CHUVA DERRUBA PAREDE LATERAL DA REPRESA QUE AJUDA A EVITAR CHEIAS

Publicado em 10 de março de 2011 às 19h22
Atualizado em 10 de março de 2011 às 19h22

Mais um prejuízo contabilizado para o tempo chuvoso em Olímpia: o extravasor lateral da Represa do Recco desmoronou, sendo comunicada hoje à tarde (quinta, 10), por volta das 15h, para o Daemo (Departamento de Água e Esgoto). Está havendo um monitoramento do local para evitar danos maiores, já que a função do extravasor era justamente evitar enchentes.

 extravasor

Juntamente com o superintendente Valter Trindade e com o secretário de Obras Gilberto Tonelli Cunha, o prefeito Geninho Zuliani (DEM) vistoriou o local e lamentou mais este prejuízo que não ficará por menos de R$ 100 mil, segundo cálculos iniciais.

A represa do Recco foi construída em 1962 e o sistema de extravasores de concreto, que funciona como uma caixa de contenção contra cheias no Córrego Olhos D’Água, é do início da década passada, projeto do renomado engenheiro olimpiense Kokei Uehara, ex-catedrático da cadeira de Hidráulica da Escola Politécnica, da Universidade de São Paulo.

“Infelizmente uma noticia desagradável, caiu a parede de flexação lateral da represa do Recco, construída na década de 70, mais gastos que não estavam em nosso planejamento. Vamos em frente”, desabafou Geninho no microblog Facebook, postando a foto acima, tirada de seu celular.

A REPRESA

represa A Represa do Recco foi como se tornou conhecida a enorme barragem de contenção construída acima da Estação de Captação do Daemo e dotada de sofisticado sistema, que envolve um canal de vazão da água excedente e uma comporta que é fechada ou aberta, de acordo com a necessidade de aumentar a vazão da água represada.

O secretário Gilberto Tonelli explica a importância daquele sistema estar funcionamento sem riscos: “A área de contribuição da barragem é de 54,35 Km². Somando-se a contribuição do trecho urbano do córrego de 8,35 Km², atingimos 62,70 Km², observamos um grande volume de água a ser controlado. A título de comparação, a área de contribuição do córrego Pirajuçara, na Região Metropolitana de São Paulo, é de 70,7 Km² e, anualmente, são reportadas inundações trágicas naquela região. A represa foi projetada para um tempo de retardo de 3,5 horas, suficientes, na vazão projetada, para escoar uma cheia”.

MONITORAMENTO

Gilberto disse, no começo da noite, para o Blog, que “ainda não há riscos consideráveis, estamos monitorando, avaliando cada desdobramento, e torcendo para a chuva diminuir”, e revelou que “a saída será a construção de uma nova lateral, uma parede com 8 metros de altura, 20 metros de largura e 15 centímetros de espessura, de concreto”. O custo orçado, numa avaliação inicial, é de cerca de R$ 100 mil, segundo o secretário de Obras. (Com informações do Planeta News, inclusive a fotografia do antes e das obras da Represa)

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