Unesp reservará 1.134 vagas para alunos da rede pública

Publicado em 22 de agosto de 2013 às 12h20
Atualizado em 22 de agosto de 2013 às 12h20

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) vai reservar 1.134 das 7.259 vagas do vestibular 2014 para candidatos que tenham feito integralmente o ensino médio em escola pública. Entre as vagas reservadas, 391 são destinadas a candidatos que se autodeclararem pretos, pardos ou indígenas. A reserva corresponde a 15% das vagas oferecidas e serão aplicadas para cada curso e turno. A Unesp vai aumentar gradualmente a reserva de vagas para cotistas até 2018: 15% (2014), 25% (2015), 35% (2016), 45% (2017), 50% (2018).

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De acordo com a universidade, o preenchimento das vagas seguirá a ordem de classificação do vestibular e, a cada ano, o Conselho Universitário fará uma avaliação da metas e das estratégias estabelecidas. Todos os 171 cursos, disponíveis em 23 cidades e oferecidos para ingresso no primeiro semestre de 2014, dispõem de vagas destinadas ao programa. Medicina, em Botucatu, reserva este ano 14 de suas 90 vagas.  Agronomia, de Jaboticabal, reserva 15 de suas 100 vagas.

As inscrições para o vestibular da Unesp serão abertas no dia 16 de setembro e vão até 15 de outubro, e poderá ser feita pelos sites www.vunesp.com.br e vestibular.unesp.br. O prazo para pedido de isenção do valor da taxa de inscrição será de 2 a 9 de setembro.

As provas serão nos dias 17 de novembro (primeira fase, com 90 questões de múltipla escolha), e dias 15 e 16 de dezembro (segunda fase, com questões dissertativas e redação). O resultado final será divulgado em 27 de janeiro de 2014. (G1)

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5 comentários

  1. Diogo Tavares disse:

    Nada mais justo que as vagas das universidades públicas sejam destinadas aos alunos da rede pública. E aos que soltam a falácia de que tais alunos vão ficar pra trás ou o ensino vai ter que ser nivelado para baixo. A maioria dos alunos que desenvolvem iniciação científica são provenientes da rede pública, o que significa manter-se no curso sem reprovas e com proficiência acadêmica acima da nota de corte para obter bolsas dos orgãos de fomento como a FAPESP e CNPq. O que falta agora é um incentivo maior à políticas de permanência estudantil, dado que muitos desses alunos não terão condições de se manter com recursos próprios morando em outras cidades, e a atual política de permanência estudantil tanto da UNESP quanto das outras 2 estaduais paulistam não conseguem atender a demanda atual, que não incluiu ainda estes alunos da rede pública que estão ingressando a partir do próximo ano.

  2. Emílio Custódio disse:

    Só não entendi o porque de esperar 5 anos para por em prática uma questão já certa. Mais de 50% dos brasileiros, segundo Senso, são negros ou pardos.

    Retardar o acesso a educação aos negros, (não pretos como foi dito) pardos e índios, ou seja, pobres, é uma premissa já praticadas ha tempos nesse pais.

    Melhor nem esticar essa converça…

    Preto é cor, não raça.

    Ok… Rsrs

    • Diogo Tavares disse:

      Emílio Custódio, vc fala como se só negros e pardos fossem pobres. Esquece da grande parcela de imigrantes italianos e de outros países que vieram pra cá trabalhar e habitaram as mesmas sensalas (colônias) ganhando salários simplórios. Só não teve tronco e chibatada porque do resto..

  3. Diogo Tavares disse:

    E a demora de 5 anos é justamente devido à política de permanência estudantil que já é precária, e seria inexistente se 50% das vagas fossem preenchidas por candidatos que não possuem condições sócio-econômicas para se manter..

  4. Amanda disse:

    Preto é cor e não raça !

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