Falta de restaurantes abertos gera muita confusão no último dia no ano em Olímpia

Publicado em 03 de janeiro de 2010 às 18h46
Atualizado em 03 de janeiro de 2010 às 18h52

O Thermas dos Laranjais cresceu, se multiplicou. Hoje é um ícone do turismo nacional e até internacional. Mas, e Olímpia? E a sua mentalidade comercial, turística, acompanhou? Pelo jeito, ainda há muito o que mudar, se adequar aos novos tempos. No último dia do ano, 31 de dezembro, o Zero Grau, do Pedro Baeta, um dos tradicionais pontos de alimentação da cidade, foi o pico da crise que, enfim, revelou que Olímpia está despreparada para o ‘boom’ turístico.


Com vários pontos fechados, lanchonetes, pizzarias, o Zero Grau sofreu uma avalanche de turistas famintos e irritados, revelou um comerciante das redondezas ao Blog. “Nunca vi algo assim, filas virando esquinas, o Pedro teve até de dar senha e, pessoas que tradicionalmente chegavam e tinha mesas vazias, até brigaram quando souberam que tinham de enfrentar filas e, pior, senhas, além da espera de mais de hora para ser atendido”, disse.

Houve casos até de brigas, quando pessoas furavam a fila. Nas vizinhanças, a espera também era grande. Faltavam garçons (apesar do esforço da Primeira Dama Fernanda Zuliani em abrir cursosk rápidos), inclusive. “Nunca vi estabelecimento comercial, de alimentação, fechar, dar férias de final de ano, só mesmo em Olímpia”, exclamou um turista. Outro, ao saber que levaria até uma hora e meia para ser atendido em uma pizza, esbravejou contra a cidade. “É uma pena, o Thermas cresceu, a cidade não acompanhou em suas necessidades”, desabafou o comerciante.

E até foi registrado que uma família de turistas, com crianças, todos famintos, madrugaram à porta de uma pizzaria. A estratégia deu certo. Foram atendidos com a primeira pizza do dia.

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6 comentários

  1. Luiz Augusto da Silva disse:

    Ratifico, por afinidade, o comentário à matéria ” Mais de 60 foram atendidos…”, publicada ontem (02) neste magnífico blog.

    Acessem e releiam, por favor.

    Abraços.

    Luiz Augusto da Silva – poeta.

  2. Paulo disse:

    Essa área esta realmente deixando a desejar. Sem falar nos bares, é mais caro pra tomar chopp aqui do que no guaruja!

  3. Joker disse:

    Boa dia Concon!!

    Concordo plenamente com sua indignação quanto aos restaurantes de Olímpia entrarem em férias em datas de pico turistico, acho um desrespeito ao turista que gira o comércio e faz essa cidade crescer cada dia mais, sou proprietário de Restaurante e nunca vi tanta gente querendo comer um lanche que fosse e, não achando lugar para isso. Espero que essa mentalidade mude, que os proprietarios do comercio entendam que a cidade mudou, e que a fase de fechar restaurente para o almoço, acabou.

  4. Marcos Garcia "Barba" disse:

    Muito oportuna esta matéria…
    Aliás, a ACIO deveria ter preparado seus afiliados para esta situação totalmente PREVISÍVEL…
    Se alguém “não imaginava” que isto iria acontecer DE NOVO, é porquê não estava aqui em Olímpia no ano passado…
    Na noite do “dia 1º de Janeiro de 2009”, portanto nem era reveillon, eu e um amigo de São Paulo, juntamente com nossas famílias, enfrentamos a mesma dificuldade narrada nesta matéria. Após as 21:30hs não tinha mais pão na cidade para fazer um lanche sequer… Não havia mais massa para se fazer UMA pizza sequer… Fomos em TODAS as lanchonetes decentes em busca de comida e não encontramos… Não vou citar os nomes para não parecer critica direta, mas ao falar em “decentes” vocês já saberão quais foram…
    Mas vou citar quem conseguiu me atender, apesar das dificuldades…
    O Tropicália se dignou a me vender uma pizza que já estava pronta (portanto nem escolhi o sabor) mas que a pessoa que encomendou não foi retirar, e depois de duas horas conseguiram “preparar” mais massa de pizza e me supriram o que faltava…
    Acho que ainda falta para o comércio olimpiense um canal de comunicação que reúna, centralize e divulgue números de reservas e leitos ocupados nos hotéis, pousadas e casas de aluguel, para que se previnam contra um fiasco como este…

  5. Boncker disse:

    Muito oportuna essa matéria Concon. Não quero falar especificamente sobre um ou outro restaurante ou lanchonete, mas o preço para se comer nesses locais em Olímpia está muito caro. Tem lugares que chega-se ao ponto de um X-Salada custar a bagatela de R$6,00. Para mim isso deveria ser o preço de uma meia taturana e não de um X-Salada, por melhor que seja.
    Veja o comentário do Paulo logo acima sobre esse assunto.
    Realmente alguns (não todos) comerciantes de Olímpia acham que podem cobrar o que querem dos clientes.

  6. Marcos Garcia "Barba" disse:

    Putz… o Paulo e o Boncker chamaram a atenção para outro ponto importantíssimo: o preço dos alimentos…
    Morei muito tempo em São Paulo, e os preços de tudo o que compro no supermercado é muito parecido com os de Sampa…
    Então, porquê o lanche, a pizza ou a porção é tão mais caro do que lá…???!!! Onde os comerciantes estão comprando os ingredientes? O salário dos funcionários é muito maior que do paulistano? Água, energia, telefone…?
    Eu, particularmente, prefiro comprar os ingredientes e montar as pizzas em casa, com direito a atum, milho verde, palmito e mussarela… sai, no mínimo, 1/3 do preço da pizzaria…
    Tem uma lanchonete que se atreveu a fazer lanches “bem servidos” a preços mais acessíveis… Deu tão certo que, sem exagero, é difícil conseguir uma mesa disponível…
    Se todos seguissem a mesma filosofia, atrairiam (e satisfariam) não só mais turistas, como também mais clientes moradores da cidade…
    Alguém lembra da fábula da “galinha dos ovos de ouro…”? Pois é…

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