Marcha das Vadias faz até topless para protestar contra violência doméstica

Publicado em 30 de julho de 2012 às 9h43
Atualizado em 30 de julho de 2012 às 9h45

Aproximadamente 300 pessoas participaram da Marcha das Vadias, realizada ontem, em Rio Preto. A caminhada, que teve como objetivo chamar atenção sobre a violência cometida contra as mulheres, começou por volta das 12 horas na praça Dom José Marcondes. Os manifestantes seguiram em caminhada até a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), na rua Raul Silva, no bairro Redentora. Reportagem de Simone Machado /Fotos Guilherme Baffi

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Com cartazes e parte do corpo pintado, ao menos dez mulheres optaram por retirar as camisetas e seguir a caminhada com os seios à mostra. Outras, mais contidas, optaram por ficar de sutiã ou top. Além das mulheres, muitos homens aderiram ao ato. “Sofremos muito preconceito. Os homens podem fazer o que quiserem, já se uma mulher faz, é desmoralizada”, diz a estudante Marília Botelho, uma das organizadoras da marcha.

Um dos manifestantes carregou um cartaz com críticas ao presidente da Câmara, Oscarzinho Pimentel (PSL). O vereador é investigado pela polícia sob acusação de exploração sexual de uma menor. Ao passar pelo Calçadão, a manifestação atraiu os olhares de pedestres e também daqueles que estavam no interior das lojas. E dividiu opiniões. Apesar de concordar com o protesto, o montador Edmilson Faustino, 30 anos, achou o topless apelativo.

“Não tenho nada contra a manifestação. Elas (as mulheres) também têm direitos e devem ser respeitadas, mas é muita apelação”, diz. Já a vendedora Larissa de Carvalho Silva, 24 anos, aprovou a coragem das manifestantes. “Todas pensam em ter mais liberdade, mas poucas buscam isso”.

A polícia acompanhou a marcha e orientou as manifestantes a se cobrir. Elas se recusaram, mas não houve repressão e nenhum outro incidente. Além de Rio Preto, outras 20 cidades realizaram a marcha.

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Movimento foi criado no Canadá

A Marcha das Vadias foi criada no ano passado em Toronto, no Canadá, por estudantes de uma universidade local revoltados com a declaração de um policial, que afirmou em uma palestra que o fato de as mulheres se vestirem como “vadias” poderia estimular o estupro e violência sexual.Para protestar, os estudantes foram às ruas com o lema de que a culpa da violência e do abuso sexual não é da vítima, mas sim do violentador ou estuprador.

No Brasil, a Marcha ganhou força neste ano, com a realização de caminhadas em Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis, Vitória e São Paulo, que abordaram também outros temas, como o combate a diversidade sexual e a descriminalização do aborto. (Diarioweb)

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2 comentários

  1. fabio disse:

    A propria mulher se desvaloriza….

  2. Mi disse:

    Manifestação ou vulgaridade?
    Acredito que não precisamos de tudo isso para receber-mos o valor que merecemos. isto não é um protesto, isto é nudez publica.

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