83º aniversário da Revolução Constitucionalista foi comemorada em Olímpia

Publicado em 10 de julho de 2015 às 12h55
Atualizado em 14 de julho de 2015 às 12h32

Foi comemorado em Olímpia, na Praça Heróis Olimpienses de 32, o 83º aniversário da Revolução Constitucionalista de 32, sob a coordenação da Sociedade Veteranos de 32 – Núcleo Luiz Salata Neto, com apoio da Prefeitura e Câmara Municipais.

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O filho do ex-soldado voluntário e fundador da Sociedade, engenheiro e presidente da Câmara Luiz Antonio Moreira Salata presidiu a cerimônia, que contou com a presença do prefeito Geninho Zuliani (DEM), vice Gustavo Pimenta (PSDB), 1º tenente PM Marlon Magro (comandante da 2ª Cia. da PM), subtenente Coragem (chefe de instrução do Tiro de Guerra 02-025), além de secretários municipais, parentes de ex-revolucionários, estudantes e simpatizantes do movimento paulista.

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E, mais uma vez, esteve presente a Banda Musical da Igreja Assembleia de Deus do Ministério de Santos em Olímpia-SP sob a regência do professor Ezequiel Gonçalves da Silva e coordenação do Pastor Claudio da Silva, apresentando diversos números musicais, inclusive as marchas da Revolução de 32.

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Nem mesmo a forte chuva que despencou sobre Olímpia horas antes, e a ameaça de que pudesse retornar após às 9h, horário da cerimônia, atrapalhou a vontade de, mais um ano, comemorar a Revolução ocorrida em 9 de julho de 1932, um movimento contra o primeiro governo de Getúlio Vargas (ocorrido entre 1930 e 1945).

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Entre os convidados, esteve prestigiando a cerimônia o ex-vereador Diomedes Ribeiro Filho, legislatura 1983-88. Além da banda do Tiro de Guerra, por mais um ano compareceu a banda dos Leões da Alvorada, da Igreja Adventista do Sétimo Dia do Jardim Alvorada.

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Estudantes, como de costume, declamaram poemas em homenagem à data cívica, como o acadêmico de Direito João Vitor Scalco, que se apresentou nos últimos quatro anos, e Maria Julia Moreira Kamla Passi, aluna do 4º Ano do Ensino Fundamental da EMEB Theodomiro da Silva Melo, representando a rede municipal de ensino, com o poema de sua autoria “Soldados Paulistas de 32”; além do professor de história olimpiense, Luiz Fernando Vitorassi, representando a Academia Olimpiense de Letras – AOL e o Projeto de Iniciação Teatral que declamou o poema “Nossa Bandeira”, do poeta da Revolução de 32 Guilherme de Almeida.

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Também esteve presente o Coral Nova Esperança, do Clube da Terceira Idade, sob a presidência do Senhor Alair Faria e a regência do Engenheiro e Professor de Música Emerson Costa, que executou ‘A Praça’.

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O MOVIMENTO

Antes do golpe de Estado que colocou Vargas no poder, em 1930, o Brasil era regido pela “política do café com leite”, pela qual as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais se revezavam na presidência do País.

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Quando assumiu, o gaúcho Vargas nomeou interventores nos Estados. Os paulistas não aceitaram um interventor de fora de São Paulo e se rebelaram contra os novos rumos da política brasileira.

O estopim da Revolução Constitucionalista foi a morte dos estudantes Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade, durante a tentativa de invasão da sede de um jornal favorável ao regime varguista, em 23 de maio de 1932.

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A sigla M.M.D.C., que remete às iniciais dos nomes pelos quais os estudantes mortos eram conhecidos (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo), se transformaram no símbolo do movimento.

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Entre os meses de julho e outubro de 1932, as ruas de São Paulo foram o cenário de conflitos entre os revoltosos e as tropas do governo federal. O movimento, que exigia a promulgação de uma nova Constituição, fracassou no dia 1º de outubro de 1932, quando foi assinada a rendição que pôs fim à Revolução. Os principais líderes da revolta tiveram os seus direitos políticos cassados e foram deportados para a Europa.

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