Ivanaldo Mendonça: “Ser Combatente”

Publicado em 07 de novembro de 2013 às 14h12
Atualizado em 07 de novembro de 2013 às 14h14

Permeada por desafios, a existência humana revela-se, ao mesmo tempo, lógica, em virtude do processo natural de desenvolvimento e, imprevisível, em virtude da direção que, consciente ou inconsciente, cada pessoa escolhe. Do íntimo de nós, passando pelos relacionamentos até a forma prática como registramos nossa presença e participação no mundo, a vida profissional, os limites a serem ultrapassados são inúmeros. Nisso, independentemente das variáveis, somos todos iguais.

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Em relação às diferentes posturas adotadas pelas pessoas, muitas enxergam os desafios como oportunidades especiais que estimulam e impulsionam o crescimento, amadurecimento e, não obstante o medo, insegurança, dúvidas, sacrifícios, renúncias, esforços, tropeços, quedas, desilusões e fracassos, optam por dar às dificuldades, sabor de superação. Do outro lado, os que encaram e alimentam os desafios de forma negativa, conferem-lhes a dimensão de problemas, dando às dificuldades sabor de fracasso e derrota.

As diferentes posturas diante dos desafios, que têm raízes fincadas naquilo que cada ser humano traz no mais profundo de si, de forma concreta, revelam-se em comportamentos, igualmente, antagônicos. Enquanto os que encaram os desafios positivamente comportam-se como combatentes, os outros, comportam-se como briguentos.

O briguento ou brigão, tomado pela força resultante do negativismo e conflito interno com o qual convive, deixa-se possuir pelo impulso que, feroz e vorazmente agride-o por dentro e avança sobre quem está à frente. Reativo, ele atua no padrão causa-efeito, bateu-levou, ‘comigo é assim’; não recua, afogado no orgulho e ignorância assina o próprio atestado de óbito. Os resultados são catastróficos: perda de si, perda dos outros, das oportunidades.

O combatente serve-se da força resultante da postura positiva, a harmonia e equilíbrio interior. Deixa-se conduzir pela reflexão, bom senso, prudência e sabedoria; exercita constantemente a paciência. Olha para o desafio não como inimigo a ser destruído, mas como obstáculo a ser superado. A observação lhe dá condições de elaborar estratégias objetivas, simples e práticas. Não tem medo de recuar, para avançar de forma mais assertiva.

Numa realidade complexa como a nossa, é fundamental, antes de tudo, adquirir consciência e entrar em contato com as forças que nos movem por dentro; a partir daí, buscar o auxílio necessário para, diante dos desafios, adotarmos a postura madura e equilibrada, a única que nos possibilita e garante, ser vencedor. Se a lagarta brigasse com o casulo que, temporariamente a sufoca, não nos encantaríamos com a borboleta. Sejamos combatentes!

Ivanaldo Mendonça

Padre, Pós-graduado em Psicologia

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