Especialistas em Direito são unânimes: Família de prefeito deveria processar jornal

Publicado em 03 de janeiro de 2010 às 17h32
Atualizado em 03 de janeiro de 2010 às 17h41

lixo

A pior manchete do ano

Ao encerrar o ano, o semanário Folha da Região brindou os leitores e anunciantes com a seguinte manchete: “Geninho pode sofrer acidente de carro”, baseada em ‘previsões’ de quem se autodenomina ‘vidente, médium, com base no Cristianismo’, Aurélio Barros. Além de causar profunda indignação em diversos setores da comunidade, inclusive católicos e evangélicos, especialistas em Direito, ouvidos pelo Blog, são unânimes: a família do prefeito, com base na instabilidade emocional que causou em seio, inclusive no íntimo de um prefeito que vive mais nas estradas e nos ares do que em seu gabinete, buscando verbas para recolocar a cidade em ordem, deve buscar a reparação moral na Justiça, tanto do jornal quanto de quem se diz paranormal.

Sem querer se identificar, uma dessas fontes operadoras do Direito, com larga experiência em diversas capitais brasileiras, foi incisiva: “A Primeira Dama Fernanda Mendes Zuliani, pode e deve, na Justiça, demonstrar a sua indignação contra essa manchete lamentável de um jornal tradicional de nossa cidade, não é censura e nem sequer intimidação, é a busca real da tentativa de reparação moral dos efeitos devastadores que, com certeza, essa previsão sem qualquer fundamento científico, muito menos divino, e se ele se diz portador de mensagem divina, ou com base nela, é um tremendo charlatão, causou e ainda vem causando porque, tenho a certeza, sempre que o prefeito pegar a direção ou tomar um avião irá se lembrar dessa tremenda irresponsabilidade que foi dita, escrita e alardeada”.

Uma advogada também ouvida pelo Blog concorda com essa possibilidade de reparação: “Estou profundamente decepcionada com o jornal. Sei de leitores que vão até cancelar a assinatura do jornal. Não me venha dizer que isso é trabalho jornalístico, que a previsão foi colocada como possibilidade e não como fato certo, porque não cabe nenhuma explicação plausível. Além de ser uma forma deplorável de ganhar dinheiro vendendo exemplares, o prefeito e sua família sofreram um baque enorme, se fosse eu a Primeira Dama já teria ingressado até para retirar das bancas tamanha afronta ao bom-senso dos leitores e dos cidadãos que viram o seu prefeito exposto de forma ridícula”.

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1 comentário

  1. Luiz Augusto da Silva disse:

    Por mais fervoso que seja o homem, acredito que as palavras de ordem negativa; quer queira, quer não, criam um desequilíbrio entre a razão e a emoção. Ou seja: gera uma pressão psicológica, capaz de abalar até um “santo de barro”.Este comentário é baseado, tão sómente, na minha opinião pessoal. Quero deixar claro que não sou psicólogo.

    Posso até estar fugindo do assunto.

    Por favor, não reparem. Cabeça de poeta é assim mesmo…

    Abraços

    Luiz Augusto da Silva.

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