Bispo não quer que fiéis caminhem pela igreja para se saudarem, entre outras proibições

Publicado em 05 de agosto de 2015 às 9h33
Atualizado em 05 de agosto de 2015 às 9h36

O bispo diocesano de Barretos assinou Decreto Episcopal determinando maior rigor sobre a distribuição da ‘sagrada comunhão’ sob duas espécies, o ‘abraço da paz’ e acerca da atuação dos ‘ministros extraordinários da sagrada comunhão’ nas celebrações eucarísticas. O bispo também responde pelas paróquias de Olímpia.

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Dom Milton esclarece que, desde à sua chegada na Diocese, tem observado como esses ritos tem se desenvolvido em diversas paróquias e, assim, diz “ser importante chamar a atenção dos irmãos padres, dos ministros e fiéis” para o que a Igreja, de fato, determina nesses aspectos.

O bispo não quer, por exemplo, que o próprio fiel molhe a hóstia no cálice. Quanto ao rito da paz, não será permitido nenhum cântico e os fiéis deverão se cumprimentar sem deslocamentos pela igreja, assim como o celebrante não deverá abandonar o altar para cumprimentar alguém, por exemplo. E, aos fiéis, ainda, não será permitido, além do abraço fraternal, desejar cumprimentos especiais, como aniversário, páscoa, Natal entre outros. Por outro lado, não será permitido o padre delegar aos ministros a entrega das hóstias, porque eles colaboram e não substituem o ministro ordenado, no caso, o padre.

O DECRETO EM SUA ÍNTEGRA

Desde o início do meu ministério episcopal em nossa Diocese de Barretos, observando como são distribuídas as sagradas espécies do Corpo e do Sangue do Senhor, o Rito do Abraço da Paz e a participação dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão no Rito da Comunhão, creio ser importante chamar a atenção dos irmãos padres, dos ministros e fiéis para o que a Igreja determina em relação a estas matérias.

No uso das minhas faculdades, na qualidade de moderador da Sagrada Liturgia na diocese e “Pontífice responsável pelo culto divino da Igreja particular” (Diretório para o Ministério Episcopal dos Bispos, n. 145), considerando a importância desta matéria, determino que, a partir da presente data sejam observadas em todas as paróquias, nas respectivas Igrejas Matriz e Capelas (Comunidades), Casas Religiosas e Casas de Formação, as seguintes orientações:

1) SOBRE A SAGRADA COMUNHÃO SOB DUAS ESPÉCIES De acordo com o que determina a Instrução REDEMPTIONIS SACRAMENTUM sobre alguns aspectos que se deve observar e evitar acerca da Santíssima Eucaristia , no que tange à comunhão sob as duas espécies (cf. nn. 100-107), sublinho que:

  • Não seja permitido ao comungante molhar por si mesmo a hóstia no cálice, nem que receba na mão a hóstia molhada; ou seja, para a distribuição da comunhão eucarística é somente permitida a comunhão na boca (cf. n.104);

2) SOBRE O RITO DA PAZ De acordo com a Carta Circular da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, sobre o Significado Ritual do Dom da Paz na Missa, de 8 de junho de 2014, deve-se evitar nas celebrações eucarísticas alguns abusos:

  • A introdução de um “canto para a paz”, inexistente no Rito Romano: Significa que o canto da saudação da paz não existe e deve ser retirado das celebrações. Pode haver a saudação, mas sem o canto.
  • Os deslocamentos dos fiéis para trocar a paz: basta saudar as pessoas que estão próximas, sem se deslocar.
  • Que o sacerdote abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis: o padre não deve se distanciar do altar durante o rito da paz.
  • Que em algumas circunstâncias, como a solenidade de Páscoa ou de Natal, ou Confirmação, o Matrimônio, as sagradas Ordens, as Profissões Religiosas ou as Exéquias, o dar-se a paz seja ocasião para felicitar ou expressar condolências entre os presentes: o rito da paz não é momento para dar “parabéns”, “feliz natal”, “feliz páscoa” ou qualquer outra saudação.

3) SOBRE O MINISTERIO EXTRAORDINÁRIO DA SACRADA COMUNHÃO EUCARÍSTICA

  • Será importante evidenciar que a função dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística, nas celebrações eucarísticas, é sempre de colaboração, e não de substituição.
  • Daí, não é permitido que o ministro ordenado sente-se durante a comunhão eucarística deixando a distribuição da Sagrada Comunhão ao encargo dos ministros.
  • O primeiro a distribuir a Sagrada Comunhão é sempre o ministro ordenado, coadjuvado pelos ministros extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística; e não substituído por eles.
  • Quando há um maior número de ministros ordenados que os ministros extraordinários não desempenhem o seu ministério, dando àqueles que são ordenados a possibilidade de exercerem o seu ministério como lhes compete pelo sacramento da Ordem.

Esperando a compreensão e o acatamento destas determinações a partir da presente data, peço que sejam lidas aos fiéis nas missas do próximo final de semana.

Por favor, queiram providenciar cópias deste documento para os membros das Equipes de Celebração, os Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística e àqueles cujas funções estão relacionadas com esta matéria.

A todos os que chegarem estas palavras invoco as bênçãos divinas e as luzes do Divino Espírito Santo, Padroeiro de nossa diocese.

Dado em Barretos, aos 04 de Agosto de 2015,

Memória Litúrgica de São João Maria Vianney, Patrono dos Párocos.

Dom Milton Kenan Júnior

Bispo de Barretos

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5 comentários

  1. paulo disse:

    Acho que o Bispo Dom Milton esta correto, frequento quase que todos os domingos a missa das 20:00 H. na igreja matriz e percebo que alguns fiéis tossem muito levando a mão na boca e depois saem cumprimentando as pessoas. Isso no meu conhecimento podem levar a transmissão de doenças. Fica aqui minha opinião.

  2. Luiz disse:

    Entendo que ele esta caminhando para o passado.
    A igreja Católica esta cada vez mais longe dos fiéis.
    Estas medidas, se buscarem nos livros de história da idade média, acredito que estejam registradas lá.
    Cantar já se falava – quem canta seus males espanta.
    Por uma Igreja do povo para o povo.
    Menos regras, mais irmandade.

  3. Silmara Amaral disse:

    Também acredito que o Bispo esteje equivocado, pois é nas celebraçoes é a alegria e o amor q deve reinar entre os fieis, assim acho estranho voltar num tempo em que as pessoas devem se portar como na idade Média.hoje temos inclusive os grupos de oração que visam o resgate daqueles fieis que se encontram longe da Igreja, alem dos grupos carismaticos.

  4. Silas Rosa disse:

    Com absoluta certeza as determinações de D. Milton vão dar o que falar!

  5. lucineide disse:

    Muitas regras…isso estará afastando cada vez mais pessoas da igreja católica…

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