Processos são queimados em incêndio no Fórum João Mendes, em SP

Publicado em 11 de julho de 2012 às 10h58
Atualizado em 11 de julho de 2012 às 10h59

Um incêndio na madrugada de sábado para domingo no cartório da 5.ª Vara Cível Central, no Fórum João Mendes Júnior, centro de São Paulo, destruiu processos e levou a Presidência do Tribunal de Justiça a suspender os trabalhos ontem nos cartórios da 1.ª à 6.ª Varas Cíveis do Foro Central da capital.

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Funcionários foram trabalhar, mas acabaram dispensados mais cedo, a partir das 17 horas, por causa do forte cheiro de fumaça.

A principal suspeita é de que o fogo tenha sido provocado por pessoas que entraram no cartório e furtaram dois computadores e duas sacolas com objetos pessoais de empregados. Na avaliação de pessoas que acompanharam o rescaldo, o incêndio danificou processos de pelo menos três prateleiras da 5.ª Vara.

Funcionários tentavam ontem levantar detalhes sobre os processos queimados. Segundo eles, entre os documentos não havia nenhum que tenha causado grande repercussão. Boa parte tratava de falência e ações de despejo.

Os processos foram danificados também pela água jogada por bombeiros para apagar o fogo – alguns foram ontem pendurados em varais para secar. Uma equipe trabalha na tentativa de restauro dos documentos – eles não estavam digitalizados. O caso está sendo investigado pelo 1.º Distrito Policial e peritos foram enviados ao local para determinar as causas do incêndio.

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Em razão da suspensão das atividades no cartório da 5.ª Vara Cível Central, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ivan Sartori, determinou a suspensão dos prazos dos processos que correm no local. Não haverá expediente na 4.ª e na 5.ª Varas Cíveis até sexta-feira. As demais varas voltam a trabalhar normalmente hoje.

História

A história do Fórum João Mendes Júnior começa em 1941, quando o Estado acertou com a Prefeitura a desapropriação da área. Mas sua obra teve início apenas em 1945 e o fórum só foi aberto em 1956, quando o então governador Jânio Quadros entregou os cinco primeiros andares do prédio. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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