Dom Milton preside missa no Dia Mundial dos Enfermos no Hospital de Câncer

Publicado em 11 de fevereiro de 2015 às 14h06
Atualizado em 11 de fevereiro de 2015 às 14h10

“Não teria um lugar mais especial, mais apropriado para nós celebrarmos este dia em Barretos do que aqui no Hospital de Câncer”, disse o bispo diocesano Dom Milton Kenan Junior no início da primeira missa que presidiu na Capela Nossa Senhora do Pilar do Hospital de Câncer na manhã de hoje. A missa foi concelebrada pelo capelão da Fundação Pio XII, padre João Sérgio Borges e contou com a participação de agentes da Pastoral da Saúde, pacientes, acompanhantes e do presidente da fundação, Henrique Prata.

Segundo o bispo diocesano, a escolha dessa data para celebrar o Dia Mundial do Enfermo é significativa, já que a Igreja celebra hoje o dia de Nossa Senhora de Lourdes. Recordou que o Santuário de Lourdes é um dos lugares da Europa que atrai a cada ano milhões de pessoas que vão em busca da cura e recuperam totalmente a saúde. “São inúmeros os casos de pessoas que vão (ao santuário) de cadeiras de rodas e voltam a andar, e cegos que voltam a enxergar”, destacou. Disse ainda que muitas pessoas também têm a cura da alma já que encontram Jesus, e que voltam para casas com suas enfermidades, mas com o coração cheio de fé.

Dom Milton recordou o pequeno Rafael, que faz tratamento no HC, que nos últimos dias tem se destacado na imprensa nacional por ter apenas três anos de idade e manifesta o desejo de querer ser Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística e papa em vídeos postados nas redes sociais em que brinca de celebrar a missa e se tornaram virais. Para o prelado, “Rafael está dando um show pelo Brasil afora. Rafaelzinho com apenas três anos é missionário. Doença nenhuma o abala, pelo contrário. Ele faz da doença um caminho para evangelizar”.

Durante a homilia destacou que a maior enfermidade que a pessoa possa ter não seja a doença do corpo, mas a enfermidade da alma, do coração. Destacou ainda a proposta de trabalho realizado pelo hospital que é referência para toda a América Latina.

O capelão do HC, padre Sérgio, lembrou que o trabalho da Pastoral da Saúde é mais ouvir que falar. “Somos uma pastoral da escuta (…), um grupo enorme de pessoas, e a primeira característica que a pessoa tem que ter é a vontade de se doar às pessoas. Não temos aqui um grupo de voluntários. Voluntários é outra coisa. São pessoas de Igreja, que tem conteúdo cristão que vem aqui para se doar a esses irmãos que tanto necessitam no momento de enfermidade”, enfatizou.

No final da celebração, dom Milton chamou os pacientes do hospital até à frente do presbitério e deu uma benção a cada um deles pedindo a Deus a cura, a força e a paz. Como mensagem final disse que “se nós deixamos de amar nós adoecemos, e talvez seja essa a doença mais grave, pois endurece o coração”. E lembrou a proposta do Hospital de Câncer que é “colocar amor naquilo que se faz”.

Fotos: Milton Figueiredo

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