se de projeto feito pelo DAEMO Ambiental (Departamento de Água e Esgoto) para captação, conclusão da Estação de Tratamento de Água (ETA), adutora, rede de distribuição, estação elevatória e reservatórios, para abastecer a cidade através do Rio Cachoeirinha, com seis quilômetros de adutora de água – tudo bancado pelo PAC –2.

“Agradeço, e muito, a competência da equipe do DAEMO, liderada pela superintendente Sandra Lima, ao secretário Walter Trindade, que foi comigo defender o projeto no Ministério das Cidades, em Brasília, e aos deputados federais do PT Devanir Ribeiro e Paulo Teixeira”, disse Geninho à época da liberação, em entrevista ao Diário de Olímpia.

A finalidade desse investimento é o de trazer água do Rio Cachoeirinha até a ETA, atrás do Jardim Campo Belo, “que o ex-prefeito José Carlos Moreira começou e não terminou, então o dinheiro servirá para levar a água do Rio Cachoeirinha até à ETA, terminar a própria ETA, e fazer mais seis quilômetros de adutora de água em volta da cidade”, explicou Geninho.

CRONOGRAMA DA OBRA

Segundo o projeto desenvolvido pelo DAEMO e aprovado pelo PAC-2, a obra levará 18 meses para ser construída, assim que a licitação definir quem irá realizá-la, obedecendo etapas e valores que irão sendo liberados pelo governo federal.

Primeiramente, será feita a captação e recalque no Rio Cachoeirinha, ao mesmo tempo em será construída a nova adutora de água bruta, ambos pelo prazo de seis meses, ao custo de R$ 1.371.838,14.

A partir do quatro mês, a nova ETA será construída e concluída dentro do cronograma até o 18° mês, ao custo de R$ 3.615.381,45.

Do sexto ao 13° mês, segundo o projeto, será construída a unidade de desaguamento de lodo, ao custo de R$ 1.301.260,32.

Do 11° mês até o final, serão construídos o reservatório enterrado de 2 mil metros cúbicos, a estação de recalque para o reservatório de 500 metros cúbicos e o reservatório elevado de 500 metros cúbicos, ao custo de R$ 1.966.304,24.

E, finalmente, a partir do sétimo mês, até o final da obra, será construída a linha de seis quilômetros da nova rede de água, ao custo de: R$ 3.274.885,44. Todas as etapas juntas: R$ 13,329,670.43.

ÁGUA LIMPA, DIA 2

Com a obra do Programa Água Limpa Olímpia não apenas terá resolvido o seu déficit de 70% de tratamento de esgoto, esquecido pelas gestões passadas, como também para os próximos 20 anos, e bem longe do Thermas dos Laranjais, enterrando de vez o conhecido ‘bostódromo’ do ex-prefeito do PMDB.

Trata-se maior convênio já assinado na história de Olímpia. E, simultaneamente com o PAC2, de longe é o mais significativo para a população, que passará a ter qualidade de vida assim que as obras forem entregues.

A diferença essencial entre a lagoa de Carneiro e o sistema compacto conquistado por Geninho é que, na lagoa, o tratamento praticamente natural, à luz do Sol, leva 21 dias, e tem forte cheiro; no compacto, em 24 horas, aliando o sistema natural com a química. O custo será minimizado com a ausência da manutenção obrigatória da lagoa tradicional a cada cinco anos, com lodo depositado em sua base. Melhor: a eficácia do sistema compacto é de 99%, e o da lagoa, 85%.

A Estação de Tratamento do Córrego dos Pretos, única existente na cidade e construída na gestão do ex-prefeito José Fernando Rizzatti (PSDB), hoje secretário municipal de Agricultura, será apenas para direcionar o esgoto para uma nova estação de tratamento a ser construída, no valor aproximado de R$ 700 mil, com função de recalque, totalmente automatizada.

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