Delegado Mário Renato esclarece denúncia da Justiça de tráfico de influência contra advogado: “Não sou indiciado e sim vítima”

Publicado em 03 de março de 2011 às 20h02
Atualizado em 03 de março de 2011 às 20h08

mario-micheli O delegado de polícia Mário Renato Depieri Micheli disse hoje à tarde ao Portal de Notícias que “não sou indiciado do processo aberto pela Justiça de tráfico de influência em que figura como autor um advogado da cidade, mas sim uma das vítimas do processo”. Segundo ele, as outras vítimas, além dele, são o ex-delegado Eduardo Vendramel, o traficante preso Tiago Cerosi e até Antonio Alves de Souza, o “Jiló”, preso à época também como traficante, mas acusado de falso testemunho no processo atual.

Ele rebateu o que divulgou o radialista João Baraldi, da Rádio Menina AM, em seu programa das 11h desta quinta (3), que, ao interpretar a notícia desse processo dada com exclusividade por este Portal, errou ao incluir o delegado no rol de indiciados.

O PROCESSO

Como se recorda, este Portal publicou ontem matéria exclusiva dando conta de que a juíza da 1ª.Vara da Comarca de Olímpia, Adriane Bandeira Pereira, aceitou denúncia de crime de tráfico de influência contra o advogado Léo Cristian Alves Bom e contra o lavrador Antonio Alves de Souza, vulgo ‘Jiló’, anteriormente envolvido em tráfico de drogas, por falso testemunho. O processo não está sob sigilo de Justiça e consta no site do Tribunal de Justiça.

Tudo começou quando o advogado Léo Bom teria dito que, com R$ 2 mil, ‘comprava’ a liberdade dos flagrados com drogas quando o delegado de plantão fosse Mário Renato Depieri Michelli. Leia toda a matéria aqui.

O DELEGADO

“Nesse processo de tráfico de influência está sendo apurada a conduta do advogado, se ele solicitou alguma vantagem para as pessoas que, à época, estavam sendo presas (Tiago Cerosi), ou não”, esclareceu o delegado Mário Renato em entrevista ao Portal, hoje à tarde.

Segundo ele, “nessa situação, a autoridade policial, ou o funcionário público, passa a ser vítima também, porque, se ocorreu, estava sendo utilizado o nome do delegado de polícia, tanto no caso do Tiago quanto no de Toninho Jiló”.

Já no caso de ‘Jiló’, o delegado esclareceu o motivo pelo qual o lavrador está sendo acusado de falso testemunho, na mesma denúncia oferecida pela juíza Adriane Bandeira Pereira: “O falso testemunho é porque, quando ele foi ouvido, ele se calou sobre os fatos, e como testemunha ele não poderia. Ele deveria falar. Foi-lhe perguntado sobre o caso, se o advogado havia lhe solicitado alguma vantagem para que o colocasse em liberdade, ou para que acompanhasse o processo. Ele deveria ter respondido sim ou não, ou dado mais detalhes, porém preferiu se calar. Deveria ter falado a verdade. Ele se omitiu, e isso, para a Justiça, é considerado crime de falso testemunho”.

Mário Renato disse que, quando chegou ao seu conhecimento ‘todo esse imbróglio’ foi lavrado, como relatou fielmente este Portal ontem, um boletim de ocorrência de calúnia contra o advogado Léo Christian Alves Bom e que, atualmente, foi transformado em processo de crime de tráfico de influência: “E já está sendo apurado, quem vai dizer se o advogado solicitou essa vantagem para alguém será a Justiça, se houver o delito ou não”.

E, concluiu: “Nessa situação eu sou vítima, como o Tiago é vítima, como o dr. Vendramel também é vítima e até o Toninho Jiló, todos vítimas do processo de tráfico de influência, embora o Toninho esteja sendo processado por falso testemunho, mas é outro crime à parte, outra situação”.

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2 comentários

  1. uai só e o dr leo nao fala nada fala ai leeeeeoooooooooooooo bom

  2. Dr. Zanirato disse:

    Também sou da opinão que o Dr. Léo se manifestasse a respeito….é importante até para a classe, ver o fato em questão ser solucionado, porque ouve-se muito a respeito e não se dá nomes a quem deve….Abraços…

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