102 anos depois, segurem os cães em casa

Publicado em 04 de julho de 2012 às 10h08
Atualizado em 05 de julho de 2012 às 0h45

Quase nenhum dos 5.317 jogos já disputados pelo Corinthians em seus quase 102 anos de história será tão importante como o de hoje, às 21h50, contra o Boca Juniors, no Pacaembu.

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Depois de tantas tentativas, os corintianos nunca estiveram tão perto de alcançar o céu. Nunca estiveram tão próximos de se livrar das provocações dos rivais, chegar ao topo da América, bater no peito e gritar em alto e bom som: “Eu sou campeão da Libertadores!”

Faltam apenas 90 minutos – ou mais, Se o duelo for para prorrogação e disputa por pênaltis. Um gol. Uma vitória simples, um mísero 1 a 0 (como tantos outros que marcaram esse aguerrido time de Tite) será o suficiente para o clube alvinegro conquistar o título mais importante da sua história, o mais desejado pelo seu fanático torcedor.

A confiança é enorme não só pelo fato de a equipe – formada apenas por operários – ter chegado a um patamar que nenhum outro time na história do clube (mesmo cheio de craques) conseguiu atingir. Tudo parece estar conspirando a favor do Corinthians neste ano. Basta lembrar que a caminhada da equipe começou com um empate por 1 a 1 diante do Deportivo Táchira, na Venezuela, garantido apenas nos acréscimos com um gol de cabeça do volante Ralf.

Depois veio o “surgimento” de Cássio nas oitavas de final contra o Emelec. O time que tinha um goleiro nada confiável (Júlio César) passou a contar com a segurança do grandalhão de 1,95 metro. Foi ele, inclusive, um dos principais responsáveis pela eliminação do Vasco nas quartas de final ao defender um chute cara a cara de Diego Souza – no finzinho, Paulinho, de cabeça, garantiu a vaga.

Veio a semifinal e, mais uma vez, o Corinthians mostrou que estava iluminado. Na Vila Belmiro, Emerson acertou um chute de rara felicidade e a defesa conseguiu brecar o atual campeão Santos e Neymar. No Pacaembu, o craque santista furou o paredão corintiano (foi o primeiro e único gol que a equipe sofreu jogando em casa), mas aí brilhou a estrela de Danilo e o empate por 1 a 1 colocou o time em sua primeira final da Libertadores.

A maior prova de que tudo parecia estar a favor do time veio em plena La Bombonera, no primeiro jogo da decisão contra o Boca Juniors. A partida caminhava para o fim e os argentinos venciam por 1 a 0 quando Tite renovou o fôlego do ataque trocando um cansado Danilo por um inspirado Romarinho. E na primeira bola que recebeu, o garoto de 21 anos virou o novo xodó da Fiel.

Aquele empate facilitou, e muito, a vida do Corinthians para o confronto de hoje. Não faz parte da vocação desse time sair para o ataque em busca do resultado para reverter um placar adverso. Esse Corinthians não gosta de se arriscar muito, se expor. É o time do ataque na base do conta-gotas, que prefere controlar a partida ao seu modo para dar o bote na hora certa.
Essa estratégia tem funcionado muito bem até aqui.

Em 13 jogos, o Corinthians está invicto. Venceu sete partidas e empatou seis, com 20 gols marcados e apenas quatro sofridos. Em casa, a equipe chegou a ficar cinco jogos sem ser vazada. Pragmático, Tite não mexerá na equipe. Mesmo com a ótima fase de Romarinho, ele ficará na reserva. Recuperado de lesão, Jorge Henrique está mantido entre os titulares.

Novo empate hoje leva a decisão para a prorrogação. Se a igualdade persistir, o campeão será conhecido nos pênaltis. No treino de ontem, o aproveitamento foi ótimo: de 39 cobranças, os titulares acertam 33.

Se no Corinthians a motivação é enorme, o Boca Juniors também está confiante. O time aposta no seu ótimo histórico na Libertadores para levantar a taça. Esta é a 10ª final do clube, campeão seis vezes. Se ganhar esse ano, se igualará ao Independiente como maior vencedor da competição continental.

E é bom segurar os cães. Desde quarta-feira passada, último jogo, vários cães, que se assustam facilmente com rojões, continuam desaparecidos.

Ficha técnica

Corinthians
Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex; Jorge Henrique e Emerson. Técnico: Tite.

Boca Juniors
Orión; Roncaglia (Sosa), Schiavi, Caruzzo e Rodríguez; Ledesma, Somoza, Erviti e Riquelme; Mouche e Santiago Silva.
Técnico: Julio César Falcioni. Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia). Local: Pacaembu, em São Paulo, hoje, às 21h50, com transmissão ao vivo da TV Globo e do canal por assinatura Fox Sports. (AE)

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4 comentários

  1. anibal vieira disse:

    olha só como vai ser a noite dos curintianus
    “`ver o cutintia ser campeão da libertadores, desligar o playstation e ir dormir ““`
    só no playstation …………….
    boca 2 x 0
    um virgen de 102 anos concon!!!!!!

  2. Rose disse:

    Enfim calamos a boca de muitos times rivais que com a sua torcida para o Boca ajudou muito eles….Da proxima vez fazem uma crença maior pq foi em vao rsrsrsrs.
    Agora é´Corinthians e Chelsea,e os rivais torcerem pro time Europeu…Aii como é bom ser invejado.Isso é ser Brasileiro né?Torcer para um time Europeu só pq nao gostam do Corinthians,tbém nao precisamos da torcida deles.

  3. Lilian disse:

    Corinthians é campeão nós mereceu

  4. Então pros que falam mal do timão dormiram com a boca aberta né?

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