Folha da Região é criticada por Orlando Costa. Até os críticos reconhecem que jornal exagerou

Publicado em 01 de janeiro de 2010 às 17h06
Atualizado em 01 de janeiro de 2010 às 17h13

Orlando Costa: "Desconfio que a Folha da Região sofre de esquizofrenia crônica"

Orlando Costa: "Desconfio que a Folha da Região sofre de esquizofrenia crônica"

O jornal semanário “Folha da Região”, e sua derradeira manchete de 31 de dezembro “Geninho pode sofrer acidente grave”, foram criticados não só pela população e setores religiosos da cidade – os quais se alinham à verdade Bíblica de que adivinhações e sortilégios são proibidos, e não revelados a seres humanos por Deus – mas, até por críticos do prefeito Geninho, como é o caso do blogueiro Orlando Costa, afinado com a coalizão de oposição, redator de jornal pertencente à família da vereadora, também de oposição, e locutor da emissora de rádio Menina AM tida como pertencente, de ‘gaveta’, ao grupo do ex-prefeito Carneiro (PMDB) derrotado nas últimas eleições.

A primeira postagem de O.C. em 2010 merece reprodução integral neste espaço. O.C. é meu amigo particular (ao menos, eu o considero assim), embora não compartilhe de seu ‘modus operandi’. Porém, neste assunto – Folha da Região e sua lamentável manchete – merece o nosso aplauso, leitura e comentários.

A ‘FOLHA DA REGIÃO’ SOFREU UM ACIDENTE

Amigos do blog, a quinta-feira véspera de Ano Novo foi sacudida por uma manchete de jornal. Manchete que, a nosso ver, extrapolou o bom senso. “Geninho pode sofrer acidente grave”, anunciou o jornal em sua edição do dia 31. Baseado em que a ‘Folha’ publicou tal notícia? Nas ‘previsões’ do ‘vidente’ Aurélio Barros, de Olímpia. O mesmo que no ano passado as fez de monte, para o mesmo semanário e…nenhuma se concretizou. Não da forma como ele previu, pelo menos. Mas, indiferente às previsões do ‘mago’, o que está em discussão aqui é: a ‘Folha da Região’ poderia ter publicado a mesma matéria com outro enfoque de capa? A resposta é sim, poderia. O ítem da ‘previsão’ sobre o acidente do prefeito, até poderia também constar do corpo da matéria, sem dúvida, afinal é parte integrante do resultado das ‘previsões’. Chocaria menos, no entanto, se apenas no corpo do texto isso fosse lido. Longe de nós querermos aqui “editar” o mais antigo jornal de Olímpia. Mais longe de nós ainda, qualquer iniciativa em defesa pura e simplesmente, do prefeito. A questão está na ordem das coisas. Uma manchete como essa, plena véspera do Dia da Confraternização Universal, trás desassossego até para quem não é ’devoto’ do alcaide. Imagine, então, a familiares e parentes. É preciso lembrar que por trás da figura do prefeito tem uma esposa, uma filha pequena que já sabe ler, mãe, pai, irmãos, cunhados…. E todos aqueles que torcem por ele. Portanto, para dizer o mínimo, o jornal foi relapso em sua concepção editorial, e totalmente irresponsável ao tratar de questão tão delicada, de forma tão espalhafatosa.

UMA COISA…

O que o jornal fez foi misturar alhos com bugalhos. Confundiu o cidadão Eugênio com o político Geninho. A manchete, a nosso ver, ultrapassou a linha divisória entre o fato político e o fato comum, da vida pessoal do homem que, temporariamente, ocupa a cadeira de administrador. Para não romper a fronteira entre o público e o particular, o jornal poderia ter optado por uma manchete de cunho político, ainda que extraída das ‘previsões’ de Barros. Afinal, pelo que se depreende do texto, o ‘vidente’ foi provocado para tratar de temas ligados à política, quando coloca para serem jogados a administração pública, o prefeito Geninho e a Câmara Municipal. Partindo desta premissa, optar por uma chamada que remete a um acontecimento de nível pessoal, como este “grave” acidente – notem que não se trata de um acidente qualquer – é, por assim dizer, uma distorção jornalística.

…É UMA COISA

Lembrando sempre que um político viaja muito, está sempre na estrada e não está livre de percalços, nestes estradas ruins, de motoristas piores ainda. Não vamos muito longe, temos o exemplo de um prefeito inquieto – Marreta – que morreu em função de sequelas deixadas por um grave acidente que sofreu numa destas viagens. O próprio prefeito Geninho afirma isso. Não está livre desta possibilidade. Mas, uma coisa é ele, como de resto todos nós, termos consciência de que isso é plausível. Outra coisa, totalmente diferente, é tornar isso oficial, como se fosse a maior das certezas, apesar do condicional “pode”, que no falar do povo acaba um dia desaparecendo e a fatalidade se concretizando, por ‘corrente’. E não deve ser fácil estar na pele do prefeito daqui por diante, a cada vez que deixar sua casa, beijar sua filha e sua esposa, para pegar a estrada. Ou mesmo o avião. Em suma, a ‘Folha da Região’, no afã de ser original, prestou um tremendo desserviço público com a tal manchete e título interno.

OUTRA COISA…

No final das contas, as colocações do ‘vidente’ Barros publicadas no jornal mais se parecem com um mosaico de coisas faladas à exaustão pelas esquinas, publicadas na imprensa local, lucubrações de rodinhas políticas e quetais. Ele não diz nada de novo ou original. Tudo o que está publicado ali resvala no óbvio, no já ouvido falar, no já comentado. Traições, dificuldades no Governo, troca de assessores, dissabores com o legislativo e por aí afora. Quem dos amigos já não discutiu alguns destes assuntos, algumas vezes, com alguém? Então, onde está a novidade? O não-fato está presente na matéria do jornal com um peso tal, que quase chega a justificar a manchete e o título da página interna.

…É OUTRA COISA

“Vereadores podem perder cargos na Câmara”? Quá, quá, conta outra! Desde quando “picuinhas” derrubam vereador? E que três vereadores perderam os cargos, no passado – conforme ele disse que previu? O que será que está “encondido ali” (onde?). Que “coisa velha” é essa? Quem o prefeito “está colocando lá”, pensando ser seu amigo, mas que na verdade o está “apunhalando pelas costas”? Que “defuntos” este ‘amigo’ do prefeito na Câmara estará desenterrando? Um espanto estas previsões. Não há fato jornalístico nelas. São especulações às quais o jornal concedeu generoso espaço. Por isso é cada vez maior nossa desconfiança de que a”Folha da Região” sofre de esquizofrenia crônica.

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3 comentários

  1. Você acertou em cheio. Sem comentários. Parabéns.

  2. Luiz Augusto da Silva disse:

    Os comentários, opiniões…Já são mais do que suficientes para que este assunto seja ignorado de uma vez por todas.

    A insignificância desta previsão, leva-me a dizer que observando o sobrenome do vidente(Barros), ainda mais com esta chuva que cai no primeiro dia do ano,são ingredientes que transformam a infeliz manchete em um verdadeiro “lamaçal jornalístico”.

    Abraços do poeta

    Luiz Augusto da Silva.

  3. Pedro Souza disse:

    Na verdade o dono do jornal nem está mais em Olímpia. eles devem estar preocupados com a queda nas vendas e com a perca da liderança e preferencia do leitor.

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