Bispo se reúne com educadores para refletir processos pedagógicos e ausência familiar

Publicado em 05 de maio de 2015 às 13h35
Atualizado em 05 de maio de 2015 às 13h36

Na manhã de hoje (5), o bispo diocesano de Barretos, Dom Milton Kenan Junior, esteve reunido com educadores da rede de ensino da cidade de Barretos para refletir processos pedagógicos e ausência familiar na educação.

Participaram da reunião o diretor-fundador da Escola Maria Peregrina da cidade de São José do Rio Preto (SP), Max Lopes Wada, a dirigente regional de ensino de Barretos, Solange de Oliveira Bellini, o coordenador diocesano de pastoral, padre Ivanaldo Mendonça, o assessor diocesano do Setor Social, padre Luiz Paulo Soares e 34 educadores, entre eles diretores, vice-diretores, coordenadores e mediadores.

O objetivo da reunião foi, segundo o bispo diocesano, reunir educadores a partir do pedido feito a ele durante a abertura da Campanha da Fraternidade, no dia 18 de fevereiro, para que a Igreja estivesse presente e auxiliando os professores no cenário escolar. Sendo assim, Dom Milton convidou Max Wada para apresentar um pouco da experiência da Escola Maria Peregrina onde não há classes, séries e nem provão. Lá, é o aluno que escolhe seu professor, seu grupo de estudo e o que quer aprender. Nesta escola não há apostilas, porque o aprendizado do aluno parte do que ele quer pesquisar. É pela pesquisa de interesse do aluno que seu tutor (professor-orientador) vai inserindo as matérias curriculares. Diante disso, a Escola Maria Peregrina cumpre o papel de provocar prazer, liberdade e autonomia nos alunos e eliminar o monstro chamado: escola.

A Escola Maria Peregrina é particular, de identidade católica, que não cobra mensalidade, pois a mantenedora é a Missões Maria Peregrina, que em tempo integral atende cerca de 100 alunos do Ensino Fundamental I e II. O método pedagógico é baseado na individualidade e na pedagogia de projeto. Segundo Max, a imprensa rio-pretense apelidou a escola de “Escola 24h”, pois há um trabalho junto aos pais após o horário escolar e por promover a transcendência familiar.

Dom Milton disse que não se pode trabalhar com campanhas, mas é preciso apresentar uma proposta de trabalho, por isso a presença de Max na reunião. Dessa forma, a Igreja Particular de Barretos se propõe a fazer uma parceria com a rede de ensino de Barretos com a assessoria da Escola Maria Peregrina. Ficou decidido que o supervisor de ensino, André Luís Marqui, e a diretora do núcleo pedagógico, Elaine Cristina dos Santos, serão os mediadores/interlocutores junto à diocese para se pensar na operacionalização de uma proposta de trabalho que aproveite a metodologia da Escola Maria Peregrina com subsídios para os educadores, e futuramente adaptar o modelo em uma escola da rede de ensino (nove municípios) como projeto piloto.

O bispo diocesano enfatizou que não há o interesse em se fazer proselitismo nas escolas, mas apenas o de ajudar as escolas a cumprirem a sua missão de educar. Max, inclusive, disse que a Escola Maria Peregrina tem, em sua maioria, alunos que são de famílias evangélicas e espíritas.

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