Projeto de Dislexia da Educação de Olímpia é destaque no noticiário regional

Publicado em 29 de janeiro de 2015 às 11h38
Atualizado em 29 de janeiro de 2015 às 11h38

O Projeto de Dislexia, da Secretaria da Educação de Olímpia, foi destaque no Tem Notícias 1ª edição, programa jornalístico da TV Tem São José do Rio Preto. A matéria falou sobre os atendimentos, como são conduzidas as aulas e mostrou como personagem o aluno Vitor. Em entrevista, a mãe do aluno, Érica dos Santos Catalano falou sobre a evolução do seu filho. “Antes ele escrevia tudo errado, ele não tinha coordenação motora. Agora a gente vê que a letra dele é perfeita. Quando ele entrou nem escrevia o nome, agora ele já lê e escreve”, disse à TV Tem.

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Dislexia é um transtorno genético e hereditário da linguagem, de origem neurobiológica, que se caracteriza pela dificuldade de decodificar o estímulo escrito ou o símbolo gráfico. A dislexia compromete a capacidade de aprender a ler e escrever com correção e fluência e de compreender um texto. Em diferentes graus, os portadores desse defeito congênito não conseguem estabelecer a memória fonêmica, isto é, associar os fonemas às letras.

No Brasil, segundo estimativa cerca de 15 milhões de pessoas têm algum tipo de necessidade especial. Deste universo, acredita-se que pelo menos 90% das crianças, na Educação Básica, sofra algum tipo de dificuldade de aprendizagem relacionada à linguagem. Entre elas a Dislexia, é a maior incidência. O Projeto de Dislexia foi criado em 2013 e o trabalho é desenvolvido com os alunos da Rede Municipal de ensino e a sala fica na EMEB Theodomiro da Silva Melo.

Com base no número de alunos com Dislexia matriculados na rede municipal, o projeto pretende, dentro de uma perspectiva de sensibilização, informação e apoio, responder a uma necessidade que se faz presente no atual sistema educacional. A desinformação entre pais e educadores tem deixado à margem das salas de aula e do bom convívio familiar e social as crianças disléxicas e /ou com problemas de aprendizagem.

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De acordo com Lucilene Maria de Abreu, diretora da escola, o objetivo do projeto desenvolvido é promover melhores condições de vida e de convivência social ao educando com dislexia, e contribuir para uma sociedade verdadeiramente inclusiva, proporcionando o desenvolvimento integral de suas habilidades intelectuais, físicas e sociais, estimulando o pensamento crítico, criativo e comunicativo, considerar suas necessidades específicas, prestando de forma complementar ou suplementar à sua formação, criar um ambiente privilegiado a convivência e a interação com diversos meios, recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem barreiras para seu pleno desenvolvimento.

A escola Silva Melo atende todos os alunos da Rede Municipal de Ensino de Olímpia, com problemas de aprendizagens que tenham laudo médico de Dislexia. “Com base nos dados coletados nas unidades escolares quanto ao número de alunos diagnosticados com Dislexia, foi realizado um processo de sondagem, na qual foi possível detectar a necessidade de cada aluno com dificuldade de aprendizagem, podendo, assim, elaborar um plano de ensino para atender a necessidade específica de cada aluno”, disse a diretora Lucilene.

O projeto é realizado dentro da sala de Atendimento Educacional em Dislexia (AED), que dispõe de recursos pedagógicos para atender melhor o educando. Os atendimentos educacionais são realizados duas vezes na semana, no contra turno, com duração de 55 minutos a aula individualmente com a professora Solange Luzia Nogueira Pinto, que é especializada na área de Educação Especial e Inclusiva com curso de capacitação em Dislexia. A avaliação é contínua, dando oportunidade para ser flexível com o conteúdo, podendo ser modificado de acordo com as necessidades do educando. As atividades são elaboradas com antecedência, dispondo de recursos pedagógicos como: jogos, computadores, materiais pedagógicos para melhor atender às dificuldades e possibilidades de aprendizagem do aluno. O trabalho é realizado em equipe, procurando sempre estar em contato com outros profissionais que atendem também o aluno (psicólogos, fonoaudiólogos, professor da base comum e outros profissionais a fins). O projeto atende 19 alunos de toda rede municipal com faixa etária de 8 a 12 anos.

“O projeto de Dislexia mostrou que os alunos atendidos tiveram uma melhora significativa dentro da sala de aula como também na sua vida social. Com esses atendimentos os alunos com dislexia podem contar com: recursos, métodos e atividades diversificadas com o intuito do desenvolvimento integral do educando; aprendizagem significativa focada nas necessidades de cada educando; resgate da autoestima para evitar o fracasso escolar; esclarecimento e orientação para os docentes e pais sobre dislexia e estímulos para que o educando elabore e supere os conflitos resultantes dos sintomas psicogênicos”, afirmou Lucilene.

“No decorrer deste projeto concluo que o aluno com Dislexia deve ter um tratamento diferenciado para que avance em sua aprendizagem. Foi possível, no decorrer deste período, perceber o quanto o aluno precisa se dedicar para se fazer compreender, e é nesse sentido que o professor precisa de um olhar sensível e pesquisador para conhecer as peculiaridades de seus alunos e buscar embasamento para auxiliá-los com qualidade. Sempre necessário o aprofundamento do assunto para poder escolher quais seriam as metodologias mais apropriadas para desenvolver este trabalho. É essencial conhecer os próprios alunos através das observações e sondagens para propiciar uma melhor aprendizagem”, concluiu a diretora Lucilene Abreu.

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