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Prodem vai tirar a ‘prova do taxímetro’ nesta quinta-feira

A empresa pública PRODEM (Progresso e Desenvolvimento de Olímpia) quer saber qual o real impacto que a possível obrigatoriedade do uso do taxímetro nos táxis da cidade poderia vir causar no bolso dos usuários. Por isso, nesta quinta-feira (9), às 14h, o presidente Amaury Hernandes, engenheiro de segurança e trânsito, coordenará um ‘tour’ pela cidade, com alguns taxistas, fazendo aferições com base em bandeiradas e quilometragem. Atualmente, o valor cobrado por boa parte dos taxistas é de R$ 13 para qualquer trecho, exceto zona rural, horário noturno (além das 22h) e cidades da região e capital.

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A questão envolve a reapresentação de novo projeto de lei do prefeito Geninho Zuliani (DEM) regulamentando a profissão de taxista e tendo como pontos polêmicos as exigências do taxímetro, de imediato, e da cor padronizada do táxi em branco, em 36 meses. Não se sabe qual ‘o interesse turístico’ pelo branco, já que os carros oficiais, por exemplo, são escuros. Para alguns taxistas, a cor escura é mais ‘social’, menos ‘apelativa’, concorre para mais segurança e, por outro lado, muitos passageiros não querem, sequer, que o veículo tenha o luminoso ‘táxi’ no teto do veículo, para descaracterizá-lo como tal, inclusive também por segurança.

Uma das lideranças dos taxistas, Marcos Garcia (‘Barba’), apresentou para alguns vereadores na última sessão ordinária (6) uma planilha contendo possíveis itinerários tendo o Terminal Rodoviário como origem da corrida e, como destinos, os mais distantes dos diversos bairros da cidade. A simulação considerou os valores cobrados pelos taxistas de Rio Preto, ou seja, R$ 4,20 pela bandeirada e R$ 2,55 por quilômetro rodado. Para manter os atuais R$ 13, segundo Marcos Garcia, e tendo em vista esses valores de Rio Preto como referência, uma corrida deveria ter, pelo menos, 3,45 quilômetros. Mas, nem sempre é assim, se considerar apenas a Rodoviária como ponto central (o que também não confere com a realidade).

O taxímetro democratiza a tarifa, ou seja, paga mais quem anda mais. Mas, é uma faca de um gume social bem afiado: quem mora mais longe, pela geografia da cidade são as classes sociais C, D e E, e pagarão mais caro, seja lá qual a fórmula ou tarifa a ser aplicada na cidade. Pela simulação de Marcos Garcia, em corridas reais, levando-se em conta as tarifas de Rio Preto, uma corrida da Cohab-2, por exemplo, para bairros ‘na outra ponta’ da cidade, ou mesmo para o Thermas dos Laranjais, por exemplo, pagará no mínimo R$ 18.

Consequentemente, qualquer corrida com mais de 3,45 km ficará mais cara, principalmente ao se aplicar a “Bandeira 2”, que acrescenta, automaticamente, 30% ao preço a ser pago pelo cliente, esclarece o taxista Marcos Garcia.

Enfim, para o taxista nem precisava simular. Existe a equação para tanto se valendo do Google Maps. Mas, a prática, nesta quinta-feira, poderá desvendar o mistério: como tornar a tarifa menos onerosa para quem mora além do quadrilátero central, privilegiado, da cidade?

CLIQUE NO QUADRO ABAIXO E VERÁ, EM AMOSTRAGEM REAL, O IMPACTO DO TAXÍMETRO EM OLÍMPIA:

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