Horário de Verão termina no próximo dia 22. Sem prorrogação

Publicado em 11 de fevereiro de 2015 às 22h24
Atualizado em 11 de fevereiro de 2015 às 22h25

O governo decidiu não prorrogar o horário de verão. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (11) após reunião entre o ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) e a presidente Dilma Rousseff.

(null)

“Chegamos a conclusão, após avaliação bastante técnica, de que não devemos prorrogar. Portanto, no próximo dia 22 encerra-se o horário de verão”, disse Braga.

O motivo para manter o horário de verão em seu formato original, segundo ele, está nos limitados ganhos que essa medida traria.

“Do ponto de vista da energia, parte do Brasil ficaria pela parte da manhã às escuras. Então teríamos mais consumo na parte da manhã”, explicou.

Já na parte da tarde, de acordo com o ministro, poderia haver um ganho caso o horário de consumo mais intenso ainda fosse no fim da tarde, a partir das 18 horas, o que não vem ocorrendo.

O forte calor acabou por trazer esse “horário de ponta” para o início da tarde, a partir das 14 horas, quando há um uso intenso de aparelhos de refrigeração.

“Outra questão é na aviação civil. Teríamos de fazer alguns ajustes e chagamos a conclusão que não teria ganhos ao cabo de todo o esforço”, concluiu Braga.

Na segunda-feira (9), Braga defendeu que o governo está “analisando a questão energética permanentemente”.

Ele afirmou ainda que o governo prorrogar o horário de verão por mais um mês na tentativa de economizar energia em um momento que o setor enfrenta dificuldades.

GERAÇÃO DISTRIBUÍDA

O ministro disse ainda que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) está elaborando uma proposta para incentivar a geração distribuída, ou seja, o uso de geradores por grandes consumidores, como shoppings e indústrias para aliviar a tensão na rede.

Braga defende que essa medida pode incluir 300 megawatts médios no sistema elétrico.

Segundo ele, não haverá subsídios aos participantes e nem impactos sobre as tarifas.

“A Aneel vai apresentar a proposta. Vai ser feita uma portaria sobre o tema”, disse. “Há uma economicidade ao se estabelecer essa ação, que terá impacto positivo a partir de março na ponta de carga [horário de pico] e na geração de energia como um todo”, afirmou.

Braga disse ainda que terá de ser implantado um medidor para quem quiser aderir ao programa, que identificará a quantidade de energia gerada

A medida deve ajudar as empresas de distribuição que precisam contratar energia extra para atender a demanda de seus consumidores.

“Estamos falando de um programa que equivale a 3 mil megawatts na ponta de carga. Transformado ao longo do mês isso equivale a 300 megawatts médios”, detalhou o ministro.

Esse potencial identificado por estudos técnicos está agora sendo verificado com as próprias empresas que possuem os geradores e que podem aceitar participar do programa.

Todos os empresários que aceitarem participar do programa terão a energia remunerada.

Fonte: Folha de S. Paulo

Assunto(s):

Leia também:

Faça um comentário