Taxímetro aprovado, taxistas esperam a definição de uma tarifa mínima

Publicado em 13 de maio de 2013 às 23h17
Atualizado em 13 de maio de 2013 às 23h18

Os vereadores aprovaram na noite desta segunda-feira (13), projeto de lei do prefeito Geninho Zuliani (DEM) regulamentando o serviço de Táxi na cidade e não abriu mão de dois itens questionados pela categoria: o taxímetro e a cor branca dos veículos. A cor branca ainda terá prazo para a troca e, esperam alguns profissionais do segmento, que até lá uma nova gestão desista da ‘padronização branca de interesse turístico’. Quanto ao taxímetro, exigido por lei federal para cidades com mais de 50 mil habitantes, o usuário que rodar mais de 3,5 quilômetros pode se preparar para pagar mais do que os atuais R$ 13.

1589670g

Com exceção do vereador petista Hilário Ruiz, que não se convenceu “da segurança jurídica” do projeto de lei, os demais aprovaram e ainda o elogiaram na tribuna. Para o líder do prefeito, Luiz Salata (PP), “o projeto é um marco que ficará na história da cidade, modernizando e tornando mais eficiente o transporte de táxi”.

Em entrevista à uma emissora de rádio, o taxista que vem liderando as negociações em nome da categoria, Marcos Garcia (Barba), disse que a categoria espera que o decreto do prefeito, instituindo tarifas e as bandeiradas, também traga uma tarifa mínima, talvez em torno dos R$ 10 – ou seja, nenhuma corrida, mesmo que de dois quarteirões, daria menos do que R$ 10, “para compensar as perdas que, inevitavelmente, teremos com o taxímetro”, disse o taxista.

Segundo ele, “todas as corridas além de 3,5 quilômetros o trajeto ficarão mais caras, vamos ver como isso vai ser absorvido por quem, de fato, usa o táxi diariamente, inclusive para trabalhar”, referindo-se à simulação feita, dias atrás, pela Prodem onde até trechos compostos (não usuais na realidade) foram utilizados e, mesmo assim, a média ficou em torno dos 10 a 12 reais.

Quanto à cor branca, classificada como ‘de interesse turístico’ no projeto de lei, os taxistas podem respirar aliviados: ainda terão cinco anos pela frente e, quiçá, a esperança da exigência ser derrubada numa próxima gestão, pelo menos é que o taxista Marcos Garcia confessou, durante a entrevista radiofônica após a sessão.

Assunto(s):

Leia também:

Faça um comentário